Lula pode ser candidato em 2018? Quem será o “seu” herdeiro?

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Por Ivo Pugnaloni

Responda rápido, caro leitor: “Quanto tempo demora no Brasil, normalmente, um processo judicial?”  “Três anos no mínimo”, dirão alguns. “Cinco ou até mesmo dez anos”, dirão outros.                                                                                   

E o processo contra Lula, quanto tempo vai durar? Não precisa pensar muito: o processo deve durar mais do que os dois anos, com toda a certeza. Aliás, vai durar quanto tempo seus adversários quiserem, necessário para impedir seu retorno à presidencia da República em 2018.

Afinal, o juiz, os promotores e os policiais envolvidos no caso não aparentam ter a menor pressa em condenar ou inocentar o Lula. Quanto mais tempo durar o processo, melhor. Pois se condenarem Lula muito rápido poderia ser pior, acenderia os ânimos, revoltaria os trabalhadores, que não entender como tantos ligados aos PSDB estão soltos e Lula, preso. Logo o Lula que deu aos filhos deles a chance de cursar uma universidade, não poderá concorrer a um novo mandato.

Muito melhor será Lula continuar sendo julgado e condenado por mais 1000 dias e noites  pelo casal de apresentadores-juízes do Tribunal da Mídia, órgão moderno e ágil, que conforme o juiz Moro e os promotores do caso afirmam, cumpre importante papel, colaborando com o Judiciário, e funcionando no Jardim Botânico, no Rio de Janeiro. Sem despesas para o erário público.

Sobre a possível condenação de Lula quanto à propriedade do sítio chinfrim de Atibaia e do tríplex-muquifo do Guarujá, é importante notar que no Brasil não existe uma certidão de “não-propriedade”.  Será impossível ao Lula provar que os imóveis não são dele. E a certidão de cartorio que diz isso, não é aceita como prova da não-propriedade pelo juiz Moro, em decisão ratificada pelo Tribunal da Mídia há poucos dias.

Considerando que, também por decisão memorável do juiz Moro, o ônus da prova agora passou do acusador para o acusado, não é preciso ser muito esperto para concluir que Lula já está fora da disputa eleitoral em 2018. Não importa se já estará condenado ou não, com provas ou não.

Lembremos a respeito, que para condenar Lula basta agora uma delação premiada. E esta pode ser obtida por meio de prisão preventiva indefinida, um novo conceito penal, criado pelo próprio juiz Moro, já consentida pelo Superior Tribunal Federal.

Lembremos que a autorização para que a suprema corte do país altere a Constituição Federal de 1988, foi conferida há pouco por decreto legislativo do Congresso Nacional da Mídia, que é o verdadeiro parlamento brasileiro. Muito mais econômico do que seu homônimo e subordinado, que funciona em Brasília, o Congresso Nacional da Mídia proporciona grande economia ao país. Basta comparar o numero de seus componentes, pois enquanto o Congresso Nacional da Mídia que funciona no Jardim Botânico, tem apenas três deputados, ( os quais para maior economia concordaram em ocupar também os cargos de senadores) o Congresso Nacional eleito pelo povo, que funciona em Brasília sustenta 513 deputados federais e 81 senadores. Um verdadeiro absurdo, um desperdício total.

Voltando ao caso Lula, mesmo se não houver provas, mesmo se o Lula conseguir trazer ao processo um Atestado emitido pelo próprio Senhor Deus, provando que não é dono do sitio e do tríplex, o juiz do caso, usando o poder já conferido pelo STF ao saudoso, mas muito vivo, Joaquim Barbosa, poderá usar a já testada “teoria do domínio do fato”.  Para isso, basta usar jurisprudência firmada no voto da Ministra Rosa Weber, que no caso José Dirceu, dispensou provas, dizendo que a “literatura a ensinou que assim poderia fazer para condenar o réu”.

Ora, sejamos francos: quantos são na Câmara dos Deputados, no Senado ou no STF aqueles com coragem para opor-se às novas regras criadas pela Casa de Leis do Jardim Botânico? Muito poucos.

E se Lula, por falta de provas, ainda não estiver condenado em 2018, bastará ao juiz Moro, cuja esposa, – vejam só que coincidência -, trabalha não apenas para políticos do PSDB, mas para a Shell, concorrente da Petrobrás, investigada pelo marido-, autorizar a prisão preventiva indefinida do ex-presidente e candidato em qualquer dia antes do dia da eleição. Ou mesmo depois da eleição.

Afinal, o importante para os adversários de Lula não é a condenação pelo STF. O importante é obter fotografias e imagens de vídeo do “japonês da Federal”,              ( um funcionário público condenado à prisão por corrupção, mas que espera recurso há doze anos ), conduzindo para uma cela o maior líder vivo das classes trabalhadoras de todo o mundo hoje.

Tudo conforme estabelece acordo de colaboração entre as empresas jornalísticas e a vara que preside o Dr Moro para vazamento de informações e ampliação da audiência de algumas emissoras e o funcionamento da nova PPFA, Polícia Política Federal Anti-PT.

Se o PT não mudar seu candidato, podemos ter Lula preso, sem julgamento, concorrendo à eleição para presidente da república, em prisão preventiva indefinida, acompanhado de dona Marisa, algum de seus filhos e quem sabe, uma das noras. Cenas inesquecíveis para aumentar a audiência das novelas e dos noticiários. Infelizmente, os netos de Lula não poderão ser presos, ainda estarão livres das garras da lei, mas não do opróbio eterno nas escolas e universidades que cursarem.

Os que simpatizam com a história de vida de Lula precisamos internalizar isso: Lula já está fora das eleições de 2018, pois nada, nos processos de investigação ao menos aparenta ser isento. Não se procura nestes processos evitar a corrupção mas apenas cassar Lula antes que seja candidato. Sua absolvição final, se vier a ocorrer ainda com Lula vivo, deverá levar mais de dez anos, com toda a certeza. E isso pode o amigo leitor perguntar isso a qualquer advogado de sua preferencia ou conhecimento.

Essa a verdade, que deve ser reconhecida o quanto antes, pelos que ainda não concordaram em entregar o poder em 2018 para os adversários das politicas de desenvolvimento com inclusão social e diminuição de desigualdades regionais e sociais,

Graças ao poder do Tribunal da Mídia, – cujo poder aliás jamais foi contestado seja por Lula ou seja por Dilma, estamos como queria Carlos Lacerda, patrono dos golpistas brasileiros, mais famoso agente de governos estrangeiros no país, quesonhava em ser presidente da República, mas para isso não admitia que o mineiro Juscelino Kubitschek (1902-1976) pudesse ser candidato pois se fosse, ganharia de novo:

“Juscelino não será candidato. Se for candidato não pode se eleger. Se se eleger, não pode tomar posse. Se tomar posse, não pode governar”, dizia Lacerda em 1963, sobre as eleições marcadas para 1965. Eleições que jamais foram realizadas, em razão do golpe cívico-militar articulado por ele Lacerda e pelo embaixador dos Estados Unidos, Lincoln Gordon, em conjunto com o Governador de Minas Gerais, Magalhães Pinto que era o dono do Banco Nacional e com o Governador de São Paulo Ademar de Barros, famoso pelo slogan “Aquele que rouba mas faz”.

E infelizmente, com a colaboração de dezenas de oficiais generais das Forças Armadas, entre eles Amauri Kruel.

Então vem a pergunta: quem vão ser os candidatos se Lula estiver ver fora da disputa, atrás das grades da Polícia Federal, em Curitiba, mas transferindo ao substituto vários milhões de votos, oriundos da revolta do povo simples, que produzirá efeito muito maior pelas redes sociais do que o motim de três dias incontrolável, quando no Rio de Janeiro, com a morte de Getúlio, os golpistas de 1954 conseguiram enfim fazer com que o presidente dos trabalhadores saísse morto do Palácio do Catete?

E quem seria o candidato da presidenta Dilma, apto a beneficiar-se dessa enxurrada de votos?

- Jaques Wagner? José Eduardo Cardozo? Ciro Gomes? Ou Eduardo Braga?

E o candidato do PSDB e da oposição toda?

- José Serra? Aécio Neves?

E quem seria o candidato do PT, se o partido ousasse desobedecer à presidenta atual?

- Fernando Haddad? Fernando Pimentel?

Ou será que, como diziam em 1962 os estudantes mais revoltados com a ingerência norte- americana na política brasileira, nas ruas se gritará:

- “Chega de Intermediários! Para presidenta, a embaixadora dos EUA, Liliana Ayalde. Ou algum dos filhos do Irineu Marinho!”

Quem viver verá, mas quem pensar e agir agora, com certeza, interferirá.

Ficar só lendo, teclando e postando comentários não adianta. É preciso agir.

No mundo real. O mundo virtual é apenas virtual e não necessariamente, virtuoso.

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