A desnacionalização e concentração anulam a democracia

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Por Adriano Benayon

Penso que, com os graus da concentração e da desnacionalização já atingidos no Brasil, para falar só de nosso País, tornou-se inviável, sob as regras da falsa democracia ocidental, reverter a profunda deterioração das estruturas econômica, financeira, política, social e cultural.

Essa deterioração vem produzindo sofrimentos em escala apreciável, e sempre em aumento. Ela não tem possibilidade de ser revertida sob sistema capitalista, que é o sistema em que um punhado de oligarcas concentra o essencial do poder econômico, financeiro e político, subordinando tudo, inclusive, a economia de mercado, que fica sem espaço para crescer.

O quadro não é reversível dentro da presente legalidade e nem mesmo através de qualquer processo eleitoral, sem prévia refundação das estruturas mencionadas, incluindo a de comunicação social.

O regime que for implantado com o objetivo de realizar o que tem de ser realizado terá de ser autoritário, embora com participação e com apoio popular, e será chamado de ditadura pelas potências imperiais e seus seguidores; em caso de não ser instituído no quadro de revolução popular de tipo leninista, será chamado de capitalismo burocrático pelos comunistas.

Imagino que se teria de adaptar um sistema combinando instituições políticas e administrativas dos governos atuais da Rússia e da China, aproveitando também alguma coisa de nosso passado, da França, da Argentina e outros.

É um sistema em que é (são) fundamentais liderança(s) fortes, e no qual o Estado tem papel essencial, agindo diretamente na economia e também fomentando e viabilizando um grande setor de economia de mercado, formado por empresas de pequeno e de médio porte, à parte o universo das micro-empresas e de empreendedores individuais, notadamente no campo (agricultura familiar). Já escrevi muito sobre esse modelo econômico, inclusive no livro Globalização versus Desenvolvimento (há 20 anos) e em artigos e manifestações desde então.

É claro que o Brasil necessita novas estruturas em todos os campos mencionados e que não há a menor chance de construí-las, sem forte resistência do atual poder real, nas mãos do império e de seus agentes, nem muito menos sob o funcionamento das atuais instituições: as medidas fundamentais seriam cassadas pelo Judiciário, rejeitadas pelas duas Casas do Congresso e por aí vai. Encontrariam oposição de muita gente de esquerda, de direita, de fetichistas de ícones que se acostumaram a venerar etc. Não daria sequer para submeter a plebiscito, a não ser talvez algumas regras básicas. Poderiam ser colocados referendos para ratificação de medidas.

Uma ideia sobre “A desnacionalização e concentração anulam a democracia

  1. FERNANDO DA COSTA

    Creio que o dever do Estado é fornecer o mínimo para o seu povo com responsabilidade orçamentária sem interferência da iniciativa privada ou sem o privilégio de um ser em particular ou um grupo de seres em particular, em virtude de todos os outros. Protegendo seu povo. O Estado é para ser neutro, completamente neutro, e não deixar se corromper por individuos egoistas que buscam sugar do estado para aumentar seu patrimônio particular em virtude de todos os outros. Ou seja, para o estado não serve o egoísmo ou do egoísmo o estado não deve se servir. Mas não é isso que vemos, assistimos estados sucateados, vendidos e sitiados por políticos comprados e com políticas compradas. Vendem o banco central do país para que o banco central possa emitir dívidas do governo com alta taxa de juros para os bancos comprarem; para que depois, o próprio governo tenha que pagar, e assim assaltam os cofres públicos na calada da noite. Estão vendendo o país para os bancos e o povo terá de pagar depois. Deixando os povos pelo planeta e seus países reféns da dívida de meia dúzia de bancos pertencentes a meia dúzia de famílias inescrupulosas e gananciosas. Fazendo com que os povos destes países tenha que trabalhar uma parte da dívida só para pagar impostos, não impostos do seus governo, mas agora impostos dos bancos os quais seus políticos venderam seus governos com títulos públicos a alta taxas de juros. Que vão se acumulando até não poderem mais pagar. COmo é o caso dos EUA ou da Grécia que está oficialmente falida. Se o estado fosse forte, numa visão ainda utópica, haveria de se ter água, energia e alimento assim como moradia de forma gratuita a todos. Mas estas são justamente as formas de escravidão atual que a mídia luta para manter pois também lucra com isso; com propagandas, participação acionária das empresas. Um estado forte acabaria totalmente com a chance da iniciativa pivada e egoista, de manter-se no poder controlando povos e nações através da dívida, tanto bancária como setorial (alimentos, água, energia) de seus países e cidadãos. As empresas de energia, água são vendidas para mesma iniciativa privada que mantém o povo refém de contas de água, luz e energia cada vez mais caras. Porque Cuba é vista como inimiga na atualidade? Porque lá tem educação, saúde e alimento para todos? Ou porque os grupos bancários e empresarias que controlam os estados através da dívida e consequentemente os seus políticos, utilizam da mídia que também lhe pertencem para criminalizar estados fortes que ajudam seus povos como estados terroristas, comunista, marxistas… inventam um monte de nomes diferentes e o povo comum e ignorante pensa: “Que monte de nome feio, isso deve ser ruim! Se ta passando na BBC é porque deve ser coisa do demonho!” INfelizmente são só seres ignorantes que repetem as frases dos noticiarios manipulados para justamente enganá-los e cheios da razão e vaidade caem como patinhos feios na brincadeira. Como bem sabemos a energia solar ainda não está em amplo funcionamento, uma placa com alta porcentagem de absorção seria suficiente para uma casa manter-se energeticamente até que se inventasse outra forma particular de desenvolvimento energético mais fácil e poderosa. Água também deveria se haver uma forma de se captar ou desenvolver água para uso particular; mas infelizmente as tecnologias deste planeta ou são roubadas para uso militar e não são divulgadas para manter poderio militar de uma determinada facção ou são escondidas para manter uma industria no poder, como é o caso da gasolina e do petróleo perante outros combustíveis ecológicos. Alimento poderia ser produzido também de forma particular ao invés de grandes industrias que utilizam de venenos para não perder plantações imensas ou grandes manadas de animais doentes que adoecem a população. Há muitas formas que empoderariam a população e livraria a população do encarceramento das industrias, bancos e multinacionais. Mas o ser humano ainda é muito impressionável e graças ao bombardeamento “propagandial” querem o novo video game do momento. É uma época de amadurecimento da humanidade, que ainda poderá levar alguns anos de escravidão mental, física, emocional, financeira e principalmente espiritual.

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