Arquivo mensais:outubro 2015

A guerra do dólar

Por Gabriel Galípolo e Luiz Gonzaga Belluzzo | Via Carta Capital

O Tratado Transpacífico e o conflito da Síria marcam a reorganização da economia pelas grandes empresas e o Fed.

Duas notícias aparentemente desconexas ocuparam as manchetes na semana passada: a criação de um megabloco comercial, o TPP,  integrado por Estados Unidos, Japão e mais dez economias, que perfazem 40% do PIB mundial; e oprotagonismo da Rússia na guerra da Síria, uma intervenção militar em clara oposição aos interesses e desejos norte-americanos.

Henry Kissinger, em seu livro Sobre a China, descreve o processo de aproximação entre EUA e China durante a gestão Nixon (1968-1974), do qual foi assessor de Segurança Nacional, como resultado de interesses comuns em frear a “ameaça do projeto de hegemonia soviética”. Narra que Chou En-lai, premier chinês no período, quando escreveu sobre o restabelecimento da amizade entre os povos chinês e americano, descreveu uma atitude necessária para promover um novo equilíbrio internacional, não um estado final de relacionamento entre os povos.

Na década de 1970, momento da aproximação China-EUA, a experiência do capitalismo “social” e “inter-nacional” do imediato pós-Guerra sofria do mal-estar do primeiro choque do petróleo, da estagflação e do endividamento da periferia alimentado pela reciclagem dos petrodólares. A inflação sucumbiu diante da elevação dos juros promovida por Paul Volcker em 1979. Além de lançar o país na recessão, o gesto do Federal Reserve não só aplacou a inflação de dois dígitos nos Estados Unidos, mas, sobretudo, reinstaurou a soberania do dólar como moeda-reserva, extinguindo a ameaça de fracionamento do sistema monetário internacional. A punhalada de Volcker desmontou as pretensões dos europeus de encaminhar a substituição do dólar por um ativo de reserva administrado pelo FMI e lastreado em uma cesta de moedas.

Kissinger, Mao e Chou En-lai (em segundo plano) selam em 1973 a aproximação sino-americana, necessária ao equilíbrio internacional naquele momento. Créditos: Reuters

O choque de juros afetou especialmente os países emergentes, espremidos entre a súbita escassez do meio de pagamento internacional e o elevado serviço da dívida externa já contratada. O célebre problema da transferência de recursos quebrou as economias periféricas que singraram os mares da abundante liquidez no mercado internacional e levaram à exasperação o seu endividamento em dólares.

De uma perspectiva geopolítica e geoeconômica, a inclusão da China no âmbito dos interesses americanos é o ponto de partida para a ampliação das fronteiras do capitalismo, movimento que iria culminar no colapso da União Soviética e no fortalecimento dos valores e propostas do ideário neoliberal.

A recuperação do poder do dólar instaurou um novo regime de coordenação da economia mundial e abriu espaço para o comando dos mercados financeiros anglo-saxões sobre as estratégias empresariais e as políticas econômicas. Ao contrário do que reza a vulgata de certa esquerda ou pregam os delírios da direita obtusa, a nova etapa do capitalismo, dita neoliberal, não buscou e muito menos realizou a propalada redução das funções do Estado.

Em sua sabedoria sistêmica (nada de teorias conspiratórias, por favor), o neoliberalismo promoveu a apropriação do Estado pelas forças da grande corporação transnacional empenhada na concorrência global. Desde os anos 1980, o capitalismo “social” e “inter-nacional” do imediato pós-Guerra transfigurou-se no capitalismo “global” “financeirizado” e “desigual.”

A relação econômica sino-americana promoveu o fluxo de investimento dos Estados Unidos para a China, a exportação de manufaturas com ganhos de escala refletidos em baixos preços da China para os EUA, o endividamento para sustentar o consumo das famílias americanas submetidas à estagnação ou queda dos rendimentos. Foi na força do dólar e na resiliência de seu mercado financeiro que a grande empresa americana sustentou a migração de suas fábricas para regiões de menor custo relativo. As entradas de “investimento de portfólio” financiaram a saída líquida de capital produtivo.

Nesse jogo da grande finança com a grande empresa, conforma-se uma mancha manufatureira que pulsa em torno da China. O modelo sino-americano garantiu inflação baixa e taxas de juros idem e as reservas chinesas em dólares fechavam o circuito endividamento-gasto-renda-poupança. Enquanto o Japão patinava e ainda patina na estagnação sem fim, abriam-se as portas para a rápida e avassaladora ascensão do Império do Meio, alçado em poucas décadas para a cumeeira da economia global, ocupando hoje o segundo posto na hierarquia das potências econômicas.

Os EUA agora querem repatriar parte do parque produtivo deslocado em grande escala para a China. Créditos: Latinstock e Lang Shuchen/AFP

 

A crise financeira internacional de 2008 é filha da ampliação, reprodução e automatização desse movimento de integração internacional das economias capitalistas. Desde então, tanto Estados Unidos quanto China, com maior ou menor intensidade, têm dedicado esforços para promover a “reinternalização” de seus circuitos de “geração de valor” (leia-se formação de renda e emprego). Curiosamente, o que no modelo anterior se apresentava como virtude, agora é vício.

Nos EUA, os esforços concentram-se na repatriação de parte do parque produtivo norte-americano, pretensão que esbarra nas tendências à valorização do dólar, tendências inexoravelmente associadas ao poderio do seu mercado financeiro. Na China, a mudança encaminha-se para reduzir a dependência das exportações líquidas e da elevada taxa de investimento. O novo modelo chinês pretende elevar o consumo e a participação dos serviços na formação da renda e do emprego.

O que está inscrito nos rabiscos do TPP e do Tratado Transatlântico é uma tentativa de submeter uma fração importante do espaço asiático e europeu ao “novo mercantilismo” da grande empresa transnacional dispersa geograficamente, mas extremamente concentrada sob o controle dos megabancos americanos, ingleses e europeus e de seus fundos mútuos e fundos de pensão.

O trabalho pioneiro de James Glattfelder, Decoding Complexity – Uncovering Patterns in Economic Networks, desvela de forma rigorosa a concomitância entre a constituição das cadeias globais de valor e a brutal centralização do controle da produção e da distribuição da riqueza em um núcleo reduzido de grandes empresas e instituições da finança “mundializada” que mantêm entre si nexos de dependência nas decisões estratégicas.

Nesse quadro, o divórcio EUA-China encaminha-se para uma solução menos amigável com a sedução de novos parceiros, na busca de relações comerciais e financeiras cuja interdependência possa se revelar mais favorável, em um cenário de concentração do controle das decisões no bloco empresarial hegemônico e de competição entre nações.

O acordo do Pacífico dá as costas à Europa e exclui os BRICS, enquanto a Rússia invoca protagonismo. Créditos: Nelson Almeida/AFP

 

A imprensa internacional vem se movendo em torno da interpretação apresentada pela The Economist em maio de 2015, sugerindo um pouco afetuoso “abraço de urso” (com o Dragão!), para a manchete do The Guardian de julho desse ano, “China e Rússia: O novo superpoderoso eixo mundial”. A reportagem exibe o exponencial crescimento do comércio da China para a Rússia a partir de 2009 e a elevação dos investimentos no mesmo sentido, especialmente a partir de 2013.

O coincidente anúncio do acordo comercial do Pacífico, que, por questões geográficas, dá as costas à Europa e estabelece parceria com países nas áreas de influência dosBRICS, excluindo-os, na mesma semana em que a Rússia invoca protagonismo na questão Síria, possibilitando estabelecer uma posição estratégica naquela área de influência e, simultaneamente, resolver uma das grandes aflições europeias, pode configurar-se como catalisador na formação do bloco de oposição à hegemonia norte-americana.

Tudo isso às voltas de avisos alarmantes do FMI quanto aos riscos decorrentes do aumento do endividamento dos países emergentes em dólares que, com a elevação das taxas de juros norte-americana, deve nos brindar com o enredo da novela conhecido como “não vale a pena ver de novo”, impondo mais uma vez ao mundo o ônus decorrente de um único país deter o monopólio do controle da moeda internacional.

Qual a ligação das guerras no Oriente Médio com a Petrobras?

Por Bento Araújo

A história do Oriente Médio, das petrolíferas estrangeiras e da Petrobras possuem várias confluências. Os bastidores do poder global revelam fatos imprescindíveis para compreensão da geopolítica e dos conflitos contemporâneos.

As sangrentas guerras na Síria, Egito e Líbia tem causas básicas na questão do petróleo e do gás natural e a rota dos gasodutos da Gazprom. O ISIS e Al-Qaeda são crias da CIA para gerar conflitos na região. A CIA perdeu o controle sobre os terroristas treinados durante o governo Reagan na Kachemira (liderados pelo saudita Bin Laden, filho de um sócio de George Bush) e criou o ISIS para combater o Al-Qaeda. As torres gêmeas foram na realidade um golpe maior articulado pelas elites americanas e a CIA para justificar uma nova guerra no Oriente Médio. Em maio de 2001 um dos arquitetos que projetou as torres alertou sobre os riscos de colapso da torre sul atingida fortemente em 1993 por uma explosão na garagem e que corria sérios riscos de colapso num caso de um furacão atingir NY e estranhamente os donos das torres fizeram um mega seguro em meados de 2001. As bases aéreas de Langlay e Andrews onde ficam os aviões de ataque num caso de ameaça ficaram sem comunicações por muito tempo nos momentos das decolagens dos voos suspeitos, e o quadrante do Pentágono, supostamente atingido pelos ataques, estava em “reformas” desde meados de 2001. O fato é que a guerra gerou dividendos para os EUA e para as petrolíferas CHEVRON e EXXON Mobil que foram as empresas que ocuparam os campos petrolíferos de Majnoon no Iraque durante a guerra e estão lá até hoje. O barril do petróleo subiu de 60 para 120 dólares durante a segunda guerra, a mais catastrófica no Iraque, não sobrou nada do país, até as hidrelétricas no Rio Tigre e Eufrates e as refinarias foram completamente bombardeadas, e também todos os hospitais e escolas, não sobrou nada no país, como estão agora fazendo na Síria.

A CIA quer tirar do cenário do Norte da África a petrolífera Gazprom pois a Síria e os países vizinhos possuem tanto no mar Mediterrâneo como na região norte e oeste do continente africano imensas reservas de gás natural e petróleo e a construção de novos gasodutos da GAZPROM pelos russos podem poderá aumentar a dependência dos países europeus com o gás da Rússia que atualmente já abastece 80% da Europa Ocidental. Se os russos fecharem as válvulas de gás desses gasodutos nas suas fronteiras, toda a Europa parará e não terá energia para aquecimento no inverno e nem para mover a indústria e as termelétricas da Europa.

O Petróleo como sempre tem motivado guerras sangrentas, revoluções, golpes militares e recentemente até golpes sujos para tentar derrubar os governos na Venezuela e no Brasil por causa das gigantescas reservas descobertas em Maracaibo (perto das Guianas em 20130 e no PRÉ-SAL (Brasil em 2007) que são os dois campos petrolíferos ultra-gigantes maiores do hemisfério sul.

Esse conflito na Síria iniciado em março de 2011 foi alertado pelo Snowden que também alertou também as ameaças no Brasil no caso da imensas reservas brasileiras e venezuelanas e a alta produtividade dos campos petrolíferos do pré-sal) e informou recentemente sobre dois assassinatos de candidatos a presidência, um no México em 1995 (Luis Donaldo) do Brasil em 2014 (Eduardo Campos) foram patrocinados pela CIA por causa da questão do petróleo. no Brasil seria o retorno do REGIME DAS CONCESSÕES criado pelo governo tucano (FHC e DAVID ZYLBERSZTAJN).

Aécio Neves e Marina Silva encontraram-se sigilosamente com George Soros em agosto de 2014, antes do terceiro acidente com o avião de Campos em NY, isso mesmo com o megespeculador sr. George Soros (patrão de Arminio Fraga) e em agenda não revelada. Depois da derrota nas urnas o sr FHC teve um encontro reservado com George Soros aqui no Brasil. SOROS é o maior proprietário das ações preferenciais da Petrobras na Bolsa de New York, ganhadas numa raspadinha a baixos preços entregue por FHC no NYSE em junho de 1999 e desde 2000 a Petrobras remete para o exterior 40% dos seus lucros, vejam no blog do Argemiro Pertence, ela mostra que a Petrobras foi vítima de uma privatização branca, por baixo do pano, pela inclusão do ARTIGO 62 na Lei 9.478/97 que definiu um novo conceito, fajuto e farsante, de “empresa nacional”. FHC temia que uma privatização direta causaria clamor e revolta nos militares e por essa razão fez a privataria por baixo do pano, mudando a lei e entregando todas as seis bilhões de ações preferenciais no NYSE, deixando apenas dois bilhões de ações no BOVESPA, sendo 50 % mais uma ficaram com a União. Esse foi o maior golpe já feito na Bolsa, uma privatização branca e lesa-pátria. Antes dessa ação criminosa na bolsa de valores FHC e o genro entregaram as valiosas subsidiárias petroquímicas da Petrobras a baixos preços para o capital privado (COPENE, COPESUL, FAFEN, PQU, etc) entregues ao GRUPO TURCO QUATOR E PARA O AMIGO PESSOAL DE FHC SR EMILIO ODEBRECHT, pai de Marcelo (hoje grupo Braskem).

O conflito na Síria foi um conflito semelhante que aconteceu em 1979 quando o Irã (Khomeine) derrubou o Xá Rheza Palevi e ascenderam os aiatolás e os russos descobriram enormes jazidas de gás natural e petróleo no Mar Cáspio e o Afeganistão passou a ser a rota estratégica dos polidutos de petrolóleo e gás natural que causou a derrubada do rei afegão e a ascensão dos talibãs, a CIA treinou Bin Laden, um filho de um sócio de George Bush na empresa petrolífera Arbustus Oil Company portanto Bin Ladem virou um agende da CIA para formar a resistência aos talibãs e expulsar os russos, ele era filho da elite saudita do petróleo e agente duplo. No Egito a derrubada de Osni Mubarak foi por causa a segunda tentativa de uma total nacionalização do Canal de Suez, que foi constru´pidos pelos ingleses no início do século XX por causa da rota dos navios petroleiros para a Arábia Saudita e para o Golfo. A primeira tentativa de nacionalização foi em 1956 que gerou uma guerra sangrenta no canal e depois em 1967 a Guerra dos Sete Dias entre a RAU República Árabe Unida (Egito, Jordânia e Iraque) e Israel levou a uma intervenção militar dos EUA e os russos, aliados do Egito, entraram na briga, um avião americano foi derrubado pelos russos, gerando enorme conflito no Canal de Suez.

Em setembro de 1990 a Petrobrás descobriu o maior campo petrolífero do planeta ao sul do Iraque que foi maior ainda que a descoberta dos ingleses ao norte do Iraque (o campo gigante de Kirkuk foi descoberto em 1930 pela Inglaterra na região dominada pelos curdos ao norte do Iraque). Essa descoberta da BRASPETRO do mega-campo Majnoon em setembro de 1990 gerou o conflito da guerra do Iraque pois o campo de Majnoon foi considerado a maior descoberta petrolífera já feita no planeta, está situada ao sul do Iraque. A Petrobras descobriu ainda a existência de centenas de “poços horizontais direcionais” da CHEVRON no Campo Gigante de Majnoon, todos vindo “por baixo da fronteira” pleo lado do Kwait e evidenciou que a CHEVRON roubava o óleo iraquiano, essa descoberta gerou a invasão do Kwait pelo exército iraquiano e as duas guerras do Iraque, as mais sangrentas da história do petróleo com um milhão de iraquianos mortos, a destruição total do país e ainda a posse americana (pasme a Chevron e a Exxon) que hoje dominam a exploração do petróleo iraquiano. Os geólogos da Petrobras tiveram que deixar as pressas os acampamentos da BRASPETRO e as refinarias iraquianas que foram alvos de intensos bombardeios americanos.

A Chevron e a BP, Hallibourton e Exxon foram responsáveis por muitas guerras, golpes militares, guerras civis na África e no Oriente Médio, são empresas muito sinistras, já derrubaram muitos governos. A Chevron responde a milhares de processos nos EUA por causar doenças e vitimar até crianças com doenças pulmonares por causa do BTX no ar na região de Contra-Costa e Richmmond (vide anexos). A Chevron foi expulsa do Equador em 2007 por causa de um mega vazamento e teve que pagar uma multa bilionária de 8 bilhões de dólares ao governo, e também foi expulsa do Brasil em dezembro de 2012 por conta de dois mega vazamentos na Bacia de Campos, ela comprou a preços ínfimos um bloco petrolífero (pasme por preço de aparatamento) intermediado pela empresa do sr David Zylbersztajn, genro de FHC, chefe da ANP no governo tucano, quando ele criou o nefasto REGIME DE CONCESSÕES. A Chevron comprou uma concessão no pós-sal mas ao ficara sabendo que existia uma outra reserva mais profunda no mesmo local ela tentou atingir o pré-sal na camada profunda e perdeu o controle das barreiras e causou um mega desastre na Bacia de Campos e o petróleo vazou no mar por muitas semanas e foi preciso a intervenção da Petrobras para estancar esse mega-vazamento. A ANP teve que tomar a concessão e a PF recolheu os passaportes da Chevron.

A BP dispensa comentários, também é outra que se envolveu na explosão catastrófica da Refinaria do Texas em 23 de março de 2005 matando muitas pessoas e destruindo até casas nas comunidades vizinhas e ainda foi a responsável pelo maior desastre da história do petróleo no mundo, ocorrido em abril de 2010 na plataforma Deep Water Horizon, no campo de MACONDO ao sul da Louisiana que vazou por seis meses seguidos matando a fauna e gerando uma mega sujeira.

É exatamente essa Chevron que está patrocinando os tucanos na PEC-131. PASME.

Referências:

1- “Bush Family The American Calígulas” do economista e historiador Lindon LaRouche, editado pela editora EIR- Executive Intelligence Review.

2- “International Moneraty Fund – Preliminary Ideas for a Privatization Master Plan in Brazil of Eletrobras Group, Telebras Group, Petrobras Group & Petrochemical Group, Vale do Rio Doce Group and Infraero Group- April 1990- Confidential Memorandum- First Suisse Bank of Boston” . Esse documeto confidencial foi encomendado pela equipe economica do governo Collor para criar subsidios para implantar a Secretaria da Desestatização no Brasil em abril de 1990 e vazou na mídia no jornal empresarial RR- RELATORIO RESERVADO edição de JUNHO DE 1990.

3- “El Complot para Aniquilar las Naciones de Ibero America” Editora EIR, RE-EDITADO NO BRASIIL PELA MSIA (Geraldo Lino e Silvia Palacios no Rio de Janeiro em 1995) a edição original nos EUA foi de 1993, cita todos os acordos de Miguel Della Madrid, Salinas com O FMI Paul Volcer e James Backer e o agiota sr George Soros, megaespeculadores e o Consenso de Washington sobre as privatizações da infraestrutura e do setor de energia e petróleo na America Latina, antes do assassinato do candidato de centro à presidência o nacionalista sr Luis Donaldo assassinado antes do primeiro turno no México e nessa mesma época em 1995 o sr FHC e a Rede Globo aplicavam o golpe eleitoreiro para retirar o diplomata Rubens Ricupero autor do Plano Real, o Ricupero, que foi derrubado pela GLOBO em 1994, para que chanceler sr FHC ascendesse ao poder no ano seguinte. O Caso de Eduardo Campos foi muito parecido, o Snowden esclarece muito bem os fatos que antecederam ao desastre fatal em Santos, o avião teve duas panes anteriores, uma no dia 16 de junho e outra no dia 10 de agosto, e o avião voava absurdamente sem o VCR Voice Control Recorder (caixa preta) desde maio de 2014, um cenário orquestrado foi o DUMPING MUNDIAL DO PETRÓLEO iniciado em janeiro de 2014 no mundo, e o alvo é a reserva ULTRA-GIGANTE DO PRÉ-SAL. O alvo do Golpe não é o governo central, o impeachment seria só um meio para afastar os nacionalistas e entregar os poder para os entreguistas e iniciar os saque ao PRÉ-SAL. A CIA, segundo Snowden, objetiva na Venezuela e no Brasil obter a posse do petróleo nessa reserva gigantesca do PRÉ-SAL e as recentes descobertas feitas em MARACAIBO na fronteira com a Guina Inglesa e o governo em GEORGETOWN já falam uma nova batalha parecida com as MALVINAS no CARIBE. No Brasil os maiores entreguistas no momento são os políticos neoliberais e seus aliados José Serra, Marina Silva e Aécio Neves estão sendo descaradamente financiados pela Chevron e George Soros, o homem que ganhou o lote bilionário das ações da Petrobras no governo FHC a preços ínfimos no NYSE em junho de 1999 no PROJETO DE PRIVATARIAS TUCANAS do governo FHC. O próprio FHC confessa no seu livro editado em 4 volumes, que os apagões foram planejados e tramados nos bastidores, cortando verbas de manutenção em subestações, cortando os investimentos em reformas e reparos em linhas de transmissão e os blackouts foram consequência e dessa forma foi manipulada a opinião publica para fazer as privatizações do setor elétrico que ainda seguem em curso, mas agora muito pior pois além de FHC ter privatizados as empresas de distribuição agora o governo quer privatizar absurdamente as USINAS HIDRELÉTRICAS. Temos no Brasil 42 termelétricas muitas construídas por causa do GASBOL, e uma parque hidrelétrico fantástico interligado em paralelismo, são 541 Usinas Hidrelétricas a maioria estatais e muitas são privadas mas nas mãos de brasileiros e empresas nacionais (Grupo Votorantim tem muitas PCHs) , sendo 128 de grande porte (mega-usinas) e as demais são de médio porte e algumas PCHs. Privatiza-las é também crime lesa-pátria.

3- “Ronald Reagan and the Great Terror in Afeganistan” , Best Sellers Editors.

4- “Who Killer Indira Ghandy”.

5- “Ascensão e Queda do Projeto Camelot” Luois Irving – Mostra os projetos sociais na AM nos tempos de guerra fria e o treinamento de sociólogos no Brasil e no Chile para fazerem papel de esquerda na AM.

6- “CIA the Cult of Intelligence”.

7- “JFK, CIA and the president Killers Assassination” CIA and Carlo Marcello and Weapon Industry in US and Vietnam War.

8- “A História Secreta da Rede Globo e do Grupo Civita Mondadori Castellana di Palermo” (Daniel Herz, CPI GLOBO-TIME, 1964-1966) O livro revela a história secreta da Rede Globo, o contrato Glovo Time para derrubar Jango e centenas de anexos com detalhes de contas secretas na Suíça da família Marinho e de outros testas de ferro dos banqueiros credores no Brasil, deram origem aos Zelotes da era Collor de Mello, para fugirem do confisco 8.600 elites montaram a Operação Uruguai para fazer as remessas antes da data do confisco que foi devidamente avisado por Collor e Zélia, por essa razão Zélia foi condenada a 13 anos de prisão pelo vazamento da informação e da ajuda para evasão de divisas ao exterior. Os bancos no Uruguai em 1990, época anterior ao confisco, foram uma ponte para que 100 bilhões fosse enviado para a Suíça para outras centenas de bancos) .

9 – “The Great American Farse VIDEO” um importante video de 1 hora de duração, estava disponível no Youtube, feito pelo serviço de inteligência aeronáutica da Itália, contendo entrevistas com dezenas de pilotos italianos da Alitália que mostram as manobras impossíveis de aviões da envergadura daqueles se se envolveram nos “ataques” de 11 de setembro. e ainda mostra as falhas absurdas do NORAD no dia do ataque. Assista ao vídeo e anexe esses comentários. No dia 12 a 16 de maio de 2001 ocorreu auditoria do Centro de Convenções de Anaheim em Los Angeles na Califíornia o 2nd International NFPA Safety Meeting, o tema sobre os colapsos do TRADE WORlD CENTER causados pelo atentado terrorista de 1993 foram claramente elucidados pelos arquitetos do TWC eles até mostraram fotos das colunas centrais rachadas em 1993 e também sobre as vigas e colunas afetadas. Agora é impossível que aquelas duas torres tenham desabado daquela forma apenas pelo calor das chamas, qualquer engenheiro metalúrgico, civil ou mecânico que conheça a ciência dos materiais tem sólidos argumentos que contradizem essa versão do desabamento pelo calor, não foram as chamas que fizeram o prédio cair. Apesar de dos aviões serem de “rotas de costa a costa” repletos com grandes quantidades de querosene, essa quantidade de combustível não seriam suficiente para derreter as vigas e as colunas de aço das torres, seria necessário uma quantidade centenas de vezes maior para atingir a temperatura de colapso da maioria dos aços da ordem de 430 graus celisus ponto de início de uma acelerada gratifização dos aços ao carbono. Algo muito mais violento, uma nova arma foi usada e causou aqueles enormes danos. POR QUE O NORAD FALAHOU? O NORAD nunca teve registro de falha, aquela vez também foi a única que o sistema de comunicação aérea entrou em modo de falha. Um dos porteiros do andar térreo da Torre Sul, o sr Rodriguez informou em depoimento na Comissão de Inquérito, que alguns minutos antes da colisão do primeiro avião na torre, ele viu vidros em vários andares se estilhaçando e barulhos estarrecedores, cinco muitos depois iniciaram os “ataques” e aviões vindo em rota de colisão. Os aviões dessa envergadura não conseguem manualmente fazer aquelas cinco manobras vistas nas telas da TV, é algo cinematográfico, ou o controle daqueles aviões não estavam nas mãos daqueles pilotos ou um Controle de AVIÔNICA foi implantado propositadamente naquelas aeronaves, um piloto da Alitalia assistiu em câmara lenta as manobras rasas feitas pelo terceiro avião que fez uma rasante pelo Pentágono alegou ser também ser impossível um avião com aquele peso (200 toneladas) e com aquela envergadura fazer essa fantástica rasante, algo muito diferente foi feito com ajuda de um CONROLE DE AVIÔNICA mas não uma manobra manual do piloto. Note que o horário escolhido para fazer os ataques foi entre 09:23 e 09:42 hs, horário que só tinha cerca de 3 mil serviçais e alguns americanos desavisados, e que os empresários americanos só entravam a partir das 10 horas, Em 1955 lembro-me que um avião militar de grande porte chocou-se com o prédio Empire State e nada de grave aconteceu.

Crise política: a estratégia do tensionamento. Entrevista com Benedito Tadeu César

Por Patrícia Fachin | Via IHU

“A grande estratégia que está por trás dessas tentativas de derrubar a presidente é impedir um quinto mandato”, afirma o sociólogo.

“Se Dilma não conseguir recompor sua base parlamentar, se manterá esse crescente tensionamento: num momento parece que o governo vai explodir, depois a tensão diminui, a crise mais geral passa e acham que Dilma poderá governar, mas depois de uns dias de calmaria começa tudo outra vez, e ela não consegue sair do lugar. A tática hoje é mantê-la emparedada para tirá-la a partir do terceiro ano de governo, quando os efeitos do ajuste fiscal estarão fazendo efeito e o país começará a sair desse processo de desaceleração”. A avaliação é do sociólogo Benedito Tadeu César, em entrevista concedida à IHU On-Line por telefone.

De acordo com César, dois fatores são centrais para compreender a atual crise política instalada no Brasil. O primeiro deles está diretamente relacionado ao “inconformismo das forças de oposição com relação à derrota eleitoral”, e o segundo diz respeito ao fato de que a “presidente não conseguiu compor uma equipe, porque não tem traquejo político e não tem capacidade de negociação”.

Na interpretação de Benedito Tadeu César, o “erro político” do PT foi apostar na reeleição da presidente Dilma, “porque em um momento de esgotamento do ‘modelo de desenvolvimento’, manter a presidente foi uma estratégia de risco”. Pesquisador da história e trajetória do PT na política brasileira, o sociólogo pontua ainda que se Dilma foi “a saída escolhida por Lula porque a candidatura dela não implodiria o PT, por outro lado, ela também não tem a característica de trazer para junto dela pessoas que possam agregar, e, mesmo dentro do PT, ela não tem essa força de agregação interna”.

César aposta que a menos que “ecloda um grande escândalo no qual Dilma esteja envolvida”, a presidente continuará seu mandato, e considera que o momento de “destituí-la passou, porque o PMDB e o PSDB não chegaram a um acordo na partilha do espólio”.

Benedito Tadeu César é graduado em Ciências Sociais pela Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de Rio Claro, mestre em Antropologia Social pela Universidade Estadual de Campinas – Unicamp e doutor em Ciências Sociais pela mesma universidade. É professor aposentado da Universidade Federal do Rio Grande do Sul – UFRGS.

Confira a entrevista.

IHU On-Line – Como o senhor analisa o atual momento brasileiro, de crise política? Quais as razões dessa crise e quais os aspectos centrais que devem ser considerados ao analisá-la?

Benedito Tadeu César – Trata-se de uma crise política. Óbvio que há aspectos econômicos, sim, porque estamos em meio a um período de desaceleração do crescimento, há uma crise mundial – que chegou finalmente ao Brasil – e há um certo esgotamento das políticas anticíclicas que foram adotadas durante o período do governo Lula e também no primeiro governo Dilma. Isso provocou o ajuste fiscal, como é recorrente acontecer quando se utilizam políticas anticíclicas. Entretanto, a crise econômica não tem a dimensão que tem sido dada tanto pela oposição quanto pela mídia. Acredito que a oposição, nos moldes brasileiros, é uma oposição destrutiva porque não tem nenhuma perspectiva de apontar novos caminhos.

Há um inconformismo das forças de oposição com relação à derrota eleitoral, porque os políticos da oposição acreditaram na possibilidade de vencer as eleições e, na etapa final, perceberam que tinham perdido. A partir daí, a oposição tem tentado, de todas as maneiras, desestabilizar a presidente eleita, com ações no Tribunal Superior Eleitoral, no Tribunal de Contas da União e na Câmara Federal.

Essa situação é agravada pelo fato de que a atual presidente não conseguiu compor uma equipe, porque não tem traquejo político e não tem capacidade de negociação. Nas últimas semanas parece que ela começou a encontrar um rumo em termos de articulações políticas. Isso decorre de uma disputa de posições e de projetos que vêm de séculos no Brasil. Todas as vezes que se tentou alterar o padrão oligárquico de desenvolvimento, que é não-nacional, que é dependente do capitalismo e dos grandes capitais internacionais, isso provocou profundas crises no Brasil. Se formos verificar, isso acontece desde o período do Império.

IHU On-Line – Que fatores têm dificultado a capacidade de articulação no segundo mandato? O que mudou do primeiro para o segundo mandato, se antes a presidente tinha mais articulação política?

Benedito Tadeu César – A articulação política que havia no primeiro governo Dilma foi construída ao longo do governo Lula, através do que podemos denominar de um pacto informal entre capital, trabalho, movimentos sociais, empresariado nacional e as forças da sociedade civil que não eram ligadas ao empresariado. O planejamento econômico do governo Lula também marca essa relação, quando Henrique Meirelles foi indicado para o Banco Central. Nessa época houve uma reação dos segmentos de esquerda e dos movimentos populares contrários à indicação dele – parecida com a atual reação em relação a Joaquim Levy -, mas José Dirceu, que era o chefe da Casa Civil naquele momento, disse uma frase que sintetiza tudo: “Não dá para dar cavalo de pau em transatlântico”. Ou seja, Dirceu reforçou a proposta que já vinha da Carta aos brasileiros, de que o governo não iria alterar o modelo econômico.

A partir daí, com a economia estabilizada, o governo Lula deu início a políticas sociais, desenvolveu uma política de incentivo ao consumo, de distribuição de renda e de valorização salarial, e tudo isso produziu um salto fantástico de inserção social e de desenvolvimento do país. Ele retomou coisas que haviam ficado para trás no segundo Plano Nacional de Desenvolvimento do governo Geisel, que foi o último ciclo de desenvolvimento e de inversão em obras de infraestrutura que o Brasil tinha conhecido até então.

Nesse momento, um novo ciclo começou no Brasil com o governo Lula e isso produziu uma ascensão social muito forte no país: cerca de 60 milhões de pessoas ascenderam socialmente, mais de 20 milhões saíram da linha da miséria. Portanto, foi quase uma revolução se pensarmos que 60 milhões de pessoas é o equivalente à população da França. Essas mudanças criaram uma satisfação com o governo; além disso, Lula, tendo uma capacidade de negociação, criou o Conselho de Desenvolvimento Econômico-Social, e no seu governo criou-se uma série de fóruns de consultas e canais de diálogo, tanto com o empresariado quanto com a classe trabalhadora e os movimentos populares. O mensalão, de outro lado, também foi uma expressão dessa negociação: precisava trazer aliados para poder fazer mudanças no plano social, e aí, se não há maioria, precisa comprar a maioria. Se à época havia algum projeto de mudar a política econômica — isso nunca foi explicitado —, acredito que foi abortado com o aparecimento domensalão.

Quando Dilma assumiu o governo, ela não teve essa capacidade de diálogo que o Lula teve e não montou equipes com capacidade de diálogo. Outro marco importante dessa situação é o Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social – CDES — o chamado “Conselhão”. Ele nunca teve um papel efetivo, mas havia uma preocupação da direção e da secretaria do Conselho para que em cada reunião nunca se repetissem as mesmas bancadas de participantes, para que empresários, representantes dos movimentos populares, sociais e sindicalistas se conhecessem, pudessem dialogar entre si. Isso parece pouca coisa, mas não é, pois esse tipo de articulação tem uma capacidade de “criar pontes” importantes.

Se formos buscar no organograma do governo federal onde está o “Conselhão”, veremos que ele virou uma subsecretaria da Casa Civil da Presidência da República e perdeu o status de Ministério, ou seja, hoje o “Conselhão” é algo obscuro, virou um órgão de consultoria secundário. Acredito que isso mostra a não preocupação do governo atual em manter situações de diálogo. Entretanto, essa situação já vem ocorrendo ao longo do primeiro mandato da presidente Dilma, ao mesmo tempo que ocorreu o esgotamento das políticas anticíclicas e os desequilíbrios fiscais.

IHU On-Line – Dilma quis alterar o padrão de desenvolvimento?

Benedito Tadeu César – Dilma tentou fazer isso entre o primeiro e o segundo ano do seu governo, quando começou a baixar a taxa de juros interna. Se lembrarmos, a taxa chegou em 7,5% — é a menor taxa Selic da história brasileira. Havia — e há — um dogma entre os economistas liberais de que era impossível haver taxa Selic a menos de 10% no Brasil. Luís Nassif disse que isso é uma “jabuticaba brasileira estragada”, porque jabuticaba é algo que só dá no Brasil. Mas não existe nenhuma justificativa econômica que explique essa história de que não dá para baixar a taxa Selic a menos de 10% no Brasil. Dilma forçou a barra, baixou a taxa, os juros do consumidor, os juros bancários para pessoa física, usou os bancos públicos para fazer isso — tanto a Caixa Econômica Federal quanto o Banco do Brasil—, e no plano industrial fez o mesmo com o BNDES, usando o banco para financiar o empresariado de maneira seletiva, como age qualquer governo que faz política anticíclica, ou seja, escolhe os setores que considera que são estratégicos.

Isso levou a uma mudança de perfil econômico e de perspectiva de desenvolvimento. De um lado, não há uma resposta efetiva do empresariado brasileiro, porque a taxa de juros continua elevada. Além disso, muitas pessoas que pegaram dinheiro público, em vez de aplicarem esse valor na produção, aplicaram no mercado financeiro. Então, essa política não produziu o efeito econômico que se esperava.

O Brasil é o sexto destino mundial de investimento internacional, ou seja, o capital internacional acredita e investe no Brasil — não estou falando em investimento especulativo, e sim em investimento direto —, mas não há um empresariado nacional que tenha essa mesma perspectiva. Ao mesmo tempo, o aumento do salário mínimo repercute sobre toda a economia e sobre toda a cadeia salarial. Além disso, o movimento de ascensão social gerou um aumento de consumo e de expectativa muito grande daqueles que ascenderam socialmente, assim como gerou uma reação muito forte da antiga classe média, que se sentiu incomodada, e do empresariado, que se sentiu duplamente incomodado quando teve de pagar melhor seus empregados, porque não há a percepção do empresariado nacional em ampliar o mercado consumidor.

De outro lado, as oposições não têm uma concepção de desenvolvimento nacional autônomo ou com grau de autonomia mais alto. Se avaliarmos o governo Fernando Henrique, quando ele tinha mais de 3/5 do apoio do Congresso — porque fez alianças à direita —, uma das coisas que ele mudou na Constituição Federal foi a concepção de indústria nacional: não existe mais o conceito de indústria nacional, ou seja, qualquer indústria instalada no Brasil é considerada indústria nacional, não importa de onde ela seja. Mas quando a Dilma tentou mexer em alguns pontos, o fez de maneira atabalhoada, não construiu parcerias, não fez alianças nem com o empresariado nacional nem com os movimentos sociais. Ela não manteve o diálogo, colocou em segundo plano os conselhos, não fez alianças no Congresso, e foi perdendo força, por isso chegou ao auge dessa situação ainda no final do mandato anterior.

IHU On-Line – Então, o senhor avalia que a presidente teve boas intenções em relação à economia, mas não conseguiu colocá-las em prática?

Benedito Tadeu César - Não vou dizer que as intenções eram boas porque isso é um juízo de valor, mas ela tinha um projeto diferente do padrão estabelecido até então. O que parece ocorrer é que a presidente Dilma faz isso de maneira atabalhoada, porque ela não tem um perfil de negociação; todo mundo que a conhece sabe disso. Ela não tem um histórico político de negociador, a sua trajetória política é de enfrentamento — ela vem da luta armada. Não tenho nenhuma crítica a isso, só estou constatando, porque a luta armada era uma organização de enfrentamento, legítima, mas não era de negociação. Ela nunca teve cargo eletivo, todos seus cargos de governo foram cargos executivos, então, faltou a prática da negociação, que é fundamental para aprender como negociar na Câmara e no Congresso.

IHU On-Line – Então tanto o primeiro quanto o segundo mandato da presidente foram escolhas equivocadas?

Benedito Tadeu César - Creio que Dilma foi uma escolha pessoal do Lula, não uma escolha do PT. Tenho essa impressão, mas é pura dedução, porque nunca perguntei ao Lula. Estudei o PT durante muito tempo, e a leitura que faço é de que todas as grandes lideranças do PT que tinham tanto trânsito interno – capacidade de unificar o partido internamente – quanto trânsito externo – capacidade eleitoral – foram abatidas ao longo do governo Lula: José Dirceu, Antônio Palocci etc. Qualquer pessoa que o Lula escolhesse, se fosse ligada a qualquer tendência interna do PT, não teria peso político suficiente para unificar o partido. Creio que ele fez a opção da competência administrativa: Dilma é mulher, isso é um atributo importante porque marca uma mudança e é alguém que vem da luta de resistência contra a ditadura e que tinha, aparentemente, uma alta capacidade de gestão.

Como a economia estava “bombando”, acredito que ele fez uma leitura de que a economia continuaria bem, e como ele tinha 80% de aprovação popular, mesmo que a aprovação caísse ao longo do governo Dilma, havia uma grande possibilidade de a economia continuar funcionando bem. Talvez o erro político e estratégico — se é que se pode dizer isso — foi ter partido para o segundo mandato da presidente Dilma, porque em um momento de esgotamento do “modelo de desenvolvimento”, manter a presidente foi uma estratégia de risco.

IHU On-Line – O PT tinha outro candidato que pudesse substituir Dilma?

Benedito Tadeu César - Essa é a questão. Por isso não dá para dizer que foi uma escolha errada, porque se não fosse ela, quem seria? Inventariam outro candidato?

Não foram criados quadros novos no PT, mas na realidade existe uma crise de liderança que não é exclusividade do PT. Que novos líderes efetivos existem? Estamos em um momento de “entressafra”, porque temos uma geração que combateu a ditadura, que se expressou e se firmou a partir do enfrentamento da ditadura e na construção do regime democrático, mas essas pessoas estão com 60, 70 anos. Os velhos caciques não querem ceder lugar aos novos; esse processo é demorado. Isso também é agravado pelo fato de que a forma institucional “partido político” está em crise no mundo inteiro. Já na década de 1980, quando no mundo inteiro os partidos estavam despencando, no Brasil eles estavam se constituindo efetivamente.

IHU On-Line – Qual é ou foi o projeto político do PT?

Benedito Tadeu César – O PT surge congregando vários segmentos sociais e políticos: setores da esquerda tradicional, do sindicalismo e minoritariamente alguns setores ligados à esquerda clandestina de resistência à ditadura, um grupo de intelectuais relativamente independente, mas com expressão pequena. O PT sempre foi uma grande confederação de tendências e de projetos, sempre houve muita disputa interna dentro do partido e, de certo modo, ele inovou no plano mundial da esquerda, abandonando aquela ideia do centralismo democrático onde há uma resolução, um projeto e todo mundo tem de segui-lo. O PT considera legítimo que haja diversas tendências dentro dele, e impõe normas, mas essas tendências disputam a hegemonia dentro do partido.

No Congresso do PT em 1991, pela primeira vez houve uma tentativa de definir parâmetros ideológicos do partido no sentido de dar unicidade a ele. Mas existiam no PT desde pessoas de tendências de extrema esquerda, que acabaram saindo e se consolidando no PSTU e na Causa Operária e, posteriormente, outros migraram para o PSOL, um partido que não é tão à esquerda assim. Mas no PT também existem pessoas ligadas a uma esquerda cristã e o pessoalsocial-democrata, ligado aos sindicatos. Portanto, há um espectro muito grande.

No Congresso de Belo Horizonte, realizado no início dos anos 2000, quando foi traçada a estratégia da campanha vitoriosa do Lula, se percebeu que se o partido não fizesse alianças, não chegaria ao governo. À época, José Dirceufoi quem comandou e executou esse processo, dando uma isolada nos grandes setores de esquerda. Para fazer esse acordo, foi necessário tirar a discussão sobre socialismo do projeto do partido, mas para não gerar um racha o PT fez um acordo com a sua base, tirando o tema da pauta, mas falando de um socialismo possível, ou seja, aquilo que era consensual entre as diversas tendências internas.

Depois disso veio a Carta aos brasileiros, em plena campanha eleitoral do Lula, que foi uma admissão pública, principalmente ao empresariado, de que se o PT chegasse ao governo, não mudaria abruptamente o modelo econômico e abriria mão de buscar o socialismo. Essa foi uma mudança profunda, porque durante os anos 1990 várias resoluções do PT afirmavam uma expressão recorrente: “nós não vamos administrar o capitalismo”. Bom, mas a Carta aos Brasileiros foi a admissão de que sim, o partido passaria a administrar o capitalismo.

Essa mudança foi o preço que se pagou para chegar ao poder: ou se faz uma revolução — não estou fazendo juízo de valor, se é bom ou ruim —, ou se joga o jogo democrático, dentro das regras que estão dispostas. Se há a convicção de que a revolução não é o caminho, se opta pela via democrática. E as regras que estão dispostas são as deperpetuação de poder.

Se fizermos um retrospecto histórico, nunca houve nenhum presidente da República no Brasil que terminou o mandato sem ter maioria parlamentar. Fernando Henrique se deu conta disso quando foi feita a pesquisa chamada “Terra incógnita”, pelo Centro Brasileiro de Análise e Planejamento – CEBRAP, em 1991. Até então ninguém tinha estudado o comportamento do Congresso Nacional pós-reabertura e não se sabia qual era o padrão de comportamento do eleitorado. Havia uma crença de que os eleitores votavam sem fidelidade partidária, mas verificou-se que havia, sim, um padrão eleitoral, tanto que os partidos podiam ser colocados em um espectro de direita/esquerda, e eles se comportavam razoavelmente dentro desse padrão e seguiam a orientação dos líderes partidários.

Com o resultado dessa pesquisa, FHC percebeu que se fizesse uma aliança do centro para a esquerda, ele não teria maioria, ou seja, não governaria. Então, viu que era preciso fazer alianças à direita, e foi o que ele fez. À época o PT e o PSDB estavam em articulação para fazer uma chapa comum, de centro para a esquerda, mas não chegaram a um acordo de quem seria “cabeça de chapa”, porque ninguém queria abrir mão, nem o PT nem o PSDB. E com essa pesquisa em mãos, eles perceberam que não adiantava fazer um acordo à esquerda, tinham de fazê-lo à direita. Quando veio o Plano Real e a candidatura do Fernando Henrique explodiu, se percebeu que o jogo estava feito e o PSDB adicionou o PFL e, depois de eleito, o PMDB. Com isso, Fernando Henrique acabou tendo mais de 3/5 do apoio do Congresso Nacional, e por isso conseguiu passar o primeiro governo com total tranquilidade, podendo fazer o que bem entendia. Já não teve essa grande facilidade no segundo mandato porque veio a crise, estourou a cotação internacional do Real, e veio a candidatura do Lula, que ganhou a eleição, mas não tinha maioria no Congresso, porque o perfil de governar com a direita não tinha mudado, como não mudou até hoje, em que a esquerda e o centro não são suficientes para compor a maioria.

Acredito que Lula cometeu um erro estratégico muito grande no começo do primeiro mandato, quando não deu ministérios ao PMDB num primeiro momento. Ele achou que poderia fazer a costura com os pequenos partidos, como o PTB e outros. José Dirceu tinha negociado com o PMDB, dizendo que iria compor o ministério do presidente Lula, só que quando Lula anunciou os novos ministros, não deu cargos ao PMDB. A partir disso, o que foi preciso fazer? Comprar apoio. Se conversarmos com pessoas que já participaram de composição de governos com o PTB, elas dirão o seguinte: o melhor partido para negociar é o PTB, porque eles não discutem projeto, eles discutem cargos.

IHU On-Line – O que o senhor está dizendo é que o projeto de todos os partidos é única e exclusivamente se manter no poder?

Benedito Tadeu César – O projeto de todos eles é de se manter no poder. A ciência política diz isso muito claramente. Qual é o primeiro projeto de qualquer político? Renovar o seu mandato ou porque ele tem um grande projeto ou porque tem um projeto pessoal, mas ao final, essa é a vida dele. Esquecemos que essas pessoas são cidadãos como nós, e assim como temos de manter nossos empregos, o emprego deles é ser político.

Por isso sou muito resistente a fazer críticas ao mensalão — é claro que tem a corrupção que está colocada e é preciso mudar essa situação, mas ela é histórica. O próprio Fernando Henrique disse, nos últimos dias, que durante o governo dele já sabia sobre a corrupção na Petrobras, mas resolveu não mexer nisso, porque tinha outras coisas em mente. É muito importante coibir a corrupção, mas por que ela vem à tona agora e não veio antes? Porque agora incomoda. Roubar para colocar dinheiro em contas na Suíça para manter o padrão histórico de dominação, tudo bem. Mas se isso é usado para um projeto de poder, de alteração desse padrão que se repete, aí incomoda e por isso é necessário combater.

Acredito que é isso que ocorre hoje. Não estou justificando a atuação do PT, mas temos que olhar por esse lado: por que explodiram todos esses escândalos? Por um lado tem o aparelhamento da Polícia Federal, o prestígio e o aparelhamento do Ministério Público, que ocorreu durante o governo Lula. Isso é fruto da Nova Constituição, mas quantos anos haviam passado e ninguém tinha mexido nisso? É a partir do governo Lula, com Márcio Thomaz Bastos, que muda a atuação da Polícia Federal e, de certa forma também, a atuação do Ministério Público. Então, criaram-se condições para esse combate, que antes não existiam. Mas ao lado disso, não sejamos ingênuos, porque disputa política existe em todo lugar, seja na Polícia Federal renovada, como tinha antes, seja no Ministério Público ou no Supremo Tribunal Federal. Ninguém aplica e administra a lei e a justiça com total isenção; a política está entranhada em tudo.

IHU On-Line – Como o quadro político está composto hoje? Quais são as forças políticas que estão em cena? Elas estão disputando um projeto político ou estão unidas por ele?

Benedito Tadeu César – Estamos passando por um momento complicado, mas existem traços de grandes projetos, sem dúvida. Como padrão, existem dois grandes projetos que historicamente atravessam a nossa cultura política. Apesar da ideia de que o Brasil só se desenvolve se tiver uma inserção subalterna no plano internacional, ou seja, precisa atrair capitais internacionais porque não tem poupança interna suficiente para produzir o desenvolvimento — o que de certa forma é correto, porque cada vez mais a injeção de capitais é necessária para ter um desenvolvimento, então não se pode abrir mão do capital internacional —, de outro lado existe uma ideia de que é possível, sim, umdesenvolvimento nacional relativamente autônomo.

A grande questão colocada no Brasil é de um desenvolvimento relativamente autônomo, nacional-desenvolvimentista— para resgatarmos o jargão de 1960 — ou um desenvolvimento capitalista dependente-associado. Essa visão liberal, que chamo de “liberal dependista”, tem articulações, elaborações, um corpo teórico e uma intelectualidade orgânica. O PT tem um grande problema — estou falando da esquerda e do PT porque o PT é a grande expressão daesquerda social-democrata; aliás, se eu dissesse isso no PT há alguns anos, seria execrado, porque ser social-democrata era um grande crime dentro do partido —, no sentido de ter uma dificuldade muito grande de agregar, conviver e incorporar a produção intelectual, ou seja, há um anti-intelectualismo muito forte no PT e, às vezes, o partido se deslumbra com coisas que ocorrem à direita, ou seja, ele é contra a direita, mas de repente descobre um economista liberal ou um marqueteiro que vira o guru do partido. Portanto, falta habilidade para elaborar um projeto alternativo ou um projeto efetivo no partido.

Dilma tentou fazer algumas coisas diferentes, mas cá entre nós, apesar de ser economista, ela não tem nenhuma capacidade de elaboração e, como presidente da República, nem lhe compete fazer isso porque ela tem outras preocupações. A equipe que ela montou no segundo governo não tem nenhuma capacidade de elaboração política em termos democráticos e de negociação. Pepe Vargas e Miguel Rossetto são grandes figuras, mas não têm traquejo e capacidade de elaboração política no sentido de agregar e buscar caminhos; são pessoas muito mais de enfrentamento, porque a própria tendência política da qual eles fazem parte no PT é uma tendência que tem raiz trotskista, que não está primando pela negociação política. E quanto à Dilma, se ela foi a saída escolhida pelo Lula porque não implodiria o PT, por outro lado, ela também não tem a característica de trazer para junto dela pessoas que possam agregar, e, mesmo dentro do PT, ela não tem essa força de agregação interna.

IHU On-Line – Que desfecho vislumbra para essa crise?

Benedito Tadeu César – A Dilma não vai cair, a menos que ecloda um grande escândalo no qual ela esteja envolvida. Em relação às acusações de pedalada fiscal, o próprio Supremo já deu sinais de que não vai permitir o impeachment. Creio que o momento de destituí-la passou, porque o PMDB e o PSDB não chegaram a um acordo na partilha do espólio. Dentro do PSDB há disputas e interesses diferenciados: para o Aécio, Dilma precisava perder o mandato nos dois primeiros anos para que houvesse novas eleições, e quanto antes ela caísse, melhor seria, porque ele ainda tinha o recall das últimas eleições; no quadro colocado hoje, ele não tem chance nas próximas eleições, pois neste quadro o grande candidato do PSDB é o Geraldo Alckmin, e para ele não interessa tirar a Dilma agora, mas a partir do segundo ano de mandato. Para o Serra, que é outro possível candidato, os interesses são os mesmos de Alckmin. Para o Michel Temer não interessa tirar a Dilma agora, senão ele cai junto, porque tem que impugnar a chapa, então ele precisaria que ela caísse depois do segundo ano.

Se Dilma não conseguir recompor sua base parlamentar, se manterá esse crescente tensionamento: num momento parece que o governo vai explodir, depois a tensão diminui, a crise mais geral passa e acham que Dilma poderá governar, mas depois de uns dias de calmaria começa tudo outra vez, e ela não consegue sair do lugar. A tática hoje é mantê-la emparedada para tirá-la a partir do terceiro ano de governo, quando os efeitos do ajuste fiscal estarão repercutindo e o país começará a sair desse processo de desaceleração.

Como há um processo de desaceleração na economia, é necessário fazer ajustes, mas isso produzirá efeitos somente daqui um ano e meio ou dois, então, para que tirar a Dilma agora? Se alguém entrar nesse momento, irá se desgastar. Se for para tirá-la, o melhor é que seja na segunda metade do mandato, porque a grande estratégia que está por trás dessas tentativas é impedir um quinto mandato. Agora, quem o PT teria para esse quinto mandato é uma incógnita, porque há uma crise de lideranças. Talvez o próprio Lula, mas não sei se ele teria saúde, idade e disposição, vamos ver o que acontecerá.

Servidores da Petrobras iniciam paralisação em quatro Estados do país

Via Correio do Brasil

Trabalhadores da Petrobras, iniciou nesta quinta-feira uma paralisação da categoria. Além da reivindicação de 10% de aumento real (acima da inflação), os servidores protestam contra o plano de venda de ativos e retração dos investimentos da empresa.

– Comparado com outras petrolíferas, a gente tem uma taxa de lucro muito grande. Não é possível que, usando a questão da crise e da dívida da Petrobras, justifiquem a venda da empresa por valores irrisório, disse a diretora do Sindicato dos Petroleiros do Litoral Paulista, Fabíola Calefi.

No dia 23 deste mês, o Conselho de Administração da Petrobras aprovou a venda de 49% das ações da Petrobras Gás (Gaspetro) para a Mitsui Gás e Energia do Brasil por R$ 1,9 bilhão. A venda de ativos e a redução de investimentos faz parte do plano da empresa para reduzir o nível de endividamento.

Trabalhadores da Petrobras em seis Estados iniciaram greve

A FNP considera a estratégia equivocada. Segundo Fabíola Calef, com o dólar em alta e o preço do barril de petróleo em baixa, não é um bom momento para a petroleira tentar reduzir o patamar de endividamento. “A gente acha que dívida, como em qualquer outra empresa, se contraí para investimentos e aumento da produtividade e tem de ser trabalhada a longo prazo.”

Em São Paulo, o sindicato estima que houve adesão total à paralisação na Transpetro do Alemoa, em Santos, e na unidade de São Sebastião, ambas no litoral paulista. Na unidade do Valongo, também em Santos, o sindicato informou que cerca de 70% dos funcionários da área administrativa pararam as atividades.

Na Refinaria Presidente Bernardes, interior do Estado, o balanço é de que 60% dos trabalhadores dos setores administrativos aderiram ao movimento, enquanto o restante das atividades foi totalmente interrompido.

De acordo com o sindicato, no Rio de Janeiro a paralisação atingiu o Terminal Angra dos Reis e a Termoelétrica Barbosa Lima Sobrinho, em Seropédica. Na sede da Transpetro, ocorreu, segundo o Sindicato dos Petroleiros do Estado do Rio de Janeiro, uma paralisação de duas horas, das 7h às 9h.

A interrupção do trabalho por duas horas também foi a opção de mobilização dos trabalhadores da unidade de óleo e gás em Pilar, Alagoas. Em Sergipe, os funcionários da empresa também paralisaram as atividades.

A FNP representa 45% da força de trabalho da Petrobras. A Federação Única dos Petroleiros (FUP), com 14 sindicatos filiados, não aderiu ao movimento. A FUP também tem criticado a venda de ativos da empresa e iniciou mobilização para um movimento grevista.

Procurada pela reportagem da Agência Brasil, a Petrobras não retornou o contato até a publicação da matéria.

No mês passado, a greve dos petroleiros foi parcial e atingiu cinco sindicados, ligados à Frente Nacional dos Petroleiros (FNP), dos 17 que representam a categoria. Os outros 12 sindicatos ligados à Federação Única dos Petroleiros (FUP) não aderiram ao movimento.

A assessoria de imprensa da FNP admitiu que o movimento não chega a afetar as principais atividades da companhia, já que os sindicalistas ligados à FUP são maioria e estão lotados nas bases operacionais de peso da companhia, aí incluídas as principais refinarias e unidades de produção.

Os cinco sindicatos ligados à FNP somam cerca de 40% a 45% dos funcionários da estatal, o equivalente a cerca de 40 mil trabalhadores. “A paralisação maior ocorreu no Terminal da Transpetro em Bélem e também no Terminal da Baía de Guanabara (Tebig), na Ilha do Governador, subúrbio do Rio de Janeiro, no dia 23 de setembro”.

O movimento foi esporádico, com paralisações de cerca de duas horas, em bases do Rio de Janeiro, do Litoral Paulista, do sindicato de Alagoas/Sergipe e do Amazonas, que englobou as bases do Pará, Maranhão, Amapá e Amazonas.

Segundo o Sindicato, a greve foi motivada por uma “verdadeira tentativa de retrocesso (por parte da Petrobras) nos direitos constantes do Acordo Coletivo de Trabalho da categoria, somada à venda de ativos e ao desmonte da estatal”.

Entre as principais reivindicações dos petroleiros estão a suspensão do Plano de Desinvestimento, que prevê a venda de ativos da estatal e de algumas subsidiárias; retomada das obras e não fechamento de postos de trabalho; 18% de aumento real no salário base; garantia, nos contratos, de licença maternidade de seis meses e auxílio creche para os terceirizados; além de redução da carga horária para pais e mães com crianças com necessidades especiais.

Comandante do Exército demite general que pediu ‘despertar de luta patriótica’

Via Uol Notícias

General Antonio Hamilton Martins Mourão, do Comando Militar do Sul. Pedro Ribas/ANPr – Agência de Notícias do Paraná

O Comandante do Exército, general Eduardo Villas Boas, decidiu demitir o general Antonio Hamilton Martins Mourão do comando Militar do Sul e transferi-lo para a Secretaria de Economia e Finanças do Exército, em Brasília. O general Mourão, assim, perde o poder de falar para tropa. A decisão foi tomada depois de reunião do alto comando do Exército em Brasília, nesta semana.

A mudança foi em virtude das declarações dadas por ele em fala a oficiais da reserva, quando fez duras críticas à classe política e convocou os presentes para “o despertar de uma luta patriótica”.

A fala do general foi questionada nesta quinta-feira, 29, pelo senador Aloysio Nunes (PSDB-SP), presidente da Comissão de Relações Exteriores, que questionou o ministro da Defesa, Aldo Rebelo, sobre a fala do general, que teria dito que “ainda tínhamos muitos inimigos internos, mas que eles se enganavam achando que os militares estavam desprevenidos” e que teria feito uma provocação, incitando os militares ao dizer: “eles que venham!”.

No início desta semana, outro problema. O Comando Militar do Sul fez uma homenagem póstuma ao coronel Brilhante Ustra, questionado pela Comissão da Verdade como torturador durante o regime militar. O Comando do Sul chegou a expedir convite para a cerimônia.

Esta postura do general Mourão acrescenta um ingrediente à crise política que o governo Dilma já vive. O Planalto havia deixado este assunto à cargo da Defesa porque não quer trazer mais esta questão para dentro do palácio.

Para o lugar do general Mourão irá o general Edson Leal Pujol, que estava na Secretaria de Economia e Finanças do Exército.

“Despovoamento estratégico” da Síria, causa provável da crise dos refugiados na UE, diz Assange

Via ODiario.info

A informação não é nova nem é surpreendente. Mas é útil juntá-la ao infindável rol dos crimes do imperialismo, para cujas ambições nenhuma tragédia humanitária é suficientemente grande.

A inundação da Europa por incontáveis vagas de refugiados pode ser o resultado do “despovoamento estratégico” da Síria levado a cabo pelos opositores ao governo do país, sugeriu o fundador de WikiLeaks.

A organização WikiLeaks, que se empenha na transparência, descortinou analisando mensagens diplomáticas «uma especulação interessante acerca do movimento de refugiados», disse Assange em entrevista a um sítio web de notícias grego, ThePressProject.

«Assim, a especulação era esta: opositores de um país empenhar-se-iam em certos momentos no despovoamento estratégico, com vista a reduzir a capacidade de combate de um governo», explicou.

O homem que tem estado associado a tantas revelações sublinhou que «quem está a fugir da Síria é predominantemente a classe média» tendo em conta que possuem «habilitações linguísticas, dinheiro, alguns relacionamentos». Engenheiros, gestores e funcionários públicos são «precisamente as classes que são necessárias para manter o governo em funcionamento», disse.

A gente síria é encorajada a fugir do seu país «pela Alemanha, dizendo que aceitará muitos, muitos refugiados, e pela Turquia, acolhendo perto de três milhões de refugiados, e dessa forma enfraquecendo de forma significativa o governo sírio», sublinhou Assange.

A Síria não é caso único na história recente na utilização da migração como arma; no decurso da guerra do Iraque a Suécia, segundo mensagens reveladas, informou os EUA de que «a aceitação de refugiados iraquianos fazia parte do seu contributo.»

O fundador de WikiLeaks disse que é uma «desgraça» que os EUA recusem acolher refugiados sírios, porque é Washington quem deveria ser responsabilizado pelas centenas de milhares de pessoas que chegam à Europa e que estão a fazer com que estados europeus fechem fronteiras entre si.
«A situação surge em resultado das políticas dos EUA, Grã-Bretanha e França no Médio Oriente, juntamente com o comportamento dos seus aliados regionais no Médio Oriente – Qatar, Turquia, Jordânia e Israel … e Arábia Saudita», disse.

Os documentos interceptados, já publicados por WikiLeaks, revelaram que os EUA vêm conspirando para derrubar o governo sírio desde 2006, assinalou Assange.
«Tentaram tornar ‘paranóico’ o governo sírio, procurando que reagisse de forma desproporcionada ao clima criado de medo e paranóia; procurando que estivesse sempre temendo golpes; procurando agudizar tensões sectárias entre sunitas e shiitas…procurando deter o investimento estrangeiro na Síria e financiando secretamente também uma diversidade de ONG’s instaladas na Síria para provocar confusão, utilizando os sauditas e o Egipto para ajudar em tudo isto,» disse.

Entretanto, quaisquer tentativas de Assad de combater o terrorismo e a expansão do Estado Islâmico era apresentadas como sinais de fraqueza e «exemplos de como o governo sírio não dispunha de efectivo controlo sobre o seu território, a fim de encorajar o derrube do governo», acrescentou.
Assange sublinhou que o povo americano nada tem a ganhar com o conflito sírio, e que apenas «as facções privadas que o impulsionaram» pode acreditar que iram ter algum benefício final.

«A CIA, evidentemente, sabe que beneficia dele. Criam um problema e depois recebem um orçamento acrescido para resolver o problema. E acontece da mesma forma com os que recebem contratos, os negociantes de armamento e os fabricantes de armas. Se não existe problema os seus orçamentos reduzem-se. Portanto, criam problemas,» explicou Assange.

Com a ingerência na Síria, Washington visou também «uma estratégia de largo alcance para enfraquecer o Hezbollah, para permitir a Israel um ainda maior controlo dos Montes Golan, e talvez também uma zona tampão; para derrubar a Síria, aliado regional do Irão; para eliminar a última base russa que resta fora da antiga União Soviética, em Tartus; para criar um percurso para um gasoduto cujo trajecto proposto vem do Qatar para a Arábia Saudita e daí através da Síria em direcção à Europa, e que irá competir com o gás russo», acrescentou Assange.

A interferência dos EUA na Síria provocou que esta se afundasse desde 2011num conflito sangrento. Mais de 220 000 pessoas foram mortas, segundo estimativas da ONU. As forças governamentais têm combatido no decurso do conflito diversos grupos armados, incluindo a chamada “oposição moderada” apoiada pelo ocidente, e os grupos terroristas Jabhat al-Nusra e o jihadista ISIL.

Em finais de Setembro a Rússia iniciou, a pedido do Presidente Bashar Assad, acções de bombardeamento aéreo contra os terroristas na Síria, permitindo às forças governamentais desencadear uma ofensiva de larga escala, e indiciando um ponto de viragem no conflito.

Produção de poços de petróleo do pré-sal triplicou em menos de três anos

Por Douglas Correa | Via Agência Brasil

A diretora de Exploração e Produção da Petrobras, Solange Guedes, disse hoje (28) na Offshore Tecnology Conference Brasil (OTC), no Rio de Janeiro, que o tempo de construção dos poços do pré-sal desde 2010 teve uma redução significativa de mais de 50% e destacou a alta produtividade dos poços do pré-sal. A produção triplicou nos últimos 30 meses, com a eficiência operacional da companhia tendo atingido 92,4%, na média dos últimos três anos.

Solange disse que a experiência adquirida ao longo da exploração e do desenvolvimento offshore foi determinante para que a empresa tenha atingido a marca de 1 milhão de barris de óleo equivalente por dia no pré-sal, obtida em setembro. “A Petrobras atingiu uma combinação única de custos, produtividade e eficiência. Como consequência, um portfólio muito competitivo”, acrescentando que o histórico de exploração offshore da Petrobras desde a década de 70 possibilitou o sucesso na exploração do pré-sal.

O campo de Libra, na região do pré-sal na Bacia de Santos, teve quatro poços perfurados até agora e o primeiro teste de longa duração ocorrerá em 2017. “A primeira fase do desenvolvimento da produção se concentrará na área nordeste de Libra. O primeiro teste de longa duração está previsto para o primeiro trimestre de 2017 e o projeto-piloto para 2020”, disse a gerente executiva da Petrobras para a área de Libra, Anelise Lara.

Anelise ressaltou a importância das sociedades de profissionais na disseminação de conhecimento para as novas gerações de técnicos da indústria de óleo e gás e elogiou a atuação integrada da equipe multidisciplinar de projetos de Libra, que inclui colaboradores das cinco empresas participantes do consórcio que atua na área, formado pelas empresas Shell, Total, CNPC, CNOOC e Petrobras.