“Enquanto o ajuste não parar e não tiver verba para moradia, esse país vai ter manifestação quase todo dia”

, diz Boulos

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Por José Coutinho Júnior | Via Brasil de Fato

MTST ocupou sedes do Ministério da Fazenda em quatro estados; O movimento reivindica que os cortes do ajuste fiscal não afetem programas sociais e os trabalhadores.

Contra o ajuste fiscal e cortes de programas sociais propostos pelo governo, cerca de 8 mil pessoas do Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST) ocuparam, nesta quarta-feira (23), a sede do Ministério da Fazenda, em São Paulo (SP). Também participaram do ato integrantes do MST, Coletivos Juntos e RUA, servidores públicos em greve e o Movimento Luta Pela Terra (MLT).

“Vamos continuar nos mobilizando para mostrar que a saída da crise não é com essa política neoliberal, que joga a crise nos trabalhadores. Os ricos é que devem pagar por essa crise, com aumento de impostos e taxações das grandes fortunas”, disse Guilherme Boulos, da coordenação nacional do MTST, no centro de São Paulo.

O MTST também demanda que a terceira fase do programa Minha Casa Minha Vida, afetado pelos cortes anunciados pelo governo federal, seja posta em prática. As sedes do Ministério da Fazenda no Rio de Janeiro, Goiânia e Brasília também foram ocupadas.

“Um, dois, três, quatro, cinco mil. Ou dá a nossa casa ou paramos o Brasil”, entoaram os manifestantes. Ao todo, segundo o movimento, foram realizados atos em nove capitais brasileiras com a participação de cerca de 25 mil pessoas.

Projeto

O Minha Casa Minha Vida foi anunciado com diversas propostas tidas pelos movimentos de moradia como avanços, entre elas, a verba maior para a modalidade de entidades do programa, o aumento do limite de renda para a população mais pobre e os recursos para equipamentos públicos.

No entanto, não houve compromisso do governo com a definição do orçamento do programa nem com metas de novas contratações. Ao mesmo tempo, os cortes no orçamento agravam a indefinição do funcionamento do programa.

“Dissemos que se as medidas do governo não resolvessem, a gente ia pra rua. A presidenta anunciou o Minha Casa Minha Vida, mas logo em seguida vieram os cortes. Não aceitamos que deem com uma mão e tirem com outra”, disse Boulos.

O MTST deixou claro que não estava no ministério esperando uma reunião, e sim esperando um posicionamento do governo em relação às demandas do movimento.

“Vamos estar na rua o quanto for preciso até que saiam nossas demandas. Não vão nos vencer pelo cansaço. Enquanto o ajuste não parar, não liberar verba para moradia, esse país vai ter manifestação quase todo dia. E, da próxima vez, não vamos ficar só no térreo do Ministério, vamos subir no prédio todo”, conclui Boulos.

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