Por Cláudia Siqueira e Felipe Maciel | Via Sinaval

Empresa também vai propor redução para 30 horas semanais na jornada de trabalho para empregados no regime administrativo.
A Petrobras propôs nesta quinta-feira (10/9) às entidades sindicais a redução da jornada de trabalho para empregados no regime administrativo, com horário flexível para 30 horas semanais e redução proporcional de 25% nos salários, assim como seus reflexos. A medida faz parte da proposta de acordo coletivo apresentada pela petroleira e é opcional.
“Mesmo diante dos desafios enfrentados atualmente pela indústria e pela Petrobras em especial, a companhia demonstra comprometimento com seus empregados ao preservar as principais conquistas sociais dos últimos anos”, afirmou a direção da empresa em comunicado feito pela intranet.
Os sindicatos já se manifestam contra a proposta. O representante dos funcionários da estatal no Conselho de Administração da petroleira, Deyvid Bacelar, afirmou que a medida é um retrocesso aos acordos corporativos já conquistados pela categoria.
“Se a proposta for mantida, a categoria já confirma uma grande greve igual à de 1995. Isso não estava na pauta de discussão, fere as garantias já asseguradas pelos petroleiros, que querem discutir o processo de reestruturação e a venda de ativos”, comentou.
Esta é a primeira vez na história da Petrobras que uma proposta para redução de salários e carga horária é colocada em pauta pela diretoria da petroleira, depois de acertada com a área Jurídica. A medida não envolve os trabalhadores das áreas operacionais.
A empresa também está propondo que as horas extras sejam remuneradas com acréscimo de 80%, e não mais 100%, e a criação de um banco de horas de treinamento, aplicáveis aos empregados que realizem treinamentos ou viagens com esta finalidade fora de sua jornada de trabalho ou em dias de folga. “O limite total do banco de horas será de 112 horas”, diz o comunicado.
