Via Jornal GGN
Com as férias de Dias Toffoli e Ricardo Lewandowski, Gilmar envia solicitação a Celso de Mello para audiência que ouvirá testemunhas do processo.

Jornal GGN - Durante o julgamento das contas de campanha da presidente Dilma Rousseff, entre novembro e dezembro de 2014, o ministro do STF e do TSE, Gilmar Mendes, era o relator do processo e tomou decisões aos finais de semana, em horários que extrapolam a carga horária do Judiciário, além das próprias férias forenses – quando os ministros e magistrados se ausentam e apenas tomadas urgentes são definidas nos plantões. Seis meses passaram-se, as contas da presidente voltaram a julgamento e novo recesso forense. Ainda que respaldado pelas normas internas, Gilmar Mendes utiliza-se do exercício de substituto da Presidência do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para definir pautas e agilizar o julgamento de Dilma na Corte.
Dias Toffoli, presidente do TSE, entrou em recesso no dia 2 de julho. Nesse período, o Tribunal funciona em horário reduzido, das 13h às 18h, todos os prazos processuais são suspensos e somente casos que necessitam de decisão imediata são encaminhados ao magistrado de plantão, que em regra é o ministro seguinte na composição, que não saiu de férias. O vice-presidente, Gilmar Mendes, não entrou em recesso.
Assim que assumiu o posto, Gilmar solicitou autorização para o deslocamento do empresário Ricardo Pessoa, dono da construtora UTC, para depor no próximo dia 14, na sede do Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo (TRE-SP). Ele será ouvido como testemunha na ação de investigação judicial eleitoral contra a presidente Dilma, que tramita no TSE (AIJE nº 1943-58.2014.6.00.0000-DF).
O pedido que tem como origem a Corte Eleitoral é encaminhado ao Supremo Tribunal Federal (STF), uma vez que a investigada – a presidente – detem prerrogativa de foro. Se também não estivesse de férias, o ministro Ricardo Lewandowski seria o responsável por autorizar ou não o pedido de Gilmar. Mas está. No STF, as decisões no recesso forense são tomadas pelos responsáveis pelo plantão judiciário. O próprio ministro Lewandowski realizou o primeiro deles no mês de julho, nos dias 2 e 3. Sabia-se que na semana seguinte o decano Celso de Mello assumiria o plantão.

Assim, Gilmar Mendes enviou a solicitação ao ministro Celso de Mello, informando que, antecipadamente, já havia encaminhado à Corregedoria-Geral Eleitoral de São Paulo o pedido de apoio logístico para a audiência. Celso de Mello autorizou o deslocamento de Pessoa como testemunha do processo.
A audiência que questionará Ricardo Pessoa sobre as contas de campanha da presidente Dilma está marcada para o dia 14 de julho, às 9h da manhã, na sede do Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo.
A urgência da autorização também foi divulgada pelo ministro:


Esperamos que nada se prove contra a Presidenta Dilma, porque ela vem fazendo um ótimo governo e,
digo sem demagogia, vimos percebendo a diferença do alimento na mesa do qual antes carecíamos, a estrutura nos bairros, incomparáveis, na Saúde Pública o atendimento mais humanizado em termos gerais, as casas, melhor qualidade, estruturação, preços a nível compatível aos de baixa renda…enfim, poderia anumerá-los, aqui, muito mais, porém, me estenderia muito!
Todos sabem que o seu trabalho é digno de elogios e de reconhecimento e,para o nosso bem, deve permanecer… ora nunca visto antes!
Sucesso e que Deus abençoe!
Ficaremos muito entristecidos sem a nossa Presidenta, ou se algo possa lesá-la, visto que, ela não mede esforços aos seus programas!
Não acredito em nenhum lado desonesto que comprometa o bom caráter da Dilma porque ela é muito clara e objetiva quando fala, mesmo porque estamos sempre acompanhando seus programas sociais e também os mesmos vistos na prática diária. Transmite a sua fala com firmeza e convicção.
Negarão somente aqueles que não aprenderam a observar, a valorizar e fazer uma paralelo entre o ontem e o hoje!
Obrigada!