Por Adriano Benayon

Algumas vezes fiz comentários sobre o fato de a associação que se costuma fazer de nacionalismo com fascismo é fruto, na maior parte, da lavagem cerebral que impingem aos povos os meios de comunicação social controlados pelo império mundial.
Na realidade, não só são linhas diferentes de pensamento e posicionamento político, mas até opostas.
Isso porque o nacionalismo é posição de resistência ao império globalizante, que faz de todos os povos, até mesmo o das metrópoles imperiais, um mero objeto, enquanto que o fascismo tem sido historicamente um movimento a serviço desse império.
De fato, não é de ignorar que supostas democracias como os EUA e o Reino Unido encobrem realidade fascista, pois se trata de Estados que usam e abusam de manipulações financeiras, comerciais etc. apoiadas por formidáveis forças militares, para explorar as nações, à base de intervenções e/ou chantagem militar, além da permanente intervenção por outros meios, dirigidas por seus serviços secretos e n outras entidades.
Querem coisa mais fascista que os Estados criados pelo império britânico no Oriente Médio, como a Arábia Saudita e os diversos reinos petroleiros, que esmagam os povos árabes da região. Ou que os degoladores do ISIS, Al Qaeda e n outros grupos suscitados e alimentados pelas potências angloamericanas?
Tenho mencionado, em relação à história do fascismo na Europa dos anos 20, 30 e 40 do século XX, a espantosa ignorância, fomentada pelas universidades famosas e por outras menos badaladas, de como Hitler chegou ao poder, através da chantagem exercida pela oligarquia financeira junto ao presidente Marechal Hindenburg, para nomear Hitler, já em declínio eleitoral, em janeiro de 1933, para a Chancelaria (primeiro-ministro) da República de Weimar.
Isso, inclusive, com o claro objetivo de promover a 2ª Guerra Mundial, conforme a intenção, nunca escondida, de Hitler.
Esse sempre foi racista, inclusive admirador fanático, do império britânico. A Alemanha não era o importante para ele, mas sim a raça nórdica, os germânicos, de que fazem parte os ingleses, originários dos anglos (da região entre a Dinamarca e norte da Alemanha) e dos saxões (da Saxônia, região do centro –norte, onde está Hannover). Além disso, os britânicos descendem dos normandos, povo originário do Norte (principalmente Noruega), que trouxeram o francês, para misturar com o anglo-saxão, pois ficaram falando francês antes de conquistarem as Ilhas Britânicas, no ano 1066.
A admiração pelos ingleses certamente decorria de o Império britânico exercer a supremacia da raça, espezinhando os povos considerados inferiores, com toda a crueldade e arrogância que se pudesse imaginar.
Bem, há provas do amor de Hitler pelos britânicos, maior do que pela Alemanha.
Entre outros:
a) Deu ordem de alto (Halt), por 36 horas, ao Exército alemão (evidentemente contra a opinião dos generais), quando a Wehrmacht, já na Bélgica, a caminho da invasão da França, no verão europeu de 1940, havia cercado a força expedicionária da Inglaterra, permitindo-lhe fugir na famosa retirada de Dunquerque (Dunkirk), salvando-a assim de ser destroçada e aprisionados seus combatentes;
b) Mandou seu braço-direito, Rudolf Hess saltar de pára-quedas na Inglaterra em missão de paz; seu objetivo era concentrar-se totalmente na invasão da União Soviética, iniciada no verão de 1941, o que praticamente ocorreu pois nesse ataque (Operação Barbarossa), foram engajados 90% das divisões alemãs, sendo 100% das de elite.
