Justiça do Rio revoga prisão de três PMs do caso Amarildo

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Via Folha de S. Paulo

O Tribunal de Justiça do Rio revogou a prisão de três militares envolvidos no caso do desaparecimento e morte do pedreiro Amarildo de Souza. Entre eles, está o ex-comandante da UPP (Unidade de Polícia Pacificadora) Rocinha, major Edson Santos.

Santos é acusado, com outros dois policiais, de corrupção ativa de testemunhas do caso. Além dele, também tiveram a prisão revogada o tenente Luiz Felipe de Medeiros e o soldado Newland de Oliveira Silva Júnior.

Segundo o TJ, os dois oficiais continuarão detidos por responderem a outro processo pelo crime de tortura, também no caso Amarildo.

Para a juíza Ana Paula Monte Figueiredo Pena Barros, a liberdade dos réus não irá atrapalhar o andamento do processo.

O ajudante de pedreiro Amarildo de Souza desapareceu em 14 de julho de 2013, após ter sido detido por policiais militares na porta de sua casa, na favela da Rocinha, e levado à UPP da comunidade.

Ele teria sido submetido a tortura e morrido no local. Seu corpo nunca foi encontrado.

O inquérito instaurado pela PM apontou o envolvimento de 29 militares no crime.

O major Edson dos Santos afirmou, em entrevista à Folha em janeiro deste ano, que é inocente.

A reportagem tentou contato por telefone com os advogados dos outros dois policiais, mas não foi atendida.

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