Ajuste Levy pode tornar nossa dívida impagável

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Por Ceci Juruá | Rio de Janeiro, 02/06/2015

Noticia sobre a questão grega no Le Monde de hoje ressalta o papel de linha dura do FMI, como era nos anos 1950 e 1980, e seu “bate-bola” com a chanceler alemã. Devemos seguir com atenção o caso grego pois é caso exemplar em que a dívida, aceitável em um primeiro momento, rapidamente se tornou impagável, por conta da taxa de juros e da recessão que abateu a Europa.

Imaginem o que poderá acontecer com o Brasil se tivermos 5 anos de recessão (por hipótese, crescimento zero na média dos 5 anos) enquanto a taxa de juros dispara. Fiz um cálculo rápido. Tomemos um pib de 100 e uma dívida de 55 (divida bruta, de 55% do pib); ao fim de 5 anos o pib permanece em 100, pois a hipótese é de crescimento zero; mas a dívida bruta, que era de 55 não permanece em 55, ela vai saltar para quase 100, se os juros forem simplesmente rolados, não pagos e acrescidos à dívida publica. Isto é, como diz a grande lição : SEMPRE QUE A TAXA DE JUROS FOR MAIOR DO QUE O CRESCIMENTO DO PIB, HÁ O RISCO DE ELA SE TORNAR IMPAGÁVEL. Em menor ou maior prazo, dependendo do diferencial das taxas.

Será este o futuro que os chicago’s boys nos reservam? E, por falar nisso, o que veio fazer no Brasil Mme. Lagarde, que aqui esteve há uma semana, justamente em ocasião em que o Congresso debatia o ajuste Levy?

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