Neste domingo (3), o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso publicou artigo intitulado Desvendar a trama, repercutido nos mais diversos veículos de comunicação, no qual faz duras críticas ao Partido dos Trabalhadores e seu principal nome, o também ex-presidente Luís Inácio Lula da Silva. O texto peca por conta de uma exagerada memória seletiva, e também pela completa falta de propostas alternativas ao modelo do governo atual. Esta réplica pretende desvendar mais um pouco essa trama política, pelo bem do debate público.
É evidente que você, Fernando Henrique, prefere sim voltar ao tema das crises, afinal, o terceiro turno é liderado pelo seu partido. A recessão de fato está tomando forma, mas ela é acelerada pelo modelo de política econômica também por ti propalado. Penso que é ingenuidade em tocar na questão do desemprego, ou então certeza da ignorância dos leitores. É o atual governo que trouxe o desemprego ao menor patamar histórico. A gestão tucana assumiu o Planalto com 6,1% de desemprego e entregou o indicador em 12,6% no ano de 2002, como tens coragem de reclamar de 6,2%? Sobre o BNDES, investir em obras e infraestrutura é fundamental até mesmo para reduzir o tal “custo Brasil”, constantemente em pauta. Lembra-se do PROER? Pois é, foram R$ 37 bilhões, à época, somente para “solidificar” os bancos. O senhor também fez uso do BNDES para financiar as privatizações, feitas “no limite da irresponsabilidade”. Não é por aí que deste algum exemplo.
Sobre o setor elétrico, recorro a opinião do engenheiro Roberto D’Araújo, diretor do Instituto Ilumina, especializado no assunto. Em entrevista concedida a este que lhe escreve, ele postula que:
Quem conhece o singular sistema físico de produção de energia elétrica sabe que o que foi imaginado pelo governo FHC, mas efetivamente implantado pelos governos Lula-Dilma é uma adaptação mimetizada de modelos mercantis implantados em sistemas de base térmica. Não há como não ser crítico. Todos os problemas foram relatados ao governo Lula em 2003, mas a política resolveu ouvir o ‘mercado’ e desprezar os avisos.
Ou seja, a falha de nosso modelo consiste justamente em ceder as cantilenas do mercado autorregulado, o qual temos em ti um grande entusiasta. Portanto, parece equivocado que teça comentários desse teor.
Em relação aos programas de aceleração do crescimento, é reconhecido internacionalmente o sucesso das políticas anticíclicas encabeçadas pelo ex-ministro Guido Mantega, no intuito de combater a segunda maior crise do capitalismo, esta iniciada em 2008 e ainda por aí. Sobre contas públicas, deficit e dívida, refresco sua memória citando o desempenho de seu governo. Em 1995, quando subiste a rampa do Palácio, a dívida pública líquida estava em 29,5%. Findado seu governo, este índice havia saltado para 60,4%. No tocante aos deficits, em 95, 96 e 98 praticamente não entregaste superavit primário algum e curiosamente não vimos histeria nem na imprensa, nem no congresso. Quanto aos exercícios em que houve superavit, não há grande diferença entre seus números e os das gestões petistas posteriores. Mas, nesse ponto, é bom salientar que triste mesmo é um país onde políticos disputam quem entrega mais dinheiro público ao setor financeiro.
Certíssimo estás quando apontas que o ajuste fiscal nos botará numa “espiral de agruras”, mas estranho que não saiba de propostas alternativas que saneariam as contas sem penalizar o trabalhador mais uma vez. Por que não sugeres uma auditoria da dívida pública que tem enorme potencial de redução de gastos, visto que muitos desses compromissos tem sérios indícios de fraude? Veja bem que esta não é uma proposta de calote, o que for legítimo permanecerá sendo pago, os contratos ilegais, com vícios insanáveis é que seriam revistos. Ou então, poderíamos ao menos reduzir a Selic para diminuir os gastos com juros, pois, o serviço da dívida consome em torno de 45% do orçamento anualmente, de longe a maior fatia dos gastos.
Tendo em vista que o jurista Miguel Reale Júnior, de quem seu companheiro de partido Aécio Neves encomendou um parecer técnico, discorda de que há condições objetivas para o impeachment, é golpismo sim permanecer falando sobre o assunto, interessante somente a aqueles que sofreram quatro derrotas seguidas nos pleitos presidenciais. Em relação aos escândalos, é sintomático que se detenha na Operação Lava Jato. Ora, o Swissleaks e a Zelotes indicam montantes de dinheiro público saqueado bem acima dos tratados na Lava Jato, é no mínimo estranho que sua ideia de corrupção se atenha ao menor dos casos.
Falando ainda de Petrobras, roubalheira e Lava Jato, é forçoso reconhecer que quando foi extinta a exigência de licitação para compras da empresa, abriu-se a porteira para todo tipo de conluios, “desarranjos” e desvios. Até mesmo o altivo presidente da Câmara, Eduardo Cunha, concorda. Porém, escandaloso é quando lembramos que a lei (9478/97) que permitiu essa bagunça foi sancionada por sua caneta, e que o delator Pedro Barusco afirma que foi exatamente nessa época que instalou-se o dito petrolão. Nesse ponto a seletividade de fatos escancara a níveis inaceitáveis.
Finalizo constatando com tristeza ao que se resume o PSDB e suas lideranças. A incapacidade de inovar, propor, reduziu o tucanato ao falso moralismo da antiga UDN, ao cinismo de um Alckmin, a truculência de um Beto Richa. Não será vocalizando os interesses de um diminuto setor da sociedade, distribuindo acusações e estendendo as fronteiras da demagogia que o PSDB retornará ao poder.
Um exemplar da primeira edição de “Cem anos de solidão”, com dedicatória do nobel Gabriel García Márquez, foi roubada do pavilhão de Macondo da Feira Internacional do Livro de Bogotá (++Filbo++), confirmaram os organizadores neste domingo.
O roubo do livro foi detectado na noite de sábado, disse à Agência Efe uma fonte próxima à Câmara Colombiana do Livro.
O escritor colombiano Gabriel García Márquez, autor de “Cem anos de solidão”, morreu no ano passado aos 87 anos. EFE/Mario Guzmán
O exemplar roubado pertence ao livreiro Álvaro Castillo, que o tinha emprestado para a feira.
“Infelizmente temos que confirmar o roubo. Esta tarde emitiremos um comunicado oficial sobre o sucedido”, disse a fonte.
O livro roubado estava exposto no pavilhão de Macondo, convidado de honra da XXVIII edição da feira, que termina amanhã.
“Cem anos de solidão” foi publicado pela primeira vez em 1967 pela editora Sul-Americana de Buenos Aires e desde então se transformou em um fenômeno da literatura mundial.
Os comandos militares da Rússia e da OTAN instalaram uma linha telefônica direta para o caso de crise, escreve o jornal alemão Frankfurter Allgemeine.
Os comandos militares da Rússia e da OTAN instalaram uma linha telefônica direta para o caso de crise, escreve o jornal alemão Frankfurter Allgemeine.
Na semana passada, os números de contato foram entregues ao lado russo. No entanto, os detalhes da criação do novo canal de comunicação ainda não são públicos, de acordo com a publicação.
Pela primeira vez desde a Guerra Fria, a Rússia e OTAN passam novamente a ter uma forma de comunicação direta entre as chefias militares. Agora o comandante das forças conjuntas da OTAN na Europa, bem como o chefe do Comitê Militar da OTAN, terão acesso à linha direta com Moscou. Os canais de comunicação permanecerão sempre abertos e serão alvo de verificação de segurança constante.
O jornal escreveu que o tempo de ativação da linha ainda é desconhecido.
A iniciativa de criar a linha direta pertence ao ministro das Relações Exteriores da Alemanha, Frank-Walter Steinmeier. Anteriormente, devido ao aumento das tensões no mundo, nomeadamente ao conflito ucraniano, ele propôs a criação de uma ligação direta entre a Rússia e a OTAN, a ser usada nas situações de crise.
Após a crise dos mísseis de Cuba em 1962 entre a liderança militar da União Soviética e os Estados Unidos também foi criada uma linha telefônica direta, chamada de “telefone vermelho”.
As drogas e a homossexualidade são temas que sempre geram grande polêmica. Nossa sociedade convive diuturnamente com o preconceito contra os homossexuais e também com a dificuldade de compreensão de que o problema das drogas é de saúde pública e que definitivamente a atual política é falida.
Os associados Tania Faillace e Roberto Oliveira travaram um interessantíssimo debate sobre o assunto que reflete bem a polaridade atual sobre o tema, por isso, reproduzimos no blog.
Tania Faillace – O que o pessoal resiste a entender é que as drogas fazem parte do esquema de dominação mundial.
Roberto Oliveira – Não tenho dúvidas disso. Basta olhar para o “Século da Humilhação” na historiografia chinesa ou para o atual Afeganistão e suas papoulas.
Tania Faillace – Com a disseminação das drogas, completa-se a lavagem cerebral já encetada pelos meios de comunicação social e a própria escola. Drogas destroem a inteligência e causam dependência psíquica e física.
Drogas são fundamentais para manter em ação os grupos mercenários e até as tropas regulares na repressão ao povo e na comissão de atos bárbaros. Soldados que não usam drogas muitas vezes se recusam a cumprir determinadas ordens.
Roberto Oliveira – Sim, o Timor Leste tem uma história particularmente nefasta sobre a mistura de exércitos e drogas. O exército Indonésio (daquele mesmo país que impõe pena de morte para narcotraficantes) obrigava seus soldados tomar uma anfetamina fortíssima chamada “Speed”. Sob o efeito desta droga, os soldados cometeram os mais horríveis abusos como estupros em massa e esquartejamentos.
Tania Faillace – Então as drogas têm um papel fundamental na conquista do planeta habitado por 8 bilhões de pessoas que 1% delas querem controlar totalmente, até proibi-las de se reproduzirem.
Roberto Oliveira – Realmente espero que tenha visto os vídeos que enviei antes de me responder. Pois, nestes dois vídeos que enviei a esta lista, temos duas especialistas no assunto que pontuam muito bem que a relação da Humanidade com as “drogas” é antiga e que a política de repressão policial sobretudo sobre o usuário é uma política absolutamente falida. Parece me que você não assistiu os vídeos.
Tania Faillace – As pessoas são vulneráveis às drogas, tanto como consumidores – são forma de iludir as frustrações pessoais e sociais alimentando sentimentos de poder e desafio – como repassadores e distribuidores, porque esse “trabalho” é remunerado.
Roberto Oliveira – Não é preciso de “drogas” para fugir da realidade. A cachaça barata e as igrejas pentecostais estão em todas as esquinas.
Ademais, o que é a música e as artes? É como disse a especialista em um dos vídeos que enviei: o ser humano é um animal com consciência e naturalmente ele vai explorá-la.
Tania Faillace – Ao invés de se fazer reforma agrária e fundiária e permitir que as pessoas produzam seu próprio alimento e ainda abasteçam as outras através do mercado direto produtor-consumidor, como fazem os assentamentos de agricultores orgânicos oriundos do MST, usa-se essa mão de obra ociosa e despreparada (por falta de educação, de treinamento, de opções de sustento) para viciar os outros, ou fazer de segurança aos barões do crime.
Roberto Oliveira – Verdade. Concordo. E justamente para quebrar o poder dos barões do tráfico, é preciso que o Estado LEGALIZE, ou seja, imponha seu poder de império e regulamente este mercado, hoje, ilegal. E principalmente eduque as pessoas para esta realidade.
Tania Faillace – O combate às drogas como vem sendo feito na América Latina é teatro em benefício das mídias e seus leitores.
Roberto Oliveira – Tá. E o que você sugere? Mais porrada e repressão? A manutenção desta relação paternal do Estado?
Tania Faillace – É por isso que não rende. Porque, atrás dos policiais que arriscam suas vidas nos enfrentamentos, há cúpulas da segurança e das agências que renegociam as drogas apreendidas. Isso acontece no Brasil e no mundo. Assim como as armas apreendidas voltam às quadrilhas direta ou indiretamente.
Roberto Oliveira – Não tenho dúvida disto. E tem mais, tráfico internacional de drogas não é as “mulas” que carregam gramas de cocaína introduzidas em seus corpos em vôos internacionais. Tráfico Internacional de drogas é container abarrotado de cocaína descendo de navio ao meio dia no porto de São Francisco ou Amsterdan. Ou ainda, aviões militares norte-americanos e da Nato abarrotados de heroína pousando em alguma base militar européia. Não se abastece um mercado como o europeu e o norte-americano no conta-gotas.
Tania Faillace – Preste atenção no que está lendo, não pule às conclusões pois acaba entendendo o contrário do que foi dito. As drogas são instrumentos importantíssimos no domínio do mundo que conhecemos.
Roberto Oliveira – Acho que você quem não presta atenção no que lhe enviado. Se ao menos tivesse visto os vídeos que enviei, certamente não choveria neste molhado novamente. Você não precisa concordar comigo, mas ao menos compreender meu ponto de vista ao invés de me cobrir com seus preconceitos.
Tania Faillace – Estamos há muito tempo em cima do assunto. E sabemos que as consignas de liberdade para as drogas, que passa como consigna de libertarismo, de liberdade individual, na verdade fazem parte da propaganda do tráfico.
Roberto Oliveira – Faz parte da propaganda de modo geral. De cosméticos à automóveis. Nada de novo.
Tania Faillace – Assim como as consignas para o aborto livre visam garantir a matéria prima que necessitam os laboratórios farmacêuticos que produzem cosméticos contra o envelhecimento. Fetos e anexos fornecem as células jovens e embrionárias que a moderna cosmetologia utiliza. Os donos do mundo pretendem descobrir o gene da morte para destruí-lo e se tornarem eternos – pelo menos é essa promessa que lhes fazem os “cientistas” que os parasitam, a obrar em causa própria em instituições riquíssimas.
Roberto Oliveira – Arram… e por conta disto, vamos deixar milhares de mulheres pobres e desesperadas correrem risco de vida? O aborto tem que ser visto como uma questão de saúde pública. Moralismo mata.
Tania Faillace – Ao mesmo tempo, banaliza-se assim a maternidade, porque outro ponto crucial nesse processo de desumanização das culturas humanas é a destruição do núcleo e da colaboração familiar, onde se assenta a colaboração comunitária – remanescente da velha solidariedade tribal, que as sociedades modernas liquidaram.
Roberto Oliveira – Mais ou menos. Compreendo seu ponto de vista e concordo parcialmente. Acontece que já não estamos em uma sociedade tribal. A sociedade é outra (pro bem e pro mal) e embora alguns tenham saudade do “bom selvagem” a sociedade tem outros apelos que julgo legítimos. Ora, o próprio conceito de família tem se modificado e um núcleo familiar não necessariamente tem que ser constituído por um homem e uma mulher. Sou filho de pais divorciados e vejo que ambos tem uma relação muito saudável entre eles e com seus filhos. E conheço casais gays muito felizes e que cuidam muito bem de seus filhos de relacionamentos anteriores. Ora, porque estas pessoas não poderiam adotar crianças? Ademais, existem sociedades tribais onde rolam verdadeiros bacanais e a homossexualidade não é vista como tabu. Inclusive isto ocorre em etnias nativas brasileiras.
Outro dia, conversando com minha avó, uma senhora de 75 anos que veio do campo (interior de SP), ela me disse que uma coisa muito comum era a mulher morrer no parto ou das consequências do parto. Ela mesmo perdeu sua mãe aos 8 anos desta maneira. A mãe dela teve 7 filhos dos quais apenas 3 chegaram a idade adulta. Obviamente, a vida “comunitária” no campo tem suas dificuldades. Negar à mulher métodos anticoncepcionais ou a possibilidade de interromper uma gravidez indesejada, para mim é um crime.
Tania Faillace – Do mesmo modo, o casamento gay não tem outro objetivo que não seja esse: desmontar o núcleo natural das populações humanas, e impedir a reprodução natural.
Roberto Oliveira – Desculpe. Não concordo. Na minha opinião, existe sim risco sério nos atuais desenvolvimentos genéticos que se não forem vistos com atenção, podemos ter problemas terríveis. Mas, atribuir ao “casamento gay” o objetivo de “desmontar o núcleo natural das populações humanas, e impedir a reprodução natural” é um absurdo que como já te disse me lembra posições de Bolsonaro et “caserna”.
Tania Faillace – Se todos forem homossexuais (a heterossexualidade começa a ser perseguida – veja aquele cidadão processado por ter relações com sua própria esposa, que estava numa clínica), não nascerão mais crianças ao natural – terão que ser produzidas artificialmente, ao gosto do patronato.
Roberto Oliveira – Com o microfone: Bolsonaro. Nestas horas, lembro da frase “os extremos se encontram”.
Tania Faillace – Tudo isso está antecipado, como ficção, em The Brave New World, de Aldous Huxley, que pertencia a uma família de cientistas, onde a discussão de tais temas devia ser comum. Apenas na época ainda não existia a biotecnologia que tornaria tudo isso possível. E hoje ela já existe.
Roberto Oliveira– Já estamos no The Brave New World.
“Está escrito bem legível que foi agressão. Agora esperamos o laudo do Instituto Médico Legal para deixar mais claro. Bateram muito nele e causaram perfuração no pulmão, além de furarem uma veia da cabeça. Foi muito feio. Há colegas que disseram que ele foi agredido em um dos corredores da escola”.
Tania Faillace – Alguns de nossos homens mais importantes em política e economia são homossexuais ou bissexuais, e absolutamente não são discriminados, nem têm suas carreiras interrompidas por isso. Muito pelo contrário, porque são grupos sociais muito corporativos.
Roberto Oliveira – Sim, isto explica o sucesso do tratamento da AIDS/SIDA no país. Era “doença de rico”.
Tania Faillace– E a homossexualidade é fundamental também para impedir a integração do binômio masculino/feminino na sociedade humana – e cortar de vez com o sexismo. Homens têm medo de mulheres, e mulheres têm medo de homens – coisa que o genial Freud intuiu, mas as pessoas ainda se resistem a reconhecer.
Roberto Oliveira – Eu não tenho medo, não.
Tania Faillace – Há repressão quanto à prostituição, por conta dos escândalos públicos promovidos por pessoas cuja maior paixão é o exibicionismo (e portanto necessitariam de atenção terapêutica). Temos também que considerar que os prostitutos de sexo masculino são violentos e agressivos contra as prostitutas de sexo feminino para expulsá-las do meio e controlar monopolicamente o mercado do sexo.
Quem já trabalhou em reportagem policial conhece muitíssimo bem como essas coisas acontecem. E que fazem parte da corrupção inerente ao sistema capitalista como um todo.
Roberto Oliveira – Certamente. Mas neste ponto Zizek tem uma questão para nós:
Tania Faillace – Um sistema que não tem saída, pulando de uma crise estrutural a outra, e que para obter uma sobrevida, precisa do controle totalitário do Ecúmeno. E da redução da humanidade, para reduzir proporcionalmente o mercado, recomeçando em outros patamares, e já com o controle da reprodução humana pela manipulação genética.
Isso já é tecnologicamente possível. Mas exige a unipolaridade.
Os trabalhadores autênticos e suas famílias não apreciam exotismos culturais, são ainda humanos, o que não acontece com essas mentes dominantes da classe média e seus filhos, deterioradas pelos vícios e as impunidades.
Roberto Oliveira – Homossexualidade é “exotismo cultural”? Cuidado, Hitler não poderia dizer algo melhor.
Enfim, Tania… Você toma uma cervejinha de vez enquanto? Faz “uso recreativo” de vinho? No sul do Brasil é muito comum a prática de ingestão desta substância fermentada que embora lícita promove alterações de humor e consciência. Talvez a tolerância ao vinho se dê na medida em que Jesus era um apreciador da substância, inclusive Ele a multiplicava juntamente com o pão. E o pão daquela época provavelmente tinha propriedades alucinógenas (estude a origem do LSD e o pão “mágico”). Mas, não me surpreendo… Para falar de amor, de dar a outra face em superação da política de “olho por olho”, Jesus (o Histórico) certamente “saiu da caixinha” algumas vezes… Há quem diga que quando ele sumiu das narrativas bíblicas, na sua juventude, ele na realidade estava passeando com a turma do Haxixe. Enfim, só algumas considerações sobre o quanto ancestral é nossa relação com tais substâncias. Agora, essa política de repressão absurda e desumana é o dado novo… Veja:
“Os amigos resolveram dar uma volta de moto, “sentir o vento no rosto”. Subitamente, uma viatura da Rota, grupo de elite da Polícia Militar, cruzou o caminho dos jovens – parte da média de 1,5 milhão de brasileiros que diariamente consomem a droga. Os militares encontraram um tablete de 23 gramas da erva com a dupla e, em poucas horas, os estudantes viram suas tranquilas vidas se transformarem em um inferno de quase meio ano por acusação de tráfico de drogas e associação ao tráfico.”
Desculpe, mas não posso crer que concorde com estes absurdos.
É deprimente ver incompreensão, desinformação, deturpação da verdade e má intenção na humanidade. Nestes casos, o agente do mal busca sempre mais riqueza e poder. Em contrapartida, no consequente conjunto de impactados, são colocadas penúria e humilhação. De forma correta, a sociedade tem criado proteções para minorias e, às vezes, para maiorias, desde que estejam sendo maltratadas. Com muito esforço e luta, a sociedade resgatou, em parte, o direito dos negros, dos homossexuais, das mulheres e dos miseráveis. Estes grupos começam a ter vidas menos sofridas. Mas, falta muito a ser atendido. Busco chegar a determinada tese e, para isso, preciso estudar alguns casos.
Em um grupo conservador, foi feito um debate para se explicar as causas do baixo nível de desenvolvimento brasileiro. Logo, apareceram o “custo Brasil”, a “baixa especialização da mão-de-obra” e a “existência da pobreza, que dificulta a capacidade cognitiva dos trabalhadores”. Sem entrar no mérito, foi lembrado que o desenvolvimento em pauta não era só o econômico, pois existiam também o desenvolvimento social, o político e outros.
Com esta nova abrangência da análise, se não fosse triste, teria sido engraçado ouvir pessoas dizerem absurdos como: “a preguiça de algumas pessoas os leva à condição de extrema pobreza” e “oportunidades existem, vejam, por exemplo, o caso do Ministro Joaquim Barbosa, que de origem humilde chegou a ministro do STF”. Mas, o auge da cretinice ocorreu quando afirmaram que “em qualquer sociedade, têm que existir pobres e, por isso, é uma ilusão imaginar uma sociedade sem pobres”.
Durante estas observações, fiquei pensando: “A quem querem enganar? Porque deve ser difícil alguém pensar assim, honestamente.” Era o caso de se perguntar: “A exploração capitalista, como razão para a geração de pobreza, não conta?” Estive presente neste grupo por uma destas imposições do trabalho que acontecem na vida. Seus membros já tinham o conservadorismo incrustado em suas almas. A pergunta que persiste é: “Como eles foram formados?”
As cortinas se fecham e se abrem na época do Rio+20. Um professor da USP está sendo entrevistado por um canal de televisão e a repórter, que havia sido bem treinada, busca arrancar dele palavras de apoio para a “economia verde”. Em determinado instante, ele disse algo como: “A ganância e o individualismo, característicos do capitalismo, levam a este menosprezo pela natureza. Se tivéssemos um mundo mais solidário com seres mais humanos, a natureza seria preservada naturalmente.”
As cortinas se fecham e se abrem, novamente. Aparece o senhor Paulo Skaf dizendo a frase: “A terceirização é boa para o trabalhador”. Esta frase é um descalabro, mas fiquei esperando algum líder de central sindical ser entrevistado e dizer: “A terceirização é boa para o patrão”. Mas, ele não chegou, porque trabalhador não tem vez na mídia tradicional. O quase nada que o governo Dilma fez nesta área é imperdoável.
É estarrecedor o grau de agressividade dos meios de comunicação. Plagiando o coronel Passarinho, os donos desta mídia devem pensar: “Que o conceito de igualdade de oportunidade na mídia para todos os grupos vá às favas. Vamos deixar de lado os pruridos. A mídia é nossa e nós entrevistamos quem nós queremos.” Obviamente, eles não têm nenhum receio que a concessão de operação da mídia seja revogada. Assim, a mídia é um grande instrumento de ação política a serviço do capital.
Vamos analisar melhor a posição do senhor Skaf. A terceirização proposta por ele pode repercutir desfavoravelmente para a classe que ele representa. Não é só na Física que “a toda ação existe uma reação de intensidade igual e em sentido contrário”. À medida que maiores parcelas da mais-valia dos trabalhadores são retiradas ou eles perdem o emprego, menos comida chega às suas casas, eles não conseguem ter acesso a médicos e hospitais, e outras mazelas ocorrerão. Assim, o nível de angústia da população carente irá aumentar com a terceirização. Não há como negar que, quanto maior este nível de angústia, o cidadão ficará mais propenso a atuar na criminalidade. Não digo que o aflito está liberado para praticar crimes, mas está sendo impelido para a criminalidade.
Desta forma, os que auferiram maiores lucros com a terceirização irão gastar mais com carros blindados, motoristas mais caros, porque sabem lutas marciais, equipamentos novos de segurança para suas casas e guarda-costas para si e os entes queridos. Fora o sobressalto constante que seu sequestro ou de algum familiar representa. O crescimento do índice de Gini, que mede a má distribuição de renda em uma sociedade, causado pela terceirização, significará, em última instância, maior insegurança na sociedade. Nesta hora, o Estado será denunciado, principalmente pela classe rica, como único culpado por não garantir segurança para os cidadãos. Esquecem que não há só a segurança física. Há também a segurança alimentar para os pobres, a segurança da educação para os filhos dos trabalhadores, a segurança do atendimento de saúde para os pobres e, por aí, vai.
Os meios de comunicação corruptos, comprometidos com a manipulação da população, não têm redatores de notícias, têm roteiristas criativos, que devem ficar criando saídas para os constantes furos de quem não têm a verdade consigo. Para a população despolitizada, é difícil, em muitas situações, descobrir onde está a verdade. Por exemplo, no conturbado Grande Oriente, sem querer justificar as injustificáveis ações do Estado Islâmico, tenho dúvida se só eles praticam atrocidades. É difícil saber qual é o mundo real. A única forma de combater a manipulação é identificando alguns articulistas, que são nossas estacas, pois servem como ancoradouro para a população em busca de compreensão do que está por trás dos noticiários. São os tradutores da ficção para o real e são encontrados, basicamente, nos sites, blogs etc.
Finalmente, a citada tese é que a causa mater é a mídia do capital, que está aí, e sua triste consequência são as mazelas do nosso povo. Sem compreender o que acontece por falta de informação, a população não se protege, não evolui politicamente e elege representantes que irão prejudicá-la. Pouco irá representar uma nova lei que reforme a política, se ela será realizada pela maioria de desonestos que, hoje, sacrificam o povo em benefício próprio e dos grupos que representam.