Arquivo mensais:maio 2015

Banco Central bloqueia participação do Brasil no Banco dos BRICS

Por J. Carlos de Assis

Em mais uma ação de cabal subordinação à finança anglo-americana, o Banco Central do Brasil está dificultando, com evidente intenção de sabotar a capitalização da parte brasileira no Banco dos BRICS sob o pretexto imbecil de proteger as reservas internacionais. O Banco dos BRICS é, de longe, o principal legado do primeiro mandato de Dilma no plano internacional. Deverá ser o grande instrumento de financiamento da infraestrutura no bloco, independente da interferência, das taxas de juros e das condicionalidades norte-americanas e europeias.

O argumento da vertente entreguista do Banco Central é grotesco, já que a transferência de recursos das reservas para a capitalização do banco não altera a posição fiscal brasileira. Afinal, é muito mais interessante ter dinheiro rendendo juros no banco do que rendendo os pífios juros dos títulos públicos dos Estados Unidos, nos quais as reservas são aplicadas. No Banco dos BRICS o dinheiro vai gerar investimentos reais, e não apenas um fluxograma de recursos totalmente desvinculado da economia real.

Já é tempo de nacionalizarmos o Banco Central do Brasil. É curioso que ele tenha sido criado pelos militares, num primeiro momento sem oposição americana, como um banco desenvolvimentista, grande financiador da agricultura brasileira. Foi nossa titubeante democracia, no Governo Sarney, e pelas mãos de economistas ditos progressistas, que o Banco Central virou-se para o lado da ortodoxia anglo-americana, tornando-se, pela política monetária, um dos principais obstáculos ao nosso desenvolvimento econômico.

Outra curiosidade é que não foram os americanos, mas os ingleses e franceses, que espalharam pelo mundo a concepção de bancos centrais ortodoxos. Descrevi isso na minha tese de doutorado na Coppe, convertida em livro, “Moeda, Soberania e Trabalho”, ed. Europa. A total conversão à ortodoxia se deu via influência posterior dos Estados Unidos no FMI, revelando outra tremenda contradição: os americanos exigem que todo mundo tenha banco central ortodoxo, mas eles próprios tem um banco desenvolvimentista, organizado de forma tão cínica que é capaz de despejar moeda fiduciária no mundo sem qualquer tipo de controle.

O Banco dos BRICS, que o Banco Central tenta boicotar, será a primeira fissura na arquitetura financeira internacional erigida pelos anglo-americanos no pós-guerra. Será um banco ligado à produção, à economia real. Não essa fábrica de papel sórdida operada nos EUA e agora também no BCE, oferecendo a seus nacionais dinheiro de graça para que adquiram patrimônios reais mundo afora, praticamente sem custos. Com a próxima vinda ao Brasil do Primeiro Ministro chinês, a Presidenta Dilma poderia aproveitar a oportunidade para dar uma ordem seca ao Banco Central para deixar de criar obstáculos para o Banco dos BRICS e disponibilizar imediatamente as reservas a fim de que isso seja feito.

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J. Carlos de Assis é economista, professor, doutor pela Coppe/UFRJ, autor de mais de 20 livros sobre economia política brasileira, estando dois novos no prelo.

O jornalismo para ser esquecido

Por Luciano Martins Costa | Via Observatório da Imprensa

Quanto tempo deve durar uma reportagem de capa numa revista semanal de informação? Teoricamente, uma semana, a se considerar que a periodicidade de uma publicação determina o nível de profundidade dos temas tratados em cada edição, de modo a se manter o interesse de um grande número de leitores e fazer com que eles esperem pelas novidades da próxima edição. Uma revista semanal cujo conteúdo se esgota em um ou dois dias não tem razão para sustentar sua versão em papel.

Não é por outro motivo que, em todo o mundo, as revistas são o meio mais vulnerável, entre os veículos tradicionais, no confronto com a mídia digital. O mais recente estudo da agência ZenithOptimedia, que avalia a eficácia dos investimentos em marketing e publicidade, mostra um cenário devastador para a media tradicional, em curto prazo. A projeção da distribuição das verbas de publicidade entre 2014 e 2017 mostra que a internet móvel vai evoluir muito rapidamente, enquanto as plataformas fixas, como TV por assinatura, jornais e revistas, entram num período de pouca evolução ou de estagnação.

Curiosamente, o Brasil é apontado como um dos países com potencial para subir no ranking dos maiores investimentos em publicidade, ocupando a sexta posição numa lista que tem, logo acima, Estados Unidos, China, Japão, Alemanha e Inglaterra. O cenário é bem distinto do que apregoam dirigentes das grandes empresas brasileiras de mídia, como se pode ler em artigo publicado nesta terça-feira (5/5), na Folha de S. Paulo, pelo presidente da Associação Nacional de Jornais (ver aqui), no qual o dirigente comemora o fato de algumas das maiores empresas da internet, como GoogleFacebook e Apple terem aumentado seus anúncios em televisão, outdoor e jornal.

O cenário apontado por ele se refere principalmente aos Estados Unidos e à Inglaterra, onde esses grandes protagonistas do mundo digital adotaram a estratégia de relacionar seus serviços à credibilidade de alguns títulos tradicionais de maior presença global, como o New York TimesFinancial Times e The Guardian. O passo seguinte será se apropriar dos conteúdos informativos e opinativos dispersos na Internet e passar a ancorá-los para os antigos leitores de jornais e revistas.

Acusações, suspeitas, pesquisa

Por que outra razão as gigantes do mundo digital usariam as mídias tradicionais? Tem razão o presidente da ANJ ao dizer que “as grandes empresas do admirável mundo novo da comunicação buscam as mídias tradicionais para consolidar as marcas que construíram com tanta competência”. Ganhar a confiança do leitor de bons jornais é a maneira mais fácil e rápida de fechar o ciclo, somando a grande audiência trazida pelo relacionamento horizontal entre os usuários à credibilidade das melhores marcas da imprensa.

Mas, atenção: a utilidade dos veículos tradicionais se limita exatamente por sua credibilidade. Então, voltando à vaca fria e à decadência das revistas nesse cenário de alta competitividade, vamos exemplificar como a reportagem de capa de Época, citada neste espaço na segunda-feira (ver aqui), é jornalismo para ser esquecido.

Quanto tempo durou a edição da revista, a se considerar seu tema principal, que acusava o ex-presidente Lula da Silva de haver praticado tráfico de influência internacional em favor da empreiteira Odebrecht? A rigor, o assunto começou a morrer no mesmo dia do lançamento, com um esclarecimento do Instituto Lula dizendo que havia respondido as perguntas da revista na quinta-feira (30/4), antes do feriado, explicação que foi depois ampliada no site da entidade (ver aqui).

Nesta terça-feira, o Estado de S. Paulo (ver aqui versão digital, com título diferente da edição em papel) publica texto informando que a procuradora do Ministério Público Federal responsável pelo caso afirma que não há provas contra Lula e que ela não cogita tomar medidas como a quebra de sigilo, considerando que a reportagem que deu origem ao procedimento preliminar é tida uma notícia anônima.

O assunto foi levantado inicialmente pelo jornal O Globo, em abril, e depois explorado pela revista Época (ver aqui). Em seguida, o Globo obtém declarações de políticos oposicionistas dizendo que a reportagem vai justificar adesões a uma proposta de CPI para investigar o BNDES, que teria favorecido a Odebrecht (ver aqui).

O esquema é o usual: produzir um factoide, atrair o interesse de um membro do Ministério Público e depois publicar novas reportagens, já apresentando o assunto como tema oficial de investigação. A melhor análise dessa prática do jornalismo partidário pode ser apreciada na charge do cartunista Laerte (ver aqui), na Folha: como semear acusações, regar com suspeitas e colher com pesquisas.

Ministro Braga quer ‘flexibilizar’ o regime do pré-sal

Por Breno Altman | Via Opera Mundi

O ministro das Minas e Energia, Eduardo Braga, filiado ao PMDB, surpreendeu o mundo petroleiro, no último domingo, dia 2 de maio, em Houston, nos Estados Unidos, durante entrevista realizada antes da Offshore Technology Conference, que reúne empresas especializadas na extração submarina de hidrocarbonetos.

Perguntado sobre a possibilidade de mudanças na regulação do modelo exploratório do pré-sal, o ex-governador do Amazonas deixou portas abertas para essa hipótese, embora declarando que qualquer alteração dependeria do Congresso Nacional e que não está se discutindo a matéria dentro do governo.

Quando lhe questionaram especificamente sobre a participação mínima obrigatória da Petrobras em campos leiloados, fixada atualmente em 30%, além de exercer a direção dos poços, Braga deu resposta ao gosto das corporações internacionais:

“O que se discute é a obrigatoriedade da operação”, afirmou. “Defendo que a Petrobras tenha direito à recusa de participar.”

Se fosse esta a posição do governo e viesse a ser referendada pelo parlamento, um dos aspectos essenciais do regime de partilha deixaria de ser política de Estado e passaria à tutela empresarial. Os óbvios espaços que se abririam para as multinacionais do ramo dispensam maiores comentários.

Tal rebaixamento de norma, aliás, poderia ser comparado ao fim do monopólio da Petrobrás na exploração do petróleo, efetivado pelo governo Fernando Henrique Cardoso nos anos 1990.

De quebra, Braga também flertou com o abrandamento da norma de conteúdo local, que determina a compra preferencial de equipamentos e serviços de origem nacional.

Para quem tiver curiosidade, as declarações do ministro foram publicadas em nota da agência Bloomberg, sob o título Brasil estuda alívio regulatório para Petrobras após acúmulo de dívidas. Assinantes do diário Folha de S.Paulo também podem acessar a matéria “Ministro estuda alterar conteúdo nacional”.

Diversos outros veículos de imprensa noticiaram o mesmo conteúdo.

Claro que existe a hipótese de ter havido manipulação editorial. Caberia ao ministro, nesse caso, desmentir imediatamente as reportagens a seu respeito.

Se os artigos não tiverem distorcido as palavras de Braga, porém, quem terá dois problemas nas mãos será a presidente Dilma Rousseff.

O primeiro deles: esclarecer ao país e à comunidade internacional, mais uma vez, se está mantida ou não a postura histórica dos governos liderados pelo PT.

Há mais de oito anos tanto a atual mandatária quanto seu antecessor comandam batalhas em defesa da principal reforma estrutural do período petista: a adoção do modelo de partilha, cujo núcleo decisivo é o papel da Petrobras no controle e gestão operativa do pré-sal.

Não há uma só palavra ou ato da presidente, além do mais, que coloque em dúvida seu compromisso com a política petrolífera vigente.

O segundo problema será o que fazer com um ministro sem pejo de contrariar posição presidencial sobre o mais importante dos instrumentos relativos ao desenvolvimento brasileiro, ainda por cima estando em território norte-americano.

Se for verdadeira a entrevista de Eduardo Braga, ficará escancarada a presença de um ministro entreguista e indisciplinado no comando do setor que é a menina dos olhos de interesses imperialistas.

Epidemia de dengue no país está concentrada em nove estados, diz Chioro

Por Camila Maciel | Via Agência Brasil

Ministro da Saúde, Arthur Chioro, diz, na Fiesp, que casos de dengue cresceram 234,5% neste ano, comparado a 2014. Marcelo Camargo/Agência Brasil

O ministro da Saúde, Arthur Chioro, confirmou hoje (4), na capital paulista, que o país enfrenta uma epidemia de dengue. “Nós temos 745.957 casos até 18 de abril. Sabemos que esse número aumentará. O Brasil vive situação de epidemia, concentrada em nove estados, que são os que têm mais de 300 casos por 100 mil habitantes”, declarou, após participar de encontro na Federação das Indústrias de São Paulo (Fiesp) com empresas de biotecnologia. A incidência da doença no país chega a 367,8 casos por 100 mil habitantes, o que, pelos critérios da Organização Mundial da Saúde (OMS), configura epidemia.

Chioro destacou que apenas três estados tiveram redução dos casos de dengue neste ano em relação a 2014: Espírito Santo, Distrito Federal e Amazonas. Ele ressaltou que houve elevação em praticamente todo o país, na comparação com 2014, que, segundo ele, foi um ano “excepcionalmente bom” em relação à dengue.

“Tivemos redução do número de casos, de ocorrências graves, dos óbitos. De certa forma, em algumas localidades, o bom ano passado fez com que se desarmasse a mobilização da sociedade e de algumas ações”, avaliou. Em relação ao mesmo período de 2014, houve aumento de 234,5%. O ministro comparou a situação deste ano também à de 2013, quando, no mesmo período, 1,4 milhão de casos da doença foram registrados. “Nós ainda temos uma redução de 48% [sobre 2013]”, disse.

São Paulo concentra mais da metade dos casos do país. Dos 745,9 mil casos, 401 mil ocorreram no estado, assim como as mortes (169 das 229 registradas no país). Em termos proporcionais, a pior situação é a do Acre, com 1.064 casos por 100 mil habitantes, seguido por Goiás (968 por 100 mil habitantes), São Paulo (911 por 100 mil habitantes), Mato Grosso do Sul (462 por 100 mil habitantes) e pelo Tocantins (439 por 100 mil habitantes. O ministro destacou  que é fundamental olhar os estados, pois isso define o plano de contingência. “O fato de termos uma situação epidêmica nacionalmente não muda em absolutamente nada o plano de contingência, a estratégia de controle, a gravidade”, reforçou.

O ministro explicou que a tendência é que haja diminuição da dengue, com a chegada do inverno. “Em alguns estados, isso já se observa. As temperaturas começam a cair e as medidas de controle estão funcionando.” Embora o frio ajude a diminuir o impacto da doença, as estatísticas ainda devem indicar crescimento. Isso ocorre porque as próximas divulgações incluirão o restante de abril e maio. Chioro destacou que é preciso manter as ações de prevenção, mesmo com a diminuição dos casos. “É possível que em muitos estados se interrompa em definitivo, até o início do verão. Isso não significa que a dengue deixou de ser uma preocupação.”

Entre os fatores que explicam a situação epidêmica neste ano, Chioro disse que os eventos climáticos anteciparam o início da doença. “Tivemos um adiantamento que nós não sabemos se vai ter encerramento mais rápido do que nos anos anteriores. Vamos ter que esperar as próximas semanas”, apontou. Ele destacou ainda a crise hídrica, que favoreceu a armazenagem de água, sem a devida proteção. “No Nordeste, que tem intermitência no abastecimento, conseguíamos identificar maiores criadouros nos lugares onde as pessoas armazenavam água. No Sudeste, é um fenômeno novo. A gente percebeu aumento”, disse.

O ministro disse ainda que pediu prioridade à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) nos encaminhamentos relacionados à vacina contra a dengue. “Seria grande ganho para o Brasil e para mundo se chegássemos a uma vacina eficaz e segura. É a intenção do ministério, tanto que temos investimentos no Instituto Butantan, na Fiocruz [Fundação Oswaldo Cruz], no sentido de estabelecer parcerias para produção dessa vacina, mas não podemos queimar etapas”, ponderou. Apesar de apostar na vacina como medida de prevenção, ele disse que considera um equívoco alimentar esperanças na população de que as doses estarão disponíveis já nos próximos meses.

*Matéria alterada às 19h47 do dia 04/05/2015 para esclarecer informações.

Janot vê ‘elementos fortes’ para continuar investigação de Cunha na Lava Jato

Via Uol

Procurador-geral da República, Rodrigo Janot

Brasília – Em manifestação encaminhada ao STF (Supremo Tribunal Federal), o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, afirmou que existem “elementos muito fortes” para continuar a investigação do presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), por suposta participação no esquema deflagrado pela Operação Lava Jato.

O documento da Procuradoria é uma resposta a recurso apresentado pela defesa do parlamentar no qual é solicitado o arquivamento do inquérito contra o peemedebista.

Janot classifica ainda como “despropositada” a versão apresentada por Cunha na qual o presidente alega “fraude” no sistema de informática da Câmara, que apontava o parlamentar como autor de requerimentos na Câmara que são motivo de investigação na Lava Jato.

O presidente da Casa nega que tenha sido o autor dos requerimentos, protocolados pela então deputada federal Solange Almeida (PMDB-RJ). Reportagem do jornal Folha de S.Paulo revelou que no sistema de informática da Câmara, contudo, Cunha aparece como o autor dos requerimentos.

O parlamentar então levantou a hipótese de fraude. O deputado alegou divergência nas datas de apresentação do requerimento e de criação do documento registrado em computador de seu gabinete. “Esta versão se mostra completamente despropositada”, escreveu Janot, que apontou que não há “qualquer indício de fraude” no caso.

“Apenas este fato demonstra a imprescindibilidade de que as investigações continuem, visando o esclarecimento total e completo dos fatos. Qualquer decisão neste momento seria precipitada”, escreveu Janot ao STF.

“Portanto, existiam [ainda existem e estão sendo reforçados] elementos muito fortes a justificar a instauração de inquérito para integral apuração das hipóteses fáticas específicas aqui versadas”, completou.

Em colaboração premiada, o doleiro Alberto Youssef afirmou que Eduardo Cunha era beneficiário dos recursos oriundos do esquema da Petrobras e os requerimentos na Câmara eram forma de pressionar o restabelecimento dos pagamentos. Os requerimentos pediam informações sobre contratos entre a Mitsui e a Petrobras.

“Malgrado até o momento não tenha como precisar se os valores mencionados nos termos em questão foram entregues diretamente ao deputado federal Eduardo Cunha, fato é que o colaborador Alberto Youssef reiterou, e com razoável detalhamento, que Eduardo Cunha era beneficiário dos recursos e que participou de procedimentos como forma de pressionar o restabelecimento do repasse dos valores que havia sido suspenso, em determinado momento, por Júlio Camargo”, escreveu o procurador.

A PGR destaca ainda, na manifestação encaminhada ao STF, que Cunha recebeu “vultosos valores” por meio de doação oficial de várias empresas “que já se demonstrou estarem diretamente envolvidas na corrupção de parlamentares”.

“Não se pode querer sepultar um esforço investigatório em seu nascedouro, quando há demonstração clara da necessidade de diligências investigatórias”, escreveu o PGR.

O recurso de Cunha deve ser analisado pelo ministro Teori Zavascki e pode ser levado a julgamento no plenário do Supremo, que continua responsável por questões penais envolvendo presidentes da Câmara e do Senado.

O grupo Malucelli, Álvaro Dias e a Lava Jato

Por Paulo Moreno e Adriano Benayon

Álvaro Dias e seu suplente, Joel Malucelli

O grupo Malucelli no Paraná está citado na Revista Forbes com uma das cem maiores fortunas do mundo e o segundo mais rico do Brasil, com patrimônio superior a 2,5 bilhões de dólares, incluindo o Paraná Banco, as emissoras de rádio e televisão do Paraná (filiados da Rede Globo no estado)  e a Construtora J. Malucelli que pertence a uma dos irmãos, o Joel Malucelli e uma das empresas do Cartel das Empreiteiras, e está realizando as obras na Usina Belo Monte.

Existe muita corrupção que foi escondida para baixo do tapete. Os doleiros paranaenses Alberto Youssef e Olga Youssef emprestaram jato particular para as campanhas de Jaime Lerner (1994) e Alvaro Dias em 1998 e operaram entre 1995 e 2002 para os tucanos no esquema Banestado (Banco do Estado do Paraná), o maior esquema de corrupção da história do Brasil e é cem vezes maior que o atual do Cartel das Empreiteiras que envolve vários partidos.

O delegado Protógenes Queiroz prendeu Youssef em 2001 e foi perseguido pelo sr FHC e o Judiciário (STJ) pelo sr Gilmar Mendes. Alberto Youssef operou para os tucanos por oito anos seguidos e lavou para 91 políticos demo-tucanos uma fortuna bilionária de R$ 150.000.000.000,00-  150 bilhões de reais (50 bilhões de dólares) em propinas para realização das privatizações fraudulentas (137 estatais que valiam 15 trilhões de dólares).

As propinas representaram 1% dos valor das estatais alvos de “privatarias” e foram pagas por dezenas de empresas multinacionais, sendo na área de petróleo elas foram lideradas pela ShellUm auditor da Shell, sr Zera Todd,  veio ao Brasil em 2002 investigar as denúncias contra a petrolífera e o pagamento de propinas de hum bilhão de dólares a políticos brasileiros no governo FHC na quebra do monopólio do petróleo em 1995, Zera Todd foi morto de modo brutal num simulado latrocínio, na casa alugada na Barra da Tijuca, e a mulher também foi assassinada, só escapou a filha do casal de 13 anos de idade que se trancou no banheiro e fugiu pedindo ajuda a uma viatura da PMRJ, ele foi levada de volta aso EUA pelos tios. Esse crime hediondo nunca foi investigado, os criminosos não levaram dinheiro somente os computadores da família e o LAPTOP de Zera Todd para “fazer queima de arquivos”.

Na mesma época um auditor da ANP que investigava o acidente da P-36 (explosão e afundamento), deparou-se com documentos muito confidenciais de uma “carta-caução” de um banco nas Ilhas Caymã no contrato “turn-key” da P-36 em nome de deputados, senadores e do genro de FHC, o sinistro sr David Zylbersztajne esse auditor apareceu morto envenenado no seu apartamento no bairro Botafogo.

Também no apagar das luzes do governo FHC em dezembro de 2002 foi assassinada em BH a “laranja do primeiro mensalão” sra Cristiane Aparecida Ferreira (ela transportou por 8 anos malas de dinheiro da CEMIG para remunerar deputados obedientes a FHC), conhecido como “Esquema Mensalão Mineiro”  (Mensalão Tucano) criado em 1998 por Eduardo Azeredo, Clésio de Andrade e Aécio Neves Os livros “A Privataria Tucana” de Amaury Junior e “FHC, Crise e Corrupção” de Henrique Fontana mostram documentos bombásticos investigados pelo delegado Protógenes, que levou a prisão de Youssef em 2001,e em seguida Gilmar Mendes exonerou o delegado por ter investigado os tucanos.

Quem manda no estado do Paraná são as famílias Joel Malucelli dono da construtora J. Malucelli e Andre Malucelli donos do Paraná Banco. A familia Malucelli é proprietária de quase toda a mídia no Paraná e dona das emissoras de rádio e de televisão filiadas á Rede Globo O grupo Malucelli ganhou obra da construção da Usina de Belo Monte e possui 44 empresas, uma fortuna estimada em 2 bilhões de dólares, a sócia mais conhecida na midia é Ana Lucia Malucelli Moro, parente de Sergio Moro.

Rosangela Moro atua como advogada da Shell. Isso explica as delações premiadas direcionadas “seletivas” contra o Partido dos Trabalhadores, com apoio da mídia paranaense, o Grupo Time Life (criadores da REDE GLOBO) sócios do grupo siciliano “Mondadori Civita Castellana” (Editora Veja) no Brasil orientados para o golpismo político na República do Paraná dos Maulucelli.

O mega-empresário dono de 44 empresas, banqueiro e empreiteiro Joel Malucelli é o suplente do senador Álvaro Dias e tem o Judiciário comprado, pois a sra Ana Lucia Maluccelli Moro e Joel Malucelli, suplente de Alvaro Dias e dono das emissoras de rádio e televisão filiadas a Rede Globo são os informantes no Lava Jato e fazem as publicações seletivas nos jornais e emissoras da família Malucelli no Paraná. 

As famílias Moro e Malucelli além de serem parentes muito próximos, estão unidas no Paraná para obter vantagens econômicas no Paraná, obras superfaturadas feitas em quase 20 anos de governos tucanos no Paraná pela Construtora J Malucelli.  Houve CPI abafada na Assembléia Legislativa do Estado do Paraná. O governador atual Beto Richa, Alvaro Dias e o doleiro paranaense Alberto Youssef  estão envolvidos no escândalo SANDESPAR, a empresa de saneamento do Paraná. Envolve principalmente a gestão de Álvaro Dias e negócios milionários com a empreiteira de Joel Malucelli.  Esse processo, relacionado à engavetada CPI da SANDESPAR, teve o mesmo destino, nas mãos do engavetador mór de FHC Geraldo Brindeiro.

Alvaro Dias durante toda a campanha de 1998 voou no jato particular do doleiro Alberto Youssef, o operador dos tucanos no Esquema Banestado, e nas suas campanhas políticas mais recentes, e agora finge de esquecido ou está com Alzheimer.

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Bomba! Folha liga doleiro “amigo de Vargas” a Alvaro Dias

Por Miguel do Rosário

Como tenho repetido por aqui, os jornalões agora só tratam o doleiro Alberto Yousseff como “amigo de Vargas”. As manchetes do Globo tem sido assim: “Doleiro amigo de Vargas…”, etc.

Entretanto, se a mídia fosse minimamente imparcial, teria que mencionar também outro caso. Alberto Yousseff foi pivô de um esquema multimilionário de corrupção investigado pela Procuradoria de Defesa do Patrimônio Público de Maringá. Durante a investigação, as autoridades descobriram que Alberto Yousseff pagou jatinhos para uso do senador Alvaro Dias.

Pelo que entendi, não foi uma só viagem do senador com a família, como aconteceu com André Vargas. O jatinho de Yousseff foi disponibilizado para o senador durante toda a campanha eleitoral de 1998.

Trecho da matéria: Quanto a Dias, o ex-secretário disse que Gianoto determinou o pagamento, “com recursos da prefeitura”, do fretamento de um jatinho do doleiro Alberto Youssef, que teria sido usado pelo senador durante a campanha.

“O prefeito (Gianoto) chamou o Alberto Youssef e pediu para deixar um avião à disposição do senador. E depois, quando acabou a campanha, eu até levei um susto quando veio a conta para pagar. (…) Eu me lembro que paguei, pelo táxi aéreo, duzentos e tantos mil reais na época”, afirmou.

E tudo isso no meio de um esquema cabeludíssimo de corrupção.

Mas Alvaro Dias é tucano e, portanto, membro do time dos “intocáveis”. A mídia jamais vai lembrar essa história, que poderia comprometer a narrativa que tenta construir em torno de André Vargas. O PT, como sempre, foge da luta política, e não corre atrás de quem é, verdadeiramente, Alberto Yousseff, cuja ligação com o tucanato é muito mais perturbadora do que uma viagem de jatinho de Vargas com a família.

A viagem de André Vargas no jatinho do doleiro foi um erro e uma sinalização ética invertida, mas usar jatinho de doleiro durante toda uma campanha eleitoral configura, evidentemente, uma outra escala de degradação moral, infinitamente maior.

Renan diz que vai se opor à “agenda conservadora” de Cunha

Via Correio do Brasil

Renan Calheiros (PMDB-AL)

O presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), avisou a aliados que irá se opor à “agenda conservadora” do colega de partido e presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ). A informação é da jornalista Vera Magalhães, da coluna Painel.

Segundo o senador, se o projeto de redução da maioridade penal avançar, ele pretende engavetá-lo. Isso depois de dizer que vai desacelerar a tramitação do projeto que regulamenta a terceirização, colocado para ser votado na pressa por Cunha. A intenção de Renan é evidenciar diferenças em relação ao correligionário.

Sobre o embate, o jornalista Jorge Bastos Moreno, do Globo, comenta que “a sorte de Dilma é que, antes de tentar destruí-la, Renan e Cunha vão medir força e um vai devorar o outro. Eles não são estrategistas”. O colunista escreve ainda: “Tanto para Renan como para Cunha não existe inimigo em comum. Inimigo é todo aquele que atravessa o caminho dos dois”.