Por Dr. Nestor García Iturbe

Recentemente começou a divulgar-se informações sobre a operação “Jade Helm 15”, cuja tradução pode ser “timão de jade 2015”. O que saiu à luz pública sobre a operação em questão foi publicadas por divulgadores contrários aos interesses do Pentágono, como INFOWARS, principalmente pelos jornalistas Alex Jones e Juan Jimenez de Leon.
De acordo com o publicado, a operação “Jade Helm 15” se desenvolverá em diferentes estados do Sul e Oeste dos EUA, como Texas, Novo México, Arizona, Califórnia, Nevada, Utah e Colorado.
O objetivo dessa operação é ocupar os estados onde os insurgentes ganharam força e, portanto, a situação se tornou “ingovernável” para as cidades. A polícia, outras agências repressivas, e a Guarda Nacional são as encarregadas de manter ‘a ordem’ no intuito de impedir que uma ‘primavera política’ adquira força e os insurgentes tomem o poder. A diferença é que intervirão também as unidades do Pentágono com todo seu poderio bélico.
A data para o início da operação será o 15 de julho e deve terminar a 15 de setembro deste ano. A operação em si deve ter uma duração máxima de dois meses, ainda que tudo se desenvolva favoravelmente às forças estadunidenses, podendo durar um pouco menos.
Os jornalistas informaram que as forças implicadas na Jade Helm 15 incluirão pessoal altamente treinado da U.S. Army Special Forces Command (comando das forças especiais do Exército) ou Boinas Verdes, U.S. Navy SEALS (Marinha), U.S. Air Force Special Operations Command, USMC Marine Special Operations Command, USMC Marine Expedicionary Units, a 82and Airborne Division, às quais se juntarão a Guarda Nacional, a polícia, e outras agências paramilitares dos estados em que a operação será desenvolvida.
O exercício foi organizado pelo Departamento de Defesa (DoD), e para a frente do mesmo foi designado o general Ashton Carter, que executará essas tarefas como parte das ações a serem desenvolvidas pelo United States Special Operations Command (USSCOM), e o general Gerald “Jake” Betty estará presente durante as operações.
Em documentos recentes da Guarda Nacional, os cidadãos estadunidenses que participam em protestos são qualificados como “forças inimigas” e “adversários”.
Se coloca que o desenvolvimento, pelo Pentágono do que se foi chamado “Técnicas de Domínio Humano”, onde se acumula a informação obtida sobre as pessoas por meio da Internet, Facebook e outros sistemas similares são de grande ajuda para operações como esta. “Eles estão construíndo a infra-estrutura da tirania”, declarou David Knight, de INFOWARS, ao conhecer as declarações do tenente coronel Al Di Leonardo sobre a utilização dessa informação e a classificação que o Pentágono usava em relação ás regiões de acordo com a periculosidade das mesmas.
Esse é um exercício planificado contra cidadãos estadunidenses, que exponham seu desacordo com a situação existente no país, ou que protestem pelos assassinatos cometidos pela polícia. Exercício dirigido por um Comando do Pentágono, o United States Special Operations Command (USSOCOM), cuja missão é precisamente manter a ordem estabelecida dentro do país pela classe dominante, e tudo isso financiado pelo dinheiro dos contribuintes, os mesmos “insurgentes” proporcionam o financiamento dos projéteis que os matarão.
***
Tradução: Tania Faillace
