O grupo Malucelli, Álvaro Dias e a Lava Jato

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Por Paulo Moreno e Adriano Benayon

Álvaro Dias e seu suplente, Joel Malucelli

O grupo Malucelli no Paraná está citado na Revista Forbes com uma das cem maiores fortunas do mundo e o segundo mais rico do Brasil, com patrimônio superior a 2,5 bilhões de dólares, incluindo o Paraná Banco, as emissoras de rádio e televisão do Paraná (filiados da Rede Globo no estado)  e a Construtora J. Malucelli que pertence a uma dos irmãos, o Joel Malucelli e uma das empresas do Cartel das Empreiteiras, e está realizando as obras na Usina Belo Monte.

Existe muita corrupção que foi escondida para baixo do tapete. Os doleiros paranaenses Alberto Youssef e Olga Youssef emprestaram jato particular para as campanhas de Jaime Lerner (1994) e Alvaro Dias em 1998 e operaram entre 1995 e 2002 para os tucanos no esquema Banestado (Banco do Estado do Paraná), o maior esquema de corrupção da história do Brasil e é cem vezes maior que o atual do Cartel das Empreiteiras que envolve vários partidos.

O delegado Protógenes Queiroz prendeu Youssef em 2001 e foi perseguido pelo sr FHC e o Judiciário (STJ) pelo sr Gilmar Mendes. Alberto Youssef operou para os tucanos por oito anos seguidos e lavou para 91 políticos demo-tucanos uma fortuna bilionária de R$ 150.000.000.000,00-  150 bilhões de reais (50 bilhões de dólares) em propinas para realização das privatizações fraudulentas (137 estatais que valiam 15 trilhões de dólares).

As propinas representaram 1% dos valor das estatais alvos de “privatarias” e foram pagas por dezenas de empresas multinacionais, sendo na área de petróleo elas foram lideradas pela ShellUm auditor da Shell, sr Zera Todd,  veio ao Brasil em 2002 investigar as denúncias contra a petrolífera e o pagamento de propinas de hum bilhão de dólares a políticos brasileiros no governo FHC na quebra do monopólio do petróleo em 1995, Zera Todd foi morto de modo brutal num simulado latrocínio, na casa alugada na Barra da Tijuca, e a mulher também foi assassinada, só escapou a filha do casal de 13 anos de idade que se trancou no banheiro e fugiu pedindo ajuda a uma viatura da PMRJ, ele foi levada de volta aso EUA pelos tios. Esse crime hediondo nunca foi investigado, os criminosos não levaram dinheiro somente os computadores da família e o LAPTOP de Zera Todd para “fazer queima de arquivos”.

Na mesma época um auditor da ANP que investigava o acidente da P-36 (explosão e afundamento), deparou-se com documentos muito confidenciais de uma “carta-caução” de um banco nas Ilhas Caymã no contrato “turn-key” da P-36 em nome de deputados, senadores e do genro de FHC, o sinistro sr David Zylbersztajne esse auditor apareceu morto envenenado no seu apartamento no bairro Botafogo.

Também no apagar das luzes do governo FHC em dezembro de 2002 foi assassinada em BH a “laranja do primeiro mensalão” sra Cristiane Aparecida Ferreira (ela transportou por 8 anos malas de dinheiro da CEMIG para remunerar deputados obedientes a FHC), conhecido como “Esquema Mensalão Mineiro”  (Mensalão Tucano) criado em 1998 por Eduardo Azeredo, Clésio de Andrade e Aécio Neves Os livros “A Privataria Tucana” de Amaury Junior e “FHC, Crise e Corrupção” de Henrique Fontana mostram documentos bombásticos investigados pelo delegado Protógenes, que levou a prisão de Youssef em 2001,e em seguida Gilmar Mendes exonerou o delegado por ter investigado os tucanos.

Quem manda no estado do Paraná são as famílias Joel Malucelli dono da construtora J. Malucelli e Andre Malucelli donos do Paraná Banco. A familia Malucelli é proprietária de quase toda a mídia no Paraná e dona das emissoras de rádio e de televisão filiadas á Rede Globo O grupo Malucelli ganhou obra da construção da Usina de Belo Monte e possui 44 empresas, uma fortuna estimada em 2 bilhões de dólares, a sócia mais conhecida na midia é Ana Lucia Malucelli Moro, parente de Sergio Moro.

Rosangela Moro atua como advogada da Shell. Isso explica as delações premiadas direcionadas “seletivas” contra o Partido dos Trabalhadores, com apoio da mídia paranaense, o Grupo Time Life (criadores da REDE GLOBO) sócios do grupo siciliano “Mondadori Civita Castellana” (Editora Veja) no Brasil orientados para o golpismo político na República do Paraná dos Maulucelli.

O mega-empresário dono de 44 empresas, banqueiro e empreiteiro Joel Malucelli é o suplente do senador Álvaro Dias e tem o Judiciário comprado, pois a sra Ana Lucia Maluccelli Moro e Joel Malucelli, suplente de Alvaro Dias e dono das emissoras de rádio e televisão filiadas a Rede Globo são os informantes no Lava Jato e fazem as publicações seletivas nos jornais e emissoras da família Malucelli no Paraná. 

As famílias Moro e Malucelli além de serem parentes muito próximos, estão unidas no Paraná para obter vantagens econômicas no Paraná, obras superfaturadas feitas em quase 20 anos de governos tucanos no Paraná pela Construtora J Malucelli.  Houve CPI abafada na Assembléia Legislativa do Estado do Paraná. O governador atual Beto Richa, Alvaro Dias e o doleiro paranaense Alberto Youssef  estão envolvidos no escândalo SANDESPAR, a empresa de saneamento do Paraná. Envolve principalmente a gestão de Álvaro Dias e negócios milionários com a empreiteira de Joel Malucelli.  Esse processo, relacionado à engavetada CPI da SANDESPAR, teve o mesmo destino, nas mãos do engavetador mór de FHC Geraldo Brindeiro.

Alvaro Dias durante toda a campanha de 1998 voou no jato particular do doleiro Alberto Youssef, o operador dos tucanos no Esquema Banestado, e nas suas campanhas políticas mais recentes, e agora finge de esquecido ou está com Alzheimer.

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Bomba! Folha liga doleiro “amigo de Vargas” a Alvaro Dias

Por Miguel do Rosário

Como tenho repetido por aqui, os jornalões agora só tratam o doleiro Alberto Yousseff como “amigo de Vargas”. As manchetes do Globo tem sido assim: “Doleiro amigo de Vargas…”, etc.

Entretanto, se a mídia fosse minimamente imparcial, teria que mencionar também outro caso. Alberto Yousseff foi pivô de um esquema multimilionário de corrupção investigado pela Procuradoria de Defesa do Patrimônio Público de Maringá. Durante a investigação, as autoridades descobriram que Alberto Yousseff pagou jatinhos para uso do senador Alvaro Dias.

Pelo que entendi, não foi uma só viagem do senador com a família, como aconteceu com André Vargas. O jatinho de Yousseff foi disponibilizado para o senador durante toda a campanha eleitoral de 1998.

Trecho da matéria: Quanto a Dias, o ex-secretário disse que Gianoto determinou o pagamento, “com recursos da prefeitura”, do fretamento de um jatinho do doleiro Alberto Youssef, que teria sido usado pelo senador durante a campanha.

“O prefeito (Gianoto) chamou o Alberto Youssef e pediu para deixar um avião à disposição do senador. E depois, quando acabou a campanha, eu até levei um susto quando veio a conta para pagar. (…) Eu me lembro que paguei, pelo táxi aéreo, duzentos e tantos mil reais na época”, afirmou.

E tudo isso no meio de um esquema cabeludíssimo de corrupção.

Mas Alvaro Dias é tucano e, portanto, membro do time dos “intocáveis”. A mídia jamais vai lembrar essa história, que poderia comprometer a narrativa que tenta construir em torno de André Vargas. O PT, como sempre, foge da luta política, e não corre atrás de quem é, verdadeiramente, Alberto Yousseff, cuja ligação com o tucanato é muito mais perturbadora do que uma viagem de jatinho de Vargas com a família.

A viagem de André Vargas no jatinho do doleiro foi um erro e uma sinalização ética invertida, mas usar jatinho de doleiro durante toda uma campanha eleitoral configura, evidentemente, uma outra escala de degradação moral, infinitamente maior.

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