Arquivo mensais:abril 2015

A guerra termonuclear como possibilidade real: Entrevista com Paul Craig Roberts

Por The Saker | Via Resistir.info

Já há muito queria entrevistar Paul Craig Roberts. Durante muitos anos acompanhei seus escritos e entrevistas e sempre que o lia esperava ter um dia o privilégio de entrevista-lo acerca da natureza do estado profundo dos EUA e do Império. Recentemente, enviei-lhe um email e pedi-lhe uma entrevista e, muito gentilmente, ele concordou. Fico-lhe muito grato por esta oportunidade.

The Saker: Tem-se tornado bastante óbvio para muita gente, se não para a maioria, que os EUA não são uma democracia ou uma república, mas antes uma plutocracia dirigida por uma pequena elite à qual alguns chamam “os 1%”. Outros falam do “estado profundo”. Assim, minha primeira pergunta é a seguinte: Podia por favor gastar algum tempo para avaliar a influência e pode de cada uma das seguintes entidades, uma por uma? Em particular, pode especificar para cada uma se tem uma posição “top” na tomada de decisão, ou uma posição “média” na implementação da decisão na estrutura real do poder (lista sem qualquer ordem específica):

  • Federal Reserve
  • Grande banca
  • Bilderberg
  • Council on Foreign Relations
  • Skull & Bones
  • CIA
  • Goldman Sachs e bancos de topo
  • “100 famílias do topo” (Rothschild, Rockefeller, Dutch Royal Family, British Royal Family, etc.)
  • Israel Lobby
  • Maçons e suas lojas
  • Big Business: Big Oil, Complexo militar-industrial, etc.
  • Outras pessoas ou organizações não listadas acima?

Quem, qual grupo, que entidade consideraria que está realmente no cimo do poder na actual política dos EUA?

Paul Craig Roberts: Os EUA são dirigidos por grupos de interesses privados e pela ideologia neoconservadora que sustenta ter sido escolhido pela História como o país “excepcional e indispensável” com o direito e a responsabilidade de impor sua vontade ao mundo.

Na minha opinião os grupos de interesses privados mais poderosos são:

  • O Complexo militar/segurança
  • Os quatro ou cinco bancos de mega dimensão “demasiado grandes para falirem” e a Wall Street
  • O agronegócio
  • As indústrias extractivas (petróleo, mineração, madeira).

Os interesses destes grupos coincidem com aqueles dos neoconservadores. A ideologia neoconservadora apoia o imperialismo ou a hegemonia financeira e político-militar americana.

Não há imprensa ou TV independente americana. Nos últimos anos do regime Clinton, 90% dos media impressos e da TV estavam concentrados em seis mega companhias. Durante o regime Bush, a National Public Radio perdeu sua independência. Assim, os media funcionam como um Ministério da Propaganda.

Ambos os partidos políticos, republicanos e democratas, estão dependentes dos mesmos grupos de interesses privados para fundos de campanha, assim ambos os partidos dançam para os mesmos mestres. A deslocalização de empregos destruiu os sindicatos manufactureiros e industriais e privou os democratas das contribuições políticas de sindicatos trabalhistas. Naqueles dias, os democratas representavam o povo trabalhador e os republicanos representavam os negócios.

O Federal Reserve está ali para os bancos, principalmente os grandes. O Federal Reserve foi criado como prestamista de último recurso para impedir bancos de falirem devido a corridas bancárias ou retirada de depósitos. O Fed de Nova York, o qual conduz as intervenções financeiras, tem uma directoria que consiste nos executivos dos grandes bancos. Os últimos três presidentes do Federal Reserve foram judeus e o actual vice-presidente é o antigo governador do banco central israelense. Judeus são proeminentes no sector financeiro, no Goldman Sachs por exemplo. Nos últimos anos, os secretários do Tesouro dos EUA e dirigentes das agências regulatórias financeiras foram principalmente os executivos da banca responsáveis pela fraude e pela alavancagem excessiva de dívida que lançaram a última crise financeira.

No século XXI, o Federal Reserve e o Tesouro serviram apenas os interesses dos grandes bancos. Isto tem sido a expensas da economia e da população. Exemplo: pessoas reformadas não tiveram o rendimento de juros durante oito anos a fim de que as instituições financeiras pudessem tomar emprestado a custo zero e ganhar dinheiro.

Não importa quão ricas sejam algumas famílias, elas não podem competir com poderosos grupos de interesses tais como o complexo militar/segurança ou a Wall Street e os bancos. A riqueza estabelecida há muito pode cuidar dos seus interesses e alguns, tais como os Rockfellers, têm fundações activistas que na maior parte trabalham provavelmente em estreita colaboração com o National Endowment for Democracy para financiar e encorajar várias organizações não governamentais (ONGs) pró americanas em países que os EUA querem influenciar ou subverter, tal como se verificou na Ucrânia. As ONGs são essencialmente Quintas Colunas dos EUA e operam sob nomes como “direitos humanos”, “democracia”, etc. Um professor chinês contou-me que a Fundação Rockfeller criou uma universidade americana na China e que ela é utilizada para organizar diversos chineses anti-regime. No passado, e talvez ainda hoje, havia na Rússia centenas de ONGs com financiamento estado-unidense e alemão, possivelmente até 1000.

Não sei se os bilderbergs fazem o mesmo. Possivelmente são apenas pessoas muito ricas e têm seus protegidos em governos que tentam proteger seus interesses. Nunca vi quaisquer sinais de bilderbergrs ou maçons ou Rothchilds a afectarem decisões do Congresso ou do ramo executivo.

Por outro lado, o Council for Foreign Relations é influente. O conselho é composto de antigos responsáveis da política governamental e académicos envolvidos em política externa e relações internacionais. A publicação do conselho, Foreign Affairs, é o principal fórum de política externa. Alguns jornalistas também são membros. Quando fui proposto como membro na década de 1980, fui vetado.

A Skull & Bones é uma fraternidade secreta da Universidade de Yale. Algumas universidades têm tais fraternidades. A Universidade de Virgínia, por exemplo, tem uma e a da Georgia também. Estas fraternidades não têm tramas governamentais secretas ou poderes de domínio. Sua influência seria limitada à influência pessoal dos membros, os quais tendem a ser filhos de famílias da elite. Na minha opinião, estas fraternidades existem para dar status de elite aos membros. Elas não têm funções operacionais.

The Saker: E quanto a indivíduos? Quem são, na sua opinião, as pessoas mais poderosas nos EUA de hoje? Quem toma a decisão estratégica final, em alto nível?

Paul Craig Roberts: Não há realmente pessoas poderosas por si próprias. Pessoas poderosas são aquelas que têm por trás grupos de interesses poderosos. Desde que o secretário da Defesa William Perry privatizou grande parte das funções militares em 1991, o complexo militar/segurança tem sido extremamente poderoso e o seu poder é ainda mais ampliado pela sua capacidade para financiar campanhas políticas e pelo facto de que é uma fonte de emprego em muitos estados. Essencialmente as despesas do Pentágono são controladas pelos fornecedores da defesa.

The Saker: Sempre acreditei que em termos internacionais, organizações tais como a NATO, a UE e todas as outras são apenas uma frente e que a aliança real que controla o planeta são os países ECHELON: EUA, Reino Unido, Canada, Austrália e Nova Zelândia, também conhecidos como “AUSCANNZUKUS” (também são mencionados como a “anglo-esfera” ou os “Cinco olhos”), sendo os EUA e Reino Unido parceiros sénior e os outros três parceiros júnior. Será correcto este modelo?

Paul Craig Roberts: A NATO foi uma criação estado-unidense, alegadamente para proteger a Europa de uma invasão soviética. Seu propósito expirou em 1991. Hoje a NATO proporciona cobertura à agressão dos EUA, bem como forças mercenárias para o Império Americano. A Grã-Bretanha, Canada, Austrália são simplesmente estados vassalos dos EUA assim como a Alemanha, França, Itália, Japão e o resto. Não há parceiros, apenas vassalos. É o império de Washington, nada mais.

The Saker: Diz-se frequentemente que Israel controla os EUA. Chomsky e outros dizem que são os EUA que controlam Israel. Como caracterizaria o relacionamento entre Israel e os EUA – é o cão que abana a cauda ou é a cauda que abana o cão? Diria que o lobby de Israel está no controle total dos EUA ou ainda há outras forças capazes de dizer “não” ao lobby israelense e impor a sua própria agenda?

Paul Craig Roberts : Nunca vi qualquer evidência de que os EUA controlam Israel. Toda a evidência é de que Israel controla os EUA, mas só na sua política do Médio Oriente. Nos últimos anos Israel, ou o lobby israelense, foi capa de controlar ou impedir nomeações académicas nos EUA e a estabilidade no emprego (tenure) para professores considerados críticos de Israel. Israel tem tido êxito tanto em universidades católicas como nas estaduais em travar estabilidades e nomeações. Israel pode também bloquear algumas nomeações presidenciais e tem uma influência vasta sobre os media impressos e da TV. O lobby israelense também tem abundância de dinheiro para financiar campanhas políticas e nunca falha em remover deputados e senadores dos EUA considerados críticos de Israel. O lobby israelense foi capaz de penetrar no distrito negro do Congresso de Cynthia McKinney, uma mulher negra, e derrotá-la na sua reeleição. Como disse o almirante Tom Moorer, Chefe de Operações Navais e Chefe do Estado-Maior das Forças Armadas: “Nenhum presidente americano pode enfrentar Israel”. O almirante Moore não pôde sequer conseguir uma investigação oficial ao ataque mortífero de Israel ao USS Liberty em 1967.

Qualquer um que critique políticas israelenses, mesmo num espírito colaborativo, é etiquetado como “anti-semita”. Na política, nos media e nas universidades americanas, isto é uma sentença de morte. Você pode ser atingido por um míssil infernal.

The Saker: Qual das 12 entidades de poder que listei acima tem, na sua opinião, desempenhado um papel chave no planeamento e execução da operação “falsa bandeira” do 11/Set? Afinal de contas, é difícil imaginar que isto foi planeado e preparado entre a posse de GW Bush e o 11 de Setembro – deve ter sido preparado durante os anos da administração Clinton. Não é verdade que a bomba de Oklahoma City foi um ensaio para o 11/Set?

Paul Craig Roberts: Na minha opinião o 11/Set foi o produto dos neoconservadores, muitos dos quais são judeus aliados a Israel, Dick Cheney, e Israel. Seu objectivo foi proporcionar “o novo Pearl Harbor” que os neoconservadores disseram ser necessário para lançar suas guerras de conquista no Médio Oriente. Não sei durante quanto tempo antes foi planeado, mas Silverstein obviamente fez parte disto e ele não teve o World Trade Center durante muito tempo antes do 11/Set.

Quanto ao bombardeamento do Murrah Federal Building na cidade de Oklahoma, o general Partin, da Força Aérea, seu perito em munições, preparou um relatório técnico provando para além de qualquer dúvida que o edifício explodiu a partir de dentro, para fora, e que o camião com a bomba foi encobrimento. O Congresso e os media ignoraram este relatório. O bode expiatório, McVeigh, já estava definido e isso foi a única estória permitida.

The Saker: Pensa que as pessoas que dirigem os EUA hoje percebem que estão numa rota de colisão com a Rússia a qual poderia levar à guerra termonuclear? Em caso afirmativo, por que é que eles assumiriam tamanho risco? Será que eles realmente acreditam que no último momento os russos “piscarão” e recuarão, ou acreditam realmente que podem vencer uma guerra nuclear? Não terão medo de que numa conflagração nuclear com a Rússia perderão tudo o que têm, incluindo seu poder e mesmo suas vidas?

Paul Craig Roberts: Estou tão perplexo quanto você. Penso que Washington está perdida no excesso de confiança e na arrogância e está mais ou menos insana. Também há a crença de que os EUA podem vencer uma guerra nuclear com a Rússia. Houve um artigo na Foreign Affairs cerca de 2005 ou 2006 na qual se apresentava esta conclusão. A crença na “vencibilidade” da guerra nuclear tem sido promovida pela fé nas defesas ABM (Anti-Ballistic Missile). O argumento é que os EUA podem atingir a Rússia tão duramente num primeiro ataque antecipativo (preemptive) que a Rússia não retaliaria por medo de um segundo ataque.

The Saker: Como avalia o actual estado de saúde do Império? Durante muito anos temos visto sinais claros de declínio, mas ainda não há colapso visível. Acredita que um tal colapso é inevitável e, se não, como poderia isto ser impedido? Será que veremos o dia em que o US Dólar subitamente se tornará sem valor ou será que algum outro mecanismo precipitará o colapso deste Império?

Paul Craig Roberts: A economia dos EUA está esvaziada. Não tem havido qualquer crescimento do rendimento real mediano das famílias durante décadas. Alan Greenspan, como presidente do Fed, utilizava uma expansão do crédito ao consumidor para substituir o crescimento em falta no rendimento do mesmo, mas a população está agora demasiado endividada para contrair mais crédito. Assim, não há nada para conduzir a economia. Tamanha quantidade de empregos na manufactura e em serviços profissionais transaccionáveis, como engenharia de software, foram removidos para o exterior que a classe média sofreu uma contracção. Licenciados em universidades não podem obter empregos que permitam uma existência independente. De modo que não podem constituir famílias, comprar casas, electrodomésticos e mobílias para o lar. O governo produz baixas mensurações de inflação ao não medir a inflação e baixas taxas de desemprego ao não medir o desemprego. Os mercados financeiros são manipulados (rigged) e o ouro deitado abaixo apesar do crescimento da procura através de vendas shorts a descoberto no mercado de futuros. É um castelo de cartas que tem aguentado mais tempo do que eu pensava possível. Aparentemente, o castelo de cartas pode suster-se até que o resto do mundo cesse de manter o US dólar como reservas.

Possivelmente o império impôs demasiada tensão à Europa ao envolvê-la num conflito com a Rússia. Se a Alemanha, por exemplo, abandonasse a NATO, o império entraria em colapso, ou se a Rússia pudesse encontrar engenho (wits) para financiar a Grécia, a Itália e a Espanha em troca de abandonarem o Euro e a UE, o império sofreria o golpe fatal.

Alternativamente, a Rússia pode dizer à Europa que não tem nenhuma alternativa excepto alvejar capitais europeias com armas nucleares uma vez que a Europa se juntou aos EUA na guerra contra a Rússia.

The Saker: A Rússia e a China fizeram algo único na história e foram para além do modelo tradicional de constituir uma aliança:   concordaram em tornar-se interdependentes – poder-se-ia dizer que concordaram em ter um relacionamento simbiótico. Acredita que aqueles que são responsáveis pelo Império tenham compreendido a mudança tectónica que acaba de acontecer ou estão simplesmente a cair numa negação profunda porque a realidade os assusta demasiado?

Paul Craig Roberts: Stephen Cohen diz que simplesmente não há discussão de política externa. Não há debate. Penso que o império pensa que pode desestabilizar a Rússia e a China e que isto é uma das razões porque Washington tem revoluções coloridas a actuarem na Arménia, Quirguistão e Uzbequistão. Como Washington está determinada a impedir a ascensão de outras potências e está perdida no excesso de confiança e arrogância, ela provavelmente acredita que terá êxito. Afinal de contas, a História escolheu Washington.

The Saker: Na sua opinião, será que eleições presidenciais ainda importam e, em caso afirmativo, o que é a sua melhor esperança para 2016? Pessoalmente tenho muito medo de Hillary Clinton a quem considero como uma pessoa excepcionalmente perigosa e absolutamente perversa, mas com a actual influência neocon entre os republicanos, podemos realmente esperar que um candidato não neocon obtenha a nomeação do Partido Republicano?

Paul Craig Roberts: O único meio pelo qual uma eleição presidencial poderia importar seria se o presidente eleito tivesse por trás um movimento forte. Sem um movimento, o presidente não tem poder independente e ninguém para nomear quem fará a sua parte. Os presidentes estão cativos. Reagan tinha algo de um movimento, apenas o suficiente, com o que fomos capazes de curar a estagflação apesar da oposição da Wall Street e fomos capazes de acabar com a guerra-fria apesar da oposição da CIA e do complexo militar/segurança. Reagan era idoso e vinha de um outro tempo. Ele assumiu que o gabinete do presidente era poderoso e actuou dessa forma.

The Saker: O que diz acerca das forças armadas? Pode imaginar um Chefe do Estado-Maior das Forças Armadas a dizer “não, Sr. Presidente, isso é louco, não faremos isto” ou espera que os generais obedeçam a qualquer ordem, incluindo uma para começar uma guerra nuclear contra a Rússia? Tem alguma esperança de que os militares dos EUA pudessem interferir e travar os “loucos” actualmente no poder na Casa Branca e no Congresso?

Paul Craig Roberts: Os militares dos EUA são criaturas das indústrias de armamentos. O objectivo completo de se fazer general é qualificar-se para ser um consultor na indústria da “defesa”, ou tornar-se um executivo ou ir para a direcção de um empreiteiro da “defesa”. Os militares servem como fonte para carreiras de aposentação quando então os generais ganham o dinheiro grosso. Os militares dos EUA estão totalmente corruptos. Leia o livro de Andrew Cockburn, Kill Chain .

The Saker: Se os EUA estão realmente e deliberadamente descendo o caminho rumo à guerra com a Rússia – o que deveria a Rússia fazer? Deveria recuar e aceitar ser subjugada como uma opção preferível à guerra termonuclear, ou deveria resistir e portanto aceitar a possibilidade de uma guerra termonuclear? Acredita que uma deliberada e muito poderosa demonstração de força por parte da Rússia poderia deter um ataque dos EUA?

Paul Craig Roberts: Tenho muitas vezes desejado saber acerca disto. Não posso dizer que sei. Penso que Putin é bastante humano para capitular ao invés de provocar a destruição do mundo, mas Putin tem de responder a outros dentro da Rússia e duvido que nacionalistas apoiassem a capitulação.

Na minha opinião, penso que Putin deveria centrar-se na Europa e torná-la consciente de que a Rússia espera um ataque americano e não terá qualquer opção excepto exterminar a Europa como resposta. Putin deveria encorajar a Europa a desligar-se da NATO a fim de impedir a 3ª Guerra Mundial.

Putin também deveria assegurar-se de que a China entende que representa a mesma ameaça para os EUA, tanto quanto a Rússia, e que ambos os países têm de se manter unidos. Talvez se a Rússia e a China mantivessem suas forças num alerta nuclear, não o alerta máximo, mas um alerta elevado que transmitisse o reconhecimento da ameaça americana e transmitisse esta ameaça ao mundo, os EUA pudessem ser isolados.

Talvez se a imprensa indiana, japonesa, francesa, alemã, britânica, chinesa e russa começassem a informar que a Rússia e a China perguntam se receberão um ataque nuclear antecipativo (pre-emptive) de Washington o resultado fosse impedir esse ataque.

Tanto quanto posso dizer a partir das minhas muitas entrevistas com os media russos, não há consciência russa da Doutrina Wolfowitz . Os russos pensam que há alguma espécie de mal entendido acerca das intenções russas. Os media russos não entendem que a Rússia é inaceitável porque a Rússia não é um vassalo dos EUA. Os russos acreditam em toda asneirada ocidental acerca de “liberdade e democracia” e acreditam que têm pouco disso mas estão a fazer progressos. Por outras palavras, os russos não têm ideia de que são visados para a destruição.

The Saker: Quais são, na sua opinião, as raízes do ódio de tantos membros das elites estado-unidenses para com a Rússia? Será isso apenas um resto da Guerra-fria ou haverá uma outra razão para a russofobia quase universal entre as elites dos EUA? Mesmo durante a Guerra-fria, não estava claro se os EUA eram anti-comunistas ou anti-russos. Haverá algo na cultura, nação ou civilização russa que dispare essa hostilidade e, em caso afirmativo, o que é?

Paul Craig Roberts: A hostilidade para com a Rússia remonta à Doutrina Wolfowitz:

“Nosso primeiro objectivo é impedir a re-emergência de um novo rival, tanto no território da antiga União Soviética como alhures, que coloque uma ameaça da ordem daquela colocada anteriormente pela União Soviética. Isto é uma consideração dominante subjacente à nova estratégia de defesa regional e requer que nos empenhemos para impedir qualquer potência hostil de dominar uma região cujos recursos, sob controle consolidado, seriam suficientes para gerar poder global”.

Enquanto os EUA estavam centrados nas suas guerras no Médio Oriente, Putin restaurou a Rússia e travou a invasão da Síria planeada por Washington e o bombardeamento do Irão. O “primeiro objectivo” da doutrina neocon foi rompido. A Rússia tinha de ser posta em linha. Essa é a origem do ataque de Washington à Rússia. Os media dependentes e cativos dos EUA e da Europa simplesmente repetem “a ameaça russa” para o público, o qual está despreocupado e além disso desinformado.

A ofensa da cultura russa também está aqui – éticas cristãs, respeito à lei e à humanidade, diplomacia ao invés de coerção, costumes sociais tradicionais – mas isto é o pano de fundo. A Rússia é odiada porque ela (e a China) é uma restrição ao poder uno e unilateral de Washington. Esta restrição é o que levará à guerra.

Se os russos e os chineses não esperarem um ataque nuclear antecipativo por parte de Washington serão destruídos.

Senado aprova voto distrital para vereador e texto segue para Câmara

Via Consultor Jurídico

Vereadores de municípios com mais de 200 mil eleitores poderão passar a ser eleitos por voto distrital, sistema eleitoral que divide a cidade em regiões e elege o mais votado em cada uma delas. A Comissão de Constituição e Justiça do Senado aprovou, nesta quarta-feira (22/4), o PLS 25/2015, de autoria do senador José Serra (PSDB-SP). Como a decisão é terminativa, não precisará passar pelo plenário da casa e segue para a Câmara dos Deputados. Para a regra valer para as eleições de 2016, o projeto precisa ser aprovado até outubro deste ano.

Autor do projeto, senador José Serra conversa com o relator Eunício Oliveira

De acordo com o projeto, uma cidade com mais de 200 mil eleitores será dividida em distritos, em número igual ao de vagas na câmara municipal. Cada distrito elegerá um vereador por maioria simples. A divisão do município em distritos ficará a cargo dos Tribunais Regionais Eleitorais, conforme regulamento a ser expedido pelo Tribunal Superior Eleitoral. O partido ou coligação poderá registrar apenas um candidato a vereador por distrito e cada vereador terá direito a um suplente.

Hoje, os candidatos recebem votos de eleitores de todo o município, independentemente de onde sejam suas bases eleitorais. Os vereadores são eleitos pelo sistema proporcional de votação, na qual os votos recebidos por um candidato podem ajudar a eleger outros do mesmo partido ou coligação. É o número total dos votos válidos de cada agremiação que define a quantidade de vagas a que a legenda terá direito.

Relator do projeto na CCJ, o senador Eunício Oliveira (PMDB-CE) explicou que o sistema atual permite que um candidato que conquista grande fatia do eleitorado eleja colegas de partido ou coligação com votação menor que os candidatos de outras legendas. “Não podemos ir para as eleições de 2016 com essa mesma legislação eleitoral, sob pena de a população ficar ainda mais distante desta Casa. Esse é um importante passo que estamos dando para a reforma política” disse Eunício.

Alegando dificuldade técnica para propaganda eleitoral fracionada por distrito, José Serra determinou, no texto original, que não seria destinado tempo de propaganda de rádio e televisão aos candidatos a vereador. Mas a comissão aprovou emenda para manter a propaganda eleitoral de candidatos a vereador no sistema distrital. Assim, caberá a partidos definir quais distritos e candidatos devem ter prioridade na grade de veiculação de propaganda.

Divisão difícil
Na discussão do projeto, o senador Roberto Rocha (PSB-MA) disse ver dificuldade na divisão dos municípios em distritos, em especial em regiões de grande aglomeração urbana e pouca identidade local da população. Como alternativa, ele sugeriu o sistema distrital misto, modelo que mescla características dos sistemas proporcional e majoritário.

Apesar de ressaltar que seu partido defende o voto proporcional com lista fechada, a senadora Gleisi Hoffmann (PT-PR) apoiou a sugestão de Roberto Rocha. E para agilizar a tramitação da matéria, ela concordou com a aprovação do projeto na CCJ, desde que fosse assumido o compromisso de que, na Câmara dos Deputados, o projeto poderá contemplar o sistema misto.

Em defesa de seu projeto, o senador José Serra disse que a implantação do voto distrital nos grandes municípios será uma experiência a ser avaliada para posterior adoção em todo o país. Ele considera que o projeto fortalece a identidade local e ajuda a reduzir os custos das campanhas eleitorais.

Divergência
Em voto em separado, o senador Humberto Costa (PT-PE) manifestou-se contra o projeto, por considerar que o texto fere a Constituição Federal. Ele alega que a mudança para o sistema distrital nos municípios não poderia ser feita por projeto de lei, mas apenas por emenda constitucional.

Humberto Costa considera que a regra para escolha de deputados, prevista na Constituição, determinando o sistema proporcional para as assembleias legislativas “em cada estado, em cada território e no Distrito Federal”, também vale para eleição de vereadores. “Por simetria, não há como fixar um sistema eleitoral municipal diferente daquele previsto no artigo 45 da Constituição Federal”, afirmou Humberto Costa.

Ao discordar, Eunício Oliveira disse não haver previsão constitucional para o sistema de eleição de vereadores, sendo que a norma para câmaras municipais está prevista apenas no Código Eleitoral, podendo, portanto, ser alterada por projeto de lei simples. O senador Antônio Anastasia (PSDB-MG) também discordou de Humberto Costa, afirmando que não se pode exigir simetria de aspectos ausentes na Constituição.

Com informações da Agência Senado.

Brasil conseguiu praticamente erradicar extrema pobreza, diz relatório do Banco Mundial

Via Portal R7

Estudo mostra que cerca de 60% dos brasileiros passaram a um nível de renda maior.

Brasil conseguiu praticamente erradicar a extrema pobreza no País. Getty Images

Análises do novo relatório do Banco Mundial mostram que o Brasil conseguiu praticamente erradicar a extrema pobreza. O País também conseguiu fazer isso mais rápido do que os países vizinhos.

Além disso, o Brasil também melhorou o desempenho de toda a região da América Latina e do Caribe. O estudo mostra que entre os anos de 2001 e 2013, o percentual da população vivendo em extrema pobreza caiu de 10% para 4%.

Ainda segundo o estudo, de 1990 a 2009, cerca de 60% dos brasileiros passaram a um nível de renda maior. Ao todo, 25 milhões de pessoas saíram da pobreza extrema ou moderada.

Até o ano de 1999, os índices de extrema pobreza no Brasil e do resto da região eram semelhantes: em torno de 26%. Em 2012, aconteceu uma redução maior no percentual do Brasil, atingindo 9,6%, ante 12% da região.

Em relação à mobilidade social, o Brasil está em terceiro lugar. Ficando atrás, apenas, de Chile e Costa Rica. A melhora no desempenho do País se deve ao crescimento econômico do Brasil a partir de 2001, às políticas públicas como o Bolsa Família e o Brasil sem Miséria e ao aumento das taxas de emprego.

A evolução do salário mínimo também é destacada pelo estudo, que fortaleceu o poder de compra dos brasileiros.

Em noite de monarca, Eduardo Cunha impõe terceirização ilimitada

Por Rennan Martins | Vila Velha, 23/04/2015

Deputados contrários ao PL 4.330 levantam grandes impressões da CLT’s durante a plenária. Época

Numa noite em que exacerbou todo o autoritarismo e ambição do presidente da Câmara, Eduardo Cunha, os deputados aprovaram, pelo apertado placar de 230 a 203, a terceirização de toda e qualquer atividade das empresas privadas. Os que assistiram a sessão plenária facilmente notaram que o lobista em questão mentiu todas as vezes que disse ter compromisso somente com a votação do projeto, pois, todas as suas ações se deram no sentido de empurrar goela abaixo da sociedade uma lei claramente deletéria aos trabalhadores.

Prova cabal do quão comprometido estava com o teor do projeto foi o fato da emenda que aprovou a terceirização da atividade-fim, de autoria do relator Arthur Maia (SD-BA), ter sido apresentada em cima da hora para votação, sem qualquer debate, tendo Cunha dado, em suas palavras, “alguns minutos para que os senhores possam ler a emenda para se posicionarem”. Este ardil claramente constitui uma manobra antidemocrática.

Na semana passada o PSDB apresentou emenda que excluía o setor público do projeto em questão e esta fora aprovada pela casa. Ontem, no entanto, o tucano Carlos Sampaio apresentou outra emenda que estendia o PL 4.330 aos terceirizados do setor público (nesse caso, permitidos só na atividade-meio), e esta vergonhosamente foi votada, ou seja, descumpriu-se decisão anteriormente tomada para, num gesto desesperado, estender as benesses do projeto da Fiesp também aos que contratam com o setor público.

Alguns políticos, ao defenderem a terceirização ilimitada, citam a Europa como modelo, dizendo que se lá praticam isso nós também devemos fazê-lo em nome da “modernidade”. Ora, este argumento ignora a regressão que sofreu o velho continente desde a crise de 2008 em que desencadeou-se o desemprego em massa, tolhimento de direitos e arrocho salarial. Recorrer a essa falácia expõe ainda a mentalidade colonizada e subserviente de alguns dos nossos congressistas.

A plenária de ontem reforçou o que a população já havia constatado desde 2013, quando nas ruas deixaram claro que esse congresso que aí está não lhes representa e carece de legitimidade. Um processo eleitoral sujeito a enormes distorções do poder econômico só pode eleger despachantes de luxo dos seus financiadores, representantes não dos cidadãos, mas de interesses corporativos.

Como se não bastasse essa democracia cooptada no legislativo, no judiciário temos o ministro Gilmar Mendes tabelando com os lobistas ao sentar em cima da virtualmente decidida Ação Direta de Inconstitucionalidade a qual decide ser ilegal o financiamento de campanhas políticas por empresas. Interessante notar o cinismo com que Mendes advoca pela democracia quando impõe sua posição pessoal a toda a corte do STF, obstruindo um crucial julgamento com um pedido de vistas que dura mais de um ano.

Eduardo Cunha abriu diversas frentes de caráter regressivo na Câmara. Desde propostas que liberalizam o porte de armas, passando pela redução da maioridade penal e ainda uma PEC com potencial de ferir de morte o Sistema Único de Saúde. Depreende-se que se não houver mobilização permanente da ala progressista, os dois anos de seu mandato serão de graves retrocessos.

Mesmo diante da gravidade do quadro, a luta contra a terceirização “ampla, geral e irrestrita” não está perdida. Considerando que o texto-base do PL 4330 fora aprovado de lavada por 324 a 137 no último dia 8, e que ontem (22) a vitória da emenda que autoriza terceirização na atividade-fim deu-se por apenas 27 votos de diferença, agora que o texto vai ao senado os trabalhadores têm a oportunidade de intensificar a pressão no intuito de reverter essa disposição, salvando a CLT. A batalha continua e o dia do trabalhador seria uma ótima data para passar esse recado.

Moro libertou única testemunha que falou contra tucano na Lava Jato

Via Jornal GGN

O inquérito que investiga a participação do senador e ex-governador Antonio Anastasia (PSDB) na Lava Jato corre o risco de ser esvaziado por falta de informações. Isso porque a única testemunha que implicou o sucessor de Aécio Neves (PSDB) em Minas Gerais com o esquema de propinas revelado na Petrobras não foi localizada pela Polícia Federal. A corporação pediu ao relator do caso no Supremo Tribunal Federal, Teori Zavascki, mais 30 dias para encontrar o policial federal afastado Jayme Alves de Oliveira Filho, mais conhecido como “Careca”.

Careca disse, em delação premiada às autoridades da Lava Jato, que entregou cerca de R$ 1 milhão em propina para Anastasia, a pedido do doleiro Alberto Youssef. Quem, na prática, patrocinou o “desaparecimento” de Careca foi Sergio Moro. O juiz federal autorizou, em novembro de 2014, que Careca respondesse ao processo em liberdade. Para substituir a prisão preventiva, Moro pediu o afastado de Careca da PF e solicitou que ele entregasse seu passaporte. Ele também foi proibido de mudar de endereço.

À época, o Ministério Público Federal emitiu parecer no qual sugeria que a prisão temporária de Careca fosse convertida em prisão preventiva. Moro negou. Na Lava Jato, a defesa de outros delatores – a maioria, executivos de grandes empreiteiras – tem criticado o juiz federal, argumentando que ele tem explorado prisões preventivas como modo de obter delações premiadas.

O magistrado determinou que Careca comparecesse “a todos os atos processuais e ainda, perante a autoridade policial, MPF [Ministério Público Federa] e mesmo perante este Juízo, mediante intimação por qualquer meio, inclusive telefone”, diz um trecho da decisão. O descumprimento das medidas cautelares poderia causar a renovação da prisão cautelar, advertiu.

Careca precisa confirmar a denúncia contra Anastasia e prover detalhes, pois só assim o inquérito contra o tucano pode prosseguir, afirmou o delegado Thiago Delabary na carta enviada ao STF.

O ex-policial federal também é essencial para esclarecer a suposta participação do presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), com os desvios de dinheiro da Petrobras. O inquérito aberto no Supremo contra o peemedebista se baseia em relato de Careca de que ele entregou propina a Cunha no Rio de Janeiro.

A defesa de Anastasia contestou o inquérito aberto e pediu o arquivamento das investigações com o argumento de que não há indícios contra o senador. Antes de decidir, Zavascki pediu a opinião do procurador-geral da República, Rodrigo Janot, sobre o caso, e autorizou que a PF continue procurando a testemunha para depor.

Miroslav Lazanski: A balcanização da Ucrânia

Por Miroslav Lazanski | Via Rede Voltaire

A guerra que devasta atualmente a Ucrânia internacionaliza-se. As clivagens que aparecem nos Balcãs não são novas. Já existiam durante o desmembramento da Iugoslávia e, anteriormente, durante a Segunda Guerra mundial. Para Miroslav Lazanski, e uma velha divisão que se repete.

Enquanto os voluntários croatas se juntam ao exército ucraniano para combater os Novorrussos, a pró-Estados Unidos Kolinda Grabar-Kitaroviæ tornou-se, em 18 de Fevereiro de 2015, presidente da Croácia. O seu país, que se prepara para facilitar o desmembramento da Servia amputando-a da Voivodina, deveria logicamente implicar-se oficialmente na guerra na Ucrânia. Repetindo o passado, os croatas aliam-se ao império do momento contra a Rússia.

Liev Tolstoi escreveu, em Guerra e paz, que “Na véspera do ano de 1812, houve uma concentração dos poderes na Europa ocidental, partindo do Oeste para Leste, em direcção às fronteiras da Rússia”. Não sei o que diria hoje este grande escritor e pensador se pudesse dar uma olhadela sobre a Europa no princípio do Século XXI. É como se ele tivesse já previsto na sua época “a natização” , o cerco da Rússia e as pressões políticas e psicológicas sobre os Estados neutros para que se juntem à Aliança.

O que começou na Europa em 1999 com os bombardeamentos da República federal da Jugoslávia continua hoje com a tragédia na Ucrânia. As imagens dos edifícios e pontes destruídos são inacreditáveis; as casas queimadas, os cadáveres nas ruas. Tudo isso na Europa do século XXI! E isto não é um filme mas a crua realidade. A Europa política calou-se em relação às mesmas imagens na Jugoslávia em 1999, e hoje fica indiferente ao sofrimento humano na Ucrânia.

A Europa política impôs ao povo da Ucrânia uma escolha “ou/ou” e, por isso, a guerra. Depois dos Acordos de Minsk 2 [1] , algumas pessoas pensam ainda, na Europa, mas especialmente nos Estados Unidos, que o facto de enviar ajuda militar a Kiev poderia mudar a situação militar no terreno. Mas nenhum míssil anti-tanque ocidental pode mudar a correlação de forças porque os soldados de Kiev não foram treinados para os utilizar, teriam necessidade pelo menos de seis meses de treino e aprendizagem. Os sistemas de artilharia da NATO não são compatíveis com os sistemas em poder das forças armadas ucranianas. O ocidente pode fornecer à Ucrânia simples veículos blindados para transporte de artilharia, o que os britânicos já fizeram, electrónica para as comunicações rádio e radares de artilharia, o que já foi entregue a Kiev.

Entretanto, se a NATO entregasse a Kiev outros tipos de armamento, ou se enviasse os seus próprios especialistas de treino militar, poder-se-ia ver aparecer em Donbass tanques T-80 e T-90 em vez dos T-72. Ver-se-ia então que mísseis eram eficazes. A entrada de uma unidade da NATO na Ucrânia provocaria a entrada das forças armadas russas no teatro de operações. Num conflito convencional no terreno, nenhum exército ocidental, mesmo o dos Estados Unidos, poderia vencer o exército russo, porque os generais ocidentais esquecem completamente a doutrina do Marechal Otarkov, sempre actual no exército russo: vencer na primeira fase do conflito convencional pela destruição dos alvos em profundidade no território inimigo nos primeiros momentos da guerra e conquistar rapidamente o território inimigo para fazer avançar as forças terrestres.

É uma vitória total na primeira fase da guerra, uma vitória sem utilização de armamento nuclear táctico. A estratégia da ofensiva, com o objectivo de penetração profunda no território inimigo sem utilizar armas nucleares, foi a essência da visão soviética da guerra na Europa. Os Estados Unidos tentaram fazer melhor com a doutrina da “batalha ar-terra 2000″

É precisamente esta a razão pela qual nem os EUA nem a NATO enviaram as suas forças para a Ucrânia, porque não teriam nenhuma hipótese de vencer numa guerra convencional. Com efeito, se as tropas da NATO ou dos EUA se encontrassem em situação de inferioridade na Ucrânia face ao exército russo, Bruxelas e Washington teriam de escolher entre admitir a derrota com todas suas consequências políticas e militares, ou utilizar os seus lançadores munidos com armas nucleares tácticas.

Nesta situação, sabendo que os Tomahawks podem atingir alvos na Rússia em cinco ou seis minutos, o Kremlin teria pouco tempo para decidir, ordenar e executar uma resposta nuclear. Teria de intervir ao fim de três minutos no máximo, caso contrário não poderia lançar a contra-ofensiva, tendo os mísseis dos Estados Unidos atingido já os seus alvos russos.

Dito de outra maneira, a fronteira entre a utilização táctica e estratégica de armamento nuclear é perigosa. O risco de implosão é assustador, uma e outra parte poderia interpretar a utilização de armamento táctico nuclear como a introdução da utilização de armamento nuclear estratégico. Neste caso, só Deus poderia ajudar o planeta. Segundo a opinião do professor Lowell Wood, do Laboratório Nacional de Livermore (EUA), com data de 1982, entre 500 milhões e 1,5 mil milhões de pessoas pereceriam. E como a tecnologia nuclear progrediu entretanto, o número de mortos seria muito maior.

Será que os que querem internacionalizar o conflito ucraniano pensam nisto?

A opinião pública na Rússia está surpreendida nestes dias com a chegada de cidadãos croatas para reforçar o exército de Kiev, do Pravyi Sektor e da Guarda Nacional da Ucrânia. Apenas os que não conhecem a história ficam surpreendidos. Os soldados do Estado Independente croata bateram-se, durante a Segunda Guerra mundial, ao lado de Hitler em Estalinegrado, enquanto na frente Leste não esteve nenhum sérvio. O Estado Independente croata enviou a sua aviação para a frente Leste. O general Franjo Dzal era um dos pilotos que abatia aviões russos. Na época da ex-Jugoslávia, a Croácia tinha excelentes relações com a Ucrânia e a Sérvia com a Rússia. Em que medida a religião teve influência na situação (na Ucrânia há católicos e uniatas [2] é uma longa história. De qualquer modo, os croatas estiveram ao lado da Ucrânia e os sérvios, segundo os seus voluntários, do lado de Donbass.

Balcanizou-se a Ucrânia. Continua a guerra que parámos em 1945…

***

Miroslav Lazanski nasceu em 1950 em Karlovac, Croácia. Diplomado pela Faculdade de Direito em Zagreb, onde começou a sua carreira de jornalista. Depois de ter trabalhado para vários jornais e revistas, em 1991 começa a trabalhar para o diário sérvio Política, onde ainda hoje trabalha. Foi repórter de guerra na Síria, Afeganistão, Chechénia, Congo, Iraque, Irão, Líbano, Iémen e Líbia. Realizou entrevistas a personalidades da NATO, da URSS e de meia centena de ministros dos Negócios Estrangeiros, altos militares das forças armadas russas, chinesas e japonesas. Foi convidado das Academias militares da Rússia, Japão, Estados Unidos, Austrália, Grã-Bretanha, Roménia, etc. Colaborou no jornal grego Kathimerini, no jornal japonês Securitarien e em The Diamond Weekly. É autor de dez obras.

Veja quais deputados votaram a favor da terceirização

Via Carta Capital

Projeto de lei 4330/04 foi aprovado por 230 votos contra 203 e permite que empresas subcontratem para todos os setores.

A emenda foi aprovada com apoio de partidos como, por exemplo, PSDB, PMDB, DEM, PSD e Solidariedade, enquanto que PT, PCdoB, PSB, PV, PDT, Pros e Psol recomendaram a rejeição do projeto

A Câmara aprovou na noite desta quarta-feira 22, por 230 votos a favor e 203 contra, emenda aglutinativa alterando alguns pontos do projeto que regulamenta a terceirização, o PL 4.330/04. A emenda manteve no texto-base a possibilidade de terceirizar a atividade-fim, o que permite que empresas possam subcontratar para todos seus setores de atividade.

A emenda foi aprovada com apoio de partidos como, por exemplo, PSDB, PMDB, DEM, PSD e Solidariedade, entre outros, enquanto que PT, PCdoB, PSB, PV, PDT, Pros e Psol ficaram contrários à proposta.

Veja como votou cada deputado, conforme lista disponível no site da Câmara dos Deputados:

DEM
Alexandre Leite SP Sim
Carlos Melles MG Sim
Claudio Cajado BA Sim
Eli Côrrea Filho SP Sim
Elmar Nascimento BA Não
Hélio Leite PA Sim
Jorge Tadeu Mudalen SP Sim
José Carlos Aleluia BA Sim
Mandetta MS Não
Marcelo Aguiar SP Sim
Mendonça Filho PE Sim
Moroni Torgan CE Não
Onyx Lorenzoni RS Sim
Osmar Bertoldi PR Sim
Paulo Azi BA Sim
Professora Dorinha Seabra Rezende TO Não
Total DEM: 16
PCdoB
Alice Portugal BA Não
Aliel Machado PR Não
Carlos Eduardo Cadoca PE Não
Daniel Almeida BA Não
Davidson Magalhães BA Não
Jandira Feghali RJ Não
Jô Moraes MG Não
João Derly RS Não
Luciana Santos PE Não
Orlando Silva SP Não
Rubens Pereira Júnior MA Não
Wadson Ribeiro MG Não
Total PCdoB: 12
PDT
Abel Mesquita Jr. RR Não
Afonso Motta RS Não
André Figueiredo CE Não
Dagoberto MS Não
Damião Feliciano PB Não
Félix Mendonça Júnior BA Sim
Flávia Morais GO Não
Giovani Cherini RS Não
Major Olimpio SP Não
Marcelo Matos RJ Não
Marcos Rogério RO Não
Mário Heringer MG Sim
Pompeo de Mattos RS Não
Roberto Góes AP Não
Ronaldo Lessa AL Não
Sergio Vidigal ES Não
Subtenente Gonzaga MG Não
Weverton Rocha MA Não
Wolney Queiroz PE Não
Total PDT: 19
PEN
André Fufuca MA Sim
Junior Marreca MA Não
Total PEN: 2
PHS
Adail Carneiro CE Não
Diego Garcia PR Não
Kaio Maniçoba PE Sim
Marcelo Aro MG Sim
Total PHS: 4
PMDB
Alberto Filho MA Sim
Aníbal Gomes CE Sim
Baleia Rossi SP Sim
Cabuçu Borges AP Sim
Carlos Bezerra MT Sim
Carlos Henrique Gaguim TO Sim
Carlos Marun MS Sim
Celso Jacob RJ Sim
Celso Maldaner SC Sim
Celso Pansera RJ Sim
Daniel Vilela GO Sim
Danilo Forte CE Sim
Darcísio Perondi RS Sim
Dulce Miranda TO Não
Edinho Bez SC Sim
Edio Lopes RR Sim
Eduardo Cunha RJ Art. 17
Fernando Jordão RJ Sim
Flaviano Melo AC Sim
Geraldo Resende MS Sim
Hermes Parcianello PR Não
Hildo Rocha MA Não
Hugo Motta PB Sim
Jarbas Vasconcelos PE Não
Jéssica Sales AC Sim
João Arruda PR Não
João Marcelo Souza MA Sim
José Fogaça RS Sim
José Priante PA Sim
Josi Nunes TO Não
Laudivio Carvalho MG Não
Lelo Coimbra ES Sim
Leonardo Picciani RJ Sim
Leonardo Quintão MG Sim
Lindomar Garçon RO Sim
Lucio Mosquini RO Sim
Manoel Junior PB Sim
Marcelo Castro PI Sim
Marcos Rotta AM Sim
Marinha Raupp RO Sim
Marquinho Mendes RJ Sim
Marx Beltrão AL Não
Mauro Lopes MG Sim
Mauro Mariani SC Sim
Mauro Pereira RS Sim
Newton Cardoso Jr MG Sim
Osmar Serraglio PR Sim
Osmar Terra RS Não
Pedro Chaves GO Sim
Rodrigo Pacheco MG Não
Rogério Peninha Mendonça SC Sim
Ronaldo Benedet SC Sim
Roney Nemer DF Não
Saraiva Felipe MG Sim
Sergio Souza PR Sim
Silas Brasileiro MG Sim
Simone Morgado PA Não
Soraya Santos RJ Sim
Valdir Colatto SC Sim
Veneziano Vital do Rêgo PB Não
Walter Alves RN Sim
Washington Reis RJ Sim
Total PMDB: 62
PMN
Antônio Jácome RN Não
Dâmina Pereira MG Sim
Hiran Gonçalves RR Não
Total PMN: 3
PP
Afonso Hamm RS Sim
Arthur Lira AL Sim
Beto Rosado RN Sim
Cacá Leão BA Sim
Conceição Sampaio AM Não
Covatti Filho RS Sim
Dilceu Sperafico PR Sim
Dimas Fabiano MG Sim
Eduardo da Fonte PE Sim
Esperidião Amin SC Sim
Ezequiel Fonseca MT Sim
Fernando Monteiro PE Sim
Iracema Portella PI Sim
Jerônimo Goergen RS Sim
José Otávio Germano RS Sim
Julio Lopes RJ Sim
Lázaro Botelho TO Sim
Luis Carlos Heinze RS Sim
Luiz Fernando Faria MG Sim
Marcelo Belinati PR Não
Marcus Vicente ES Sim
Mário Negromonte Jr. BA Sim
Missionário José Olimpio SP Sim
Nelson Meurer PR Não
Odelmo Leão MG Sim
Renato Molling RS Sim
Ricardo Barros PR Sim
Roberto Balestra GO Sim
Roberto Britto BA Sim
Ronaldo Carletto BA Sim
Sandes Júnior GO Sim
Total PP: 31
PPS
Alex Manente SP Sim
Arnaldo Jordy PA Não
Carmen Zanotto SC Sim
Eliziane Gama MA Não
Hissa Abrahão AM Não
Marcos Abrão GO Sim
Moses Rodrigues CE Não
Raul Jungmann PE Não
Roberto Freire SP Sim
Rubens Bueno PR Sim
Sandro Alex PR Sim
Total PPS: 11
PR
Alfredo Nascimento AM Não
Altineu Côrtes RJ Sim
Anderson Ferreira PE Não
Bilac Pinto MG Sim
Cabo Sabino CE Não
Capitão Augusto SP Sim
Clarissa Garotinho RJ Não
Dr. João RJ Sim
Francisco Floriano RJ Não
Giacobo PR Sim
Gorete Pereira CE Sim
João Carlos Bacelar BA Sim
Jorginho Mello SC Sim
José Rocha BA Não
Laerte Bessa DF Sim
Lincoln Portela MG Não
Lúcio Vale PA Sim
Luiz Cláudio RO Abstenção
Magda Mofatto GO Sim
Marcio Alvino SP Sim
Maurício Quintella Lessa AL Sim
Miguel Lombardi SP Sim
Milton Monti SP Sim
Paulo Feijó RJ Sim
Remídio Monai RR Sim
Silas Freire PI Não
Tiririca SP Não
Wellington Roberto PB Não
Zenaide Maia RN Não
Total PR: 29
PRB
Alan Rick AC Sim
André Abdon AP Não
Beto Mansur SP Sim
Celso Russomanno SP Não
César Halum TO Sim
Cleber Verde MA Não
Fausto Pinato SP Sim
Jhonatan de Jesus RR Abstenção
Jony Marcos SE Não
Marcelo Squassoni SP Sim
Ronaldo Martins CE Abstenção
Sérgio Reis SP Não
Total PRB: 12
PROS
Ademir Camilo MG Não
Antonio Balhmann CE Sim
Beto Salame PA Não
Domingos Neto CE Não
Dr. Jorge Silva ES Não
Givaldo Carimbão AL Não
Leônidas Cristino CE Não
Miro Teixeira RJ Não
Rafael Motta RN Não
Ronaldo Fonseca DF Sim
Valtenir Pereira MT Não
Total PROS: 11
PRP
Alexandre Valle RJ Não
Marcelo Álvaro Antônio MG Não
Total PRP: 2
PRTB
Cícero Almeida AL Não
Total PRTB: 1
PSB
Adilton Sachetti MT Sim
Átila Lira PI Não
Bebeto BA Não
César Messias AC Sim
Fabio Garcia MT Sim
Fernando Coelho Filho PE Sim
Flavinho SP Não
Glauber Braga RJ Não
Gonzaga Patriota PE Não
Heitor Schuch RS Não
Heráclito Fortes PI Sim
Janete Capiberibe AP Não
João Fernando Coutinho PE Não
José Reinaldo MA Sim
Jose Stédile RS Não
Júlio Delgado MG Sim
Keiko Ota SP Não
Leopoldo Meyer PR Sim
Luciano Ducci PR Não
Luiz Lauro Filho SP Sim
Luiza Erundina SP Não
Maria Helena RR Não
Paulo Foletto ES Sim
Rodrigo Martins PI Não
Stefano Aguiar MG Não
Tadeu Alencar PE Não
Tenente Lúcio MG Sim
Tereza Cristina MS Sim
Vicentinho Júnior TO Sim
Total PSB: 29
PSC
Andre Moura SE Sim
Eduardo Bolsonaro SP Sim
Erivelton Santana BA Não
Irmão Lazaro BA Não
Júlia Marinho PA Sim
Marcos Reategui AP Não
Pr. Marco Feliciano SP Não
Professor Victório Galli MT Sim
Raquel Muniz MG Sim
Silvio Costa PE Sim
Total PSC: 10
PSD
Alexandre Serfiotis RJ Não
Átila Lins AM Sim
Cesar Souza SC Sim
Danrlei de Deus Hinterholz RS Não
Delegado Éder Mauro PA Não
Evandro Rogerio Roman PR Sim
Fábio Faria RN Sim
Fábio Mitidieri SE Sim
Felipe Bornier RJ Sim
Fernando Torres BA Não
Francisco Chapadinha PA Sim
Goulart SP Sim
Herculano Passos SP Sim
Heuler Cruvinel GO Sim
Indio da Costa RJ Sim
Irajá Abreu TO Sim
Jaime Martins MG Sim
João Rodrigues SC Sim
Joaquim Passarinho PA Sim
José Carlos Araújo BA Sim
Júlio Cesar PI Não
Marcos Montes MG Sim
Paulo Magalhães BA Não
Rogério Rosso DF Abstenção
Rômulo Gouveia PB Sim
Silas Câmara AM Sim
Sóstenes Cavalcante RJ Sim
Walter Ihoshi SP Sim
Total PSD: 28
PSDB
Alexandre Baldy GO Sim
Alfredo Kaefer PR Sim
Antonio Imbassahy BA Sim
Arthur Virgílio Bisneto AM Sim
Betinho Gomes PE Não
Bonifácio de Andrada MG Sim
Bruna Furlan SP Sim
Bruno Araújo PE Sim
Bruno Covas SP Sim
Caio Narcio MG Sim
Carlos Sampaio SP Sim
Célio Silveira GO Sim
Daniel Coelho PE Não
Delegado Waldir GO Não
Domingos Sávio MG Sim
Eduardo Barbosa MG Sim
Eduardo Cury SP Sim
Fábio Sousa GO Sim
Geovania de Sá SC Não
Giuseppe Vecci GO Sim
Izalci DF Sim
João Castelo MA Sim
Lobbe Neto SP Não
Luiz Carlos Hauly PR Sim
Mara Gabrilli SP Não
Marco Tebaldi SC Sim
Marcus Pestana MG Sim
Max Filho ES Não
Miguel Haddad SP Sim
Nelson Marchezan Junior RS Sim
Nilson Leitão MT Sim
Nilson Pinto PA Sim
Otavio Leite RJ Sim
Paulo Abi-Ackel MG Sim
Pedro Cunha Lima PB Não
Pedro Vilela AL Sim
Raimundo Gomes de Matos CE Não
Rocha AC Não
Rogério Marinho RN Sim
Samuel Moreira SP Sim
Shéridan RR Sim
Silvio Torres SP Sim
Vitor Lippi SP Sim
Total PSDB: 43
PSDC
Aluisio Mendes MA Sim
Luiz Carlos Ramos RJ Sim
Total PSDC: 2
PSOL
Cabo Daciolo RJ Não
Chico Alencar RJ Não
Edmilson Rodrigues PA Não
Ivan Valente SP Não
Jean Wyllys RJ Não
Total PSOL: 5
PT
Adelmo Carneiro Leão MG Não
Afonso Florence BA Não
Alessandro Molon RJ Não
Ana Perugini SP Não
Andres Sanchez SP Não
Angelim AC Não
Arlindo Chinaglia SP Não
Assis Carvalho PI Não
Assis do Couto PR Não
Benedita da Silva RJ Não
Beto Faro PA Não
Bohn Gass RS Não
Caetano BA Não
Carlos Zarattini SP Não
Chico D Angelo RJ Não
Décio Lima SC Não
Enio Verri PR Não
Erika Kokay DF Não
Fabiano Horta RJ Não
Fernando Marroni RS Não
Gabriel Guimarães MG Não
Givaldo Vieira ES Não
Helder Salomão ES Não
João Daniel SE Não
José Airton Cirilo CE Não
José Guimarães CE Não
José Mentor SP Não
Leo de Brito AC Não
Leonardo Monteiro MG Não
Luiz Couto PB Não
Luiz Sérgio RJ Não
Luizianne Lins CE Não
Marco Maia RS Não
Marcon RS Não
Margarida Salomão MG Não
Maria do Rosário RS Não
Merlong Solano PI Não
Moema Gramacho BA Não
Nilto Tatto SP Não
Paulão AL Não
Paulo Pimenta RS Não
Paulo Teixeira SP Não
Pedro Uczai SC Não
Professora Marcivania AP Não
Reginaldo Lopes MG Não
Rubens Otoni GO Não
Ságuas Moraes MT Não
Sibá Machado AC Não
Valmir Assunção BA Não
Valmir Prascidelli SP Não
Vander Loubet MS Não
Vicente Candido SP Não
Vicentinho SP Não
Waldenor Pereira BA Não
Weliton Prado MG Não
Zé Carlos MA Não
Zé Geraldo PA Não
Zeca do Pt MS Não
Total PT: 58
PTB
Alex Canziani PR Sim
Antonio Brito BA Sim
Arnaldo Faria de Sá SP Não
Arnon Bezerra CE Sim
Cristiane Brasil RJ Sim
Deley RJ Não
Eros Biondini MG Não
Jorge Côrte Real PE Sim
Josué Bengtson PA Sim
Jovair Arantes GO Sim
Jozi Rocha AP Sim
Luiz Carlos Busato RS Sim
Nelson Marquezelli SP Sim
Nilton Capixaba RO Sim
Pedro Fernandes MA Não
Ricardo Teobaldo PE Não
Ronaldo Nogueira RS Não
Sérgio Moraes RS Sim
Walney Rocha RJ Sim
Wilson Filho PB Não
Zeca Cavalcanti PE Não
Total PTB: 21
PTC
Brunny MG Não
Uldurico Junior BA Não
Total PTC: 2
PTN
Bacelar BA Não
Christiane de Souza Yared PR Não
Delegado Edson Moreira MG Sim
Renata Abreu SP Sim
Total PTN: 4
PV
Dr. Sinval Malheiros SP Não
Evair de Melo ES Sim
Evandro Gussi SP Sim
Fábio Ramalho MG Sim
Leandre PR Sim
Sarney Filho MA Não
Victor Mendes MA Sim
William Woo SP Sim
Total PV: 8
Solidaried
Arthur Oliveira Maia BA Sim
Augusto Carvalho DF Não
Augusto Coutinho PE Sim
Benjamin Maranhão PB Sim
Carlos Manato ES Sim
Elizeu Dionizio MS Sim
Expedito Netto RO Não
Genecias Noronha CE Sim
JHC AL Não
Laercio Oliveira SE Sim
Lucas Vergilio GO Sim
Paulo Pereira da Silva SP Sim
Zé Silva MG Sim
Total Solidaried: 13