União Europeia diz que Grécia tem ‘tratamento privilegiado’ e libera € 2 bilhões

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Via Opera Mundi

Para líder do bloco, pacote bilionário não irá para cofres do Estado grego, mas ‘será utilizado para intensificar esforços de crescimento e coesão social’ do país.

Após dois dias de cúpula, os líderes da UE (União Europeia) anunciaram nesta sexta-feira (20/03) que disponibilizarão € 2 bilhões em fundos estruturais para a Grécia, com o objetivo de reforçar o crescimento econômico do país.

Cúpula teve presença da chanceler alemã, Angela Merkel, e o chefe de Estado francês, François Hollande, na capital belga. Agência Efe

“A situação econômica da UE, e mais concretamente a da zona do euro, é positiva e vemos com satisfação que a recuperação chegou”, afirmou o presidente da Comissão, Jean-Claude Juncker, em coletiva de imprensa.

Segundo o líder do Executivo do bloco, Atenas tem “um tratamento privilegiado na medida em que a taxa de cofinanciamento da Grécia foi melhorada largamente, ao ser reduzida em 5%, o que normalmente é de 15%”.

No entanto, Juncker acrescentou que o pacote bilionário não irá para os cofres do Estado grego, mas “será utilizado para intensificar os esforços de crescimento e de coesão social”.

Durante a madrugada foi realizada uma reunião sobre a situação da Grécia, com a participação dos presidentes do Conselho Europeu, do Eurogrupo e do BCE (Banco Central Europeu). O encontro ainda teve presença da chanceler da Alemanha, Angela Merkel, e do chefe de Estado da França, François Hollande.

De acordo com os membros do bloco, a cúpula serviu para que os parceiros europeus recuperassem a confiança em relação a Atenas. “Não era uma reunião para tomar decisões, mas para analisar a realidade e evitar mal-entendidos ao mais alto nível político”, explicou o presidente permanente do Conselho, Donald Tusk.

“A Grécia vai apresentar suas próprias reformas estruturais, que vai colocar em prática”, tranquilizou hoje o primeiro-ministro grego, Alexis Tsipras, que na próxima segunda-feira visitará Merkel em Berlim.

“Em primeiro lugar, devemos trabalhar no sentido de acabar com o tóxico ‘jogo de culpa’ e o moralizador ‘apontar de dedo’ que beneficia apenas os inimigos da Europa”, escreveu o ministro das Finanças grego, Yanis Varoufakis, em seu blog nesta sexta.

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