Via AFP

Reunião da Alba no Palácio de Miraflores, em Caracas. AFP / Federico Parra
A Aliança Bolivariana para os Povos da América (Alba) exigiu nesta terça-feira do presidente Barack Obama a anulação do decreto que considera a situação política da Venezuela uma “ameaça incomum e extraordinária” para a segurança dos Estados Unidos.
Em declaração firmada em Caracas e lida pelo presidente venezuelano, Nicolás Maduro, a Alba exige do “governo dos Estados Unidos a derrogação da ordem executiva, que constitui uma ameaça à soberania da Venezuela”.
“A irmã República Bolivariana da Venezuela não representa ameaça para qualquer país sendo uma nação solidária que já demonstrou sua vontade de cooperar com os povos e os governos da região”, acrescenta o documento, que exige de Washington “a suspensão imediata da perseguição e da agressão” contra este país.
Imerso em uma severa crise econômica, escassez de artigos básicos, recessão e falta de divisas, o governo Maduro lidera uma ofensiva diplomática para responder às sanções impostas pelo presidente dos Estados Unidos contra seis altos militares e policiais e uma procuradora, acusados de violar direitos humanos e estar envolvidos em casos de corrupção.
A medida de Washington, que tachou a Venezuela como “uma ameaça extraordinária à segurança nacional e à política externa dos Estados Unidos”, lançada em 9 de março, já havia gerado manifestações de apoio por parte da Unasul, do Movimento de Países Não Alinhados, e de grupos regionais de esquerda.
Nesta terça-feira, o governo venezuelano publicou uma “carta ao povo dos Estados Unidos” no jornal New York Times negando ser uma ameaça para o país e exigindo a derrogação das recentes sanções impostas pelo presidente Obama.
Em um preâmbulo à reunião em Caracas, o líder cubano Fidel Castro também afirmou em uma carta a Maduro que a Venezuela está preparada tanto no campo diplomático como militar para enfrentar “a insólita política de ameaças e imposições dos Estados Unidos”.
Além de Venezuela, Cuba e Bolívia, a Alba é formada por Equador, Nicarágua, Antígua e Barbuda, Comunidade da Dominica, Santa Lúcia, Granada, São Cristóvão e Neves, e São Vicente e Granadinas.
A Alba foi criada em 14 de dezembro de 2004 por Hugo Chávez (falecido em 2013) e Fidel Castro (que deixou o poder em 2006) como alternativa à Alca, o Acordo de Livre Comércio entre as Américas, defendida pelos Estados Unidos.

Estão tentando repetitivamente as mesmas táticas e estratégias , recentemente, utilizadas no Oriente Médio e costumeiramente na América do Sul.
Dividir para dominar, intrigar para administrar, colocar populações contra os respectivos governantes tem sido exaustivamente utilizadas como pretextos para oferecerem “ajuda”, invadirem, destruírem e reconstruírem o destruído- sempre, a peso de ouro, suportado pelos contribuintes dos Estados por eles invadidos, destruidos e reconstruidos.
Será que ainda não perceberam que o mundo mudou, a informção é cada vez mais forte, que na América do Sul – principalmente no Brasil – os desinformados já morreram todos?
Trata-se de sair desta dependência crônica de submissão da América do Sul – do Brasil, principalmente – a determinados Estados, cuja política é a de sempre querer dominar , levar vantagem em tudo com a leniência ou com as ententes de governantes, cuja impressão que dão é a de que nunca estudaram geografia, desconhecem as oportunidades fora do eixo da Comunidade Euro-Atlântica.
Trata-se de entender que os 28 Estados-membros da OTAN e da UE não são o mundo. A Europa – inteligentemente, já aceitou isso e somente vai ter o que ganhar em não fazer essas pressões idiotizadas contra a UNASUL, o MERCOSUL, a ALALC e outras instituições de defesa Sul-Americana.
Não dá mais para aceitar que representantes, “testas de ferro”, lobistas brasileiros continuem ganhando muito trabalhando contra os interesses do Brasil, como se não houvesse alternativas.
Impossível aceitar sempre que a parte do leão nos contratos internacionais seja dos representados por eles, que fazem do Brasil gato e sapato, corrompem, protegem os corruptos até o momento que lhes convém, e etcs., etcs..
Há que se tirar a catarata que parece estar atrapalhando a visão daqueles que não vêem que o Brasil tem Embaixadas em 192 Estados ao redor do muno, incluindo a Coréia do Norte e Cuba – e que essas Embaixadas têm que trabalhar, procurar por negócios bons para o Brasil, independentemente dos seus sócios habituais. Não há como aceitar que, com a visão atrasada, deturpada, com raciocínios da época de 50 anos atrás, continuem tentando desinformar. Desinformam sim, ou porque estão mal informados ou desinformam sim, maliciosa e ignorantemente.
Só podemos creditar à ausência de saber por falta de informação as desinformações repassadas, porque, são informações que se levadas a sério vão atuar contra os prórios interesses daqueles que tentaram desinformar.
Vai ver que pretendem ganhar migalhas de poder de um poder que já vimos com resultados drásticos e dependência por mais de 60 anos na América do Sul.
Profa. Guilhermina Coimbra.