Por Rennan Martins | Vila Velha, 18/03/2015
Hoje (18) a blogosfera e portais de notícias repercutem um documento de cinco páginas redigido pela Secretaria de Comunicação da Presidência da República. Trata-se de um mea culpa que sintetiza e reconhece diversos problemas já diagnosticados pela imprensa alternativa como se fossem novos, adicionando ainda o demérito de não propor sequer uma medida efetiva de combate a narrativa tendenciosa da mídia hegemônica.
O autor inicia o texto dizendo ser lugar-comum acusar a política de comunicação primeiramente sempre que se instala uma crise política, talvez a fim de disfarçar a total ineficácia da gestão. Depois da ressalva, admite falhas e omissões, mas fazendo questão de dividir o ônus com o restante do governo, o que fica claro no trecho:
“A comunicação é o mordomo das crises. Em qualquer caos político, há sempre um que aponte “a culpa é da comunicação. Desta vez, não há dúvidas de que a comunicação foi errada e errática. Mas a crise é maior que isso.”
Após o autodesagravo inicia-se uma longa e dispensável exposição do histórico das redes sociais e seu envolvimento com a disputa política, apontando que as forças da oposição possuem mais orçamento e que esse fator é fundamental em termos de alcance da população, que acaba mais suscetível ao discurso oposicionista pois além disso ainda temos o bombardeio habitual da grande mídia.
O curioso dessa constatação é que a Secretaria de Comunicação é a responsável pela condução da política de publicidade estatal e mesmo assinalando que os veículos de oposição possuem mais envergadura financeira e concentram majoritariamente os anúncios, ainda assim a mudança óbvia não é sugerida. A distribuição estratégica dos recursos de forma a estimular as iniciativas de linha editorial progressista, estas que foram cruciais na reeleição e permanecem sem seu devido reconhecimento, passa longe do documento.
Em seguida a presidenta é informada que a nomeação do banqueiro Joaquim Levy para o Ministério da Fazenda desmobilizou drasticamente os movimentos que defendiam o governo, dizendo que estes não “compreenderam” a importância do ajuste fiscal. Ora, é justamente por compreender o que significa o senhor Levy na Fazenda que o desânimo tomou conta da militância. Não adianta tapar o sol com a peneira, a promessa eram “Mais Mudanças” e o que veio foi o ajuste fiscal empunhado pela oposição, que oportunista como sempre, ainda se aproveitou pra falar de estelionato eleitoral.
A campanha das denúncias de corrupção também é citada, porém, é crucial lembrar que os ataques lacerdistas dos barões da mídia sonegadora sempre estiveram aí e que nenhuma medida foi tomada da parte do governo para fazer frente a esse jornalismo de esgoto. Muito pelo contrário, a verba publicitária está lá financiando a maior parte deles, a despeito da queda vertiginosa que a internet lhes trouxe em termos de mercado e audiência.
Por fim, mesmo com o óbvio desastre comunicacional do governo, a Secom candidamente defende que se deve fazer mais do mesmo, fortalecendo a Voz do Brasil, o twitter, o facebook, e pasmem, sustentando até mesmo que investir na TV aberta, a mesma que lidera o golpe, é o caminho para “virar o jogo”. A possibilidade de desconcentrar minimamente o orçamento publicitário investindo na imprensa progressista passa longe das “soluções”.
Essa autocrítica pífia, que nada traz de novo e nem ao menos ousa dar uma solução real, é fruto de alguém que não sabe o que está fazendo ou que deseja deixar a crise se perpetuar. Nos dois casos, passou da hora de uma mudança brusca. Como diria Einstein: “Fazer, todos os dias, as mesmas coisas e esperar resultados diferentes é a maior prova de insanidade.”

A insistência necessidade de evidência
Por Genaldo de Melo
Confesso que não entendi muito bem a posição radical do santo político mineiro que foi derrotado nas urnas nas últimas eleições presidenciais, o presidente do também santo PSDB, Senador Aécio Neves, quando o mesmo anuncia abertamente que vai apresentar um projeto de lei em caráter de urgência, através do líder de seu partido na Câmara dos Deputados, que punirá com a perda do registro os partidos políticos que tenham recebido ou venham a receber recursos ilegais ou derivados de corrupção. Pode ser minha ignorância política não entender a atitude e a boa ação política do bom rapaz mineiro na apresentação de tal matéria.
Será mesmo que com uma investigação bem aprofundada seu partido político vai ser o santo das boas causas da política brasileira, e vai ser o único que não vai ter cassado seu registro em caso de descobertas de tais mal-feitos políticos? Entendo que o espetáculo apresentado pela máquina da imbecilidade do Jardim Botânico através de declarações de corruptos assumidos realmente é grave. Mas entendo também que dinheiro de campanha doado para partido políticos de forma legal comprovada não é crime.
É bom que o Ministério Público investigue as fontes seguras e puna de fato os ladrões, porque o povo brasileiro já está cansado de fato de tanta roubalheira. Agora é preciso ter cuidado com declarações de que vai fazer isso e vai fazer aquilo outro, porque o tiro pode sair pela culatra. A pergunta que não quer calar, já que ele exige que o PT, considerado pelo mesmo e por sua turma o próprio demônio, assine o pedido de urgência para votação da matéria: será que de fato também o seu PSDB vai assinar tal pedido de urgência?
Pelo que sabemos todos os partidos políticos com exceções raras receberam doações de empresas de forma legal, conforme a legislação eleitoral vigente, inclusive o partido político do mineiro. Estabelecer processos de exceção na política brasileira não vai atingir somente o PT pelo que eu saiba. A não que a ignorância viva sempre de perto mim e eu não esteja enxergando a mesma em matéria de política!
Afirmar abertamente uma asneira dessa natureza pode ser de fato uma recôndita necessidade de se manter em evidência, porque vai demorar muito tempo para que homens e mulheres sérios desse país vão acreditar numa possibilidade de se acabar com praticamente todos os partidos políticos desse país, somente porque um rapaz que ainda não aceitou que cinqüenta e quatro milhões de eleitores brasileiros não o quiseram na Presidência da República, e do mesmo modo, os seus conterrâneos mineiros defenestraram seu grupo do poder político em seu Estado de origem.
É melhor o nobre e santo Senador da República, representante daqueles que estão de forma beócia querendo a desordem do Estado brasileiro, com o desrespeito total aos princípios constitucionais e a plena democracia, em sã consciência assuma seu papel de Senador ortogado pelos mineiros e vá trabalhar, que é o que se deve fazer naquela tão importante Casa legislativa que é o nosso Senado da República.
Chegamos ao cúmulo do absurdo nesse país de ver meios de comunicações que não educa nosso povo, mas apenas imbeciliza, colocando apenas matérias para pautar o mundo político, como se fosse um partido, e um senador da República insistir em criar desordem constitucional em vez de trabalhar. Porque não propõe uma Reforma Política nos moldes daquela que está sendo proposta pela coalização de movimentos sociais para de vez por todas mudar a forma de se fazer eleições nesse país, especialmente acabando de uma vez por todas o financiamento eleitoral de empresas privadas?
Uma proposta dessa natureza achando que somente vai atingir o partido político de Dilma Rousseff e de Lula, para mim que tenho a mais absoluta certeza de que não tenho resistência nenhuma à raciocínio, significa reconhecer que realmente sem projeto para governar e convencer a maioria do povo brasileiro o grupo do mineiro realmente vai perder todas as eleições, e sendo assim, melhor chegar ao poder através de golpe contra a democracia plena.
Fonte; http://genaldo40.blogspot.com