Via Conexão Jornalismo
Depois que inventaram o print (instrumento digital que copia a página no computador) a vida dos editores de jornais se tornou um inferno. Afinal, o que passaria em branco com a mudança ou retirada de conteúdo de reportagens acaba se perpetuando em arquivos.
O caso clássico você pode ver agora na edição do Globo do dia 7 de março último – e que foi registrado também pelo site clipcliping.com.br.
Nele, O Globo, que apoiou a candidatura de Aécio Neves à presidência da República na última eleição, tentou uma manobra mágica para omitir do seu leitor a estreita relação que existe entre o tucano acusado de receber dinheiro irregular da Lava-Jato, o senador do PSDB de Minas Gerais, Antônio Anastasia, e Aécio.
Na primeira versão, no último parágrafo, o repórter que assina a matéria, Vinicius Sassine, encerra o texto relatando que Anastasia é braço direito de Aécio Neves. Mas, no segundo clichê, a edição retira a informação.
Isso para que Aécio não precise explicar como não sabia que alguém que é sabidamente seu braço direito recebeu recursos de empreiteiras na Operação Lava-Jato, e ele não sabia – argumento que o senador usa para atacar a presidenta Dilma Rousseff.
O denunciante, o ex-policial Jaime Alves, o Careca, disse ter entregado R$ 1 milhão para Anastasia.

