Por Bob Fernandes | Via Facebook
A lista oficial dos citados na Lava Jato vem aí. A crise mudará de configuração e patamar.
Fernando Henrique, Aécio, Tasso Jereissati, Cassio Cunha Lima e Aloysio Nunes se reuniram na sexta. Do encontro vazou que o PSDB entende não ser um impeachment a saída para a crise.
São várias as leituras e informações para essa “avaliação” vazada. Primeiro, e antes de tudo, há que saber quem pode ser atingido na troca de chumbo.
A crise produz radicalizações por si só, e também por indução dos que apostam no quanto pior, melhor.
Entendem os tucanos: fatos à parte é preciso manter o PSDB distante da pecha de “golpista”…
…Sim, porque se fala em impeachment mesmo antes de se saber quem será ou não denunciado e investigado… e isso como quem vai ali à padaria.
O impedimento levaria Michel Temer à presidência. Ele envolvido, Eduardo Cunha seria presidente. Se também ele cai, seria Renan Calheiros; se não estiver na lista.
Impedimento de presidente e vice antes de meio mandato leva a nova eleição. Já se o PMDB sobreviver e chegar ao poder, o que ganharia o PSDB, se escapar à troca de chumbo?
O partido seria sócio do PMDB e da crise, com imensa responsabilidade e escasso poder… Essa é a avaliação de quem no PSDB tem o hábito da reflexão.
Claro, óbvio, que na Política tudo pode mudar em dias, ou mesmo em horas. Mas, na oposição, quem conhece o Poder já se preocupa com a radicalização, seus rumos e resultados.
Uma coisa são fatos e consequências: investigações, julgamento no Supremo e condenações com instituições em pleno funcionamento.
Outra coisa é apostar na aceleração do confronto, instigar a doença, os ódios e frustrações que já estão nas ruas e redes.
Em meio à crise, que pode ser saudável e estimular avanços, já há quem pense nos ensinamentos das últimas décadas, e do século 20 brasileiro.
Mesmo com idas e vindas, a História define o papel dos seus personagens, e não apenas de políticos e partidos: ou terão grandeza, ou serão os coveiros.
