Por Bento Araújo
Uma boa sugestão a procuradoria-geral da República e sua força tarefa, seria que aproveitassem a viagem aos EUA para solicitar uma cópia da investigação feita no FBI e na CIA sobre o caso Banestado (50 bilhões de dólares lavados pela agência de Nova Iorque), que foi arquivada aqui no Brasil em 2001 e lá no ano seguinte.
O livro do deputado professor Henrique Fontana intitulado “FHC, crise e corrupção” cita diversas investigações do ex-delegado da Polícia Federal, Protógenes Queiroz, sobre o doleiro Youssef e o esquema Banestado, usado para lavar dinheiro para das Ilhas Cayman. Contém muitos documentos e depoimentos, inclusive de Bill Clinton e dos chefes da CIA e do FBI sobre esse banco que no período de 1995 a 2002 lavou nada menos que 150 bilhões em remessas ilegais das privatarias. Seria ótimo discutirmos este assunto, pois Clinton ordenou o arquivamento quando soube através dos chefes dos serviços de inteligência e polícia que a origem do dinheiro estava ligado as privatizações.
Sobre o livro de Henrique Fontana, quem estiver em Brasilia pode obter um exemplar do livro diretamente das mãos do autor, ele está doando os exemplares pois foram censurados em 2002, após a criação a lei que proíbe investigar os processos de privatização por 30 anos (até 2032).
Assim matam dois coelhos de uma só vez, o Banestado e a entrega de 40% das ações preferenciais da Petrobras para George Soros, ocorrida em março de 1999 no NYSE, este por sua vez patrão de Armínio Fraga.
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Bento Araújo, professor e engenheiro, tem uma carreira de 45 anos na indústria, sendo que 26 anos na Petrobrás. Anteriormente trabalhou (19 anos) em outros setores da área de infra-etrutura, como o Setor Elétrico, pela subsidiária SBE da Eletrobras; na construção e ampliação da ACESITA, empresa siderúrgica produtora de aços especiais; e na Cia Vale do Rio Doce – obras de ampliação da Mina Conceição e Mina do Campestre, em Itabira.
