Via Brasil 247

Eleito no último domingo como presidente da Câmara, deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ) acaba de autorizar, nesta manhã, a criação da CPI que investiga a Petrobras; gesto foi parabenizado pelo tucano Antonio Imbassahy e conclamado pelo líder do DEM, Mendonça Filho, que disse que a estatal está “jogada na lama, desmoralizada”; aberto agora o prazo para a indicação dos integrantes da comissão; líder do PT, deputado Sibá Machado disse ontem que partido reivindicará a presidência ou a relatoria.
Apenas quatro dias depois da eleição que lhe deu o cargo de presidente da Câmara, o deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ) leu nesta manhã o ato de criação da CPI da Petrobras. O requerimento foi apresentado pelo líder do PSDB, Carlos Sampaio.
Ontem, foi confirmado o número de 182 assinaturas para criar o colegiado, pouco mais do que as 171 necessárias. Segundo o ato de criação, a CPI terá 26 membros titulares e igual número de suplentes, mais um titular e um suplente atendendo ao rodízio entre as bancadas não contempladas.
Está aberto agora o prazo para a indicação dos integrantes da comissão. O líder do PT na Câmara, deputado Sibá Machado (AC), disse nesta quarta-feira que o partido reivindicará a presidência ou a relatoria da comissão.
O gesto de Cunha foi aplaudido pelos oposicionistas. O deputado do PSDB Antonio Imbassahy (BA) deu parabéns ao presidente da Casa. O líder do DEM, Mendonça Filho, comemorou a investigação contra a empresa que, segundo ele, está “jogada na lama, desmoralizada”.
O deputado Afonso Florence (PT-BA) subiu à tribuna para criticar a “falta de respeito” nos discursos da oposição e pediu para que a comissão “não seja um instrumento da política, mas da República, do poder Executivo, de investigação, de punição”.
O parlamentar criticou o vazamento de depoimentos na Operação Lava Jato, “informação seletiva” que vem sendo usada contra o governo e o Partido dos Trabalhadores. “Estamos pagando a conta inclusive da ação de outros partidos”, disse.
