Familiares de estudantes mexicamos desaparecidos exigem respostas do governo

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Via Brasil de Fato

Familiares retomam conversas com governo para exigir respostas sobre o desaparecimento dos 43 estudantes de Ayotzinapa.

Os familiares dos estudantes desaparecidos de Ayotzinapa ainda procuram por respostas. Exigindo investigações sobre o papel do Exército no caso, eles retomaram o diálogo com o governo mexicano, nesta terça-feira (13), em uma reunião realizada na sede da Procuradoria Geral da República do país.

Além dos familiares, estiveram presentes o ministro do Interior mexicano, Miguel Ángel Osorio, o procurador Jesús Murillo, e o diretor da Agência de Investigação Criminal da procuradoria, Tomás Zerón, entre outros funcionários.

Em declarações à imprensa ao final do encontro, o advogado das famílias, Vidulfo Rosales, classificou o encontro como “pobre” e referiu que os avanços na investigação ainda são “limitados”, apesar dos detidos.

Segundo o advogado, os representantes do governo insistem em afirmar que as investigações apontam que os restos mortais achados em valas no município de Cocula são os dos estudantes.

No entanto, em novembro passado, após analisar as valas os peritos da Equipe Argentina de Antropologia Forense (EAAF) chegaram a conclusão que os restos mortais encontrados não eram dos 43 mexicanos desaparecidos.

Entenda o caso

Cerca de oitenta estudantes da escola rural para professores Raúl Isidro Burgos, da cidade de Iguala, viajavam em ônibus da empresa Costa Line, no dia 26 de setembro, para atividades que organizariam para coletar fundos. Os jovens eram provenientes de diversas regiões do país e, além de pedir recursos para a educação, protestavam contra a má qualidade do ensino.

Segundo relatos divulgados, após terem sido atacados pela polícia local, que abriu fogo contra o ônibus dos estudantes, eles foram vistos sendo conduzidos à força para o interior de viaturas. Segundo as autoridades, os policiais municipais teriam entregado os jovens para membros do cartel “Guerreros Unidos”.

Três membros do cartel admitiram que os estudantes foram assassinados e os corpos, queimados. De acordo com a investigação, o líder do grupo, Sidronio Casarrubias, ordenou o desaparecimento dos jovens por acreditar que eram membros dos “Los Rojos”, um grupo criminoso rival.

Segundo a Anistia Internacional, cerca de 70 pessoas, entre policiais, funcionários públicos e supostos criminosos, já foram presos por envolvimento no desaparecimento. Protestos pelo país continuam acontecendo em busca de respostas.

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