Que belo adepto Bolívar conseguiu no STF!

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Por Antonio Lassance | Via Carta Maior

É bom que se diga que a regra de o presidente da República nomear ministros para o STF é a mesma pela qual Gilmar Mendes foi parar exatamente onde está.

O Tribunal Superior Eleitoral deve responder nesta semana ao pedido do PSDB de auditoria das votações de 2° turno e das urnas eletrônicas.

O TSE deverá providenciar um lenço para o choro dos descontentes. O pedido já chegou desmoralizado ao Tribunal.

Nas redes sociais, invocadas como “a fonte” dos boatos que enchem o desarrazoado tucano, a inicitativa foi recebida com uma surra de piadas e ironias por todo o final de semana, sob o guarda-chuva da hashtag #aceitaquedoimenos.

Até mesmo alguns quadros do próprio PSDB consideraram o pedido um mico desnecessário e um desgaste a mais para os derrotados.

A única dúvida da reunião do TSE é sobre qual será a opinião, a postura e o tom de voz a serem dados pelo ministro Gilmar Mendes.

O ministro tucano das causas impossíveis lança mão de discursos inflamados, com decibéis que dispensariam o microfone, e murros na mesa que dão uma trilha sonora de batuques a seus votos.

Nessa linha de diatribes, o ministro também acaba de tornar-se o mais novo crítico do “bolivarianismo” que supostamente toma conta do país.

Afirmou, ao jornal Folha de S. Paulo, que o Supremo Tribunal Federal (STF) corre o risco de tornar-se uma “corte bolivariana” se tiver muitos ministros nomeados por Lula e, agora, por Dilma.

É bom que se diga que a regra de o presidente da República nomear ministros para o STF é a mesma pela qual Gilmar Mendes foi parar exatamente onde está.

Pelo que se sabe, é uma regra vinda não de Simón Bolívar ou da Constituição da Venezuela, mas de uma tal Constituição da República Federativa do Brasil.

O mais curioso é que Bolívar, embora seja idolatrado pelos venezuelanos como seu libertador e tenha sido transformado em emblema dos governos de Hugo Chávez e Nicolás Maduro, era um elitista, em sua origem social; um liberal, em termos econômicos; um conservador, do ponto de vista político; e alguém afeito a brados retumbantes e murros na mesa.

Quem sabe um dos Dragões da Independência possa levar sua indumentária, de empréstimo, para o outro lado da Praça dos Três Poderes para que a semelhança fique completa.

Que belo adepto Bolívar conseguiu no STF!

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