Arquivo mensais:outubro 2014

Rolou um dim-dim, Aecim?

Por Fernando Brito | Via Tijolaço

Então ficamos sabendo que a participação da atriz americana Lindsay Lohan e da modelo Naomi Campbel na campanha de Aécio Neves foram agenciadas pela filial de uma empresa de marketing de São Paulo…

Que vive de vender menções de marcas em facebooks e tuítes de celebridades…

O empresário que vende isso diz que foi tudo espontâneo…

Vai querer que a gente acredite que a Lindsay Lohan era amiga de balada do Aecim…

E que a Naomi Campbell pegava uma praia com ele no Leblon, certo?

Como diria a Dilma, no debate: “Isso é feio, candidato Aécio Neves…”

Até porque faz pensar que alguma “celebridade” nacional, quem sabe, possa ter os mesmos, digamos, argumentos, para apoiar Aécio.

E ai como ficam os que fizeram mesmo porque – gosto não se discute – preferem o tucano?

A Lindsay, que não quer entrar em mais furadas – ela já aprontou toneladas – retirou o post do ar.

E a turma marqueteira do Aécio mostrou que foi capaz de arrumar mais um factóide para as redes contra o seu próprio candidato.

Foi uma dose cavalar de burrice.

Mas não tem problema.

Sendo cavalar, Aecim contabiliza como gasto com a Saúde.

Metástase da corrupção e eleição da hipocrisia

Via Correio da Cidadania

Na ausência de diferenças substanciais, o debate do 2º turno das eleições presidenciais tem sido dominado pelo esforço mútuo de desconstruir a idoneidade do adversário. As acusações recíprocas de malversação de dinheiro público e de aparelhamento do Estado não têm fim. A cada ataque corresponde um contra-ataque. O “mensalão” petista é rebatido com o “mensalão” tucano. O “propinoduto” da Petrobrás, com o generoso “trem da alegria” da Alstom. É cara e coroa.

Os candidatos defendem-se de maneira conhecida. Negam peremptoriamente qualquer malfeito e juram ir até as últimas consequências para apurar os fatos, definir as responsabilidades e punir os culpados, doe a quem doer. Até as pedras sabem que nada será feito. Os denunciados são homens-bomba. Se abrirem a boca, a casa cai.

O próprio conteúdo do debate revela a cumplicidade dos candidatos com o sistema da corrupção. Ao personalizar e particularizar os escândalos, associando-os a desvios de conduta individuais, lacunas na legislação e falhas nos procedimentos de fiscalização, o discurso sugere que a pilhagem do Estado decorre de problemas que poderiam ser corrigidas caso houvesse vontade política. Enquanto falam, Dilma e Aécio sabem que mentem. Não existe um chefe político brasileiro que não tenha à sua sombra a figura sinistra e misteriosa do “operador” responsável pelas finanças da campanha. Nas altas esferas do poder, o homem do dinheiro é conhecido e goza de grande prestígio entre os pares.

Travestida de guardiã dos interesses gerais da população e defensora da moralidade, a mídia é parte orgânica do sistema de corrupção. Sem um sistema venal e degradado de formação da opinião pública não haveria corrupção generalizada como modo de funcionamento do sistema político, pois não haveria como circular (ou deixar de circular), no momento conveniente, as denúncias, dossiês, intrigas, insinuações, ameaças e chantagens que constituem a munição pesada da guerra entre as camarilhas que disputam o poder do Estado.

A luz intensa lançada sobre os escândalos de corrupção não tem a finalidade de elucidar o problema, mas, antes o contrário, objetiva desviar a atenção para aspectos secundários e personagens de menor relevância, a fim de ofuscar as relações que explicitam as engrenagens que subordinam os homens de Estado à lógica dos grandes e pequenos negócios. Ventríloqua de interesses escusos que permanecem sempre na penumbra, a grande mídia manipula a opinião pública com informações parciais, distorcidas e descontínuas, gerando uma visão apocalíptica e moralista do problema. Ao reduzir as causas do assalto aos cofres públicos à fraqueza de caráter, a corrupção é naturalizada. A imprensa marrom – quase a totalidade de nossa imprensa – esbalda-se e transforma a indústria da chantagem num grande negócio. “Se ninguém tem compostura, então, nos locupletamos todos” – uma moral que calha bem com a degeneração da res pública.

Se houvesse realmente vontade política de enfrentar a corrupção, seria preciso mostrar à população seu caráter sistêmico e desnudar os interesses de classe que lhe dão sustentação. Para tanto, bastaria não desperdiçar as raras oportunidades abertas pelos homens bombas que quebram o pacto de silêncio e expor à população a fisiologia que rege o aparelho digestivo do sistema político brasileiro.

A propósito, os depoimentos recentes do ex-diretor de Abastecimento da Petrobras, Paulo Roberto Costa, e do doleiro Alberto Youssef são pérolas que deveriam ser bem aproveitadas. Seus testemunhos ao Ministério Público expõem com requintes de detalhes como funcionava e quem comandava o esquema de desvio de recursos na Petrobras. As primeiras lições são reveladoras:

a) A corrupção é um sistema que aprisiona os partidos políticos da burguesia e os aparelhos de Estado aos interesses do grande capital. Por trás da quadrilha que se apoderou de cinco diretorias da Petrobras, encontram-se os partidos da base de sustentação do governo federal e treze grandes empresas, entre as quais as principais empreiteiras do país – OAS, Andrade Gutierrez, Mendes Júnior e Camargo Correia;

b) O centro nervoso que comanda as grandes negociatas encontra-se no controle do Legislativo pelo poder econômico e no controle do Executivo pelo Legislativo. Ainda no começo do governo Lula, em 2004, uma greve parlamentar de noventa dias forçou o presidente a nomear Paulo Roberto Costa, com mandato meticulosamente definido para arrecadar recursos para os partidos da base. É a prova dos nove de que a chamada “governabilidade” requer necessariamente conivência e cumplicidade incondicionais com a corrupção;

c) A corrupção é um sistema que envolve todos os partidos da ordem, mesmo os da oposição. A propina paga a altos cardeais do PSDB para que colaborassem na operação abafa da CPI da Petrobrás no Senado Federal deixa patente que ninguém escapa aos tentáculos da corrupção. A guerra de acusações recíprocas é uma farsa. No jogo do toma lá dá cá, a arte da política transforma-se na arte da malandragem e da impostura.

O debate eleitoral da corrupção não pode ser levado às últimas consequências porque a população não pode saber que a corrupção é um pressuposto do sistema representativo. Pois a promiscuidade entre o público e o privado – seu determinante histórico – é uma das pedras angulares da organização do Estado brasileiro.

Mantega, o grande vitorioso da campanha

Via JB

Guido Mantega, estadista, deu demonstração do patriotismo que falta hoje a muitos desses supostos economistas brasileiros, vendidos a grupos estrangeiros, alguns comandados por mafiosos, contraventores, conhecidos como chefes de gangues que jogam contra moedas de países frágeis.

Mantega enfrentou todo o tipo de humilhação que um homem pode sofrer. Mas como próprio dos estadistas, este tipo de humilhação não atingiu a um patriota da estirpe de Mantega.

O mundo informado sabe o quanto Mantega tem sofrido na sua intimidade pessoal. A dor que não passa e que não passará nunca, ou a ameaça da saudade.

Enfrentou a todos com a política certa ou errada. Com sua altivez patriótica e sua correção de homem público que nunca se ligou a banqueiros ou a vendilhões de moeda de povos de economia fraca.

Vença quem vencer, o exemplo que Mantega como funcionário jamais será derrotado.

Já tivemos todos os tipos de homens, com competência tecnicamente igual ou superior à de Mantega. Mas lamentavelmente não tínhamos assistido a nenhum episódio em que o homem público pudesse se comportar em defesa da economia de um povo que todo dia alardeiam que vai ser arruinado. Como se um povo sofrido pudesse ter os mesmos sentimentos dos endinheirados que apavoram os humilhados, não imaginando que em defesa dos mais humildes tivéssemos um Davi.

Eleições: o desmanche dos candidatos de laboratório

Por FC Leite Filho | Via Café na Política

As eleições são democráticas não propriamente pelo que produzem, mas pelo que revelam. Examinemos o caso deste político mineiro ungido como rapaz maravilha e defensor da moralidade e da ética, e o da líder ecológica paladina da nova política. Apenas alguns dias de debates na TV, de horário eleitoral e de interação nas redes sociais foram suficientes para que eles mesmos se desnudassem diante de um eleitorado estarrecido e indignado.

O primeiro admitiu ter sido funcionário fantasma desde quando mal tinha saído da adolescência e, já como governador de seu Estado, ter construído aeroportos nas terras de parentes, onde costuma passar férias. A segunda, que costuma alardear sua origem sofrida no Acre, não conseguiu explicar porque não declarou ao Imposto de Renda os financiamentos internacionais que recebeu para as suas ONGs e sua conta bancária, nem que tipo de neopolítica é essa que a levou a fazer acordos com o que há de mais retrógrado na política brasileira.

E dizer que nossos filhos costumam surfar nessas ondas midiáticas. Pequena dose de reflexão é suficiente para entender a gênese desses fenômenos que surgem a cada eleição presidencial. Beneficiados com gordos espaços nos meios de comunicação, sobretudo de TV, esses tipos se infiltram no imaginário popular como portadores de poderes mágicos capazes de acabar com a corrupção, a criminalidade e a inflação, males crônicos que todos abominamos.

Ninguém até há pouco podia questioná-los, porque todas as TVs, rádios e jornais, proclamam em uníssono suas qualidades, enquanto desmontam eventuais adversários com doses cavalares de denúncias de corrupção, mal feitos e até de falta de honradez pessoal. Como esses adversários jamais conseguiriam espaços para projetar-se defender-se da ubíqua mídia, eles logo tendem a cair na descrença e na má vontade da grande maioria das pessoas. Já os elegidos pelos deuses se arvoram em líderes impolutos, com assento garantido nos primeiros lugares das pesquisas de opinião, outro aparato midiático de igual característica manipulatória.

Aécio Neves e Marina Silva tendiam a repetir com êxito o papel de seus antecessores na nossa história política. Antigamente, o monopólio da informação exercido pelos grandes veículos conseguia derrubar presidentes em pleno exercício do mandato constitucional (casos de Getúlio, em 1954, e de Jango, em 1964), pelo golpe armado, ou ou por manobras legais e eleitorais, impingindo a bel prazer seus candidatos. Getúlio foi levado ao suicídio, no último ano de governo, em 1954, devido a uma campanha de desmoralização liderada pelo jornalista Carlos Lacerda, tendo como sustentáculo as grandes cadeias de comunicação da época – Diários Associados, O Globo e O Estado de S. Paulo. O mesmo Lacerda, os mesmos veículos de comunicação e a mesma mensagem reacionária depuseram João Goulart, no meio do governo, e instauraram uma ditadura cívico-militar de 22 anos.

Mais recentemente, tivemos os golpes eleitorais que propulsionaram Fernando Collor (1989) e Fernando Henrique Cardoso, o FHC, este último ganhando duas vezes a presidência de virada a eleição de primeiro turno, em 1994 e 1998. Na rabeira ficavam os candidatos autênticos de movimentos populares e nacionalistas Leonel Brizola e Luís Inácio Lula da Silva.

Nesta eleição de 2014, contudo, as novas ferramentas de comunicação tiveram um papel mais decisivo. Elas propiciaram o revigoramento do horário eleitoral em cadeia nacional de rádio e televisão, com os partidos políticos recebendo espaço proporcional às suas forças no Congresso, e o desenvolvimento das redes sociais na internet. Dessa forma, os candidatos não bafejados pela mídia tiveram algum espaço de comunicação para, não só apresentar seus programas alternativos de governo, como mostrar a face verdadeira de seus adversários. E também forçaram as grandes redes de TV, pelo receio de perder audiência, a fazer debates mais equitativos.

Tudo dentro das regras da transparência, com o saudável confronto de ideias, currículos e vida pregressa, com cada lado tendo igual espaço e tempo para defender-se. A mídia hegemônica, por ter perdido seu poder absoluto de monopólio da verdade e da opinião, tenta agora rotular de “baixaria” e “jogo de vale-tudo” a saudável prática, quando viu de repente desmontadas suas manobras de desinformação e de manipulação, no seu afã de continuar mandando e ditando regras para os três poderes da República.

Se a verdade eleitoral prevalecer e não for vítima da reedição de um escândalo Proconsult, como ocorreu em 1982, poderemos ter as primeiras eleições verdadeiramente democráticas no Brasil, desde 1950. Mas o perigo da fraude da urna eletrônica ainda persiste, sobretudo porque conhecemos a história de eleições roubadas com o maior descaramento no México e mesmo nos Estados Unidos. De qualquer maneira, valeu a experiência de fazer prevalecer a verdade sobre os novos fariseus.

Petrobras: empresa estatal é menos corrupta do que empresa privada

Por Regis Mesquita | Via Psicologia Racional

Um diretor da Petrobras montou um esquema de corrupção com o apoio de partidos políticos.

Algumas pessoas começaram a dizer que deve-se privatizar a empresa para diminuir a corrupção.

Será que é verdade esta afirmação?

Não, não é verdade.

Reproduzo abaixo a opinião de um funcionário da Petrobras.

Antes de passar no concurso público e trabalhar na estatal, ele trabalhou muitos anos em empresas privadas do setor químico.

1 – A Petrobras não corrompe fiscais de trabalho, de impostos, de meio ambiente, de prefeituras, dos governos estaduais, etc.

Diz ele que nas empresas privadas que trabalhou era rotina dar propina para fiscais corruptos.

Esta informação não é novidade para ninguém. Basta ver quantas vezes as pessoas oferecem propinas quando são paradas por guardas rodoviários.

O mesmo acontece em grande parte das empresas privadas: oferecem dinheiro para agentes públicos.

Segundo esta pessoa, a Petrobras não oferece NENHUMA propina para estas pessoas.

2 – A Petrobras não adultera produtos para aumentar seus lucros.

Diz esta pessoa que era muito comum nas empresas em que ele trabalhou usarem produtos de baixa qualidade ou falsificações piores para aumentar a lucratividade.

Os executivos destas empresas ganham bônus para aumentar a lucratividade e não existam em usar recursos desonestos.

É uma grande cadeia de desonestidade. O produto de baixa qualidade ou falsificado geralmente não pode ser comprado com nota fiscal. Ou usa-se notas ficais erradas, falsificadas, etc.

Laudos de conformidade e de qualidade também devem ser falsificados.

O informante descreveu várias cadeias de ilegalidades. Ou seja, uma ilegalidade gera outra ilegalidade, que gera outra ilegalidade. O conjunto destas ilegalidades contamina dezenas de empresas.

Cada uma destas empresas constituem suas próprias redes de ilegalidade.

Imagine a seguinte situação: a empresa que mistura solvente na gasolina não pode deixar rastro da sua compra. Portanto, o vendedor do solvente também tem que esconder que vendeu a mercadoria. Os contadores tem que administrar o caixa dois da bandidagem. E assim por diante…

O que você acha que estas pessoas fazem quando chega a fiscalização, o ministério público ou a justiça?

Tentam corromper e/ou procuram políticos para ajuda-las.

Empresas privadas são as primeiras a procurar políticos para ajudá-las em sua IMPUNIDADE.

3 – A Petrobras não sonega impostos.

Quem quer vender ou comprar da Petrobras sabe que será tudo dentro a legislação fiscal.

Uma empresa química que produz plástico a partir de uma matéria prima da Petrobras não tem como esconder a origem e a quantidade da matéria prima comprada. Ela terá muita dificuldade para esconder parte da produção e vender a diferença no mercado informal da criminalidade fiscal.

Observe: é uma sequência de empresas que usam o produto uma da outra, e todas possuem lastro nas vendas da Petrobras.

Explico: se o empresário comprou uma quantidade de produto que dá para fazer 5 milhões de quilos de plástico, ele não pode declarar que fez e vendeu apenas 1 milhão de quilos. Fica na “cara” que tem algo muito errado.

4 – A Petrobras não interfere na feitura das leis e nem nas interpretações que os juízes fazem delas.

Imagina que você é um empresário que desvia o dinheiro do INSS dos seus funcionários.

O congresso vai votar uma lei que prevê prisão imediata para este tipo de crime, sem criar nenhum critério de exclusão.

O que você faria?

a) Mudaria sua conduta e seria uma pessoa honesta.

b) Procuraria um político e ofereceria uma grana para ele tornar a lei completamente INOPERANTE.

A história do Brasil mostra que é mais comum a opção “B”.

Empresários e executivos tentam manipular as leis para que haja tanta confusão e “desculpas” na sua aplicação que na prática ela não funciona. Estes sujeitos podem ficar tranquilos com o desvio dos recursos do INSS.

Se, por um acaso, a justiça entrar em ação, sempre haverá a possibilidade de influenciar a decisão da justiça de modo honesto ou desonesto.

A verdade é que todos sabem que ter muito dinheiro “faz milagres”.

Naturalmente , nem todo agente público é corrupto. Existem pessoas muito honestas em todas as áreas.

Mas, com certeza, é uma tentação o dinheiro fácil e volumoso.

Em casos piores, a empresa privada usa de meios violentos para influenciar aplicação das leis.

A ação trambiqueira da maioria das empresas privadas não é novidade para ninguém.

O QUE TODOS SE ESQUECEM É DO LADO BOM DAS EMPRESAS ESTATAIS.

Esquecem que:

A Petrobras não corrompe fiscais de trabalho, de impostos, de meio ambiente, de prefeituras, dos governos estaduais, etc.

A Petrobras não adultera produtos para aumentar seus lucros.

A Petrobras não sonega impostos.

A Petrobras não interfere na feitura das leis e nem nas interpretações que os juízes fazem delas.

Este lado positivo deve ser valorizado.

O que é negativo deve ser divulgado, punir os culpados exemplarmente.

Mas, o lado positivo deve ser muito valorizado.

Achei sensata esta explicação, por isto compartilho com vocês.

Caso queiram comentar educadamente, será bem vindo.

Me interesso por pessoas que tenham real experiência dentro das empresas estatais.

PS: existem empresas privadas 100% corretas. Infelizmente é a minoria. Estas empresas 100% corretas são exemplos que deveriam ser seguidos.

Datafolha: Maioria acredita que Dilma é candidata dos pobres e Aécio, dos ricos

Via Revista Fórum

Pesquisa mostrou que 57% dos entrevistados afirmam que, dos dois candidatos, Dilma Rousseff (PT) é quem defenderá os mais pobres. Quando perguntados sobre quem defenderá os interesses da parcela mais rica da população, 56% citaram Aécio Neves (PSDB).

De acordo com a pesquisa Datafolha divulgada na segunda-feira (20), 57% dos entrevistados dizem que a presidenta e candidata à reeleição Dilma Rousseff (PT) é quem defenderá os mais pobres, contra 26% que apontaram o tucano Aécio Neves. Cerca de 3% afirmam que os dois defenderão os mais pobres e 8% disseram que nenhum dos dois. Os indecisos somam 6%.

Quando a pergunta é sobre qual dos dois defenderá os mais ricos, 56% acreditam que será o candidato Aécio Neves, contra 17% que citaram a petista. Outros 7% disseram que os dois defenderão os mais ricos e 7% que nenhum dos dois. Os indecisos chegam a 12%.

Quanto às intenções de voto, o Datafolha mostrou que Dilma Rousseff tem 52% dos votos válidos e Aécio Neves possui 48%.

A pesquisa foi encomendada pela TV Globo e pelo jornal Folha de S.Paulo. O Datafolha ouviu 4.389 eleitores no dia 20 de outubro. A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos. O nível de confiança é de 95%. O levantamento está registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-01140/2014.

“Aécio planta inflação pra colher juros”, diz Dilma em ato na PUC

Via Vermelho

Com o auditório do Teatro Tuca, na PUC de São Paulo, completamente lotado e com uma multidão do lado de fora, apesar da garoa e do frio, a presidenta Dilma Rousseff, candidata à reeleição, recebeu o apoio de artistas, intelectuais, estudantes, de ONGs e entidades ligadas aos movimentos negro e LGBT de São Paulo, além de políticos de partidos aliados.

“Este ato coroa um momento especial de uma campanha que teve momentos extremamente tensos e diferenciados. Mas agora ao se encaminhar para a fase final ela colocou mais clareza no cenário [eleitoral]. O cenário estava um pouco cheio de nuvens. Mas agora é muito claro o que está em questão”, afirmou a presidenta Dilma, enfatizando que existem dois projetos distintos para o Brasil neste segundo turno das eleições.

Entre os artistas presentes estavam o diretor de teatro José Celso Martinez Corrêa, do Teatro Oficina, o escritor e jornalista Fernando Morais, o escritor Raduam Nassar e a compositora e deputada estadual reeleita Leci Brandão (PCdoB-SP). Um vídeo com o depoimento do cantor e compositor Chico Buarque foi exibido durante o evento.

“Não podemos deixar que volte o tipo de política que olha para o país de forma irresponsável. De hoje até dia 26, vamos virar cada voto, e vamos ganhar essas eleições nas urnas”, destacou Dilma, afirmando que o projeto do tucano Aécio Neves (PSDB) “planta inflação pra colher juros” e põe em risco a geração de emprego.

Empregabilidade

“Eles inventaram o termo ‘empregabilidade’, como se tivesse gente mais ‘empregável’. Em 2002, eram 11,5 milhões de desempregados. O Brasil só perdia para a Índia em número de desempregados no mundo”, enfatizou.

O ex-presidente Lula também participou do evento e afirmou que Dilma foi agredida mais que ele quando disputou a Presidência da República. “Esse rapaz [Aécio Neves] deve ter um problema que eu não vou explicar qual é, porque eu não sei. Eu jamais teria a coragem de chamar, não é de uma mulher, não, mas na frente de um homem que ocupasse a Presidência, jamais teria petulância de chamá-la de leviana ou mentirosa”, argumentou Lula.

Ele disse que jamais poderia imaginar que um candidato pudesse se referir à presidenta da República com palavras tão agressivas como fez Aécio Neves nos debates. “Não é possível que esse rapaz não tenha tido educação e berço. Ele foi incapaz de respeitar uma senhora, uma mãe, uma avó”, asseverou Lula.

O ex-presidente também questionou se Aécio teria se comportado da mesma forma, se estivesse em disputa com um homem, ao invés de uma mulher. “Tem gente que só sabe ser durão contra mulher. Nós nunca dirigimos a eles metade das grosserias que eles usam”, afirmou. E completou: “A resposta que a gente vai dar a eles é a vitória de Dilma”.

Ódio tucano

Dilma também falou do tom agressivo da campanha e atribuiu essa situação à tentativa sistemática dos tucanos de pregarem inverdades a respeito de seu governo. “Nós enfrentamos uma guerra da comunicação contra aquilo que é a verdade dos fatos”, pontuou a presidenta.

Ela também lembrou que a gestão dos tucanos é responsável pelas crises de abastecimento de energia e, agora, de água. “Aqui em São Paulo mais uma vez se mostram as consequências da visão que é contra o planejamento, o investimento planejado e que não tem responsabilidade pública com o abastecimento da população. A energia elétrica é um caso e a água é outro”, destacou Dilma, que frisou que tanto o apagão de energia como a crise hídrica em São Paulo se devem à “incapacidade de gestão” do PSDB.

Amplo apoio

Representante da luta pelas minorias no Congresso Nacional, o deputado do Psol Jean Wyllys reafirmou seu apoio à candidata. Ele disse que Dilma representa um melhor projeto por proporcionar avanços na sociedade brasileira, mantendo sempre o diálogo com as minorias, ao contrário do PSDB.

“Eu tenho memória e lembro que era o único que pegava ônibus e não tinha negros na minha faculdade. Hoje há a negros, há mulheres, há gente da periferia”, justificou Wyllys.

O secretário nacional da Juventude do PT, Jefferson Lima, ressaltou que esse momento é importante para que haja a engajamento de cada militante. Para o secretário de juventude do Movimento Sem Terra (MST), Raul Amorim, o importante é investir no diálogo com os eleitores indecisos. “É momento de chegar no vizinho, no amigo ou naquele que está indeciso e conversar sobre o projeto que está em jogo neste país”, disse ele.

Participaram ainda do ato o prefeito de São Paulo, Fernando Haddad, o senador Eduardo Suplicy, o coordenador da campanha Miguel Rossetto, o ex-ministro da Saúde Alexandre Padilha, o ex-ministro Luis Carlos Bresser Pereira, o jurista Celso Antonio Bandeira de Mello, o sociólogo Chico de Oliveira, Bruna Caran, Sérgio Mamberti, José Celso Martinez, Gilberto Maringoni, o presidente estadual do PCdoB e deputado federal eleito Orlando Silva e a representante da UJS Carina Vitral.