Arquivo mensais:outubro 2014

Sobre a desconstrução de imagens

Por Geraldo Galindo | Via Blog do Miro

“O principal fenômeno político da atual sucessão presidencial tem sido, até o momento, o triunfo da ideologia da desconstrução. Depois de triturar Marina Silva, expurgando-a do segundo turno, a usina de demolição em que se converteu o Comitê de Dilma passa no moedor a imagem de Aécio” (Josias de Souza, colunista do do Portal UOL/Folha de São Paulo).

“Marina foi submetida a um bombardeio e o bombardeio sobre Aécio também é enorme.” (FHC, em entrevista Folha)

Os colunistas de plantão a serviço da mídia colonizada e seus representantes nos partidos que os representam têm dito e escrito que a campanha de Dilma e o PT estariam usando como armas de campanha a desconstrução da imagem dos adversários. E essa desconstrução seria despolitizada, de baixo nível, com a desqualificação pessoal. E repetem que o instrumento que teria sido usado contra Marina Silva estaria se repetindo no segundo turno contra Aécio.

Inicialmente é necessário esclarecer que, tanto a campanha de Aécio, como a de Dilma, fizeram com Marina o que deveria ser feito: informar para a população que o que ela apresentava como “nova política” era uma enorme fraude e a grande maioria dos eleitores entenderam a mensagem. A farsa foi desmontada no terreno da política, com a comprovação de que a ex-senadora enganara momentaneamente pessoas de boa fé que acreditavam no falso discurso do PSB/Rede.

Quando a ecocapitalista anunciou que defenderia o Banco Central independente e a flexibilização da CLT foi necessário ser dito o que as medidas significariam. Isso não tem nada a ver com desconstrução rasteira de imagem, mas debate de ideias, de programas. E a comprovação mais cabal de que a acriana nada representa de novidade na política foi sua decisão de se juntar ao que existe de mais reacionário no segundo turno, apoiando “o que existe de pior da velha política”, como ela se referira a Aécio em um dos debates do primeiro turno.

Quando Josias de Souza fala em “usina de demolição de imagens”, ele e todos os outros blogueiros, comentaristas e colunistas que comungam dessa opinião entendem direitinho o que vem a ser essa usina. Na verdade os “moedores” de imagem de adversários políticos estão exatamente na mídia que passou os últimos 12 anos fazendo o serviço sujo de suas extensões partidárias. A esquerda brasileira, especialmente o PT, vem sendo vítima de uma implacável campanha de calúnias, mentiras, desinformações e denúncias sem provas, todos os dias, impiedosamente. Talvez não se tenha registro na história de tamanha histeria, e demonização contra um partido, durante tanto tempo. E o impressionante é que diante de todo esse aparato “moedor” de imagens, os promotores dessas investidas não tenham conseguido trazer para o lado deles a maioria do povo.

O candidato Aécio Neves, que tem o apoio velado ou declarado dos grandes meios de comunicação, se apresenta como o presidente que combateria a corrupção, que defenderia a liberdade de imprensa, que acabaria com o aparelhamento do estado, etc. Ele tem o direito, mesmo com uma dose cavalar de hipocrisia, de defender tais teses. Mas, se nossa campanha tem elementos, dados e provas de que o discurso do opositor não combina com a realidade, não é só recomendável desmascara-lo, é é uma obrigação política transmitir a verdade aos eleitores. Ainda mais quando sabemos que a mesma mídia que dispara diariamente ataques ao governo é a mesma que acoberta ou não dá a devida dimensão aos escândalos patrocinados pelos partidos de sua simpatia. E que a esquerda brasileira só dispõe de tempo na TV em raríssimos momentos, um deles a campanha eleitoral. Se não usarmos esse espaço para nos defender e argumentarmos contra o discurso da oposição, quando o faremos?

Portanto, se Aécio diz combater a corrupção, é necessário que o povo saiba que seu governo em Minas torrou R$14 milhões na construção de um aeroporto próximo a uma fazenda familiares e que a publicidade no governo de Minas, controlada pela irmã do candidato, destina recursos públicos para as emissoras de rádio da própria família; se ele se apresenta como o defensor da liberdade de imprensa, é necessário que o povo saiba que em Minas a imprensa é rigidamente controlada, não há espaços para o contraditório e há feroz perseguição política contra os que ousam se insubordinar; se ele jura que vai combater o aparelhamento do estado é necessário que o público saiba que em Minas dezenas de milhares de servidores foram contratados sem concurso público e que ele emprega boa parte da família em cargos do governo. Esse é um debate franco, civilizado, no terreno da política.

Um dos elementos levantados pelos adeptos da “teoria da desconstrução” se refere ao fato da presidente Dilma ter tratado do caso da blitz da Lei Seca no Rio, quando o senador foi flagrado sem a carteira de habilitação e possivelmente embriagado. As pesquisas indicavam que cerca de 90% do povo brasileiro não tinha conhecimento do fato. Fosse um dirigente do PT, esse caso teria ganho uma dimensão em que praticamente toda a população teria conhecimento e essa liderança petista seria execrada e desmoralizada pro resto da vida. Mas era Aécio Neves, o candidato da mídia, pouca repercussão. Então, é correto que o povo brasileiro seja informado pela campanha – já que a grande imprensa omite – que o candidato a mandatário do país dirigiu sem habilitação. E isso é um péssimo exemplo para o cidadão.

Por fim, devemos reconhecer que a mídia golpista promoveu um grande estrago nas consciências de milhões de brasileiros, que terminaram por incorporar acriticamente o falso moralismo das classes dominantes. Esse é o verdadeiroo bombardeio que FHC finge desconhecer. Tentaram sistematicamente desconstruir a imagem de nossas lideranças da forma mais abjeta e agora nos acusam de repetir seus métodos espúrios, quando só dispomos de poucas oportunidades para dizer a verdade aos que são vítimas da avassaladora onda midiática de mentiras, manipulações e baixarias.

A verdade vencerá.

Tucanos flertam com golpismo

Por Breno Altman | Via Opera Mundi

O ex-governador Alberto Goldman, coordenador da campanha de Aécio Neves em São Paulo, leva seu ódio antipetista ao paroxismo.

Leiam com atenção o título de seu artigo mais recente, no site do PSDB: “O Brasil rejeitou o PT. Dilma não teria condições de governar o Brasil.”

Do que está falando esse cavalheiro que um dia já foi de esquerda?

Que o resultado eleitoral não deve ser acolhido? Que os tucanos irão desconhecer a vontade das urnas, a partir da noite do dia 26, agindo como a pior parte da oposição venezuelana e tentando virar a mesa?

Goldman parece ter finalmente concluído sua adesão ao lacerdismo e seu bordões.

O que pensa parece inspirado no que foi escrito sobre Getúlio Vargas nos anos 50. Dilma não pode vencer. Se vencer, não pode governar. Se governar tem que cair.

Esta é a linha do prócer tucano?

O álibi para tal raciocínio é aberração que fere a Constituição. “Dilma recebeu 41,5% dos votos válidos no primeiro turno das eleições. Os restantes são 58,5%”, diz o ex-comunista.

Ora, por esta tese, qualquer vitória em segunda volta é ilegítima. Afinal, só há nova votação quando o primeiro colocado recebe menos sufrágios que a soma de seus adversários.

Vejam, por exemplo, a situação de Aécio Neves. Teve apenas 33,55% dos votos válidos na primeira rodada. Os demais foram 66,45%. Sua eventual vitória em segundo escrutínio, portanto, deveria ser politicamente impugnada?

Se Dilma vencer no próximo dia 26, com 50% mais um dos votos, como manda a carta maior, terá sido eleita pela aliança entre os petistas e o veto ao retrocesso conservador, e seu mandato terá plena legitimidade.

Caso venha a ser Aécio o vitorioso, na união entre os votos tucanos e a rejeição antipetista, seu triunfo também será legítimo e o neto de Tancredo teria “condições de governar”.

O resto é conversa golpista.

Mas Goldman vai além.

“A votação do PT se sobrepõe”, afirma, “quase que com absoluta perfeição, no mapa da distribuição dos programas assistenciais, em especial do bolsa família. Abstraídos os votos dessas áreas, que deram a Dilma mais de 50% dos votos, a derrota para a oposição é muito mais expressiva”.

O impressionante é sua conclusão. “O Brasil do trabalho formal, produtivo, dos seus trabalhadores e empresários, no campo e na cidade, o Brasil da cultura e da tecnologia – essa é, de fato, a elite brasileira – rejeitou, por ampla maioria, o PT e sua candidata.”

Quer dizer que o voto dos brasileiros que ganham menos de dois salários mínimos, entre os quais Dilma teve 52%, vale menos que a “elite brasileira” identificada pelo ex-governador?

Qual seria a sugestão de Goldman para resolver esta situação que o incomoda? O voto censitário? A concessão do título de eleitor apenas aos cidadãos do que considera ser “o Brasil da cultura e da tecnologia”?

Seu discurso não é apenas antidemocrático. Apela também para o preconceito social e a fúria de classe contra os pobres. Na pior tradição da direita brasileira.

Vergonhoso outono de um homem público que caminhou entre as forças progressistas antes de saltar o alambrado.

Fórmula de Aécio é o ajuste que afundou a Europa

Por Clemente Ganz Lúcio | Via Viomundo

O sobrenome de Armínio é Arrocho

O caminho neoliberal para sair da crise (ajuste fiscal, alta dos impostos e do desemprego, arrocho salarial) é o oposto do caminho seguido por Lula e Dilma.

Há uma década, seria difícil pensar que desemprego massivo, precarização do trabalho, pobreza ou exclusão social seriam expressões que poderiam descrever muitos países da União Europeia.

É assim que o economista Jorge Aragón, diretor da Gazeta Sindical, e o secretário de Organização e Comunicação da Confederación Sindical de Comisiones Obreras (CCOO) abrem a edição de número 22 da publicação.

O presidente da Confederação Europeia de Sindicatos, Ignacio F. Toxo, avança, afirmando que, com a crise internacional e a forma de enfrentamento, a distribuição de riqueza perde equidade, ampliam-se as distâncias entre países e a desigualdade entre as pessoas.

O caminho para a saída da crise nos países centrais tem sido o de ajuste fiscal, redução dos gastos e do investimento público, alta dos impostos, queda da atividade econômica, aumento do desemprego, arrocho salarial, destruição de direitos trabalhistas, tudo para que o orçamento público salve o sistema financeiro, preserve o estoque de riqueza e a renda de poucos. Bem, esse é o caminho neoliberal.

Recentemente, o FMI voltou a cortar as projeções de crescimento para a economia mundial, alegando que o desempenho tem sido decepcionante, com performances desiguais entre países e regiões.

A Europa patina na recessão, o Japão permanece parado, os Estados Unidos, depois de um primeiro semestre ruim, apresenta sinais de melhora.

As taxas de crescimento dos países em desenvolvimento também foram reduzidas pelo impacto que o travamento das economias desenvolvidas acarretou.

No Brasil, foi construído outro caminho. Em outubro de 2008, o então presidente Luiz Inácio Lula da Silva chamou para uma conversa os membros do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social (CDES).

Na oportunidade, os conselheiros apresentaram a ele a interpretação que tinham sobre a gravidade da crise e a importância de o Brasil preservar a qualidade e a liquidez do sistema financeiro, garantir crédito etc. Foi destacado que seria fundamental sustentar o mercado interno de consumo, preservar empregos e salários.

“Como poderíamos sinalizar que vamos gerar mais empregos?”, perguntou Lula. E a resposta foi: um grande investimento em habitação geraria emprego rapidamente, reduziria desigualdades e melhoraria a qualidade de vida das pessoas.

O presidente colocou o pé no acelerador e, no começo de 2009, lançou o Programa Minha Casa, Minha Vida, com o anúncio da construção de 1 milhão de moradias. Desde o início, o caminho escolhido foi o de enfrentar a crise com medidas de caráter e qualidade distintos daqueles que fazem parte do receituário neoliberal.

O caminho que o Brasil trilhou é também difícil de ser percorrido. Exige muito de todos, em especial do Estado e do governo, que enfrentam inclusive a ideologia neoliberal que desqualifica esse caminho. Trata-se de mobilizar todos os recursos econômicos, fiscais e políticos para preservar o emprego, os salários, a dinâmica interna de consumo e produção, adequar-se à perversa competitividade internacional de excesso de capacidade produtiva.

Um caminho de crescimento mais lento, porque mobiliza todos para o enfrentamento; porque não joga para toda a sociedade o custo do enfrentamento; porque é capaz de preservar os direitos, o emprego, os salários, sustentar a demanda interna, a atividade empresarial e construir uma saída afirmativa.

É esse caminho que deve ser seguido, ampliado e aprofundado. Os ajustes futuros devem visar melhorar a performance dessa política. Nesse caminho, deve-se ousar articular, de forma mais aprofundada, o emprego e o salário, com dinamização industrial integrada aos setores agropecuário e de serviços, com base na sustentabilidade ambiental dos processos produtivos, da qualidade dos produtos e da forma de uso; ampliar o investimento em infraestrutura econômica e social, no desenvolvimento dos serviços e equipamentos urbanos, entre outros desafios estratégicos.

Esse é o caminho para avançar nas atuais bases para o desenvolvimento econômico e social. É a rota que tem sido trilhada!

Hoje, com orgulho, podemos dizer para os companheiros sindicalistas europeus: o Brasil fez diferente e precisa continuar fazendo. Almejamos, e queremos cooperar na luta política, para que o caminho que estamos trilhando seja em breve novamente a escolha dos governos europeus. Aqui temos feito nossa parte!

*- Sociólogo, diretor técnico do DIEESE, membro do CDES – Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social

Apresento a vocês: um eleitor indeciso… que escolheu Dilma

Por Rodrigo Vianna | Via Escrevinhador

Ele trabalha desde muito jovem. Com 15 anos, já ajudava os pais em casa.

Casado, sem filhos, tem pouco mais de 30 anos e hoje vive no litoral paulista. Mas trabalha na capital. Sobe e desce a serra todos os dias: rotina pesada.

A família é de classe média baixa, o pai era contador.

Não vou dar o nome dele. Mas posso dizer que trabalhamos juntos. Na última terça, ao saber que me acompanharia na cobertura eleitoral, puxou papo sobre eleição, e confessou: “cara, até agora não sei em quem votar”.

As pesquisas indicam – mesmo – que ainda há cerca de 5% de indecisos. Um pouco menos, talvez. Numa eleição tão apertada, eles podem mudar o quadro nessa reta final, ajudando Aécio. Ou podem consolidar a vitória de Dilma.

Revelei a meu colega que votaria em Dilma. E ele: “mas o que me incomoda na Dilma são esses escândalos aí do PT.”

“Então você vai votar no Aécio?”.

Ele reage: “eu, não! Ouço falar que ele é da turma do FHC, outro dia vi os dois juntos; não confio nessa turma. Governam pros ricos, eu vejo que a vida de quem trabalha melhorou bastante desde que o Lula entrou. Sinto isso em casa.”

A conclusão: “você está mais propenso ao voto nulo, então?”.

“Não, anular eu acho besteira. Um dos dois vai ganhar. Eu estou indeciso, mas tendendo mais pra Dilma”.

Pausa.

Reparem que as pesquisas diziam – no início da semana – que a maior parte dos indecisos tendia mesmo para Dilma e não para Aécio.

Reparem também que o que impede o meu colega de uma decisão definitiva é a questão dos escândalos.

Por último, reparem que ele não é movido por ódio. Ele não odeia o PT, tem um certo pé atrás depois de tantas acusações. Mas não odeia. Talvez tenha mais ressalvas até ao PSDB.

Depois dessa conversa, pegamos avião, chegamos ao Rio, esticamos até Duque de Caxias. Lá, meu colega indeciso viu de perto o povão emocionado com Dilma na rua. Ouviu as pessoas, sentiu a rua. Trabalhou duro.

De noite, no hotel, seguia indeciso…

No dia seguinte, no café da manhã, soltou como quem não quer nada: “tomara que não pinte viagem a trabalho no domingo, porque eu não quero deixar de votar”.

“Uai, mas você nem sabe em quem votar?”

“Não, eu decidi de ontem pra hoje. Vou votar na Dilma mesmo”, diz ele, com um sorrisinho.

A declaração foi feita algumas horas antes de circularem as novas pesquisas que indicam liderança de Dilma com uma diferença entre 6 e 8 pontos.

Os indecisos, portanto, estão tomando sua decisão. Dilma parece estar ganhando esse jogo.

Depois das pesquisas, o desespero bateu no PSDB. E veio a última cartada tucana: o novo “escândalo” produzido pela mais irresponsável revista brasileira.

O escândalo de “Veja” – que ganhará espaços na Globo, e será exposto por Aécio no debate desta sexta – pode ter alguma influência eleitoral? Pode. Claro.

Mas o eleitor já vinha pesando as denúncias em seu voto.

Quem – depois do “Mensalão”, de Dirceu preso, de tanta pancada em Lula e Dilma – ficou com Dilma até aqui, dificilmente mudará o voto por conta de mais um escândalo pré-eleitoral.

A capa de “Veja” cheira a jogada eleitoral. A Globo – também – está por demais marcada como uma emissora comprometida com os poderosos.

O eleitor que prefere Dilma justamente porque ela “olha mais para os trabalhadores” não vai mudar agora – influenciado por um escândalo claramente produzido no campo inimigo.

Os campos estão bem demarcados. A eleição será apertada e dura até o fim. Mas a tendência de vitória de Dilma parece irreversível.

Por mas que berre a revista da marginal, e por mais que se esforcem os blogueiros atucanados, o eleitor tomou sua decisão.

E o meu colega indeciso consolidou seu voto. Em paz, sozinho, conversando e pesando tudo por conta própria.

Nisso, também, a campanha de Aécio parece ter perdido o timing. A ajuda de “Veja” deveria ter vindo uma semana antes.

Agora, é tarde. Perdeu, playboy.

A última baixaria de Veja: “Dilma sabia de tudo”

Via Brasil 247

A menos de 72 horas das eleições presidenciais, a revista Veja, da família Civita, antecipa sua edição, e publica uma capa que poderá entrar para a história do jornalismo brasileiro como um dos mais sórdidos golpes contra a democracia; a revista da Marginal Pinheiros publica trechos de uma mais um vazamento seletivo da delação premiada do doleiro Alberto Youssef; “O Planalto sabia de tudo!”, teria dito Youssef; “Mas quem no Planalto?”, perguntou o delegado; “Lula e Dilma”, respondeu o doleiro; só mesmo o desespero, após a reversão das pesquisas eleitorais, poderia justificar uma manobra golpista tão escancarada; baixaria sem limites.

247 – A menos de 72 horas das eleições presidenciais, a revista Veja publica uma capa que poderá entrar para a história do jornalismo como um dos mais sórdidos atentados contra a democracia já vistos no País. A reportagem destaca suposto trecho da delação premiada do doleiro Alberto Youssef, em que ele afirmaria que tanto a presidente Dilma Rousseff como seu antecessor Luiz Inácio Lula da Silva “sabiam de tudo” que ocorria na Petrobras.

Os vazamentos seletivos já foram condenados pela Ordem dos Advogados do Brasil e delações premiadas, num contexo político como o atual, podem se converter em mentiras premiadas. Aliás, ontem, o próprio Youssef acusou outro “delator premiado”, seu laranja Leonardo Meirelles, de estar mentindo ao incriminar o PSDB.

Que Veja é e sempre foi tucana, isso jamais foi mistério. Mas não se esperava de uma publicação por onde já passaram nomes honrados do jornalismo brasileiro uma tentativa tão torpe de se sobrepor à soberania popular e golpear a democracia. Baixaria sem limites.

Leia, abaixo, o trecho da reportagem de capa divulgado pela revista, que foi antecipada para tentar mudar o resultado eleitoral:

Na última terça-feira, o doleiro Alberto Youssef entrou na sala de interrogatórios da Polícia Federal em Curitiba para prestar mais um depoimento em seu processo de delação premiada. Como faz desde o dia 29 de setembro, sentou-se ao lado de seu advogado, pôs os braços sobre a mesa, olhou para a câmera posicionada à sua frente e se colocou à disposição das autoridades para contar tudo o que fez, viu e ouviu enquanto comandou um esquema de lavagem de dinheiro suspeito de movimentar 10 bilhões de reais. A temporada na cadeia produziu mudanças profundas em Youssef. Encarcerado desde março, o doleiro está bem mais magro, tem o rosto pálido, o cabelo raspado e não cultiva mais a barba. O estado de espírito também é outro. Antes afeito às sombras e ao silêncio, Youssef mostra desassombro para denunciar, apontar e distribuir responsabilidades na camarilha que assaltou durante quase uma década os cofres da Petrobras. Com a autoridade de quem atuava como o banco clandestino do esquema, ele adicionou novos personagens à trama criminosa, que agora atinge o topo da República. Perguntado sobre o nível de comprometimento de autoridades no esquema de corrupção na Petrobras, o doleiro foi taxativo:

— O Planalto sabia de tudo!

— Mas quem no Planalto?, perguntou o delegado.

— Lula e Dilma, respondeu o doleiro.

Conheça, nesta edição de VEJA, os detalhes do depoimento que Alberto Youssef prestou às autoridades.

Cada profissão tem o Lobão que merece

Por Valter Pomar, em seu blog

A nata da “intelectualidade” reacionária

Quando a mídia quer dar aparência “objetiva” para as suas posições, é comum recorrer à “opinião isenta de um especialista”.

Marco Antonio Villa é um destes “especialistas”.

Sua “objetividade científica” pode ser medida pelo artigo publicado pela Folha de S. Paulo, no dia 23 de outubro de 2014.

Título do artigo?

“Fora PT!”

Citaremos e comentaremos a seguir o tal artigo, reproduzido na íntegra ao final.

Villa começa com uma afirmação que consideramos correta: “estamos vivendo o processo eleitoral mais importante da história da República”.

Mas os motivos dele são diferentes dos nossos.

Consideramos que está em jogo a possibilidade de aprofundar as mudanças iniciadas em 2003.

Já Villa entende que nestas eleições “está em jogo um mandato de 12 anos”.

Aparentemente, ele não fala dos 12 anos passados, mas dos próximos 12 anos.

Segundo entendi, Villa é daqueles que acha que uma vitória do PT em 2014 nos garantiria mais três mandatos presidenciais.

Para nós, a vitória de Dilma não é a vitória do PT tão somente, mas é a vitória das forças políticas e sociais que defendem outro projeto de país.

Para Villa, “caso o PT vença, estarão dadas as condições para a materialização do projeto criminoso de poder –expressão cunhada pelo ministro Celso de Mello no julgamento do mensalão”.

Ou seja: o PT, na opinião de Villa, pode ser resumido a uma organização criminosa.

Convenhamos: quem pensa assim, se for coerente, não vai reconhecer a legitimidade de um futuro governo Dilma e pode vir a romper a legalidade.

E uma hipotética vitória de Aécio, o que seria?

Segundo Villa, neste caso “poderemos pela primeira vez ter uma ruptura democrática –pelo voto– com a vitória da oposição. Isso não é pouco, especialmente em um país com a tradição autoritária que tem”.

Ops!!!

De 1989 a 2010 tivemos 6 eleições presidenciais.

O PT perdeu três e ganhou três.

Villa tem todo o direito de dizer que uma hipotética vitória de Aécio seria uma “ruptura democrática”.

Mas não é sério dizer que seria “pela primeira vez” uma “ruptura democrática –pelo voto’– com a vitória da oposição”.

Pois como todos sabemos, em 2002, com a vitória de Lula, tivemos uma vitória da oposição que com muito mais motivos pode ser qualificada de “ruptura democrática”.

Salvo se…

Salvo se Villa achar que estamos numa ditadura ou algo equivalente a isto.

Temos visto gente do PSDB falar isto nas ruas.

Certamente é o que Villa pensa e por isto ele fala em ruptura democrática pelo voto.

Na opinião de Villa, “o PT não gosta da democracia. Nunca gostou. E os 12 anos no poder reforçaram seu autoritarismo”.

Na nossa opinião, o PT quer mais democracia, mais participação popular, mais controle social, mais transparência, mais liberdade de comunicação.

Acontece que a “democracia” que Villa defende não é a democracia que o PT defende.

E mesmo nos marcos da democracia que Villa defende, façamos uma comparação do governo Aécio com o governo Dilma, em por exemplo dois temas: transparência e liberdade de imprensa.

Em qual governo as informações são mais amplamente divulgadas?

Em qual governo os meios de comunicação são mais críticos ao governo?

Convenhamos, mesmo adotando os critérios que provavelmente são os que Villa considera índices de democracia e autoritarismo, a comparação é clara: no governo Dilma há mais transparência e liberdade de imprensa.

Villa considera que “hoje, o partido não sobrevive longe das benesses do Estado. Tem de sustentar milhares de militantes profissionais”.

Aqui Villa enuncia seus desejos, como se fossem fatos.

Claro que ter militantes profissionalizados, ou seja, recebendo salário para fazer política, seja no Parlamento, nos governos, nos sindicatos e no próprio partido, pode ser importante para qualquer partido.

Aliás, até onde eu sei, Aécio é um exemplo de “político profissional” tradicional, desde antes da maioridade.

Mas no caso do PT (e da esquerda em geral), a experiência destes 12 anos mostra que a maior vitalidade do PT, demonstrada por exemplo neste segundo turno, não vem dos “profissionais da política”.

Pelo contrário, a imensa força e vitalidade do PT vem exatamente daqueles que não recebem salário para fazer política.

A vitalidade do PT vem daqueles que pagam para fazer política, a chamada “militância voluntária”.

Villa afirma que o PT substituiu “o socialismo marxista” pelo “oportunismo, pela despolitização, pelo rebaixamento da política às práticas tradicionais do coronelismo”.

Claro que o pensamento petista é influenciado por diferentes versões do marxismo. Mas falar de “substituição” é forçar a barra, pois a rigor o PT nunca foi “marxista”, ou seja, nunca adotou o marxismo (ou qualquer outra corrente de pensamento) como sua “doutrina oficial”.

Quanto as demais acusações, convenhamos, na boca de Villa viraram mero xingamento. Novamente, sugiro confrontar as acusações com o que está sendo visto nas ruas.

O PT politiza a disputa, ou seja, deixa claro que há uma disputa de projetos de país (não de pessoas, não de partidos somente).

Aliás, a presença do PT na história brasileira, desde 1980, contribuiu para a politização da sociedade brasileira.

O PT estimula a participação das massas populares na política brasileira. O contrário das “práticas tradicionais do coronelismo”.

Quanto a acusação de oportunismo, é preciso lembrar qual o significado desta palavra, a saber: abandonar os objetivos de longo prazo em favor de ganhos de curto prazo.

Cá entre nós: se o PT tivesse mesmo abandonado os seus objetivos de longo prazo, Villa estaria atacando o PT com tanta virulência?

Na verdade, o que irrita Villa é que depois de 12 anos de governo, depois de concessões e alianças que muitos petistas consideram incorretas, o conjunto do PT, o que o petismo significa na e para a sociedade brasileira, continua sintonizado com os interesses da classe trabalhadora.

Para Villa, entretanto, a “socialização dos meios de produção se transformou no maior saque do Estado brasileiro em proveito do partido e de seus asseclas de maior ou menor graus”.

Novamente, fala o tucano, cala o historiador: todos os dados disponíveis apontam para o PSDB como o partido mais envolvido em casos de corrupção.

Portanto, mesmo se todas as acusações feitas ao PT e contra petistas fossem verdadeiras, ainda assim o PSDB ficaria com o troféu de “maior saque”.

O historiador cala e o tucano fala, também, na acusação contra Lula, que Villa acusa de ser “o que há de mais atrasado na política brasileira. Tem uma personalidade que oscila entre Mussum e Stálin”.

Cá entre nós: que tipo de história ensina este senhor, capaz de produzir análises tão desqualificadas?

Villa poderia ter oferecido alguma análise e crítica séria sobre a política de alianças do PT, sobre as relações do PT com setores do PMDB, sobre as concessões feitas a setores do Capital.

Mas ele não fez nada disto. Ele limita-se a ofender o PT e Lula, que segundo ele “fez de tudo para que esta eleição fosse a mais suja da história”.

Ora, ora: foi o PSDB que resolveu colocar no centro da pauta eleitoral o tema da corrupção, do “mar de lama”. É Villa e gente como ele quem trata o PT como uma organização criminosa. E é Lula que está fazendo desta eleição a “mais suja da história”?

Trata-se, digamos, de um problema de “ponto de vista”.

Para Villa, as mentiras divulgadas todo o dia pelo oligopólio da mídia são justas, verdadeiras, corretas, equilibradas e limpas. Já as respostas do PT seriam “sujeira”.

Por exemplo, Villa acusa o PT, “por meio do seu departamento de propaganda –especializado em destruir reputações”, de ter “triturado” Marina Silva “com a mais vil campanha de calúnias e mentiras de uma eleição presidencial”.

Curioso este historiador. Não aponta uma única calúnia, não aponta uma única mentira.

Acontece que o fato, que Villa deveria saber (e neste caso mente), ou não sabe (e neste caso deveria devolver o diploma), é que as “reputações” de Marina e de Aécio não foram “destruídas” pelo PT, mas por eles mesmos.

Marina, ao assumir o programa do PSDB.

Aécio, por ser quem é e defender o que defende.

Por falar em (tentar) destruir reputações: Vila diz que “Dilma nada representa. É mera criatura sem vida própria. O que está em jogo é derrotar seu criador, Lula”.

Novamente, Villa não está observando os fatos. Dilma não apenas tem uma bela história, não apenas tem posições firmes, não apenas é uma grande presidenta, mas também todos percebem hoje que se converteu numa grande liderança popular.

Para horror do PSDB, o PT agora tem duas grandes lideranças nacionais, não apenas uma.

Mas devemos agradecer a Villa por nos lembrar o que o PSDB faria, se tivesse a oportunidade: tentar destruir Lula.

Mas por qual motivo tanto ódio de Lula?

Villa acusa Lula de ter transformado “o Estado em sua imagem e semelhança”. Quem quer que conheça o Estado brasileiro sabe que isto não é verdade. Aliás, fazer uma profunda reforma que democratize o Estado e a política seguem sendo tarefas pendentes.

Villa diz que Lula “desmoralizou o Itamaraty ao apoiar terroristas e ditadores. Os bancos e as estatais foram transformadas em seções do partido. Nenhuma política pública foi adotada sem que fosse tirado proveito partidário. A estrutura estatal foi ampliada para tê-la sob controle, estando no poder ou não”.

Fatos que sustentam esta tese? Nenhum.

A verdade é o oposto do que diz Villa: apesar do PT ter vencido três eleições presidenciais, parcelas importantes da máquina estatal continuam não apenas “autônomas”, como também influenciadas ou até dirigidas pela oposição.

Vejam o caso do STF: tanto Joaquim Barbosa quanto vários dos ministros que acompanharam seu voto na AP 470, foram indicados por Lula e por Dilma.

Na verdade, o ódio contra Lula é menos pelo que ele fez e mais pelo que ele representa, simbólica e historicamente.

Aliás, a parte mais divertida do texto de Villa é quando ele manifesta sua preocupação com o PT. Diz ele: “a derrota petista é a derrota de Lula. Será muito positiva para o PT, pois o partido poderá renovar sua direção e suas práticas longe daquele que sempre sufocou as discussões políticas, personalizou as divergências e expulsou lideranças emergentes”.

Vou repetir: para Villa, derrotar Lula teria efeitos positivos para o PT. Dá para levar a sério, como historiador, como ser pensante e racional, quem é capaz de escrever isto?

Mas não causa divertimento algum ler o seguinte: “principalmente, quem vai ganhar será o Brasil porque o lulismo é um inimigo das liberdades e sonha com a ditadura”.

Insisto: quem fala e pensa isto, amanhã pode começar a pensar em estimular e apoiar um golpe.

Quem considera que o PT deve ser tratado como “os marginais do poder” não vai aceitar democraticamente mais uma derrota eleitoral.

A parte final do texto de Villa é um elogio ao que Aécio representa. Desnecessário comentar aqui, salvo o seguinte trecho: Aécio “representa a ética e a moralidade públicas”.

Como história, é uma fábula.

Mas como política, revela os padrões de ética e de moralidade considerados ótimos pela oposição de direita.

E uma oposição de direita que considera ótimo um candidato como Aécio, só pode mesmo ter “intelectuais” do porte de um Marco Antonio Villa e de um Lobão.

E já que estamos no terreno dos lobões, Chapeuzinho Vermelho e a Vovó devem aumentar seus cuidados.

Pois a seriedade intelectual desta gente é tão grande quanto seu compromisso democrático.

***

Segue o texto na íntegra:

Fora PT! – Marco Antonio Villa – Folha de S.Paulo

Estamos vivendo o processo eleitoral mais importante da história da República. Nesta eleição está em jogo um mandato de 12 anos. Caso o PT vença, estarão dadas as condições para a materialização do projeto criminoso de poder –expressão cunhada pelo ministro Celso de Mello no julgamento do mensalão.

Em contrapartida, poderemos pela primeira vez ter uma ruptura democrática –pelo voto– com a vitória da oposição. Isso não é pouco, especialmente em um país com a tradição autoritária que tem.

O PT não gosta da democracia. Nunca gostou. E os 12 anos no poder reforçaram seu autoritarismo. Hoje, o partido não sobrevive longe das benesses do Estado. Tem de sustentar milhares de militantes profissionais.

O socialismo marxista foi substituído pelo oportunismo, pela despolitização, pelo rebaixamento da política às práticas tradicionais do coronelismo. A socialização dos meios de produção se transformou no maior saque do Estado brasileiro em proveito do partido e de seus asseclas de maior ou menor graus.

Lula representa o que há de mais atrasado na política brasileira. Tem uma personalidade que oscila entre Mussum e Stálin. Ataca as elites –sem defini-las– e apoia José Sarney, Jader Barbalho e Renan Calheiros. Fala em poder popular e transfere bilhões de reais dos bancos públicos para empresários aventureiros. Fez de tudo para que esta eleição fosse a mais suja da história.

E conseguiu. Por meio do seu departamento de propaganda –especializado em destruir reputações–, triturou Marina Silva com a mais vil campanha de calúnias e mentiras de uma eleição presidencial.

Dilma nada representa. É mera criatura sem vida própria. O que está em jogo é derrotar seu criador, Lula. Ele transformou o Estado em sua imagem e semelhança. Desmoralizou o Itamaraty ao apoiar terroristas e ditadores. Os bancos e as estatais foram transformadas em seções do partido. Nenhuma política pública foi adotada sem que fosse tirado proveito partidário. A estrutura estatal foi ampliada para tê-la sob controle, estando no poder ou não.

A derrota petista é a derrota de Lula. Será muito positiva para o PT, pois o partido poderá renovar sua direção e suas práticas longe daquele que sempre sufocou as discussões políticas, personalizou as divergências e expulsou lideranças emergentes. Mas, principalmente, quem vai ganhar será o Brasil porque o lulismo é um inimigo das liberdades e sonha com a ditadura.

Daí a importância de votar em Aécio Neves. Hoje sua candidatura é muito maior do que aquela que deu início ao processo eleitoral.

Aécio representa aqueles que querem dar um basta às mazelas do PT. Representa o desejo de que a máquina governamental esteja a serviço do interesse público. Representa a disposição do país para voltar a crescer –de forma sustentável– e, então, enfrentar os graves problemas sociais. Representa a ética e a moralidade públicas que foram pisoteadas pelo petismo durante longos 12 anos.

Cabe aos democratas construir as condições para a vitória de Aécio. Não é tarefa fácil. Afinal, os marginais do poder –outra expressão utilizada no julgamento do mensalão– tudo farão para se manter no governo. Mas o país clama: fora PT!

Datafolha e Ibope mostram Dilma à frente de Aécio pela 1ª vez no 2º turno

Via Eleições Uol

Pesquisas do Datafolha e do Ibope divulgadas nesta quinta-feira (23) mostram pela primeira vez a presidente Dilma Rousseff (PT), que concorre à reeleição, à frente do senador Aécio Neves (PSDB), fora da margem de erro.

Considerando os votos válidos, Dilma está com 53% das intenções de voto contra 47% de Aécio, segundo o Datafolha. Já de acordo com o Ibope, a petista está com 54%, e o tucano, 46%. Nas duas pesquisas a margem de erro é de dois pontos percentuais.

Nas pesquisas anteriores dos dois institutos, divulgadas no início desta semana, a petista aparecia em vantagem numérica, mas dentro da margem de erro (52 a 48).

No início da semana anterior, Aécio é quem estava numericamente à frente, com 51% das intenções contra 49% de Dilma.

Segundo o Ibope, Dilma cresceu cinco pontos percentuais em uma semana (de 49% para 54%). Já Aécio caiu cinco pontos (51% para 46%) no mesmo período.

Já o Datafolha aponta crescimento de quatro pontos para Dilma (49% a 53%) e queda de cinco para Aécio (51% para 46%).

Votos totais

Considerando os votos totais, Dilma obteve 48%, e Aécio, 42%, no Datafolha divulgado hoje; 5% declararam-se indecisos e outros 5% pretendem votar em branco ou anular.

No Ibope, a petista alcançou 49% das intenções contra 41% do tucano. Há 3% de eleitores indecisos e 7% que pretendem anular ou votar em branco.

Rejeição e avaliação de Dilma

O Datafolha aponta que a rejeição de Aécio atingiu 41% dos entrevistados –em duas semanas subiu sete pontos (era de 34%). Já a rejeição de Dilma é de 37% do eleitorado, seis pontos a menos do que há duas semanas (43%).

Já de acordo com o Ibope, a rejeição do tucano subiu de 35% para 42% do eleitorado em uma semana. Enquanto isso, a da candidata do PT manteve-se em 36%

Segundo o Datafolha, 44% dos entrevistados consideram a administração de Dilma “boa ou ótima”, o maior patamar desde junho de 2013, quando a aprovação da petista caiu de 57% para 30%, em meio aos protestos de daquele mês.

O Datafolha ouviu 9.910 pessoas entre quarta (22) e hoje (23). A pesquisa foi encomendada pelo jornal “Folha de S. Paulo” e pela TV Globo. O levantamento foi registrado no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) sob o número BR-1162/2014.

O Ibope entrevistou 3.010 eleitores, entre segunda (20) e quarta-feira (22), em 203 municípios. A pesquisa foi encomendada pelo jornal “O Estado de S. Paulo” e pela TV Globo. O número de registro da pesquisa no TSE é BR-1168/2014.