Arquivo mensais:setembro 2014

Marina não explica recuo para o agronegócio em desmatamento e reforma agrária

Via RBA

A pedido de ex-ministro da Agricultura, vice entrega regulação ao mercado. Candidata do PSB elogia Embrapa e produtividade quando perguntada sobre desconsideração de mais dois pontos do plano de governo

Marina durante evento em Campinas: desmatamento zero e luta contra transgênicos ficam no passado

São Paulo – A candidata do PSB à presidência da República, Marina Silva, evitou hoje (20) explicação sobre o recuo em duas propostas de seu programa de governo que eram alvo de críticas do agronegócio. As mudanças costuradas por seu vice, o deputado Beto Albuquerque (PSB-SP), se dão justamente no setor que a notabilizou politicamente, no exercício do cargo de ministra do Meio Ambiente e do mandato de senadora.

“Os índices de produtividade foram colocados na Constituição de 1988 exatamente para fazer jus à ideia de que nossa régua deve medir para cima, e não para baixo”, disse Marina, durante entrevista coletiva em Campinas, no interior paulista, em que foi questionada sobre os acordos buscados por Albuquerque.

Esta semana, o parlamentar, conhecido pelo trânsito entre os produtores rurais, esteve reunido com o ex-ministro Roberto Rodrigues, titular da Agricultura em parte do governo Lula. Hoje, Albuquerque fez letra morta de dois pontos centrais do programa de gestão de Marina para o meio ambiente. Primeiro, confirmou que a meta de desmatamento zero a que se refere o documento diz respeito apenas ao corte ilegal de vegetação, e não ao desmate como um todo. Depois, afirmou que não haverá revisão dos índices de produtividade da terra usados para a reforma agrária.

“Vamos criar um programa para premiar a meritocracia sobre a produtividade. Quem não tiver produtividade será desapropriado pelo mercado, e não pelo governo”, esclareceu Beto, numa afirmação que joga por terra o previsto pelo programa de gestão. A página 58, de um total de 242, prevê “atualizar os índices de produtividade agrícola e acelerar o diagnóstico da função social da propriedade rural nos aspectos produtivo, ambiental e trabalhista, permitindo a rápida desapropriação nos casos previstos em lei ou premiando aqueles que fazem uso correto da terra”.

A atualização dos índices de produtividade é uma demanda antiga de movimentos sociais, que não conseguiram nenhum avanço neste sentido ao longo dos doze anos de governo de Luiz Inácio Lula da Silva e Dilma Rousseff. A bancada de representantes do agronegócio no Congresso sempre obteve sucesso em travar a discussão sobre o grau de utilização da terra (GUT) e o grau de eficiência na exploração (GEE), os dois indicadores que definem se uma terra é ou não improdutiva.

Nenhum dos candidatos com chances de vitória nas eleições de outubro aceitou até aqui firmar compromisso pela revisão do índice. Dilma e Aécio Neves (PSDB) não entregaram até o momento seus planos de governo. A presidenta, em eventos ao lado de agricultores familiares, não fez menção ao tema.

Questionada hoje a respeito das posições de Albuquerque, Marina não confirmou nem desmentiu os acordos com o agronegócio. Preferiu uma resposta de 2 minutos e 40 segundos na qual centra a questão em tecnologia como meio de aumentar a produtividade. “Desde sempre, quando era ministra do Meio Ambiente, quando fizemos o zoneamento agrícola da cana-de-açúcar, quando fizemos o plano de prevenção e controle do desmatamento, fizemos a proposta de combater o desmatamento com base em três eixos: ordenamento territorial e fundiário, combate às práticas ilegais e apoio ao desenvolvimento sustentável. E já naquela época o que propugnávamos é que devemos aumentar a produção por meio do ganho de produtividade. Isso requer tecnologia, inovação, infraestrutura logística”, afirmou.

Em seguida, Marina apostou no elogio ao trabalho desenvolvido pela Embrapa, da qual foi crítica quando ministra de Meio Ambiente, entre 2003 e 2008. Na questão específica do desmatamento, a estatal ligada ao Ministério da Agricultura desenvolveu um tipo de soja que se adapta bem ao cerrado, o que foi fundamental na predação de um ecossistema que hoje se vê sob risco de extinção.

“É fundamental apostar nas tecnologias da Embrapa para aumentar a produção por ganho de produtividade. Aliás, o setor agrícola brasileiro nem precisa se preocupar com isso porque desde a década de 1970 que vem aumentando seu índice de produtividade graças à introdução da pesquisa, da tecnologia, da inovação, de novas práticas agrícolas que precisam ser universalizadas para que não se queira voltar ao tempo de aumentar produção por expansão predatória da fronteira agrícola.”

Este não é o primeiro recuo da candidata do PSB no campo de suas bandeiras históricas. Nesta campanha, Marina classificou como “lenda” a ideia de que é contra o uso de sementes transgênicas.

Um discurso feito em 2002 no plenário do Senado, porém, mostrava visão diferente: “Em Gênesis 21,33, o próprio Patriarca Abraão, com mais de 80 anos, resolve plantar um bosque. Quem planta um bosque com quase 100 anos está pensando nas gerações futuras, que têm direito a um ambiente saudável. Era esse o significado simbólico do texto. No Êxodo 22,6, há determinação explícita no sentido de que quando alguém atear fogo a uma floresta ou bosque deverá pagar tudo aquilo que queimou. Talvez essa regra seja mais rigorosa do que as do Ibama. Com relação aos transgênicos, o livro Levíticos 22,9 expressa claramente que não se deve profanar a semente da vinha e que cada uma deve ser pura segundo a sua espécie.”

A verdade sobre a PPP do governo Beto Richa e a Odebrecht

Via Roberto Requião

PEDÁGIO DO GOVERNO BETO RICHA É MAIS CARO QUE O DO LERNER E DO GOVERNO FEDERAL

OBJETO DA PARCERIA PÚBLICO PRIVADA – PPP LICITADA PELO GOVERNO RICHA

Recuperação, ampliação e melhorias do corredor da PR-323 (trecho Maringá-Paiçandu-Cianorte-Umuarama-Perobal-Francisco Alves), através de cobrança de pedágio e pagamento pelo Estado na forma de aporte e contra prestação.

COMO FOI CONTRATADA A PPP

Com base na legislação federal e estadual, especialmente a Lei Estadual 17.046 de 11/01/2012 e o Decreto Estadual 6.823 de 21/12/12, o governo abriu possibilidade de empresas apresentarem projeto de Parceria Público Privada (Concessão Patrocinada) via Procedimento de Manifestação de Interesse – PMI, com apresentação dos respectivos estudos de viabilidade técnica, econômica, ambiental, financeira e jurídica. A única empresa que manifestou interesse, em abril de 2013, foi a Odebrecht Transport Participações SA. No início de setembro de 2013 a empresa apresentou seus estudos e modelagem econômico-financeira do seu interesse, com pesados investimentos nos primeiros 5 anos, demonstrando que seria viável a PPP desde que o Estado pagasse à empresa grande valor adicional. O PMI proposto pela Odebrecht indicou alternativas de tarifas e valores complementares a serem pagos pelo Estado ao longo de 30 anos.

O Governo Richa validou o PMI e, com base nele, lançou o edital com estas principais características:

- implantação de 4 praças de pedágio (em média uma a cada 55 km);

- indicação da necessidade de complementação financeira pelo Estado;

- prazo de 30 anos;

- extensão a ser concessionada de 219,9 km (12,6 km duplicados pelo estado);

- duplicar 163 km até o quinto ano;

- duplicar 44,3 km no ano 16;

Após a licitação, que teve a Odebrecht como única proponente, em setembro/2014 foi assinado o contrato com estes principais parâmetros:

- Valor total: R$ 7,8 bilhões, sendo R$ 5,1 bilhões da receita do pedágio e R$ 2,7 bilhões de pagamento do Estado para a empresa;

- Tarifa básica (automóvel) a ser arrecadada pela Odebrecht de R$ 3,90 por praça ;

- Pagamento do Estado para a empresa de R$ 2,7 bilhões, sendo R$ 295,7 milhões de aporte e R$ 2,4 bilhões de contra prestação (R$ 95,7 milhões por ano durante 25 anos).

COMENTÁRIOS E COMPARATIVO ENTRE OS PEDÁGIOS

A tarifa básica de R$ 3,90 por praça (uma praça a cada 55 km) equivale a 7,1 centavos por quilômetro.

Os R$ 2,7 bilhões que serão pagos pelo Estado correspondem a uma tarifa básica de 3,8 centavos por quilômetro. Então 7,1 centavos serão pagos pelos usuários da estrada e 3,8 centavos serão pagos por todo o povo do Paraná (e a grande maioria não usará a estrada), resultando 10,9 centavos por quilômetro (a valores da proposta de setembro/2013).

Portanto, temos:

Valor médio do pedágio na PPP PR-323 (Governo Richa): 10,9 centavos por quilômetro;

Valor médio do pedágio no Anel de Integração (Governo Lerner) conforme dados da ABCR: 10 centavos por quilômetro;

Valor médio do pedágio da Concessionária VIAPAR (na mesma região da PR-323): 9 centavos por quilômetro;

Valor médio do pedágio nas rodovias federais no Paraná (Governo Federal): 3 centavos por quilômetro a valores atuais.

Pedágio do Governo Richa:

- 9% maior que o pedágio do Governo Lerner (que tem prazo de 24 anos);

- 20% maior que o pedágio da VIAPAR;

- 276% maior que o pedágio do Governo Federal;

- uma praça a cada 55 km e Governo Lerner uma a cada 80 km;

- 34,6% do empreendimento será bancado pelo povo do Paraná (mesmo aqueles que não usarão a PR-323).

COMPARATIVO ENTRE INVESTIMENTOS NA PR-323 E NA MALHA ESTADUAL

R$ 95,7 milhões por ano a serem destinados à PR-323 (219,9 km) correspondem a cerca de 25% da necessidade anual de investimentos para a gestão malha rodoviária estadual (mais de 11.000 km).

A malha rodoviária estadual necessita, com urgência, de modernização (duplicações, terceiras faixas, passarelas, ciclovias, pontes, viadutos, etc.) em mais de 2000 km de acordo com estudos do DER-PR.

Com os R$ 2,7 bilhões a serem pagos pelo Estado à Odebrecht seria possível estruturar um plano de investimentos em mais de 1.000 km atendendo todas as regiões do Estado e gerando enormes benefícios aos paranaenses com eliminação de gargalos e pontos críticos, reduzindo custos de transporte, gerando mais empregos e reduzindo acidentes e mortes.

Para a PR-323, com um volume médio de tráfego da ordem de 8.000 veículos/dia, técnica e economicamente não se justifica essa enorme concentração de recursos (R$ 7,8 bilhões), pois sua segurança e eficiência do transporte poderiam ser garantidas através de duplicações em trechos críticos e terceiras faixas nas rampas acentuadas, com muito menos investimento. Esta seria a visão do estadista e não a do negociante. Estudos do DER-PR mostram que há outras rodovias com maior volume de tráfego, ineficientes, inseguras e com índices mais críticos de acidentes.

FONTES DE DADOS:

DER-PR, Associação Brasileira de Concessões Rodoviárias – ABCR, Procedimento de Manifestação de Interesse – PMI e Contrato DER-PR com a Odebrecht Transport Participações SA.

Legenda: A rodovia PR-323 é uma das rotas previstas para o corredor que liga o Mato Grosso do Sul ao estado de São Paulo

Foto: Gazeta do Povo

É a Amazônia, estúpido!

Via MSIa

A rápida ascensão de Marina Silva nas pesquisas eleitorais, que no momento a apontam como vencedora em um hipotético segundo turno com a presidente Dilma Rousseff, tem levado indivíduos e setores da sociedade geralmente refratários às suas ideias a apoiá-la, motivados pelo desejo de encerrar o reinado do PT no Palácio do Planalto. Embora muitos destes eleitores tenderiam, normalmente, a apoiar o candidato do PSDB, a ultrapassagem de Marina sobre o senador Aécio Neves – aparentemente, consolidada – os está conduzindo a uma opção pragmática em favor da ex-ministra do Meio Ambiente.

Nesse contexto, vale enfatizar alguns aspectos potencialmente de grande importância sobre a trajetória política e os compromissos da ex-ministra com as agendas ambientalista e indigenista, fortemente marcadas por um componente internacionalista, cuja influência nas políticas setoriais brasileiras, nas últimas décadas, apresenta um saldo visivelmente negativo para os interesses maiores da sociedade nacional. Como a grande maioria dos adeptos de tais causas, Marina é uma internacionalista, no sentido de que a sua visão utópica da importância da proteção do meio ambiente e dos “povos da floresta” a situa entre os que consideram que as agendas de desenvolvimento socioeconômico devem ser fundamentalmente subordinadas à proteção ambiental e aos “direitos naturais” daquelas populações (geralmente, consideradas separadamente das sociedades nas quais se inserem), conforme os critérios determinados pelo aparato ambientalista-indigenista internacional. É um fato notório que toda a sua trajetória política se deu sob a proteção deste aparato de poder, encabeçado por organizações não-governamentais (ONGs) estadunidenses e britânicas, que a transformou em uma personalidade de grande visibilidade internacional, como se depreende das numerosas premiações internacionais recebidas por ela, bem como pela sua ruidosa participação na abertura dos Jogos Olímpicos de Londres, em 2012, quando foi convidada para ser um dos porta-bandeiras do pavilhão olímpico (Alerta Científico e Ambiental, 28/08/2014).

Com tais precedentes, uma presidente Marina tenderia a colocar uma ênfase desproporcional nos temas ambientais, na formulação da política externa, em especial, com a sua obsessão com os chamados objetivos de redução das emissões de carbono – item no qual poderá criar atritos com os parceiros do grupo BRICS. Em uma entrevista à revista EU&Fim de Semana do jornal Valor Econômico (5/09/2014), o coordenador do programa de governo de Marina, o ex-deputado federal Maurício Rands, deu uma pista desta perspectiva, afirmando: “Não é porque os países desenvolvidos têm maior responsabilidade com o estado de degradação a que chegou o planeta que os países em desenvolvimento podem ser desobrigados de cumprir metas.”

A propósito, os poderes hegemônicos deverão pressionar uma presidente Marina em dois itens em que desejam esvaziar a posição e a influência do Brasil: a integração sul-americana, com um esvaziamento do Mercosul, intuído nas sugestões de assessores seus sobre uma “aproximação” com a Aliança do Pacífico (cujo PIB conjunto é inferior ao brasileiro), e a consolidação do grupo BRICS como um contraponto à hegemonia financeira do eixo anglo-americano.

Por outro lado, Marina tem acenado que poderia fazer concessões contrárias às suas preferências em itens como a energia nuclear, os organismos geneticamente modificados (transgênicos) e outras, mas dificilmente se poderia esperar dela qualquer iniciativa contrária à meta principal da agenda ambientalista-indigenista – a conversão da Região Amazônica em uma virtual “zona de exclusão econômica”, com a obstaculização do seu pleno potencial de desenvolvimento socioeconômico, a partir da exploração dos seus vastos recursos naturais. Isto é o que espera dela a oligarquia transnacional que tem promovido a sua carreira – nada menos que a consolidação de um regime de “soberania restrita” sobre a Amazônia, preservando-a como uma “reserva de recursos naturais” para usufruto futuro dos seus interesses exclusivistas.

Não é casual que assessores importantes de Marina, como o biólogo João Paulo Capobianco, considerado o seu braço direito, tenha utilizado o discurso que fez em nome da demissionária ministra, na posse de seu sucessor no Ministério do Meio Ambiente (MMA), Carlos Minc, para transmitir o que pensam esses radicais do ambientalismo: “A soberania do Brasil sobre a Amazônia é algo relativo, pois até a lei brasileira prevê que os pais percam a guarda dos filhos, no caso de não os tratarem condignamente (Hora do Povo, 4/06/2008).”

Assim, o pragmatismo que tem percorrido o Centro-Sul do País, quanto às perspectivas eleitorais de Marina, deixa de lado todo o potencial de ameaça que um eventual governo seu representa para a integração plena do País, algo impossível sem uma política de desenvolvimento e modernização econômica para a Amazônia.

Neste particular, é preciso ressaltar que nenhum presidente, desde o governo Collor, se atreveu a confrontar a agenda daquele aparato transnacional, mas, indiscutivelmente, foi na gestão de Marina no MMA (2003-2008) que a sua influência atingiu o auge – não por acaso, a pasta ganhou a alcunha de “Ministério das ONGs”.

É um fato notório que o movimento ambientalista-indigenista é apoiado por grandes carteis transnacionais de alimentos e minérios, em especial, os que gravitam na órbita da aristocracia europeia – na qual a Casa de Windsor atua como uma espécie de primus inter pares. Não por acaso, as casas monárquicas do Velho Continente são grandes promotoras das causas ambientais, atuando por meio de ONGs como o Fundo Mundial para a Natureza (WWF) – que, em 2008, agraciou Marina Silva com a Medalha Duque de Edimburgo, entregue pessoalmente pelo próprio consorte da rainha Elisabeth II do Reino Unido.

Sem qualquer concessão a “teorias conspiratórias”, a presença de Marina no Palácio do Planalto poderá conceder a esse aparato hegemônico uma influência ainda maior na formulação das políticas ambientais e indígenas do País. E, dificilmente, os brasileiros poderão esperar iniciativas e empreendimentos, inclusive, de infraestrutura, que signifiquem perspectivas de progresso para os habitantes da Amazônia.

Por tudo isso, sempre é oportuno recordar o marqueteiro de Bill Clinton, criador do vitorioso mote que impulsionou a sua candidatura à Casa Branca – apenas, em vez de “economia”, podemos dizer: “É a Amazônia, estúpido!” [1]

[1] Bill Clinton – é a Economia, estúpido!

Porque o PSDB está morrendo?

Por Paulo Nogueira | Via DCM

Papo velho

Tarde demais para o PSDB reagir e chegar ao segundo turno, disse o diretor do Datafolha, Mauro Paulino.

Ele se referia ao pequeno avanço de Aécio nos últimos dias nas pesquisas.

A não ser que um milagre ocorra, Dilma e Marina disputarão o segundo turno.

Aécio vai ficar de fora, e será um marco no declínio do PSDB.

Concordo apenas parcialmente com o diretor do Datafolha.

No obituário da campanha tucana de 2014, eu diria o seguinte: o PSDB teve anos para se preparar. Não se preparou. Seria impossível, em poucos dias, recuperar o atraso de tanto tempo.

O PSDB é hoje uma obsolescência.

Seus líderes foram cegos para enxergar as demandas do Brasil moderno.

Em vez de abraçarem a causa do combate à desigualdade, que é a grande questão nacional, eles se fixaram na velha, gasta, mentirosa, oportunista, hipócrita ladainha da corrupção.

Fizeram-se de virgens sendo marafonas.

Os tucanos foram espetacularmente desmascarados por Luciana Genro no debate da CNBB. As palavras de Luciana a Aécio, enumerando os atos de corrupção do PSDB, entrarão para a história da política nacional.

Compare o discurso pseudomoralista de Aécio com o de Dilma: qual tem mais apelo?

Dilma fixou sua campanha na questão social. Vem mostrando os avanços sociais brasileiros nestes anos do PT no poder.

De certa forma, todas as informações que sustentam estes avanços parecem novas, não porque sejam, mas porque a mídia não cobriu nada, ou por miopia ou por má fé.

Do Bolsa Família ao Mais Médicos, das cotas para negros ao Prouni, do aumento do salário mínimo ao Pronatec, a lista de realizações sociais é, inegavelmente, grande.

Podia ser maior? Claro que sim. Podia e devia. Mas é muito mais do que, excetuado Getúlio Vargas, qualquer outra administração fez contra a iniquidade.

Dilma tem o que mostrar e o que falar.

Melhor ainda para ela, certas coisas nem é ela que diz. São os outros. Nesta semana, por exemplo, a ONU informou que o Brasil deixou o “Mapa da Fome”.

Enquanto isso, FHC se diz chocado ao ler a Veja e deparar com denúncias, como se fosse um Carlos Lacerda.

Ele quer enganar a quem com esse choque de araque? Quer conquistar que votos? Os dos leitores da Veja? Ora, estes já são do PSDB. São os antipetistas viscerais.

O presente está perdido para o PSDB, e o futuro também estará a não ser que o partido se reinvente.

Mas com quem?

Com FHC, com Serra, com Aécio?

Esqueça.

Considere o caso do premiê escocês Alex Salmond, derrotado no plebiscito que decidiu se a Escócia permanecia ou não no Reino Unido.

Salmond, conhecidos os resultados, anunciou que deixaria a liderança de seu partido e renunciaria, consequentemente, à chefia do governo.

É preciso encontrar novos líderes, disse.

No Brasil, os chefes políticos só costumam sair de cena num caixão, e é uma pena.

Serra já deve estar pensando em 2018. Aécio provavelmente logo estará pensando nisso também.

Uma empresa se renova com sangue fresco. Um partido também. O PSDB, neste sentido, é a quintessência do bolor.

Os tucanos pagam “militantes” para fingir que Aécio é popular. Mas este tipo de expediente apenas demonstra que o discurso velho do partido não comove ninguém.

O dinheiro compra até o amor verdadeiro, escreveu Nelson Rodrigues.

Mas não compra votos, e o PSDB parece desconhecer esta verdade indestrutível.

Vaias a Aranha são a vitória do racismo na Arena do Grêmio

Por José Antonio Lima | Via Esporte Fino

Aranha durante a entrevista pós-jogo. O goleiro tem brios e não se acovarda diante da pressão (Foto: Reprodução)

O racismo brasileiro, que contesta a existência do preconceito e nega ao negro até mesmo o direito de se sentir ofendido, obteve uma vitória expressiva na Arena do Grêmio, na noite desta quinta-feira 18 em Porto Alegre. Três semanas depois de Aranha ser chamado de “macaco” e “preto fedido”, o goleiro do Santos foi xingado de “viado” e “branca de neve”, vaiado durante o aquecimento e também a cada vez que encostava na bola durante nova partida entre os dois clubes, desta vez pelo Campeonato Brasileiro. Foi uma clara demonstração por parte de muitos torcedores gremistas da “indignação” provocada pelo simples fato, vejamos só o tamanho do buraco, de ter denunciado o ato de racismo do qual foi vítima em 28 de agosto.

Como de costume, houve uma tentativa cínica de negar que as vaias a Aranha fossem uma crítica ao goleiro e, consequentemente, apoio ao ato de racismo anterior. Durante o jogo, vicejava nas redes sociais o argumento de “vaia ser normal no futebol”. Após a partida, essa tese foi encampada por dois repórteres ligados às Organizações Globo, um do SporTV e outro da RBS.

SporTV: Aranha, mas você não acha normal as vaias (sic), o que aconteceu de anormal além das vaias?

Aranha: Eu não ligo com vaia, com manifestação de torcedor, desde que seja do esporte. E a gente, sem ser hipócrita… Porque às vezes também a gente fala as coisas, todo mundo começa a achar o que quer. Todo mundo sabe que a vaia hoje foi diferente.

SporTV e RBS: Diferente por quê?

Aranha (olhando para a repórter da RBS): Você sabe por quê? Por que foi diferente?

RBS: É a pergunta que a gente quer saber.

Aranha: Por tudo o que aconteceu no outro jogo, ou não foi? Ou você concorda com o que aconteceu? Você concorda?

RBS: Eu não tenho que concordar com nada.

Aranha: Ah, você não tem… (que concordar ou discordar)? Por quê? Então você não tá nem aí, é isso?

A conversa é perturbadora e chocante em dois níveis. Em primeiro lugar, pelo fato de os jornalistas partirem do princípio de as vaias não terem relação com o episódio de racismo, uma conclusão que desconsidera todo o contexto e, portanto, configura uma clamorosa e patética mentira. Em segundo lugar, pela busca cega da “isenção” por parte da repórter da RBS diante do claro ato racista do jogo anterior, postura resultante, por óbvio, das regras da emissora e cujo resultado é a dissociação entre o jornalismo e sua causa primária, a defesa da verdade.

Por trás das vaias a Aranha e das perguntas feitas ao goleiro após o jogo está também a construção de uma falsa verdade, a de que o goleiro não foi vítima de um ato racista, mas culpado por fazer torcedores gremistas “perderem a cabeça” ao fazer cera durante o jogo entre Grêmio e Santos pela Copa do Brasil. Defenderam essa tese, para ficar em dois exemplos, diretores do Grêmio, e Eduardo Bueno, também da SporTV. O último a fazê-lo foi Luiz Felipe Scolari, o artífice do 7 a 1, que comparou as denúncias de Aranha a uma esparrela.

O caso envolvendo o goleiro do Santos e a torcida do Grêmio é mais um na lista da moralidade alternativa que vigora no futebol, mas é também emblemático como ferramenta de análise da sociedade brasileira. Quem acusa Aranha, e quem silencia diante da pressão sofrida pelo goleiro, de uma forma ou de outra fortalece a reação à busca pela igualdade, contribuindo de forma perversa para a tentativa de “colocar o negro em seu devido lugar”, invisível e subalterno, onde não incomode com suas reclamações insolentes sobre o “suposto” racismo. É uma postura simplesmente abjeta, que ignora décadas de luta e, como disse o próprio Aranha, a dor de muitas pessoas cujo sofrimento está na base das leis contra o racismo.

Scolari durante o jogo diante do Santos. Antes da partida ele ajudou a construir a “verdade” segundo a qual o goleiro é o culpado (Foto: Divulgação / Grêmio)

Movimentos mandam recado para Marina: Não à independência do BC

Via Escrevinhador

Uma frente de 65 entidades do movimento popular, sindical, estudantil, ambiental e cultural, lançou uma plataforma política aos candidatos à Presidência da República.

A plataforma tem 22 pontos, com propostas para o aprofundamento das mudanças em diversas áreas, como reforma do sistema político, mudanças na política econômica e fortalecimento da educação e saúde pública.

As organizações signatárias deram um sinal à candidata Marina Silva e registraram na plataforma que não aceitam a independência do Banco Central e querem o fim do superávit primário.

Assinam o documento a Associação Brasileira de ONGs (Abong), a Central de Movimentos Populares do Brasil (CMP), a Central Única dos Trabalhadores (CUT), o Fórum do Movimento Ambientalista, o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), o Movimento Nacional de Direitos Humanos (MNDH) e a União Nacional dos Estudantes (UNE).

Abaixo, leia a plataforma e veja a lista completa de signatários.

PLATAFORMA POLÍTICA DOS MOVIMENTOS SOCIAIS

Os processos eleitorais devem ser espaços de debate e afirmações de projetos, que impliquem uma concepção de sociedade e de Estado, pautem as rupturas necessárias para enfrentar as grandes questões estruturais da sociedade, apontem a natureza de nossos problemas e as soluções necessárias. Mas não é isso que percebemos.

Apesar das candidaturas expressarem projetos distintos para o Brasil, cada vez mais os processo eleitorais discutem menos política e se tornam grandes estratégias de marketing, vendendo os/as candidatos/as como mercadorias. Neste “jogo”, o poder econômico ganha de goleada subjugando a política e as instituições públicas aos seus interesses de classe, impedindo as transformações políticas, econômicas, sociais, culturais e ambientais que interessam ao povo brasileiro.

É em razão desta análise que movimentos sociais e organizações de todo Brasil apresentam para a sociedade e para as candidaturas a sua plataforma política para debate no processo eleitoral de 2014. Defendemos que estes são pontos fundamentais pra começar a provocar as rupturas e avanços que tanto lutamos.

1. Reforma do Sistema Político que elimine o “voto” do Poder Econômico nas eleições e nas definições das políticas públicas; que fortaleça os programas partidários, que enfrente a sub-representação dos/as trabalhadores/as, das mulheres, dos jovens, da população negra, indígena e LGBT; que regulamente e efetive os mecanismos de Democracia Direta; e que convoque uma Constituinte Exclusiva e Soberana do Sistema Político. A Constituinte deve ter como prerrogativa central a soberania popular.

2. Democratização dos Meios de Comunicação: implementação das propostas aprovadas na Conferência Nacional de Comunicação e pela descriminalização dos veículos de mídia independente.

3. Democratização da Educação: com universalização do acesso à educação em todos os níveis, principalmente a educação infantil, ensino médio e superior; erradicação do analfabetismo de 14 milhões de trabalhadores/as; garantir a efetividade dos 10% do PIB para educação pública.

4. Programa Massivo de Moradia Popular, que supere o déficit de 8 milhões de moradias à curto prazo.

5. Investimentos Prioritários em Transporte Público de Qualidade, implementando a tarifa zero. Entendemos que é o transporte público que dá acesso a todos os outros direitos sociais constitucionalmente conquistados, como saúde, educação e cultura.

6. Redução da Jornada de Trabalho para 40 horas semanais.

7. Reforma Agrária, que de fato democratize a estrutura da propriedade fundiária e garanta terra a todos/as os sem-terra. Pela publicação do decreto que atualize o índice de produtividade, facilitando a desapropriação do latifúndio.

8. Por uma nova Política Agrária, que garanta a produção e a compra pela CONAB de todos os alimentos produzidos pela Agricultura Familiar. Incentivo a produção de alimentos agroecológicos. A nova política agrária tem que ter como central a soberania alimentar.

9. Por um Plano Nacional de Erradicação do Uso de Agrotóxicos e Transgênicos, em defesa dos bens naturais e da biodiversidade.

10. Reforma Tributária, que inverta o atual sistema que cobra mais dos que menos têm; que tribute a renda e riqueza e não o consumo; que cobre impostos sobre grandes fortunas, sobre herança e sobre transferência de lucros para o exterior; que elimine a Lei Kandir e o Imposto de Renda sobre o salário.

11. Por um Plano de Desenvolvimento da Indústria Nacional, em todos os municípios, com estímulo a Agroindústria Cooperativa e Economia Solidária. Este plano deve apontar para um novo modelo de desenvolvimento, baseado em novas formas de produção, distribuição e consumo.

12. Por Mudanças na Política Econômica, com o fim do superávit primário; que coloque a taxa de juros e de câmbio sobre o controle do Governo, não a autonomia do Banco Central.

13. Pelo compromisso real com o pleno emprego. Pensar a política econômica como elemento essencial para o pleno emprego, garantia de melhores salários e trabalho decente. Contra qualquer tentativa de precarização do trabalho e dos direitos trabalhistas. Garantia de uma política para aos trabalhadores estrangeiros que se encontram no país em situações de violação de direitos humanos.

14. Pela retomada da Reforma Sanitária e pelas reformas estruturais que a Saúde precisa, com aumento do investimento no SUS, fortalecimento da Atenção Básica, popularização dos cursos de saúde, carreira SUS para os trabalhadores, fortalecimento das práticas integrativas e comunitárias e das políticas de promoção à saúde, com efetiva regulação e fiscalização dos planos de saúde, além de fortalecimento do controle social.

15. Democratização do Poder Judiciário, para que a sociedade brasileira tenha controle e possa implementar padrões democráticos na escolha e no mandato dos juízes de Instâncias superiores. Criar mecanismos reais de controle externo de todo o sistema de justiça. Defesa que o sistema de justiça como um todo deva ter políticas que contemplem a diversidade étnico, racial, etc

16. Desmilitarização das PM´s: defesa de uma Policia desmilitarizada e uma nova concepção de política de segurança que não criminalize a pobreza e a juventude, principalmente negra.

17. Pelo fim do Genocídio da Juventude Negra e contra Projetos de Redução da Maioridade Penal.

18. Pelo fortalecimento do sistema público de Previdência, pelo fim do fator previdenciário que prejudica o direito à aposentadoria dos/as trabalhadores/as brasileiros/as.

19. Pelo fim das Privatizações e das concessões dos bens e serviços públicos. O Estado precisa ter instrumentos eficazes de controle das tarifas de água, energia elétrica, combustíveis.

20. Por Políticas de Enfrentamento ao Machismo, Racismo e Homofobia. Defesa da criminalização da homofobia, da união civil igualitária, implementação real da Lei Maria da Penha e politicas para a autonomia econômica e pessoal das mulheres, pela criação do Fundo Nacional de Combate ao Racismo.

21. Pela demarcação imediata das terras indígenas e titularidade e regularização das terras das comunidades quilombolas. Rejeição a todos os projetos e PEC’s em tramitação no Congresso contra os direitos indígenas e quilombolas. Pelo efetivo cumprimento da Convenção 169 da OIT.

22. Por uma Política Externa que priorize as relações com países do Sul, que enfrente o poder das “grandes potencias”, que crie nova ordem de governança mundial. Pela criação do Conselho Nacional de Política Externa.

ASSINAM:

1. Articulação de Mulheres Brasileiras – AMB

2. Articulação dos Movimentos Sociais pela ALBA.

3. Articulação popular e sindical de mulheres negras de São Paulo. APSMNSP

4. Associação Brasileira de agroecologia- ABA

5. Associação Brasileira de ONG’S – ABONG

6. Associação de estudos, orientação e assistência rural – ASSESOAR

7. Associação de Moradores do Bairro Parque Residencial Universitário – AMPAR – Cuiabá

8. Associação de Mulheres Solidárias Criativas – AMSC

9. Central de Movimentos Populares do Brasil- CMP-BR

10. Central Única dos Trabalhadores- CUT

11. Centro Brasileiro de Estudos de Saúde – CEBES

12. Centro de Estudos e Pesquisas Agrárias do Ceará -CEPAC

13. Coletivo de Consumo Rural Urbano de Osasco e Região – CCRU-O.R

14. Coletivo de Mulheres e PLS´s – Casa Lilás – Pernambuco

15. Conselho Nacional do Laicato do Brasil – CNLB

16. Consulta Popular

17. Coordenação Nacional de Entidades Negras-CONEN

18. Diocese Anglicana de Esmeraldas – MG

19. Educafro

20. Escola de Governo – São Paulo

21. Escola de Participação Popular e Saúde

22. Federação dos Estudantes de Agronomia do Brasil-FEAB

23. Federação Paranaense de Entidades ambientalistas – FEPAM

24. Fora do Eixo

25. Fórum de reforma urbana em Alagoas

26. Fórum do movimento ambientalista – BRASIL

27. Fórum do movimento ambientalista de Minas Gerais

28. Fórum do movimento ambientalista de Santa Catarina

29. Fórum do movimento ambientalista do Paraná

30. Fórum do movimento ambientalista do Rio Grande do Sul

31. Fundação Campo Cidade e Coletivo de Bombeiros Civil do Estado de São Paulo- FCC

32. Instituto De Estudos socioeconômicos- INESC

33. Instituto Democracia Popular – Curitiba – PR

34. Levante Popular da Juventude

35. Marcha Mundial das Mulheres

36. Movimento Camponês Popular- MCP

37. Movimento das Comunidades Populares

38. Movimento das Mulheres Camponesas-MMC

39. Movimento de ação e identidade socialista – MAIS

40. Movimento dos Atingidos por Barragens-MAB

41. Movimento dos trabalhadores e trabalhadoras do campo-MTC

42. Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem terra- MST

43. Movimento Ibiapabano de Mulheres – MIM (Ceará)

44. Movimento Nacional de Direitos Humanos (MNDH)

45. Movimento Nacional de Rádios Comunitárias

46. Movimento Nacional pela Soberania Popular Frente à Mineração – MAM

47. Movimento pela soberania Popular sobre a mineração- MAM

48. Movimento Popular de Saúde – MOPS

49. Movimento Quilombola de Sergipe

50. Movimento Reforma Já

51. Organização Cultural e Ambiental – OCA – Hortolândia – SP

52. Plataforma dos Movimentos sociais pela reforma do Sistema Político

53. Pólis

54. Rede Economia Feminismo – REF

55. Rede Fale

56. Sempreviva Organização Feminista – SOF

57. Sindicato dos Petroleiros de Duque de Caxias

58. Sindicato dos Produtores Orgânicos e Familiares do Paraná – SINDIORGÂNICOS

59. Sindicato dos Psicólogos de São Paulo – SinPsi

60. Sindicato dos Trabalhadores da Agricultura Familiar de Sumaré e Região – SINTRAF

61. Sindicato dos Trabalhadores em Educação de Pernambuco – SINTEPE

62. Sindicato dos Trabalhadores em Educação de Roraima (SINTER).

63. Sindicato Unificado dos Petroleiros do estado de São Paulo – SINDIPETRO

64. UNEAFRO

65. União Nacional dos Estudantes- UNE

88% aprovam mais ciclovias em São Paulo, diz estudo

Via Pragmatismo Político

Maioria da população de São Paulo aprova a ampliação das ciclovias, revela pesquisa (Imagem: Pragmatismo Político)

Maioria da população de São Paulo aprova ampliação das ciclovias. Tema gerou polêmica esta semana. Senador Aloysio Nunes disse que as ciclofaixas atrapalhavam ‘ricos’ de Higienópolis. Professora da PUC falou em ‘propaganda do PT’

Apesar da polêmica com a criação de espaços exclusivos para o tráfego de bicicletas e a consequente diminuição do espaço para carros nas ruas da capital paulista, 88% dos paulistanos são a favor da construção e ampliação de ciclovias. Isto é o que aponta a oitava edição da pesquisa sobre mobilidade urbana realizada pelo Ibope e pela Rede Nossa São Paulo divulgada nesta quinta-feira.

Além da aprovação do paulistano às ciclovias na cidade, o levantamento mostra que nove em cada 10 moradores da capital paulista aprovam a ampliação das faixas exclusivas para ônibus, criadas na gestão do prefeito Fernando Haddad (PT). A íntegra da pesquisa pode ser vista aqui.

Polêmica

Ainda esta semana, o senador Aloysio Nunes (PSDB-SP) afirmou que as ciclofaixas incomodavam os moradores de Higienópolis, bairro nobres de São Paulo. A professora de semiótica da PUC, Lucia Santaella, foi mais longe. No Facebook, alertou para o fato de que o vermelho é “uma descarada propaganda do PT”, ou uma encomenda “do diabo em pessoa”. O TRE-SP, por sua vez, rejeitou por unanimidade a ação judicial que relacionava a cor da ciclofaixa à suposta propaganda partidária.

com Rádio Bandeirantes