Por Eduardo Mira | Via Requião PMDB

Gazeta do Povo/Reprodução
As chuvas dos últimos dias já causaram estragos em pelo menos 18 municípios do Paraná. Em Francisco Beltrão, o Rio Marrecas subiu 4 metros e 20 famílias estão desabrigadas. Ruas estão alagadas e a população está em alerta.
As cheias acontecem algumas semanas depois de o atual governo cortar R$ 10 milhões que estavam destinados à gestão de riscos naturais, como enchentes e vendavais, para saldar uma dívida com o BRDE.
O governador Beto Richa, que se afastou do governo por uma semana para se dedicar exclusivamente à campanha eleitoral, desamparando ainda mais os desabrigados, assinou no início de setembro o Decreto 11.994, cortando cerca de R$ 200 milhões a título de “remanejamento orçamentário”.
A verba deveria ser investida em equipamentos e mapeamentos para modernizar o sistema de monitoramento, prevenção e alerta de desastres naturais. Segundo os especialistas no assunto, o monitoramento permite que as autoridades saibam com antecedência de três dias a incidência de desastres naturais.
Até a manhã desta segunda, os temporais haviam prejudicado 1.429 pessoas, segundo o último boletim divulgado pela Defesa Civil. O mau tempo danificou 153 residências e ao menos 38 pessoas permaneciam desalojadas, ou seja continuam abrigadas na casa de amigos ou parentes. Cascavel, no oeste – com 270 pessoas atingidas -, Nova Tebas, no norte – outras 258 – e Nova Cantu, na região central – com mais 200 – são as cidades mais atingidas pelo mau tempo.
A previsão para os próximos dias, conforme o Sistema Meteorológico do Paraná (Simepar), é de mais chuvas, principalmente no sul, oeste e sudoeste do estado, em especial nas áreas mais próximas da divisa com Santa Catarina.
