Por Bob Fernandes | Via Facebook
É de Apparício Torelly, ou Aporelly, o Barão de Itararé, a frase “Há qualquer coisa no ar, além dos aviões de carreira”.
No momento, além dos aviões de carreira deve haver jatinhos no ar. Voando para o exterior.
Teve início há semanas -e prossegue com vindas e idas- uma revoada de executivos, e mesmo donos de algumas das empresas citadas em investigações da “Operação Lava Jato”. Aquela do escândalo na Petrobras.
Há investigações paralelas. A Controladoria- Geral da União (CGU) atua em colaboração com outras instituições e rastreia o uso de dinheiro público.
A Polícia Federal prendeu, entre outros, o doleiro Alberto Youssef e o agora delator Paulo Roberto. A Petrobras, onde Paulo Roberto Costa foi Diretor de Abastecimento, também faz uma devassa.
Algumas empresas e executivos foram convidados a confirmar certos detalhes do exposto pelo delator; em resumo, sobre frutos da relação entre corruptos e corruptores.
Assustados com os fatos, e com a boataria sobre ordens de prisão que grassa no Grand Monde, alguns decidiram levantar voo.
Sinal dos tempos. Na investigação das ações de PC Farias no governo Collor, o inquérito-mãe da PF tinha 100 mil páginas.
À época foram indiciados mais de 100 empresários e de 400 empresas. Tudo prescreveu. Preso só PC Farias, e por ter cometido os mesmos erros de Al Capone.
Naqueles dias, os de PC no governo Collor e até o início da Era FHC, fraude no Imposto de Renda dava cana. Iniciativa, a cadeia para tombos no leão, tomada na esfuziante largada da aventura Collorida.
Segundo a CGU, nos últimos 14 anos 4.938 funcionários públicos foram expulsos ou tiveram cassadas suas aposentadorias.
Desses funcionários,119 eram da própria Polícia Federal. PF que nesse período, e até maio último, fez 2.226 operações com 24 mil 881 presos.
No rastro da legislação pós Collor e de CPIs Brasil afora, de vereadores até o topo dos legislativos e executivos cerca de 700 políticos tiveram direitos cassados desde meados e final dos anos 90
Hoje a metade do Congresso Nacional, 224 parlamentares, responde a 542 acusações no Supremo Tribunal.
Paulo Roberto Costa mudou de opinião e decidiu delatar. O doleiro Youssef não tem sido aconselhado a fazer e não pretende o mesmo. Até aqui.
Mas, diante dos fatos e boatos, há algo no ar além dos aviões de carreira.
