Por Bob Fernandes | Via Facebook
Quem perde, ou ganha, com os vazamentos de Paulo Roberto Costa, o ex-diretor da Petrobras que teria US$ 23 milhões em contas na Suiça e delatou para tentar escapar a 50 anos de cadeia?
PMDB, PP e PT são os alvos principais. João Vaccari, Secretário de Finanças do PT, é um dos citados.
E se nada for provado? Pouco importará. O estrago já terá sido feito.
Em 2010, Erenice Guerra, da casa Civil da Presidência, foi massacrada. Há dois meses aquela denúncia foi arquivada pela justiça federal a pedido do Ministério Público. Por falta de provas.
Na lista de quase 40 nomes agora vazada, ministros, senadores, deputados, os ex-governadores Sergio Cabral (RJ) e Roseana Sarney (MA), do PMDB, e Eduardo Campos, do PSB, já morto.
Acossada por suas contradições e seguidos recuos, Marina se vê obrigada a defender a memória do morto. E a explicar o que seria “novo” no PSB e no seu entorno.
Já Dilma terá que explicar tantos vivos há tanto tempo na Petrobras, no governo e entre seus aliados.
Há quem imagine benefícios para Aécio depois dos vazamentos. Não será fácil. No pacote vazado brilha também o PP, grande parceiro do PSDB e de Aécio em Minas.
O governador Alberto Pinto Coelho é do PP. Dinis Pinheiro, vice de Pimenta da Veiga, candidato tucano ao governo de Minas, também é do PP.
Aécio acusa: “É o mensalão 2″. A rigor é o quarto desses escândalos denominados “mensalão”.
O do PT foi o segundo, o terceiro foi o do DEM em Brasília, e o primeiro, do longevo 1998, é o do próprio PSDB, e ainda a ser julgado em Minas.
A campanha atual já arrecadou R$ 352 milhões. Entre as empresas que teriam sido citadas pelo delator estão empreiteiras, nessa eleição novamente no rol dos mega doadores.
Nesse jogo a regra é clara e vale para todos os grandes partidos: eu dou e vocês devolvem no governo.
Paulo Roberto dizia: “Se eu falar, não vai ter eleição”.
Na eleição passada outro Paulo falou: Paulo Vieira de Souza, a quem chamaram de “Paulo Preto”.
Diretor da Dersa no governo tucano de Serra, aquele outro Paulo já alertava nos tempos da CPI Delta & Cachoeira:
-Se abrirem as contas de São Paulo e Rio, o Brasil cai.
Ou se reforma a Política pra valer ou seguirá a podridão generalizada.
