Arquivo mensais:agosto 2014

Conheça que empresas mais doaram aos presidenciáveis até agora

Via Pragmatismo Político

Dilma Rousseff, Aécio Neves e Eduardo Campos são os candidatos que mais receberam doações de empresas privadas (Edição: Pragmatismo Político)

Até agora, a JBS Friboi, a Ambev e a construtora OAS foram responsáveis por 65% do financiamento das campanhas eleitorais para a Presidência da República. De acordo com levantamento do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), os 11 candidatos a presidente e seus comitês financeiros já arrecadaram R$ 31,2 milhões.

Só a JBS Friboi doou R$ 5 milhões para a campanha de Aécio Neves e a mesma quantidade para a campanha petista, além de R$ 1 milhão ao PSB, de Eduardo Campos. Segundo comunicado, a empresa afirma: “Nossas doações seguem as relações que mantemos com os partidos, tanto nacionalmente quanto nos Estados. As doações ao PT e ao PSDB foram maiores por conta da maior presença e pulverização desses partidos no país”.

Os R$ 11 milhões investidos pela JBS representam 35% do total geral desta primeira rodada de contas eleitorais.

A Ambev repassou um total de R$ 6,7 milhões, sendo R$ 4 milhões para a Dilma, R$ 1,2 milhão para Aécio e R$ 1,5 milhão para Campos. Já a OAS doou R$ 2,6 milhões, sendo R$ 2 milhões para a campanha tucana e o restante para a campanha do PSB.

Arrecadação

Até agora, Aécio lidera a corrida pelo dinheiro, com R$ 11 milhões arrecadados. Dilma conseguiu R$ 10,1 milhões. Eduardo Campos, R$ 8,2 milhões. Juntos, os três representam 94% do total.

O tucano também lidera o ranking de gastos entre os presidenciáveis. Seu comitê registrou despesas de R$ 6,6 milhões até o momento.

O maior gasto foi com a empresa 2014 Comunicação (R$ 3,7 milhões). No rol de despesas de Aécio constam também R$ 319,2 mil para uma empresa que freta jatos.

com TSE e 247

A cobrança diferenciada para pagamentos à vista é justa

Por Carlos Penna Brescianini

O desconto é justo sim. As operadoras de cartões (master e visa) são um oligopólio e impõem seu uso aos lojistas. E cobram um percentual médio que vai de 2% a 5% do preço da compra.

A partir do instante que o comprador não usa o cartão, não deve pagar por um serviço desnecessário e que lhe encarece o preço final.

O que não se compra, não se paga. Simples assim.

O que ocorre é que o desconto do pagamento à vista em dinheiro, não precisa de cartão e por isso não pode estar no preço do produto. Assim, o desconto à vista é corretíssimo.

A preocupação das operadoras de cartão é de que as pessoas entendam que o custo do cartão está embutido no preço dos produtos e passem a realizar mais compras à vista, iniciando uma curva decrescente nos lucros dessas operadoras.

Isso obrigará as operadoras baixarem o seu custo cobrado às lojas, de modo a tornar vantajosa a compra com cartão de novo. Os preços cairão, os juros cairão, a inflação cairá e as operadoras e seus bancos terão lucros reduzidos.

É a velha briga contra o capital financeiro.

Quando o projeto do Requião foi ter votada a urgência, vários senadores, como Ana Amélia (PP-RS), tiraram a carapuça e passaram a defender contra a urgência e o projeto. Agora, que o projeto foi aprovado, vem a onda dos defensores das operadoras.

Santayana: A Vivo, a Tim e a GVT

Por Mauro Santayana, em seu blog

(Hoje em Dia) – Disposta a consolidar, a ferro e fogo, seu controle sobre o mercado brasileiro de telecomunicações, a Telefónica da Espanha, dona da Vivo, volta agora sua cobiça para a GVT.

Segundo anunciado pela imprensa europeia, a empresa ofereceu ontem à Vivendi francesa, pouco mais de 20 bilhões de reais pelas operações da GVT no Brasil.

Antes, já tentara tomar, indiretamente, parte do controle da TIM, com a compra de participação acionária em sua matriz. As ligações entre a Telefónica e a Telecom Itália, que estaria também interessada na compra da GVT, são apenas a ponta do iceberg do mercado mundial de telecomunicações: um negócio gigantesco, no qual meia dúzia de sujeitos, donos de meia dúzia de grandes empresas privadas, explora centenas de milhões de consumidores, levando dinheiro, a cada vez que eles usam um telefone fixo, um computador, um celular ou uma televisão.

As únicas nações que escapam disso, dessa verdadeira escravidão digital, são aquelas que mantiveram suas próprias telecoms – grandes companhias de telecomunicações – nas mãos do estado, como fez a China, por exemplo, dona da maior empresa de telecomunicações do mundo, condição da qual o Brasil abdicou ao esquartejar e vender, majoritária e criminosamente a estrangeiros, a área de prestação de serviços da Telebras, no final dos anos 1990.

A Telefónica ganhou, líquidos, no primeiro semestre de 2014, dois bilhões e seiscentos e cinquenta milhões de reais no Brasil, triplicando, entre abril e junho, os lucros do primeiro trimestre, que foram de 660 milhões de reais. Além dos bilhões que envia todos os anos para a Espanha, a empresa, que deve centenas de milhões de reais ao BNDES, ainda cobra “juros” sobre o capital de sua subsidiária brasileira, que pelo que se prevê, chegarão, em 2015, a quase 100 milhões de euros.

É preciso lembrar ao CADE – Conselho Administrativo de Defesa Econômica, ao Congresso, à imprensa e à sociedade, que, na área de telecomunicações, o que o Brasil precisa não é de uma situação de virtual cartel, com grandes empresas estrangeiras controlando cada vez mais nosso mercado, mas de novos concorrentes, que possam oferecer serviços melhores e a um custo menor para um público que já paga, por péssimos serviços, segundo organizações internacionais, das maiores tarifas de telefonia celular do mundo.

No Brasil, o que precisávamos, desde o início, era de uma empresa privada 100% nacional que pudesse fazer isso, ou que a TELEBRAS tivesse sido mantida no mercado para fazer frente aos espanhóis, italianos e mexicanos que para aqui vieram na década de noventa.

A compra da GVT pela Telefónica, caso seja concretizada, evidenciará duas coisas: a irresponsável entrega do mercado nacional para uma empresa estrangeira, e a total inexistência, no Brasil, de uma política de defesa da concorrência digna desse nome.

Recuo da produção industrial e desindustrialização

Por Rodrigo Medeiros, via Jornal GGN

De acordo com o IBGE, a PIM-PF Regional, houve o recuo da produção industrial em 11 dos 14 locais pesquisados em junho deste ano. A queda acumulada no Brasil foi de 2,6% no primeiro semestre. A indústria encontra-se praticamente estagnada nos últimos 12 meses, chegando a acumular quedas de 2,9% no Espírito Santo nesse mesmo período e 1,8% em São Paulo. Segundo informou a CNI, o coeficiente de penetração das importações industriais gerais foi de 22,5% para o primeiro trimestre do ano, tendo o mesmo crescido desde 2011.

Um tema complexo e que mobiliza a atenção de distintos fóruns diz respeito ao fenômeno da desindustrialização. Pode-se muito bem dizer que este é um fenômeno presente em muitos países, mas que para o caso brasileiro apresenta algumas adversidades adicionais pelo fato de que a nossa desindustrialização se iniciou antes de termos nos tornado um país desenvolvido. Citarei abaixo alguns poucos aspectos do projeto de pesquisa que desenvolvi com o pesquisador Marcos Aurélio Lannes Jr., do Instituto Federal do Espírito Santo (Ifes).

Segundo o IBGE, nas Cotas Regionais, a participação da indústria de transformação no valor adicionado foi de 14,6% em 2011. Os serviços responderam por 67,0% e a agropecuária por 5,5%. No Espírito Santo, objeto central da nossa preocupação na pesquisa, a indústria de transformação é responsável por 10,5% do valor adicionado, sendo que a indústria extrativa adiciona 22,3% do valor, os serviços 55,2% e a agropecuária 6,2%.

A indústria sofreu uma perda expressiva de competitividade na fabricação de manufaturados nos últimos anos. Elevações dos salários, dos preços da energia e a valorização do câmbio aumentaram fortemente os custos de produção no Brasil, tendência não compensada pelos ganhos de produtividade. Tornou-se uma “sabedoria convencional” dizer que o caminho é tornar o setor produtivo mais inovador, ainda que a competição por mão de obra qualificada com o setor de serviços seja desfavorável à indústria. Enquanto a indústria encontra grandes dificuldades de repassar o aumento real dos salários dos trabalhadores ao preço final dos produtos, os serviços conseguem pagar mais para os funcionários elevando os seus preços por não serem tão sujeitos à competição estrangeira.

Países que ignoram “a saúde” de suas indústrias de transformação correm perigo. Para Dani Rodrik, do Institute for Advanced Study (Universidade de Princeton), “sem uma vibrante base manufatureira, as sociedades tendem a ser divididas entre ricos e pobres”. A produtividade do trabalho é, em média, 75% maior nas manufaturas do que no restante da economia. Maior produtividade representa maior probabilidade de distribuir renda com baixo conflito social.

Pesam atualmente sobre nós os desafios da produtividade, que passa pela elevação qualificada dos investimentos em infraestrutura e educação. Essa questão é mais complexa para as unidades federativas menos desenvolvidas. Afinal, existem sérias dificuldades de articulação de políticas de desenvolvimento regional na Federação. Uma burocracia pesada e onerosa tampouco facilita a realização de investimentos públicos e privados mais complexos, algo que impacta adversamente na produtividade da economia brasileira.

Rodrigo Medeiros é professor do Ifes (Instituto Federal do Espírito Santo)

Rússia fecha mercado aos países que lhe impuseram sanções

Via RT

Telegraph/Reprodução

O presidente da Rússia, Vladímir Putin, firmou um decreto o qual proíbe ou restringe, por um ano, a entrada de produtos dos países que estão impondo sanções contra a Rússia.

O decreto que trata “da aplicação de determinadas medidas econômicas especiais, para garantir a segurança da Federação da Rússia”, entrou em vigência ontem (6), segundo o site do Kremlin.

É previsto que as medidas aprovadas vigorem por um ano.

Desde esta quarta (6) está proibida ou restringida a entrada em território russo, de produtos agrícolas, alimentos e matérias-primas originários dos países que se uniram as políticas de sanções de Washington e Bruxelas.

As medidas tomadas por Putin aplicam-se aos Estados que “decidiram impor sanções econômicas contra pessoas jurídicas ou físicas russas, ou se uniram a decisão”, segundo o documento. Desta forma, Rússia fecha seu mercado aos produtos dos EUA, União Europeia, Noruega, Austrália e Canadá.

O presidente russo instruiu ao governo que determine os produtos que não podem ser importados dos países que adotaram sanções contra Moscou. A listagem dos produtos agrícolas e alimentícios cuja entrada será proibida em território russo já está em realização, segundo a porta-voz do primeiro-ministro russo, Natalia Timakova.

O setor agrário russo deve assumir a produção de mercadorias que antes eram importadas

A agroindústria russa tem suficiente capacidade para compensar os produtos que a Rússia proibiu de importar, provenientes dos EUA, UE, Noruega, Austrália e Canadá, países que estão embargados devido a sanções aplicadas contra a Rússia, afirmou a Itar-Tass, o diretor da Associação de Produtores e Provedores de Produtos Alimentares, Maxim Protásov.

Muitas categorias de produtores russos estão dispostos a aumentar a capacidade de produção para atingir este objetivo, assegurou Protásov.

Além disso, o decreto de Putin fomenta indiretamente o consumo de produtos orgânicos do mercado local, segundo o presidente do Comitê da Duma, a Estatal de Questões Agrícolas, Nikolái Pankov.

Ainda segundo o político, as medidas aprovadas pelo presidente russo também estimularão a produtividade da agricultura, atraindo maiores investimentos nas empresas dos ramos agrícolas correspondentes, resultando em aumento dos postos de trabalho no setor agroindustrial.

Na última terça, o chefe do Estado russo transmitiu ao governo instruções no sentido de preparar uma resposta “cautelosa” as sanções do Ocidente. “Devemos atuar com muito cuidado a fim de apoiar aos produtores nacionais e não prejudicar os consumidores”, sublinhou o presidente.

No último dia 29, a União Europeia impôs sanções econômicas a Rússia, estas afetam os setores da indústria petroleira e da Defesa, produtos de duplo uso e tecnologias sensíveis. As sanções entraram em vigor dia 1 de agosto.

Tradução: Rennan Martins

Banalidade e entropia na cobertura eleitoral

Por Luciano Martins Costa, via Observatório da Imprensa

Abandonada há muitos anos pelos pesquisadores, a Teoria Matemática da Comunicação, elaborada em 1948 pelo matemático americano Claude Shannon, voltou a ser aplicada recentemente em estudos sobre as trocas de informações em sistemas digitais. Basicamente, trata-se de mensurar a eficiência do processo de transmissão do valor ou significado de mensagens, quando submetido aos efeitos da entropia, redundância, ruídos e imprevisibilidades.

O assunto é parte central das preocupações de programadores e criadores de aplicativos, que precisam de um máximo de resultado com o menor dispêndio de energia e da capacidade de armazenagem ou manipulação de dados. No entanto, continua sendo um campo de conhecimento desprezado pelos estudiosos da comunicação jornalística, que hipoteticamente deveriam levar em conta a eficiência de suas mensagens, num ambiente cada vez mais afetado pelas probabilidades de interpretação correta do enunciado.

Em muitos congressos de jornalistas, como o recente encontro promovido em São Paulo pela Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo (Abraji), o tema da precisão das informações é comumente situado no processo de coleta dos dados que irão compor uma reportagem. Por isso há sempre uma grande ênfase na organização de bancos de dados e em métodos para análise de valor das informações.

Associar o histórico de eventos semelhantes é tido como um dos métodos mais eficientes para a investigação jornalística. No entanto, quase sempre se ignora que tanto o fenômeno da entropia como seu contrário, a redundância, podem estar presentes na origem, ou seja, nos dados que o investigador vai buscar como sendo sua fonte primária.

Toda informação sofre alguma distorção ao ser retirada de sua origem e transposta para um novo contexto, e por isso se considera que não é a soma de informações que assegura a ordem orgânica do sistema, mas seu potencial de evitar a perversão produzida pela entropia. Por isso se ensina que evitar anomalias na ordem das informações pode ser mais importante do que coletar dados.

Material de campanha

O leitor habituado a abordagens diretas dos assuntos tratados diariamente pela imprensa deve estar se perguntando: o que isso tem a ver com a análise do jornalismo brasileiro?

Essa questão é respondida de maneira direta e muito mais simples pelo colunista Janio de Freitas ao analisar o barulho que faz a imprensa brasileira com o fato de que autoridades convocadas a depor na CPI da Petrobras receberam treinamento especial antes de responder as perguntas dos senadores.

O articulista da Folha de S.Paulo observa que perguntas de aliados em comissões de todo tipo são feitas para isso mesmo: para facilitar a vida do depoente e, se possível, neutralizar os ataques dos adversários. Para isso se fazem os ensaios que os profissionais de comunicação chamam de media training – é o mesmo processo pelo qual os assessores de um entrevistado o preparam para tirar proveito das perguntas dos jornalistas.

É claro que esse treinamento é feito com base nas questões que estão em evidência, e que muito provavelmente farão parte dos interrogatórios e debates para o qual se está preparando. Nas entrevistas do governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, por exemplo, é evidente o estilo recomendado por seus assessores, que criaram para ele o papel do administrador que está sendo constantemente surpreendido pelos fatos desagradáveis e prometendo que tudo será “rigorosamente apurado”.

No caso da Petrobras, como constata Janio de Freitas, o media training apenas mostra que os representantes da oposição não investigam nada – “apenas ciscam pedaços de publicações para fazer escândalo”.

Na opinião deste observador, é isso e algo mais: oposição e imprensa hegemônica se mesclam em perfeita simbiose, atuando em conjunto para criar constrangimentos ao grupo político que está no poder em Brasília.

O “manchetômetro” da Universidade Estadual do Rio de Janeiro (citado aqui na sexta-feira, 1/8) demonstra o partidarismo predominante nos principais jornais de circulação nacional.

O jornalismo investigativo, se aplicado objetivamente no cotidiano com o mesmo entusiasmo que desperta nos alegres convescotes de acadêmicos e repórteres aposentados, com certeza ajudaria a imprensa a revelar os vícios da nossa República – em todas as instâncias. Mas o interesse não é investigar: é apenas produzir material de campanha.

Império na ofensiva

Por Igor Fuser, via Brasil de Fato

Na América Latina, o imperialismo se encontra em ple­na ofensiva para destruir o campo político progressista que tem como expressões mais importantes a Venezue­la, a Argentina e o Brasil

Em 1992, no contexto do fim da Guerra Fria e da vitória militar dos Estados Unidos sobre o Iraque na 1ª Guerra do Golfo, um grupo de altos funcionários do go­verno estadunidense, coordenado por Paul Wolfowitz, elaborou um texto com as linhas mestras para a estraté­gia de Washington após a dissolução da União Soviética.

O Relatório Wolfowitz, como ficou conhecido, estabele­ceu duas prioridades centrais. A primeira: prevenir o sur­gimento de uma nova potência capaz de desafiar os EUA em escala global. A segunda: dissuadir “potenciais com­petidores” de contrariar os interesses estadunidenses em qualquer região do planeta.

Passados mais de vinte anos, essas metas continuam a nortear a política externa dos EUA. Elas explicam a atual ofensiva do imperialismo em cenários tão dife­rentes quanto a Ucrânia, a América Latina e o Orien­te Médio.

O governo de Barack Obama agiu de modo delibera­do ao romper o equilíbrio político da Ucrânia a fim de in­cluir aquele país na Otan, com vistas a debilitar a Rús­sia (potência regional refratária aos ditames de Washing­ton), manter a União Europeia sob o controle do Tio Sam e bloquear o projeto de integração da Eurásia impulsiona­do pela Rússia e pela China (única potência em condições de rivalizar com os EUA).

Na América Latina, o imperialismo se encontra em ple­na ofensiva para destruir o campo político progressista que tem como expressões mais importantes a Venezue­la, a Argentina e o Brasil. Tanto a campanha de desesta­bilização do presidente Nicolás Maduro quanto a cum­plicidade de Washington com o ataque dos “fundos abu­tres” à Argentina obedecem à mesma lógica, de dobrar a região do mundo que mais tem se mostrado insubmissa aos EUA.

A campanha contra o Irã (outra possível potência regio­nal) e o apoio incondicional às ações genocidas de Isra­el (o pit bull de estimação do Império) estão igualmente a serviço dessa estratégia mais geral que o cientista político Immanuel Wallerstein definiu como “a tentativa de res­taurar o irrestaurável: a hegemonia estadunidense no sis­tema-mundo”. Segundo ele, “isto faz dos Estados Unidos um ator muito perigoso”.