Aécio não quer participação popular na Reforma Política

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Via Muda Mais

Aécio tem dito por aí que, se eleito, lutará com unhas e dentes para promover a reforma política no Brasil. Legal, Aécio. Essa é uma proposta antiga do governo Dilma. O problema do discurso do presidenciável é que ele quer fazer tudo a portas fechadas, sem participação popular.

Enquanto a presidenta Dilma, numa resposta clara à voz das ruas, propôs que a Reforma fosse encaminhada ao Congresso o mais rápido possível, mas que fosse construída em diálogo direto com o povo, Aécio diz que fará essa reforma com “ação firme do governo”. O jornalista Fernando Rodrigues escreveu um artigo para a Folha de S. Paulo dizendo que Aécio quer uma “reforma política analógica”.

Dilma, em pronunciamento em cadeia nacional no Dia do Trabalho, deixou clara a diferença em uma Reforma construída em consonância com a sociedade civil. “Encaminhei ao Congresso Nacional uma proposta de consulta popular para que o povo brasileiro possa debater e participar ativamente da reforma política. Sempre estive convencida de que sem a participação popular não teremos a Reforma Política de que o Brasil precisa”. Além da formação de uma Constituinte Exclusiva, o governo defende um plebiscito popular para ampliar ainda mais a participação do povo na tomada de decisões e fiscalização das ações do poder público.

Aécio já declarou que acha a Constituinte “perigosa e desnecessária” e o plebiscito “prejudicial institucionalmente”. Já que, para ele, o Congresso “tem os meios, se houver vontade política, de encaminhar uma ampla reforma política pelos meios institucionais, sem falar em Constituinte ou plebiscito”. Colocar o povo pra dizer o que é pra que, né, Aécio? Se dá pra fazer tudo de dentro do gabinete.

Essa proposta não foi a única ação de Dilma para aumentar o participação do povo na política. Ela também criou a Política Nacional de Participação Social e o Sistema Nacional de Participação Popular, sancionados em junho deste ano. O governo e os partidos da base tiveram enorme dificuldade em aprovar as propostas já que, surpresa! O PSDB e coligados eram contra a iniciativa. A maior participação popular na política está prevista na Constituição e não fere nenhum princípio democrático, como alguns setores da mídia e a oposição gostam de divulgar.

Aécio parece ter dificuldade de entender, então a gente deixa a dica por aqui: quanto mais povo, mais democracia. Nós não queremos voltar ao passado e desejamos que, cada vez mais, cada brasileiro e brasileira faça parte da política desse país que passou a ser de todxs nos últimos 12 anos.

Vale lembrar:

1. Aécio, em sua proposta, quer acabar com a reeleição. Pra gente, isso mostra como o partido está confuso, já que foi Fernando Henrique que se empenhou para a reeleição acontecer, lá em 1997.

2. O mesmo Fernando Henrique defendeu uma Constituinte Exclusiva para fazer a Reforma Política (link is external) em 1994 e 1998. Como a proposta pode ser prejudicial agora?

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