
Deputado Osmar Serraglio se agarra ao “cadáver” do presidenciável Eduardo Campos para se segurar na presidência do PMDB do Paraná; parlamentar decretou hoje “luto de três dias” com objetivo de manter fechada a sede da agremiação, em Curitiba, na tentativa de adiar reunião convocada amanhã (15), às 14 horas, para dissolver a executiva; tropa de Requião avisa que o encontro vai ocorrer de qualquer jeito, até na rua, pois já teria a maioria das assinaturas necessárias para fazer a troca do comando no partido; Serraglio e outros membros da executiva que ainda flertam com o tucano Beto Richa, mesmo depois de derrotados na convenção peemedebista.
O presidente do PMDB do Paraná, deputado Osmar Serraglio, na marca do pênalti, “decretou” hoje na sigla que dirige luto de três dias pela morte do presidenciável Eduardo Campos (PSB). O ex-governador pernambucano vai ser enterrado neste domingo (17) em Recife.
Na verdade, o luto de Serraglio não tem nada a ver com uma justa homenagem ao político socialista. Pelo contrário. Trata-se de um subterfúgio que o parlamentar encontrou para adiar a dissolução da executiva estadual peemedebista que ele comanda.
Segundo Sérgio Ricci, membro do diretório peemedebista, o ainda presidente “decretou” o luto para fechar a sede da agremiação e evitar a reunião do diretório estadual convocada para amanhã, às 14 horas, com finalidade de “gongá-lo” do cargo. Segundo ele, isso de nada adiantará porque o encontro será realizado na rua, em frente ao prédio da Rua Vicente Machado, no Centro de Curitiba.
“Quando Tancredo Neves e o velho Ulisses Guimarães morreram o partido não fechou as portas em sinal de luto. As ‘sinceras homenagens’ do Serraglio é mais uma prova de como ele ‘advogado’ pelos outros partidos, não pelo PMDB”, critica Ricci.
Requião quer dissolver a executiva porque esta ainda tem membros remanescentes que torcem pela reeleição do governador Beto Richa (PSDB). O próprio Serraglio sonhava com a vice do tucano.
O diretório do PMDB é composto por 71 membros. Para a autoconvocação do colegiado são necessárias 21 assinaturas. A tropa de choque do senador Roberto Requião, candidato do partido ao governo do estado, reuniu 40 apoios. Para dissolver a executivo é preciso 36 assinaturas, portanto, o grupo tem quatro a mais.
