Bob Fernandes: A hora do acerto, as doações de campanha

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Por Bob Fernandes, via facebook

Estima-se que só as campanhas para presidente da República custariam perto do R$ 1 bilhão.

Até agora foram doados no Caixa 1, no oficial, R$ 170 milhões. Doações essas não apenas para candidatos à presidência.

Dos 20 maiores doadores, 10 são empreiteiras, ou braços desse setor.

Há décadas grande parte dos escândalos e CPIs nacionais, estaduais ou municipais nasce nesse território: o das empreiteiras e similares.

Escândalos ligados a obras são centenas. E suas origens estão quase sempre nas licitações pós-campanhas, e nos acertos de campanha.

Já as maracutaias conectadas ao setor de incorporações imobiliárias quase não repercutem… mas infernizam o cotidiano das cidades.

O esquema é o de sempre: campanhas são financiadas e, em troca, Executivo, Legislativo ou funcionários liberam geral.

Cada um constrói o que quiser, onde quiser e da altura que quiser. Daí cidades são arrebentadas, como o foram São Paulo, Salvador, Rio, Recife… e tantas outras.

Daí shoppings onde não deveria existir nem uma padaria. Daí prédios onde não se deveria liberar nem uma tenda.

Não apenas por tais motivos, mas também dai a multiplicação de engarrafamentos e de cidades enfartadas.

Até aqui o PMDB levou algo como R$ 51 milhões, 30% das doações. O PMDB, como se sabe, é a grande cunha no Congresso Nacional.

Cada congressista tem o direito de incluir no Orçamento anual da União até R$ 15 milhões em emendas individuais

Isso dá R$ 60 milhões por cabeça a cada mandato, R$ 35 bilhões a cada legislatura. Tal direito foi conquistado na marra; para não se dizer que foi fruto de chantagem.

Faltam menos de 2 meses para as eleições Candidatos (e seus habituais ecos) seguem na guerra diária e semanal de desgaste mútuo… E quem vai propor a sério a reforma política?

Seria com ou sem Constituinte Exclusiva? Com ou sem financiamento público para campanhas? Com ou sem voto distrital? Com ou sem fidelidade partidária? Com ou sem clausula de barreira?

Em relação a reformas, todas elas, o que se tem é silêncio. À espera do próximo escândalo de ocasião. À espera dos ecos e da marquetagem.

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