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O presidente da Rússia, Vladímir Putin, firmou um decreto o qual proíbe ou restringe, por um ano, a entrada de produtos dos países que estão impondo sanções contra a Rússia.
O decreto que trata “da aplicação de determinadas medidas econômicas especiais, para garantir a segurança da Federação da Rússia”, entrou em vigência ontem (6), segundo o site do Kremlin.
É previsto que as medidas aprovadas vigorem por um ano.
Desde esta quarta (6) está proibida ou restringida a entrada em território russo, de produtos agrícolas, alimentos e matérias-primas originários dos países que se uniram as políticas de sanções de Washington e Bruxelas.
As medidas tomadas por Putin aplicam-se aos Estados que “decidiram impor sanções econômicas contra pessoas jurídicas ou físicas russas, ou se uniram a decisão”, segundo o documento. Desta forma, Rússia fecha seu mercado aos produtos dos EUA, União Europeia, Noruega, Austrália e Canadá.
O presidente russo instruiu ao governo que determine os produtos que não podem ser importados dos países que adotaram sanções contra Moscou. A listagem dos produtos agrícolas e alimentícios cuja entrada será proibida em território russo já está em realização, segundo a porta-voz do primeiro-ministro russo, Natalia Timakova.
O setor agrário russo deve assumir a produção de mercadorias que antes eram importadas
A agroindústria russa tem suficiente capacidade para compensar os produtos que a Rússia proibiu de importar, provenientes dos EUA, UE, Noruega, Austrália e Canadá, países que estão embargados devido a sanções aplicadas contra a Rússia, afirmou a Itar-Tass, o diretor da Associação de Produtores e Provedores de Produtos Alimentares, Maxim Protásov.
Muitas categorias de produtores russos estão dispostos a aumentar a capacidade de produção para atingir este objetivo, assegurou Protásov.
Além disso, o decreto de Putin fomenta indiretamente o consumo de produtos orgânicos do mercado local, segundo o presidente do Comitê da Duma, a Estatal de Questões Agrícolas, Nikolái Pankov.
Ainda segundo o político, as medidas aprovadas pelo presidente russo também estimularão a produtividade da agricultura, atraindo maiores investimentos nas empresas dos ramos agrícolas correspondentes, resultando em aumento dos postos de trabalho no setor agroindustrial.
Na última terça, o chefe do Estado russo transmitiu ao governo instruções no sentido de preparar uma resposta “cautelosa” as sanções do Ocidente. “Devemos atuar com muito cuidado a fim de apoiar aos produtores nacionais e não prejudicar os consumidores”, sublinhou o presidente.
No último dia 29, a União Europeia impôs sanções econômicas a Rússia, estas afetam os setores da indústria petroleira e da Defesa, produtos de duplo uso e tecnologias sensíveis. As sanções entraram em vigor dia 1 de agosto.
Tradução: Rennan Martins
