Por Carlos Penna Brescianini
O desconto é justo sim. As operadoras de cartões (master e visa) são um oligopólio e impõem seu uso aos lojistas. E cobram um percentual médio que vai de 2% a 5% do preço da compra.
A partir do instante que o comprador não usa o cartão, não deve pagar por um serviço desnecessário e que lhe encarece o preço final.
O que não se compra, não se paga. Simples assim.
O que ocorre é que o desconto do pagamento à vista em dinheiro, não precisa de cartão e por isso não pode estar no preço do produto. Assim, o desconto à vista é corretíssimo.
A preocupação das operadoras de cartão é de que as pessoas entendam que o custo do cartão está embutido no preço dos produtos e passem a realizar mais compras à vista, iniciando uma curva decrescente nos lucros dessas operadoras.
Isso obrigará as operadoras baixarem o seu custo cobrado às lojas, de modo a tornar vantajosa a compra com cartão de novo. Os preços cairão, os juros cairão, a inflação cairá e as operadoras e seus bancos terão lucros reduzidos.
É a velha briga contra o capital financeiro.
Quando o projeto do Requião foi ter votada a urgência, vários senadores, como Ana Amélia (PP-RS), tiraram a carapuça e passaram a defender contra a urgência e o projeto. Agora, que o projeto foi aprovado, vem a onda dos defensores das operadoras.
