Israel começa a perder a guerra

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Por Alípio Freire, via Brasil de Fato

Enquanto o teatro Ocidental demoniza a Rússia sem nada provar, Israel promove uma limpeza étnica em Gaza, com apoio financeiro e militar dos EUA e o silêncio subserviente da União Europeia. Desinformémonos/Reprodução

A oposição pro­gressista e de esquerda em Israel, que sempre tem se ma­nifestado contra os sucessivos genocídios dos governos do seu país contra os palestinos, desta vez, deu um salto de qualidade, ganhou nova dimensão: 56 homens e mulhe­res da reserva militar assinaram um manifesto em que se recusam a combater no atual confronto. A esse gesto, dá-se o nome de desobediência civil.

A votação das Nações Unidas contra a ação de Isra­el em Gaza, na qual os Estados Unidos ficaram totalmen­te isolados, e as subsequentes iniciativas desse organismo internacional foram – sem sombra de dúvida – graves derrotas diplomáticas do governo de Jerusalém.

No entanto, há um aspecto mais grave: a oposição progressista e de esquerda em Israel, que sempre tem se ma­nifestado contra os sucessivos genocídios dos governos do seu país contra os palestinos, desta vez, deu um salto de qualidade, ganhou nova dimensão: 56 homens e mulhe­res da reserva militar assinaram um manifesto em que se recusam a combater no atual confronto.

A esse gesto, dá-se o nome de desobediência civil.

Embora em qualquer ramo das ciências humanas, não possamos (nem devamos) estabelecer “leis” exatas ou previsões definitivas, não é exagerado lembrarmos que foi exatamente com a desobediência civil dos jo­vens convocados pelo governo de Washington para lu­tar no Vietnã, que rasgavam em manifestações públicas as convocações.

Ou seja, quando o agredido consegue levar a guerra pa­ra o interior das fronteiras do agressor, construindo no seu território uma força aliada – a partir das contradições internas à própria sociedade dos agressores – os sinos do império devem começar a tocar seu próprio réquiem.

Aliás, lembramos que em editoriais deste jornal, e di­versas vezes nesta nossa coluna, temos afirmado que a so­lução política definitiva dos conflitos na região passa – necessária e fundamentalmente – pela ação dessas forças progressistas e de esquerda no interior de Israel, seu cres­cimento e organização.

Quanto ao incidente diplomático criado pelo porta-voz do governo de Jerusalém, Yiagal Palmor, referindo-se ao Brasil como “anão diplomático” e outras tolas agressões do mesmo gênero, concordamos com a reação do minis­tro Marco Aurélio Garcia: o senhor Palmor “é o sub, do sub, do sub, do sub…” O que equivale à expressão usa­da por uma senhora portuguesa que conhecemos ainda crianças: o senhor Palmor “é uma gota de m – - – - solta no espaço e não sujeita às leis de atração”.

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