Via Telesur

A rota do Boeing 777, voo MH17 da Malaysia Airlines desviou 14 quilômetros ao norte segundo os rastreamentos. (Foto: EFE)
O Ministério da Defesa da Rússia assegurou, nesta segunda, que um avião de combate Su-25 ucraniano voava a cerca de 5 quilômetros da aeronave abatida da Malaysia Airlines. Este tipo de avião é dotado de sistema de mísseis ar-ar R-60, capazes de derrubar alvos à curta distância
O Ministério da Defesa da Rússia informou, nesta segunda, que os sistemas de rastreamento militares russos captaram a movimentação de uma aeronave militar ucraniana, mais precisamente um avião de ataque Su-25, que se aproximou cerca de 5 quilômetros do avião malaio abatido na última quinta.
A rota do boeing se encontrava em área em que operavam as Forças Armadas da Ucrânia, tendo desviado 14 quilômetros para norte.
“Registramos um avião da Força Aérea ucraniana em ascensão, este estava em torno de 3-5 quilômetros de distância”, assinalou.
“As características do Su-25 permitem que este alcance a altura de 10 mil metros, disse o general Andréi Kartopólov.
Explicou ainda que o Su-25 “está dotado de misseis ar-ar R-60 capazes de abater alvos a até 12 quilômetros de distância e impactar seguramente objetos situados a 5 quilômetros”.
“Prova do relatado é um vídeo obtido pelo centro de reconhecimento de Rostov”, afirmou Kartopólov, acrescentando que “Nos interessa saber a resposta da seguinte pergunta: Com que objetivo este avião ucraniano voava numa rota civil e no mesmo nível que o voo do boeing malaio?”
O alto funcionário do exército russo voltou a confirmar que a Rússia não entregou sistemas antiaéreos Buk a milícia popular que atua no leste da Ucrânia.
As equipes de resgate encontraram 282 dos 298 cadáveres das pessoas que se encontravam no avião.
Entrega dos dados sobre a catástrofe
O Ministério da Defesa russo anunciou a entrega, ontem, de todos os materiais relacionados com a catástrofe do Boeing aos especialistas malaios e europeus.
“Os materiais recolhidos pelo Ministério da Defesa russo serão entregues hoje aos especialistas dos principais estados europeus e a Malásia”, declarou Kartopólov na apresentação.
Tradução: Rennan Martins
