Por Pettersen Filho, via ABDIC

Ceará Agora/Reprodução
Reunida essa semana em Fortaleza, Brasil, a Federação Russa, através do seu Mandatário Vladmir Putin, juntamente com os demais membros do chamado BRICS, grupo que reúne países de realidades tão assimétricas, como China e África do Sul, ou Brasil e Índia, mas, cujo interesse de romper o Domínio Americano e do dólar desde Breton Woods (1944), logo no finalzinho da Segunda Guerra Mundial, como Moeda de Troca Internacional
A Rússia em especial, consegue ganhar voz fora do boicote e das sanções que ora sofre por parte da União Europeia e Estados Unidos, desde a deterioração da situação na Ucrânia, e anexação da Crimeia. Fazendo-o através da Fundação, em conjunto com os demais sócios, em momento particularmente sensível para a sua Política Externa, de um Banco de Desenvolvimento dos BRICS, paralelo ao atual FMI e Banco Mundial, com quem fatalmente rivalizará.
Previsto funcionar para daqui a dois anos, com capital inicial de 50 bilhões de dólares, acrescido de um Fundo de Socorro para os BRICS, de outros 100 bilhões, cuja quota majoritária caberá à China, seguida da Rússia, Índia e Brasil, com menor quota da África do Sul. Com sede longe de Wall Street, ou Londres, o banco do BRICS promete ser uma alternativa para outros países que não do bloco, em contrapeso às atuais instituições de prevalência norte-americana ou europeia.
Estes fatores acabam por acrescentar lenha a tendência mundial de deixar de financiar a economia americana do dólar, cuja “Casa da Moeda”, ou gráfica, os americanos tem a exclusividade de emitir, como se fossem revistinhas de Wall Disney, sem dar qualquer satisfação ao mundo nem contrapartida em ouro que o lastreie. É o que tem feito em maior escala desde a Crise de 2008, após a chamada Bolha Imobiliária, afogando os Mercados do Planeta com sua “Moeda Podre”.
Tal manobra, se assim a podemos chamar, embora vinda no atual momento, é na verdade, fruto de uma política progressiva dos BRICS, capitaneados pela Rússia e a própria China que hoje é a maior detentora dos Títulos da Divida Americana, e acabam de fechar um acordo mutuo de fornecimento de Gás, da Rússia à China, envolvendo trilhões.
O Acordo de Fortaleza é inusitado justamente por ser assinado na América Latina, considerada desde sempre o “quintal” dos Estados Unidos. No que se seguiu da reunião de vários lideres latinos americanos que enseja, minimamente, as bases de uma futura União Pacifico/Atlântico jamais concebida ou obrada, devido à realidade tão diferente entre os próprios Países BRICS, cujo elemento catalizador em comum, por incrível que pareça, foi a própria arrogância americana.
