Conheça os candidatos a governador do DF e suas conexões

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Por Carlos Penna Brescianini

Metropolitana DF/Reprodução

Segundo o site do TSE, são 6 os candidatos ao governo do DF. Descrevemos cada um deles:

1- Agnelo Queirós (PT) com Tadeu Filippelli (PMDB), atuais ocupantes do governo do DF, com uma campanha estimada em R$ 70 milhões e com 16 partidos: PT / PMDB / PRB / PC do B / PRP / PPL / PV / PP / PTN / PT do B / PSC / PROS / PTC / PSL / PHS / PEN.

Agnelo foi do PCdoB e foi levado ao PT por convite de Lula, para ter um candidato ao governo do DF. Foi ministro do Esporte, pasta tradicionalmente ocupada pelo PCdoB durante as presidências do de Lula e Dilma. Afirmava que por ser médico, deixaria a Saúde do DF impecável. Essa declaração lhe rende dissabores até hoje.

Tadeu Filipeli era casado com uma sobrinha da D. Weslian Roriz, esposa do ex-governador Joaquim Roriz. Depois que José Roberto Arruda foi eleito ao governo do DF, rompeu com Roriz e apoiou Arruda. Depois da queda de Arruda, indicou Rogério Rosso para governo interino do DF e fechou acordo com o antigo adversário PT, repetindo no DF a coligação PT-PMDB da Presidência da República.

Agnelo amarga uma alta rejeição ao seu governo, mas possuía máquina governamental e é inegável que é uma campanha rica, já que R$ 70 milhões como custo máximo de campanha é o preço de 140 carros de alto luxo ou 70 apartamentos de 2 quartos em áreas nobres de várias cidades brasileiras.

2- José Roberto Arruda (PR), com Jofran Frejat (PR) para vice. No site do TSE, ainda está como vice Eliana Pedrosa (PPS), riquíssima empresária do ramo de terceirização de mão-de-obra, que teria sido retirada por decisão judicial. São 6 partidos na coligação: PTB / PR / DEM / PRTB / PPS / PMN.

Arruda é o justamente o Arruda da Caixa de Pandora e não preciso falar mais, somente que foi secretário de Obras de Joaquim Roriz, assim como Frejat foi secretário de Saúde de Roriz.

A campanha deles está avaliada em R$ 22 milhões, bem menor que a dos atuais governantes, mas certamente também será rica.

A campanha corre o risco de sofrer a perda do próprio Arruda, pois, o TJDFT o condenou em segunda instância por improbidade.

3- Rodrigo Rollemberg (PSB) para governo, com Renato Nascimento (PSD) para vice. Rollemberg e o PSB fizeram parte do governo Lula ao nível federal e do governo Agnelo/Filippelli ao nível local. O vice, um quase desconhecido, foi indicado pelo presidente do PSD-DF, Rogério Rosso, ex-governador tampão do DF, que entrou na política por indicação de Joaquim Roriz para a secretaria de desenvolvimento econômico e depois para a administração da cidade de Ceilândia. Rosso tem fortes ligações familiares com o setor automobilístico e com o empresariado do DF.

A campanha é mais cara que a de Arruda, sendo a segunda mais dispendiosa e orçada em até R$ 30 milhões. Nesse ponto, cabe a retirada de expressão “mala de dinheiro” que usei no post passado e que tanto causou incômodos. O autor não quis reconfirmá-la e preferi retirá-la, embora como expliquei, o artigo 5º da Constituição garanta a nós jornalistas a prerrogativa de não revelar a fonte.

Fazem parte os seguintes partidos: PSB / Solidariedade (SD) / PDT / PSD

4- Percilliane Marrara Silva, do PCO, jornalista, faz a campanha mais simplória, com previsão de gastos de até R$ 50 mil. Pouco conhecemos dela, mas é uma candidatura para marcar posição do PCO. Seu vice é Gilson Vasconcellos Dobbin, que também não conhecemos.

5- Luis Pitman, ou como foi registrado, Luis Caros Pietschman (PSDB), tendo como vice Adão dos Santos, outro candidato com pouquíssimas informações prévias. Pitman é empresário e veio do Acre para Brasília, tendo sido eleito deputado federal em 2010 pelo PMDB, apoiado por Tadeu Filippelli, com quem rompeu.

Sua campanha ainda não informou a sua estimativa de gastos ou o valor não foi publicado no site do TSE, o que faremos assim que tivermos os números. Nos surpreendeu, pois esperávamos números bem altos, próximos aos de Arruda e Rollemberg. Pitman teria garantido a Aécio Neves que o empresariado apoiaria sua campanha no DF.

6- Antônio Carlos de Andrade, o Toninho do PSOL, que foi a grande surpresa das eleições de 2010, tendo ficado a poucos pontos percentuais atrás de Agnelo Queiróz e por pouco não tendo ido ao 2º Turno. Em vice está Antônio Ricardo Martins Guillen, do PSTU, antigo militante estudantil e militante da Educação.

Toninho acredita que agora conseguirá aglutinar o voto de oposição e que não queira votar em políticos ligados ao ex-governador Joaquim Roriz. A coligação reúne o PSOL / PSTU / PCB e se chamou Frente de Esquerda.

Toninho e sua esposa, a ex-deputada Maria José – a Maninha- foram expulsos do PT quando se opuseram à reforma da Previdência. Antes, Toninho chegou a ser secretário de Administração do governo Cristovam Buarque e Maninha foi secretária de Saúde, quando implantou um programa de medicina preventiva e sanitarista, chamado Saúde em casa, que foi desmontado pelos governos seguintes.

A sua candidatura está orçada em até R$ 950 mil sendo a segunda mais barata, embora Toninho tenha admitido que depende da doação de apoiadores para chegar a esse valor. Segundo ele “a campanha visa atrair os eleitores que tenham compromisso com a ética, já que os outros candidatos (obs: com exceção da Percilliane) já estiveram ou estão ligados aos políticos tradicionais que dominam Brasilia”.

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