Por Bob Fernandes, via facebook
Há poucos meses a “Rede”, da Marina Silva, vinha para purificar a política, assim como o “novo” encarnado por Eduardo Campos.
E o PSDB criticava as “alianças espúrias” com o lixo da “velha política”. Bem, enquanto a bola rola na Copa, o que está acontecendo?
Alfredo Sirkis, do “Rede” carioca, abrigado no PSB de Campos, desistiu de ser candidato a deputado. Sirkis explica:
-É tudo uma suruba (…) coligações orgiásticas…
Referência às coligações no Rio de Janeiro. Uma, entre o PSB, do “novo” -Eduardo Campos e Marina- e o PT de Dilma e do candidato petista ao governo, Lindbergh Farias.
O acordo é Romário, do PSB de Campos, candidato ao Senado. Apoiando, e sendo apoiado, pelo PT de Lindbergh e Dilma.
A outra orgia, no Rio, nasce como vacina contra o “Aezão”. Que vem a ser a aliança entre Aécio e Pezão. Candidato ao governo (RJ), Pezão é do PMDB, suposto aliado de Dilma.
Aécio Neves é, como se sabe, candidato contra Dilma. Mas em São Paulo o seu partido, o PSDB, costura aliança com o PSB, que tem Campos como candidato a presidente…portanto contra Aécio.
O PTB, do Robertão Jefferson, traiu Dilma. Já está nos braços de Aécio.
O PSD do Kassab queria a vice do Alckmin, mas nesta quarta, 25, decidiu ficar com Dilma.
Sempre tem solução.
Os cupidos trabalham. ou ao menos plantam: Kassab seria candidato ao Senado com apoio do PSDB. E Serra seria o vice de Aécio… isso tem quem queira, mas não rola a química.
Ainda a química: o PR oscila entre Dilma e Aécio. No PP a executiva quer Dilma e decidiu, mas um pedaço do partido namora o mineiro e ameaça ir à justiça.
E o Sarney? O Sarney diz que vai se aposentar.
Quem vencer a eleição vai governar como? Com que maioria?
Seja quem for, vai governar com o PMDB do Eduardo Cunha etc. E com essa caquerada toda.
Melhor voltarmos ao Messi, Robben, Thomas Müller, Neymar e Cia.
