Via SPRESSOSP
A Tropa de Choque reprimiu com balas de borracha e bombas de efeito moral os trabalhadores que resistiam pacificamente à abertura de algumas estações; “Alguém aqui tá atacando polícia? Só tem trabalhador”, diziam os metroviários.
Por volta das 6h30 da manhã desta sexta-feira (6), trabalhadores do Metrô foram atacados pela Tropa de Choque da PM, depois de se reunirem em resistência à abertura da estação Ana Rosa, da Linha 1 – Azul. Eles tentavam convencer os “fura greve” (funcionários do campo administrativo, que não têm experiência na condução dos trens) a não iniciar as atividades nesta manhã quando foram surpreendidos pela chegada da polícia que, sem diálogos, os expulsou da estação à tiros de bala de borracha e bombas de efeito moral.

Ao menos um sindicalista foi preso por “desacato à autoridade”.
A Tropa de Choque também foi enviada à estação Bresser-Mooca, na linha 3-Vermelha, para reprimir os grevistas.
Em greve de a última quinta-feira (5), o Metrô opera parcialmente em algumas linhas em que uma minoria (em geral funcionários de escritório) não aderiu à paralisação.
O Sindicato dos Metroviários até tentou evitar uma nova paralisação nesta sexta-feira para não prejudicar a população. Eles propuseram-se a trabalhar de graça desde que o Governo do Estado liberasse as catracas. Alckmin, contudo, negou a proposta.
Sem negociação, a greve deve continuar nos próximos dias. Os trabalhadores reivindicam um reajuste salarial de 12,2%, enquanto a companhia oferece somente 8,7%.

Funcionário do Metrô ferido por tiro de bala de borracha disparado pela PM. (Foto: Fotógrafos Ativistas)
