Por Bob Fernandes, via facebook
O PMDB vai presidir a CPI da Petrobras no Senado. O PT terá a relatoria. O governo Dilma busca a blindagem.
Em São Paulo, o PSDB não fez e não fará CPI sobre o caso Alstom/Siemens e metrô. Apesar de fatos sendo comprovados.
O jornal “Estadão” informa: a justiça suíça revelou que Robson Marinho recebeu US$ 2,7 milhões entre 1998 e 2005.
Conselheiro no Tribunal que julga as contas do governo do PSDB desde 98, Marinho chefiou a Casa Civil de Mario Covas.
Antes de se enlamear quem já não tem como se defender, é bom lembrar: Robson Marinho começou a receber um ano depois de deixar o governo Covas.
E seguia recebendo, segundo a justiça Suíça, em 2005. Quando Covas já estava morto há 4 anos. A ressalva é importante.
No Brasil, para quem é do clube, a maior punição é a avacalhação pública. Culpa ou inocência são discutidas depois do justiçamento em público.
Já quem não é do clube será condenado e preso; além da avacalhação.
A avacalhação pública tem alguns sentidos. Um, é o de aplacar a sede de justiça numa sociedade cansada de impunidade.
Outro sentido é o político, ainda mais num ano eleitoral.
CPIs podem até não dar em nada, mas produzem estragos nas manchetes; nos telejornais, rádios, revistas, jornais, intenet, nas mídias todas.
Por isso a pressão brutal para que algumas CPIs existam. Por isso o silêncio cúmplice para que outras não venham a existir.
A propósito: no site Congresso em Foco, importante informação do procurador-geral, Rodrigo Janot.
“Pouco menos de 300″ deputados e senadores respondem a mais de 540 processos no Supremo Tribunal. Ou seja, praticamente a metade dos 594 parlamentares do Congresso.
Assustador, mas é bom lembrar o panorama todo. Ricos brasileiros têm a 4ª maior fortuna do mundo em paraísos fiscais: US$ 520 bilhões. E isso em levantamento feito já há 4 anos.
E brasileiros em geral devem à Receita mais de R$ 1,3 trilhão em impostos.
