
Fascismo
Giovani Gentile, orientador filosófico de Benito Mussolini, desenvolveu o fascismo como uma forma radical de organização social, de modo que a vontade da nação deve ter sempre prioridade sobre a vontade individual, toda ação individual deve servir para preservar o Estado e todos os valores humanos e espirituais devem estar dentro do Estado. Em suma, o Estado fascista abarca tudo.
Todos os seus interesses, atividades e até mesmo buscas espirituais devem estar alinhadas com os ideais fascistas, portanto, todas as vontades individuais são transformadas em uma só e qualquer expressão da sociedade que saia do “molde” será perseguida em todas as esferas – política, cultural e religiosa.
Criação de Identidades
Controlar e moldar os pensamentos de uma sociedade significa construir uma nova identidade, isso porque, como já estudou o psicólogo Lev Vygotsky, nossa capacidade individual de pensar e raciocinar deriva das experiências sociais que temos ao longo da vida – “construímos nossa identidade pela relação com os outros”.
Agora, imagine se relacionar apenas com pessoas que pensam como você, em um lugar onde tudo o que você criar se destinará a preservação do próprio Estado. Independente de estarmos ou não em um Estado fascista, estamos definitivamente em um modelo capitalista , o que significa que grande parte das nossas atividades destinam-se a preservação do sistema, visto que financeiramente estamos movimentando a máquina a todo momento, inclusive ao usar o facebook.
Engenharia Social
No âmbito da engenharia social, tanto o modelo de governo fascista, como o modelo econômico capitalista, operam de forma semelhante no sentindo de garantirem que as atividades de seus cidadãos sejam destinadas a preservação do sistema, bem como que seus pensamentos tornem-se muito semelhantes.
Tornar pensamentos semelhantes nunca foi tarefa difícil em nenhum dos dois modelos, pra isso existe a propaganda. Para ilustrar o poder e a eficácia da manipulação temos a “Comissão Creel”, criada nos Estados Unidos pelo então presidente Woodrow Wilson. Era uma comissão de propaganda governamental com o objetivo de convencer os cidadãos americanos de que eles deveriam se envolver na Primeira Guerra Mundial.
A comissão conseguiu em seis meses transformar uma população pacifista em uma população histérica que queria destruir tudo o que fosse alemão, isso por meio “apenas” da propaganda e da indução a um fanatismo xenófobo.
Manipulação Moderna
Exemplo moderno de manipulação das massas é o uso dos drones em guerras. Aviões não tripulados que servem tanto para fins de espionagem como de bombardeio, principalmente no Iraque e Afeganistão.
Especialistas em “ética militar” defendem que essa prática colocou as guerras em uma era “pós heroica”, já que torna a batalha praticamente invisível á nação, desconectando o público do que realmente está acontecendo.
De modo semelhante podemos traçar um paralelo com a cobertura de protestos e manifestações populares feitas por grandes canais de comunicação, que muitas vezes não enviam jornalistas in loco, pelo contrário, acompanham os atos através de seus helicópteros, a quilômetros de distância.
Esse mesmo afastamento da realidade torna possível a manipulação dos fatos e a produção de informações que distanciam o telespectador do acontecimento. A prática é a mesma e se tornou um modelo frequente de manipulação.
Uma vez gravados e editados, todos os acontecimentos são transmitidos de acordo com a posição política do canal de comunicação, em outras palavras, são distorcidos para justificarem decisões políticas específicas.
