
Por Diogo Costa, via GGN
Pasadena representa um acréscimo no patrimônio da Petrobras, no coração do mercado mundial de petróleo e refino. Adquirir patrimônio ao invés de vendê-lo na bacia das almas, este é o problema da oposição em relação à Petrobras de Lula e Dilma.
Pasadena foi um bom negócio na época e em função das mudanças no setor petrolífero e de refino nos EUA, do Crash de 2008 e da posterior descoberta do pré-sal, tornou-se um negócio com baixa rentabilidade. Está em plena operação, refinando 100.000 barris diários de petróleo. É um ativo da Petrobras como qualquer outra refinaria de propriedade da empresa.
Desastre de fato e de direito foi a alienação de patrimônio público (CSN, VALE, etc) feita pelos neoliberais no Brasil. Adquirir patrimônio não é um desastre, muito antes pelo contrário.
A Petrobras vale hoje 98 bilhões de dólares, valia em 2002 apenas 15 bilhões de dólares.
A Petrobras fez a maior capitalização da história do capitalismo mundial em 2010 (70 bilhões de dólares) e lucrou aproximadamente 150 bilhões de reais nos últimos 06 anos.
A disputa de fundo em torno da Petrobras é a questão do petróleo do pré-sal. A oposição fracassada não admite e jamais admitirá que a empresa tenha construído o regime de partilha para a exploração do pré-sal. Queriam manter a concessão tucana e entregar tudo de mão beijada para as multinacionais.
O regime de partilha do Lula, empreendido por Dilma, garante participação mínima da Petrobras em TODOS os poços de petróleo do pré-sal, através da PPSA (empresa 100% estatal). A PPSA é a OPERADORA ÚNICA de todos os poços de petróleo do pré-sal, além de ter poder de veto e voto de minerva em TODAS as decisões relativas à exploração e à comercialização dos barris do pré-sal. A oposição quer destruir o regime de partilha.
Há uma enorme pressão por parte dos acionistas privados da Petrobras, que lutam por mais lucros e dividendos. Para tanto, forçam o discurso falso e fictício do “endividamento” da empresa, bem como clamam todo o santo dia por um reajuste, de preferência brutal, no preço dos combustíveis.
A batalha crucial que estamos assistindo nada tem a ver com Pasadena, mas sim com o futuro da Petrobras enquanto alavanca do desenvolvimento nacional. Ou será que o PSDB e a mídia venal, que apoiaram entusiasticamente a quebra do monopólio estatal da empresa, de uma hora para outra estão preocupados com a mesma? Mais fácil acreditar em duendes e fadas.
