A dobradinha Eduardo Campos e Skaf se torna opção conservadora em SP

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Skaf (presidente da Fiesp) e Eduardo Campos, candidato a presidente pelo PSB (Portal R7/Repdrodução)

Por Rovai, em seu blog

A iminente falta d’água no estado de São Paulo começa a produzir seus primeiros resultados políticos. Há cada vez mais prefeitos e lideranças regionais de cidades pequenas e médias sinalizando apoio à candidatura de Skaf para governador. E indicando que podem construir informalmente uma chapa heterodoxa, com Eduardo Campos pra presidente.

Geraldo Alckmin não é exatamente uma liderança política simpática e aglutinadora. E há muita insatisfação, mesmo no interior onde o PSDB tem a hegemonia, com a forma como o governador tem tratado sua base de apoio.

A crise de abastecimento de água parece ser a oportunidade que alguns esperavam para pular do barco tucano. E consolidar uma alternativa que não seja ter um segundo turno onde ficariam entre o PT e o atual governador.

Nesta semana, por exemplo, Skaf foi à Câmara Municipal de Praia Grande receber o título de cidadão praiagrandense. A homenagem foi proposta pelo vereador Carlos Eduardo Gonçalves Karan (PDT). Participaram do evento, o ex-prefeito da cidade, Roberto Francisco dos Santos, e o ex-deputado estadual, Cássio Navarro, genro do atual prefeito, Alberto Pereira Mourão, que é do PSDB. Na ocasião, a chapa Dudu e Skaf já era tratada como opção por parte das lideranças locais.

Há um sentimento de que quando as pessoas passarem a não ter água para escovar os dentes ou tomar banho, Alckmin não terá como fazer de conta que isso não é um problema da falta de competência do seu governo na gestão do tema. E sua candidatura à reeleição sofreria um grande abalo. Neste vácuo, Skaf poderia crescer no eleitorado tucano, permitindo uma disputa acirrada com Padilha pelo lugar no segundo turno.

E para Skaf, uma parceria informal com Eduardo Campos poderia lhe garantir espaço entre essas lideranças mais conservadoras. A campanha para a chapa Dilma e Temer não seria uma questão de princípio para o presidente da Fiesp. Muito pelo contrário, entre o empresariado Eduardo Campos é considerado uma boa opção presidencial.

De alguma forma quem deve estar gostando disso é Aécio Neves. Porque se isso vier a acontecer, Alckmin terá de reforçar a campanha presidencial do seu colega de partido. Pois, caso não o faça, abrirá espaço para Skaf crescer com Campos.

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