
E ex presidente Luís Inácio Lula da Silva (Reprodução Época)
“Agora o cenário é outro e cabe ao PT se reinventar caso pretenda se consolidar como um partido relevante no campo democrático e progressista. Do contrário, se tornará um novo PMDB, que ao se acomodar no centro do poder perdeu a energia criativa e mobilizadora que o levou até lá.”
O jornalista da Globo Gerson Camarotti publicou no último dia 12 nota breve a qual afirma que Lula teria dito “Eu estou pronto. Só não posso magoar Dilma” ao ser inquirido sobre a possibilidade de lançar candidatura este ano a presidência.
Uma declaração como esta gera agitação e expectativa em todo o espectro político brasileiro, pois é sabido do medo da oposição em torno de um possível retorno do ex presidente, e também de um forte apoio por parte da situação quando esta é a questão.
Esta notícia comentada nos bastidores da Associação Brasileira dos Desenvolvimentistas nos rendeu uma análise bastante apurada do quadro político nacional, das relações partidárias e de alinhamentos de políticos em torno das diversas propostas dos presidenciáveis por parte de um de nossos colaboradores, que prefere não ser citado.
Confira suas colocações:
Se essa declaração do ex presidente é verdadeira não sei, porém, que hoje a quase totalidade dos petistas e simpatizantes espera que sim não tenho a menor dúvida. Até então o que se falava era que Lula não estava disposto (isto é, com saúde e disposição para topar mais uma vez a canseira que dá sentar naquela cadeira e ainda correr o risco de peder o status de ex-presidente que terminou seu ciclo com alta aprovação e fazendo a sucessora) e que a canditadura dele neste ano significaria assumir que errou ao lançar Dilma.
Agora a conversa está mudando de figura, pois são fortes os sinais de que Eduardo pode ir ao segundo turno. Caso isso aconteça, não será mais suficiente comparar os mandatos de Lula e FHC. E aí Eduardo pode surpreender como governador bem avaliado e capaz de agregar apoios amplos desde os movimentos sociais até a elite empresarial.
O curioso é que em torno da candidatura de Eduardo já estão convergindo pelo menos 6 ex-ministros de Lula: o próprio Eduardo, Marina, Roberto Amaral, Viegas Filho, Miro Teixeira e Cristovam Buarque.
Penso que o próprio Lula não acharia de todo ruim uma eventual vitória de Eduardo. A meu ver, Eduardo continua sendo o plano B de Lula, assim como Aécio candidato a presidente pelo PMDB era o seu plano B para 2006. O que Lula talvez não esperasse era que ele pudesse perder o controle sobre o processo sucessório com o crescimento da candidatura de Eduardo já em 2014. Era mais cômodo manter a polarização com o PSDB e usar o PSB para administrar o apetite de cargos do PMDB.
O que Lula e a grande maioria dos petistas talvez tenha deixado de levar em consideração na sua devida importância é que ele e o PT chegaram à presidência como resultado de um processo histórico que contou com a contribuição de diversas gerações do campo progressista, popular e democrático. Se vocês repararem nas falas desses ex-ministros de Lula (e tantas outras lideranças que participaram do processo de redemocratização que ganhou corpo em torno do MDB, como Erundina, Pedro Simon e Roberto Freire, por exemplo) vão notar certa frustração não apenas com o jeito de governar de Dilma, mas também com o que seria um desvio de rota feito pelo PT rumo ao fisiologismo eleitoral.
Esse diagnóstico em comum tem levado esses ex-ministros de Lula e demais lideranças a falarem da necessidade de um realinhamento histórico das forças progressistas, reconhecendo os eventuais avanços das administrações de Itamar, FHC e Lula, mas ousando avançar rumo a transformações mais profundas no trato da coisa pública, no fortalecimento das instituições republicanas e na melhoria da qualidade dos serviços públicos.
Sei que a essa altura muita gente que acompanha o noticiário político já formou opinião sobre em quem pretende votar/apoiar se os candidatos mais competitivos forem mesmo Dilma, Aécio e Eduardo, mas o fato é que a candidatura de Eduardo está crescendo e pode vir a embaralhar o jogo. E a essa altura Eduardo e as demais lideranças que o apoiam dificilmente vão recuar, mesmo se o candidato do PT for Lula. Afinal, não se trata apenas de vencer ou não as eleições presidenciais deste ano, mas sim de uma rearticulação de forças políticas da chamada esquerda democrática que merece ser analisada com a devida atenção inclusive por não ser uma articulação meramente personalista ou instrumentalizada pela direita neoliberal, como querem fazer crer alguns articulistas.
Para o PT estava relativamente cômodo se apresentar como a esquerda democrática responsável (em contraponto ao suposto radicalismo de partidos como Psol, Pstu e PCB), deslocando o PSDB para a centro-direita como adversário preferencial. Agora o cenário é outro e cabe ao PT se reinventar caso pretenda se consolidar como um partido relevante no campo democrático e progressista. Do contrário, se tornará um novo PMDB, que ao se acomodar no centro do poder perdeu a energia criativa e mobilizadora que o levou até lá.

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