Por José Netto
Penso que se quisermos avançar nosso entendimento, a questão da energia não deveria ser abordada sob a ótica de preço. Esta foi a abordagem que a oligarquia financista transnacional nos fez aprender nas escolas, e pela qual com alguns mecanismos, domina o sistema fazendo crer que uma coisa vale mais que outra, e algumas não têm valor algum. Observemos o caso do Shale Gas nos EUA, que foi um golpe já desmascarado de Wall Street contra pequenos empreendimentos ávidos por energia e lucro.
Esta abordagem traz também outras distorções nas análises, acreditando que a viabilidade de uma tecnologia possa ser APENAS questão de investimentos. Cada unidade de energia do hidrogênio, por exemplo, consome bem mais que a unidade para ser armazenada. Ou seja, não terá jamais uso da economia comum. As discussões no nosso Pré-sal, por exemplo, também ficam prejudicadas. O custo de extração de óleo no Pré-sal será sempre superior ao custo do óleo da Bacia de Campos. A maioria das sondas de perfuração de poços que desenvolveram o sistema de extração da Bacia de Campos são ancoradas, e consomem em média 6 toneladas de diesel por dia. Os campos do Pré-sal exigem sondas com posicionamento dinâmico, exercido por poderosos motores laterais controlados por GPS, e consomem 50 toneladas de diesel por dia. Ou seja, o gasto em energia só se justifica para os poços de Pré-sal que produzam oito vezes mais que os poços da Bacia de Campos. Um poço de petróleo que seria fabuloso para uma região pode ser sub-comercial, em outra região.
Não sabemos até onde projeto de geração de energia livre de Nikola Tesla conseguiu evoluir, mas todas as suas patentes e anotações ficaram sob posse da família JP Morgan. A menos que surja um novo iluminado como Tesla para difundir os fundamentos desta nova tecnologia, não nos parece crível que os Morgans venham a ter uma crise de consciência para reverter o quadro de escassez que os fazem parecer ricos. Ainda assim, a energia do carbono sempre terá papel central no nosso universo econômico, pelo simples fato que todos os organismos vivos são sistema de carbono. A energia dos nossos corpos é a do carbono. Urge então discutirmos formas de reduzir o desperdício de energia, notadamente nos modos e costumes consumistas de todos os aspectos. Não é só no combustível do motor de combustão, mas principalmente nas embalagens plásticas que estão destruindo todos os veios d’água do planeta.


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