Arquivo mensais:abril 2013

Será possível usar um smartphone sem culpa?

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Há quase duas décadas, fabricantes dos telefones sabem que extração das matérias-primas, no Congo, envolve crimes brutais. Quase nada fizeram

Por George Monbiot, no The Guardian | Tradução: Cauê Ameni

Quem se conecta demais, para de pensar. Os apelos, o imediato, a tendencia de absorver rapidamente o pensamento de outras pessoas, interrompem a abstração profunda, necessária para encontrar seu próprio pensamento. Essa é uma das razões pelas quais ainda não comprei meu smarthphone. Mas é cada vez mais difícil resistir aos avanços tecnológicos. Talvez eu acabe sucumbindo este ano. Por isso, lancei a mim mesmo uma questão simples: posso comprar um smartphone produzido eticamente?

Há dezenas de questões envolvidas na pergunta, como salários de fome, bullying, 60 horas de trabalho semanais nas fabricas, a servidão por dividas a que alguns trabalhadores são submetidos, energia utilizada e resíduos perigosos produzidos. Mas vou focar em apenas um: os componentes usados para fabricar os celulares estariam manchados de sangue de pessoas da região leste da Republica Democrática do Congo? Há 17 anos, grupos rivais e milícias armadas têm lutado pelo domínio dos minerais da região. Entre eles estão os metais críticos para a fabricação de certos aparelhos eletrônicos. Sem tântalo, tungstênio, estanho e ouro, não existiriam smartphones.

Embora estes elementos não sejam a única razão para o conflito, eles ajudam a financiá-lo, sustentando uma guerra que se desdobra em diversos conflitos e que já matou milhões de pessoas – vítimas de mortes diretas, deslocamento populacional, doenças e desnutrição. Milícias rivais forçam a população local a minerar em condições extremamente perigosas, extorquindo minérios e dinheiro de mineradores autônomos. Torturam, mutilam e assassinam quem resiste, espalhando terror e violência – inclusive estupros e sequestro de crianças. Eu não gostaria de participar disso tudo.

Nenhuma dos grupos de ativistas que denunciam o problema querem que as empresas ocidentais parem de comprar os minerais do leste do Congo. A Global Witness e aFairPhone, por exemplo, lembram que a mineração é meio de vida de muitas famílias, num pais onde se tem 82% da população desempregada. Porém, elas também frisam que que a atividade pode ser desassociada da violência: se, e apenas se, as companhias ocidentais assegurarem que não estão comprando minerais das milicias. Pensando no potencial dano a reputação, seria de esperar que as empresas levassem a sério o problema. Mas, exceto em alguns casos, este raciocínio está errado!

Entre os fabricantes, a Nokia parece ter ido mais longe, e seus esforços são bastante impressionante. Desde 2001 – muito antes da maioria das empresas começarem a se preocupar – ela tentou remover, de sua cadeia de fornecedores, o tântalo extraído ilegalmente. Agora, instrui seus fornecedores a mapear a origem dos metais minerados no Congo, antes que cheguem às fábricas. Entretanto, o problema esta longe de ser resolvido: eles me disseram que “não há nenhum sistema confiável na insdustria eletrônica que permita, à companhia determinar as fontes do seu material”. Há seis iniciativas por parte de governos, grupos voluntários e empresas esforçando-se para produzir telefones sem sangue e a Nokia esta envolvida em todos eles.

A resposta da Apple foi menos detalhada e persuasiva. Para dar uma ideia de quão complexo se tornou o problema, ela descobriu que seus metais são fornecidos por 211 fundições, generosamente distribuídas ao redor do planeta. Qualquer um deles poderia estar usando minerais apreendidos por milicias no Congo. Mas o fato a Apple ter mapeado sua própria cadeia de abastecimento é um bom sinal.

Dois anos atrás, a Motorola lançou um programa — aparentemente confiável — cuja finalidade é comprar tântalo de regiões sem conflito no Congo. Este tipo de projeto, que começa pela longa cadeia de fornecedores, garante uma renda para a população local, assegurando que as milicas armadas não tenham tanto lucro com a venda de seu celular. É difícil entender por que nem todos os fabricantes possam participar.

As outras empresas, escondem-se atrás da suas associações comerciais, e fazem de tudo para minar esse tipo de esforço. Há dois meses, entrou em vigor uma nova decisão da lei norte-americana Dodd Frank, que obriga as empresas a descobrir se os minerais comprados no Congo financiam grupos armados. Ela deveria ter sido aprovada antes, mas o lobby corporativo atrasou em 16 meses sua votação. Graças a um grande esforço, as empreas, que passaram 17 anos ignorando o tema, poderão continuar a fugir de suas responsabilidades por mais dois – desde que afirmem não saber a origem do material que compram.

Mesmo este período de “adaptação” não foi suficiente para elas. Três grupos de lobby — a Câmara Nacional da Indústria [National Association of Manufacturers], Câmara Norte-americana de Comércio [US Chamber of Commerce] e a Mesa Redonda dos Negócios [Business Roundtable] estão pressionando judicialmente o governo norte-americano a deixar a nova lei de lado. A Global Witness tem apelado para que certas empresas – entre as quais, Caterpillar, Dell, Honeywell, Motorola, Siemens, Toyota, Whirlpool e Xerox – afastem-se de tal lobby – porém, sem sucesso…

Suspeita-se que algumas empresas estejam “usando do anonimato oferecido pelas associações para tentar corroer a lei”, enquanto fazem declarações públicas sobre sua suposta gestão ética. Não tive tempo de me aprofundar nessa questão: talvez passamos destrinchá-la colaborativamente. Vamos contatar as os fabricantes de telefone para saber se pertencem a esses grupos de lobby; e questionar se vão denunciar publicamente a ação judicial e suspender a participação no lobby, até que a iniciativa seja descartada. Isso seria um bom teste para saber até onde eles realmente chegam.

Ainda não tomei minha decisão. Existe todas as outras questões a investigar, incluindo a vida extremamente curta desse telefones (uma pesquisa que fiz no twitter sugere que a maioria das pessoas substitui seus aparelhos depois de um a quatro anos). Talvez eu espere até a FairPhones fabricar um aparelho. Ou talvez eu não me importe em ter um smartphone. Poderia me contentar com menos imediatismo, menos acessibilidade e um pouco mais espaço para pensar.

Delfim: inflação alta e PIB baixo vêm desde FHC

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Economista e ex-ministro da Fazenda compara os dois governos tucanos com os dois de Lula e o primeiro de Dilma; o pior desempenho, em matéria de crescimento e alta de preços, foi o de Fernando Henrique, mas nenhum deles foi excepcional nos últimos vinte anos

No Brasil 247 

Em meio a críticas à inflação do atual governo e às escolhas da presidente Dilma Rousseff e de sua equipe econômica para controlá-la – como o fato de não elevar a taxa básica de juros – o economista e ex-ministro da Fazenda Antonio Delfim Netto publicou nesta quarta-feira 10 uma análise que compara a inflação e o PIB dos últimos governos e revela que “nunca tivemos sucesso na conquista de uma taxa de inflação realmente civilizada”, em suas próprias palavras.

O gráfico publicado na Folha de S.Paulo, junto ao artigo de Delfim Netto, com base em números do IBGE, mostra que a inflação nos dois governos de Fernando Henrique Cardoso era mais alta do que nos dois de Lula e no corrente, de Dilma. A média de crescimento do País (PIB) nas duas gestões de FHC também foi menor do que nas gestões de Lula. Todas, porém, foram maiores do que a atual, de Dilma, registrada em 2012.

A conclusão de Delfim é que “o Brasil concebeu um engenhoso programa de estabilização – o Plano Real”, mas que o desempenho de nenhum governo em matéria de crescimento e alta de preços foi excepcional nos últimos vinte anos. Segundo ele, a dramática experiência de conviver com uma inflação alta e persistente acabará nos levando ao “remédio fácil e enganador de aumentar a indexação das rendas dos agentes”.

Leia abaixo seu artigo:

Inquietação

O aumento da inquietação em relação às perspectivas da taxa de inflação é percebido pela sociedade, segundo pesquisa do Datafolha. Menos da metade dos entrevistados esperava que a taxa permanecesse a mesma ou diminuísse.

Isso é preocupante, porque análises empíricas sugerem que a taxa de inflação do ano corrente é explicada pela taxa do ano passado e pela “expectativa” da própria inflação -que é muito influenciada pelo aumento dos salários reais acima da produtividade do trabalho, como temos tido há anos.

Quando não corrigida por algum fator, por exemplo, um aumento do juro real que

leva a uma alta do desemprego e a uma moderação salarial, ela tende a assumir sua própria dinâmica, e o custo social para controlá-la aumenta exponencialmente.

O Brasil concebeu um engenhoso programa de estabilização -o Plano Real- depois de quatro ou cinco tentativas frustradas. Mas, desde sua implementação, em 1994, nunca tivemos sucesso na conquista de uma taxa de inflação realmente civilizada (em torno de 2% ou 3%) e nunca reconquistamos o dinamismo de crescimento (em torno de 5%).

A tabela abaixo, na qual se mostra a inflação e o crescimento, revela isso:

 

 

A grande verdade é que, depois da esplêndida vitória inicial, evitamos atacar com a energia necessária os gargalos institucionais, que reduzem a eficácia alocativa dos mercados quando não são realmente competitivos, e os estruturais, pelo abandono dos investimentos em infraestrutura, o que gera atritos que são dissipados em maior taxa de inflação.

De 1995 a 2012, a nossa taxa média de inflação foi da ordem de 7,4%, e o crescimento do PIB per capita, da ordem de 1,8%, resultados que estão longe de ser satisfatórios. É preciso reconhecer que fomos, a pouco e pouco, melhorando a inserção social e aumentando a igualdade de oportunidades, que são fatores civilizatórios, mas isso poderia ter sido ainda melhor com um crescimento do PIB per capita mais robusto e com uma inflação menor. É preciso dar maior atenção a esse problema, porque a paciência dos agentes econômicos com uma inflação tão alta e tão persistente, num período tão longo, está se esgotando.

A dramática experiência escondida em nosso subconsciente acabará acordando o remédio fácil e enganador de aumentar a indexação das rendas dos agentes.

Para advogada de defesa, ordem de invadir Carandiru foi “governamental”

Defensora dos 26 réus que vão a júri popular diz que ex-governador Fleury precisa “explicar como foi determinada a ordem”

Por Igor Carvalho na Revista Fórum

Advogada Ieda Ribeiro de Souza espera que ex-governador Fleury explique quem ordenou a invasão do Carandiru (Foto: Marcelo Camargo/ABr)

Logo após ter sido divulgada a decisão do juiz José Augusto Nardy Marzagão de  adiar o julgamento dos primeiros 26 policiais acusados de participarem do Massacre do Carandiru, a advogada Ieda Ribeiro de Souza, que defende todos os réus, afirmou que a ordem de invadir o complexo penitenciário veio de “um órgão estatal e governamental.” O governador à época, Luiz Antonio Fleury Filho, é uma das 10 testemunhas da defesa, porém, não compareceu ao Fórum Criminal da Barra Funda nessa segunda-feira (8).

Para Ieda, a presença do político é fundamental. “Espero que ele venha. O depoimento do doutor Fleury é essencial porque ele vai poder explicar como foi determinada a ordem e o que determinou o ingresso desses homens no Carandiru.”

Julgamento adiado

Eram 14h25 quando o juiz José Augusto Nardy Marzagão leu a decisão que informava o adiamento do julgamento para o próximo dia 15, às 9h. O fato não deve afetar a estratégia da defesa e da promotoria.

“Estamos preparados para esse julgamento, e agora teremos uma semana a mais para focar nele e aguardar – a previsão inicial era que ele durasse duas semanas, adiado, não sofrerá maior prejuízo”, afirmou o promotor Fernando Pereira da Silva.

A advogada de defesa seguiu a mesma linha de análise. “Foi um imprevisto, não temos como controlar um problema de saúde de uma jurada. Isso não prejudica a nossa estratégia, vamos continuar com o julgamento na semana que vem.”

Feliciano diz que só renuncia se Genoino deixar a CCJ

Após quase duras horas de reunião, o colégio de líderes partidários novamente não chegou a conclusão a respeito da permanência do deputado Marco Feliciano (PSC) na presidência da Comissão de Direitos Humanos (CDH) da Câmara. Com o colégio dividido, Feliciano manteve sua disposição de continuar na presidência da comissão e saiu fortalecido.

O presidente da Comissão de Direitos Humanos da Câmara, deputado Marco Feliciano, após reunião de líderes partidários no gabinete da presidência da Câmara. Foto: Antonio Cruz/Agência Brasil

O presidente da Comissão de Direitos Humanos da Câmara, deputado Marco Feliciano, após reunião de líderes partidários no gabinete da presidência da Câmara. Foto: Antonio Cruz/Agência Brasil

O único revés do pastor durante o encontro foi ceder aos apelos para que a realização de reuniões fechadas na comissão não seja uma regra. O que não significa dizer que elas serão sempre abertas.

Sob um ambiente de forte tensão, o pastor chegou a dizer, em tom de deboche, que só deixaria a presidência da comissão se João Paulo Cunha (PT) e José Genoino (PT), condenados no processo do “mensalão”, saíssem da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ).

Ao final, o placar terminou em empate. Do lado que defende a permanência de Feliciano no cargo figuram os líderes de PMDB, PR, PSD, PRB e PMN. Do outro lado, além do presidente da Câmara, Henrique Eduardo Alves (PMDB), estão os representantes de PT, PPS, PDT, PCdoB e PSOL. Alguns líderes não se pronunciaram.

O PSDB optou por não participar do encontro após avaliar que não havia saída regimental para resolver o problema.

Vítima

Segundo o relato de parlamentares, Feliciano portou-se como vítima de uma perseguição. A ponto de pedir “misericórdia” aos adversários. O pastor também disse que irá se policiar mais em declarações futuras; ao mesmo tempo, cedeu apenas ao apelo para que recuasse da decisão de fechar todas as reuniões da comissão. Feliciano ressaltou que pode recorrer novamente a medidas como a retirada de manifestantes ou a mudança de plenário caso os protestos impeçam o trabalho do colegiado.

Em face disso, os deputados contrários à permanência de Feliciano agora buscam uma alternativa regimental para permitir a retirada de um presidente de comissão. Pelas regras atuais, isso só é possível ao final de um processo no Conselho de Ética por quebra de decoro parlamentar.

Não há desenvolvimento sem hegemonia

Por Saul Leblon no Blog das frases

A inflação oficial de março, divulgada nesta 4ª feira, pode sinalizar a tão ansiada alta dos juros, reclamada há meses pelo rentismo, como se fora um ‘regulador Xavier’ dos males do país.

Não é.

A eventual oscilação da Selic, na reunião do Copom, na próxima semana, em mais 0,25% (a taxa básica de juro é de 7,25%) está longe de ser a panaceia cantada pela ortodoxia. Nem é a catástrofe, nem vai salvar a lavoura.

Na verdade, ela não altera as grandes determinações do quadro econômico e político atual.

O aumento do juro, num cenário em que a inflação incomoda, apenas confirma o quanto ainda se ressente o país de uma carpintaria de forças e planejamento democrático que imprimam, de fato, maior coerência ao processo de desenvolvimento.

A alta dos juros, por um lado, ‘reafirma ao mercado’ a disposição do governo de coibir a espiral dos preços. Ao mesmo tempo, calcifica desafios com os quais o país se debate para destravar o investimento nacional ( hoje abaixo de 20% do PIB).

O caso da indústria é ilustrativo.

O uso da capacidade instalada no setor recuou para 82,6% em fevereiro.Estava em 84,5%, em janeiro.

Portanto, sobra fôlego produtivo, mesmo com o juro em baixa.

Como, então, a reversão dessa tendência ajudaria na desejável retomada do investimento fabril?

Como impedir que ela reacenda a revoada de capitais especulativos que valorizam o câmbio, aceleram importações e definham a competitividade da manufatura brasileira no comércio mundial?

Falta um amálgama nessa equação.

As transformações requeridas no processo de desenvolvimento de qualquer sociedade ensejam conflitos e fricções que a mediação exclusiva do mercado só faz exacerbar.

Nenhuma nação conseguiu estabelecer um ciclo longo de crescimento sem a contrapartida de uma hegemonia política que o sustente.

Um passo importante é ter um sistema de comunicação pluralista, que eleve o discernimento da sociedade sobre os seus desafios e as suas escolhas.

Unasul enviará missão para acompanhar eleições na Venezuela

Por Wellton Máximo na Agência Brasil

Brasília – Previstas para o próximo domingo (14), as eleições presidenciais na Venezuela contarão com o acompanhamento de uma missão da União de Nações Sul-Americanas (Unasul), organização que reúne os 12 países da América do Sul. O anúncio foi feito pelo ministro das Relações Exteriores, Antonio Patriota, que recebeu hoje (9) o chanceler venezuelano, Elías José Jaua Milano.

De acordo com Patriota, o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Dias Toffoli representará o Brasil na missão da Unasul. Para Patriota, a Unasul tem papel determinante na verificação da legalidade das eleições e também para evitar que o resultado seja questionado. Os observadores também atuarão nas eleições no Paraguai, marcadas para o próximo dia 21.

No Brasil para assistir à apresentação da Orquestra Sinfônica Simón Bolívar no Teatro Nacional de Brasília, o chanceler venezuelano reafirmou o compromisso de que as eleições serão tranquilas e que o governo reconhecerá o resultado, seja ele qual for. “Tenho certeza de que o processo político vai acontecer em paz e de que serão respeitados os resultados. A aposta do nosso governo é pela paz, pela democracia, pelo respeito à decisão do povo venezuelano”, declarou, em tom otimista.

Sobre as eleições no Paraguai, Patriota disse que a votação é importante para permitir a reintegração do país vizinho à Unasul e ao Mercosul. Desde o impeachment do ex-presidente Fernando Lugo, em junho do ano passado, o Paraguai está suspenso das duas organizações.

Patriota e o chanceler venezuelano falaram com jornalistas depois da solenidade de condecoração do maestro José Antonio Abreu, fundador da Orquestra Simón Bolívar, que reúne músicos jovens. Em cerimônia no Palácio do Planalto, o músico recebeu da presidenta Dilma Rousseff a Ordem Nacional do Cruzeiro do Sul, mais alta comenda brasileira concedida a estrangeiros. De acordo com Patriota, Dilma mostrou-se favorável a um projeto de cooperação entre músicos brasileiros e venezuelanos.

Edição: Nádia Franco

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José Genoino, deputado federal (PT-SP)

Na primeira parte da entrevista, o deputado relembrou sua militância na Guerrilha do Araguaia, seu período de cinco anos na prisão durante a ditadura militar e sua vida na clandestinidade. Um dos condenados pelo Supremo Tribunal Federal (STF) no julgamento do mensalão, Genoino, que na época das denúncias era presidente nacional do PT, também explicou a principal acusação contra ele no esquema: os empréstimos, considerados fraudulentos, que o partido teria feito ao Banco Rural com o seu aval.

No segunda parte da entrevista, o deputado federal José Genuíno (PT-SP) criticou o trabalho de investigação do mensalão. “Até agora não tem prova de que um deputado tenha recebido pra votar. Eu afirmo categoricamente: ninguém comprou voto e não houve uso de dinheiro público”.

No último bloco, o deputado federal José Genoino, que passou cinco anos na prisão durante a ditadura militar, falou sobre a tortura que sofreu na época e deu sua opinião sobre a Lei da Anistia.