No Brasil 247
Primeiro foi o ex-presidente Fernando Henrique, que chamou “de erro de condução local” a escolha do novo presidente do PSDB em São Paulo em detrimento do serrista Andrea Matarazzo; agora, é o governador Geraldo Alckmin que diz não ter gostado da decisão; “A minha posição sempre foi clara: deve haver entendimento, uma executiva em que todos participem. Era a oportunidade do Andrea ser presidente do partido”, lamentou; Serra estaria de malas prontas para ingressar no Mobilização Democrática, criado por Roberto Freire
SP 247 - O ex-presidente Fernando Henrique considerou “erro de condução local” a forma como os tucanos de São Paulo fizeram a substituição da liderança do partido, que levou o vereador Andrea Matarazzo, o mais serrista de todos os tucanos, a retirar sua candidatura ao diretório paulista do partido. Agora, é a vez de o governador Geraldo Alckmin lamentar, numa indicação de que os tucanos começam mesmo a temer pela saída do ex-governador José Serra do partido para o recém-criado Mobilização Democrática, do deputado Roberto Freire (PE).
“A minha posição sempre foi clara: deve haver entendimento, uma executiva em que todos participem. Era a oportunidade do Andrea ser presidente do partido”, defendeu Alckmin, que foi acusado por tucanos ligados a Serra de se omitir na disputa interna, o que teria facilitado a articulação contra Matarazzo conduzida pelos secretários estaduais José Aníbal, Bruno Covas (Meio Ambiente) e Julio Semeghini (Planejamento).
Questionado sobre a ação de seus secretários, Alckmin negou apoio à articulação: “O que eu recomendei: o Andrea presidente, mas todos façam um bom entendimento. Agora, eu não sou coronel para ficar obrigando as pessoas a votar. Acho que não foi uma boa decisão”. Após o episódio, Matarazzo insinuou que pode deixar o partido, e seu destino pode ser o Mobilização Democrática, resultado da fusão entre PPS e PMN, que também pode ser o destino de Serra. O ex-governador, aliás, já foi convidado e estuda migrar de sigla.

