Sul-americanos resistem à criação de fundo financeiro com a África

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Por Fernando Exman no Valor

MALABO, GUINÉ EQUATORIAL - Um cabo de guerra entre diplomatas africanos e sul-americanos precede a chegada da presidente Dilma Rousseff a Malabo, Guiné Equatorial, onde acontece a Cúpula América do Sul – África (ASA).

Nas negociações realizadas hoje antes das reuniões dos chanceleres e dos chefes de Estado, os países africanos pressionaram pela criação de um fundo de financiamento para impulsionar projetos estruturantes nos dois continentes. Os países sul-americanos, entretanto, resistem. Argumentam que há diversas formas de cooperação que não exigem a criação de um fundo específico entre as duas regiões. Os africanos, por sua vez, dizem que tentam sem sucesso criar o fundo pelo menos desde 2009.

Nos bastidores, os diplomatas sul-americanos acrescentam que seus países também são economias em desenvolvimento com suas próprias deficiências em infraestrutura. Além disso, alertam para o risco de iniciativas ambiciosas não executadas “desmoralizarem” a ASA.

A solução que vem sendo construída é a criação de um grupo de trabalho para discutir a questão e entregar propostas concretas sobre o tema aos chefes de Estado ainda neste ano.

A primeira cúpula América do Sul-África foi realizada em 2006, na Nigéria. A segunda, organizada em 2009, foi sediada pela Venezuela. Dilma desembarca em Malabo na sexta-feira, e depois segue para a Nigéria.

 

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